
De 7 de maio a 25 de junho, o Fondo Nacional de las Artes (FNA) abre as inscrições para participar de seu Prêmio de Arquitetura 2019, voltado a arquitetos/as jovens que resolvam, de maneira criativa e eficaz, o projeto de espaços culturais.

De 7 de maio a 25 de junho, o Fondo Nacional de las Artes (FNA) abre as inscrições para participar de seu Prêmio de Arquitetura 2019, voltado a arquitetos/as jovens que resolvam, de maneira criativa e eficaz, o projeto de espaços culturais.

Por meio do IMPSOL (Instituto Metropolitano de Promoção de Solo e Gestão Patrimonial), a Área Metropolitana de Barcelona (AMB) deu início à construção de uma nova série de habitações de interesse social (VPO) na rua Anselm Clavé, em Sant Feliu de Llobregat (Barcelona, Espanha). A elaboração do projeto e a direção da obra estão a cargo de Guillermo López, do MAIO Architects.

Muitos arquitetos e arquitetas souberam diluir as fronteiras da disciplina e transferir seus conhecimentos em termos de projeto e desenho para outros campos tangenciais à arquitetura. Com a tecnificação, o desenvolvimento de materiais e a possibilidade de produzir objetos e móveis utilitários de forma industrial, muitos profissionais, paralelamente ao exercício da arquitetura, decidiram se dedicar a explorar o campo do design de mobiliário, objetos e produtos diversos que, seguindo o espírito da época, pudessem colaborar para melhorar a vida cotidiana das pessoas e responder aos novos cânones estéticos e modos de habitar.

Para responder às demandas cotidianas e permitir o correto desenvolvimento das funções domésticas, os espaços internos e externos de uma residência exigem certo nível de equipamento – por mais mínimo e essencial que seja. Em muitos casos, a escolha e o design do mobiliário que complementará o projeto de arquitetura acabam relegados a uma etapa “pós-construtiva” e, de modo geral, ficam sob a responsabilidade do próprio cliente.
No entanto, para alguns profissionais de arquitetura, o design do mobiliário é considerado parte indissociável do projeto. Aproveitando a plasticidade e a maleabilidade de determinados materiais, optam por conceber o mobiliário dos espaços internos em perfeita consonância com a arquitetura. Em seus projetos, bancos, estantes e bancadas integram-se à linguagem do espaço, desdobrando-se de forma escultórica e dando continuidade às superfícies de pisos, paredes e divisórias.

"El ladrillo es, sin duda alguna, el material de construcción más validado por el imaginario colectivo; desde las fábulas infantiles hasta los relatos más experimentales se han inspirado en los varios signos que le confiere su impronta."
Assim começa "Arquitecturas Argentinas con Ladrillo", um livro editado por Bisman Ediciones e coeditado pela Universidade de Morón e grupo UNICER, com a participação da Universidade Católica de Córdoba. Este, como um compêndio, representa uma seleção minuciosa de obras recentemente construídas na Argentina com um grande denominador comum: o estudo e uso do tijolo como material de construção para a arquitetura.
Por meio de diversos recursos gráficos como plantas, fotos e detalhes construtivos inéditos, o livro apresenta-se como um verdadeiro catálogo de tipologias que investiga a diversidade e versatilidade das aplicações da alvenaria na Argentina. Um volume que compila história, técnica e referências contemporâneas mostrando como, inevitavelmente, o tijolo se posiciona sendo um dos materiais distintivos e identificadores da arquitetura argentina e latino-americana.

Nos projetos de habitação coletiva, apartamentos e conjuntos residenciais, as intenções projetuais em relação às espacialidades ou às atmosferas costumam concentrar-se nos espaços onde as pessoas residentes passam a maior parte do tempo: o interior das unidades residenciais e, quando existentes, as áreas de uso comum – academias, salões multiuso, etc. Os espaços de circulação, por outro lado, são tratados como “zonas de passagem”, de modo que muitas vezes acabam respondendo mais a questões funcionais do que espaciais.

Você moraria em uma casa construída em uma fábrica? A evolução tecnológica no projeto e produção arquitetônica está trazendo mudanças inegáveis na maneira como pensamos e construímos a arquitetura. A possibilidade de materializar uma casa através de um sistema de peças fabricadas industrialmente em uma área fora do canteiro final da obra abriu a porta para muitos arquitetos investigarem e experimentarem novos materiais e tecnologias alimentados pela fabricação digital.

Embora muitas das residências construídas durante o movimento moderno, como ensaios projetuais sobre os novos modos de morar, tenham fomentado o surgimento precoce de "híbridos programáticos", associando habitualmente as moradias de artistas, pintores/as ou arquitetos/as com seus espaços de trabalho – basta lembrar, por exemplo, o ateliê que Le Corbusier projetou para o pintor Amédée Ozenfant em 1922 –, atualmente, os novos modelos de trabalho e a hiperconectividade favoreceram ainda mais o desenvolvimento de uma nova tipologia que considera que os espaços de trabalho podem fazer parte da arquitetura de caráter residencial. Arquitetos/as, escritores/as, fotógrafos/as, designers e pintores/as escolhem, cada vez com maior frequência, integrar seus estúdios e ateliês às suas residências, fusionando em um único conjunto o habitar com o trabalhar .

Seja devido à demolição total ou parcial de um edifício, seja para reforma ou adaptação de uma estrutura existente — em busca de sistemas de cobertura mais eficientes —, telhas de barro e cimento são materiais que muito frequentemente acabam virando entulho. Devido ao seu baixo custo de produção, telhas não costumam ser recicladas e reaproveitadas cotidianamente, menos ainda utilizadas para cumprir outra função que não a de cobertura. Felizmente, somando-se a uma crescente conscientização sobre os custos ambientais da produção de materiais para a construção civil, a cada dia mais, arquitetos e arquitetas têm se comprometido a reciclar e reaproveitar resíduos de antigas estruturas obsoletas, estabelecendo uma arquitetura responsável e inovadora. A seguir, elencamos alguns recentes projetos que apresentam soluções alternativas para a reciclagem e reincorporação de telhas na arquitetura contemporânea, seja em paredes, fachadas, elementos de proteção solar, pisos e até mobiliário.

Com excessão de alguns casos isolados, ao longo de todo o território do Peru—seja no litoral, na serra ou na selva amazônica—, o clima do país conserva características de regiões tropicais ou subtropicais, sendo que as diferenças entre as temperaturas médias durante o inverno e o verão não são muito significativas. Devido a sua localização e característica geográfica específica, a temperatura em todo o país oscila entre os 15° C e os 27° C ao longo do ano, sendo atípicas situações de frio ou calor extremo. Por este motivo, a relação entre arquitetura e a paisagem assim como entre os espaços interiores e exteriores, é um elemento de projeto muito explorado pela grande maioria dos arquitetos e arquitetas do país.

A madeira como recurso construtivo é uma questão milenar, tendo sua origem antes mesmo do desenvolvimento das ferramentas necessárias para trabalhá-la e explorar seu potencial. Este material caracteriza-se principalmente por sua grande versatilidade, cujas ilimitadas formas de uso e grande capacidade de dotar os espaços de atmosferas acolhedoras o tornam uma matéria-prima frequentemente escolhida na arquitetura.

As novas e crescentes demandas por mudança que as cidades apresentam diante do aumento demográfico fazem com que, no momento de projetar, nos deparemos com um tecido amplamente heterogêneo e em constante transformação.
O aumento da densidade urbana afeta diretamente o espaço livre disponível para o desenvolvimento de construções novas e independentes, resultando na justaposição de edificações onde a simultaneidade e a coexistência de buscas individuais conduzem a uma conformação variada do tecido urbano.

Muitos edifícios costumam cair em desuso devido às constantes transformações econômicas, sociais e tecnológicas que nossas cidades enfrentam. A inconsistência programática dos tempos atuais exige grande versatilidade e capacidade de adaptação de nossas infraestruturas, fazendo com que, cada vez mais, as edificações fiquem desabitadas, entregues ao abandono e à deterioração.
Apresentamos a seguir uma seleção de 20 projetos latino-americanos nos quais antigos galpões, residências, prisões, moinhos e mercados foram recuperados e transformados em centros culturais, museus e galerias.

O termo Dúplex – no que diz respeito às tipologias habitacionais – permite múltiplas interpretações, o que, em muitos casos, dá margem a uma aplicação e uso ambíguos. A definição do conceito dependerá principalmente do país ou região onde está sendo utilizado, admitindo sobretudo duas concepções. Em primeiro lugar, pode-se considerar um dúplex como uma unidade de habitação de dois pavimentos ou níveis conectados entre si por uma escada interna; geralmente, essa definição se aplica a apartamentos e residências localizados em países como a Espanha ou o Canadá, comumente presentes em centros urbanos. Por outro lado, também se pode considerar como dúplex um caso específico de projeto no qual duas habitações são unidas em paralelo, tendo cada uma o seu acesso independente, mas compartilhando uma parede divisória central. Em geral, é comum que o desenho dessas casas seja definido por uma simetria axial intencional, funcionando como casas gêmeas que compartilham as mesmas qualidades e a mesma disposição em planta. Esse tipo de moradia dúplex é especialmente comum na Argentina, na Bolívia, no Reino Unido, na Austrália e em algumas regiões dos Estados Unidos.

As ferramentas desenvolvidas em torno do trabalho com a madeira, aliadas às novas técnicas de produção, corte e tratamento do material, permitiram obter gradualmente produtos muito variados e de alta qualidade — com diversos tamanhos, resistências, tonalidades, formas e cores. Esses avanços possibilitaram que a madeira, como recurso, seja capaz de satisfazer as mais variadas demandas da construção civil, atuando como estrutura, fechamento, revestimento ou mobiliário em uma grande quantidade de projetos de arquitetura.

Pátios e jardins exteriores desempenham um papel fundamental na configuração e organização do espaço. Em muitos casos, estes elementos fornecem diretrizes para a organização de percursos, articulando espaços interiores e exteriores, proporcionando melhores condições de iluminação e ventilação natural, além de maximizar a conexão com a natureza sem no entanto, abrir mão da privacidade.

Seja como fechamento de um sistema de construção a seco -como Steel ou Timber frame, montado em armações de aço ou perfis de madeira-, ou como revestimento exterior em obras construídas com sistemas tradicionais, a chapa nervurada é uma opção vantajosa quando se trata de pensar os acabamentos externos de um projeto arquitetônico devido a sua economia, sua manutenção mínima e sua versatilidade, permitindo o uso tanto enquanto fechamento vertical quanto como telhados.
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O aumento da automação (processos mecanizados) dentro das etapas de materialização arquitetônica, tem visto uma notável aceleração nos últimos tempos, graças ao surgimento e desenvolvimento de ferramentas de fabricação digital. Essas ferramentas, tais como impressoras 3D, robôs de montagem ou cortadores a laser, permitiram o aperfeiçoamento das etapas de construção, proporcionando vantagens significativas relacionadas à otimização dos recursos, maior precisão e maior controle.
No caso específico da madeira, as ferramentas digitais de fabricação mais frequentemente utilizadas são as máquinas fresadoras, ou Routers CNC (Controle Numérico Computadorizado). Estas ferramentas permitem a interpretação de desenhos vetoriais 2D ou mesmo modelos 3D, convertendo-os em códigos de coordenadas que controlam as ações da ferramenta. Desta forma, as CNC ou fresadoras permitem, a partir de arquivos digitais (que podem ser feitos em softwares de design amplamente conhecidos, como o AutoCad), cortar madeira de forma fácil e rápida, deixando as peças prontas para serem montadas e combinadas em obra.