A primeira comunidade impressa em 3D do mundo está atualmente em construção em uma região remota do México. O projeto visa minimizar o problema das pessoas em situação de rua por meio da implementação de equipamentos de impressão 3D, proporcionando moradias seguras e adequadas.
A New Story é uma organização sem fins lucrativos fundada há cinco anos com o objetivo de fornecer moradias adequadas para pessoas que enfrentam extrema pobreza e habitação precária. Até o momento, a organização já construiu 2.700 casas, beneficiando 15.000 pessoas em regiões como Haiti, El Salvador, Bolívia e México. Embora tenham utilizado métodos tradicionais de construção no início, nos últimos dois anos começaram a explorar soluções construtivas inovadoras para acelerar o processo de construção e, assim, responder às crises habitacionais e à crescente demanda por habitação de interesse social.
No dia 20 de dezembro de 2019, a coletiva de imprensa de abertura da oitava edição da Bienal de Urbanismo\Arquitetura de Duas Cidades de Shenzhen e Hong Kong (Shenzhen) (doravante denominada “UABB”) foi realizada no Museu de Arte Contemporânea e Planejamento Urbano de Shenzhen (MOCAPE), anunciando o início oficial do evento deste ano.
Com o tema “Interação Urbana” (Urban Interactions), esta edição da UABB tem como curadores-gerais o arquiteto e diretor do Senseable City Lab do MIT, Carlo Ratti, o membro da Academia Chinesa de Engenharia, Meng Jianmin, e o renomado curador e crítico de arte, Fabio Cavallucci. O Laboratório Conjunto de Turim-Sul da China (Universidade de Tecnologia de Turim e Universidade de Tecnologia do Sul da China) atua como curador acadêmico. A exposição foi inaugurada em 21 de dezembro de 2019 nos locais principais — a Estação de Trem de Alta Velocidade de Futian e o Museu de Arte Contemporânea e Planejamento Urbano de Shenzhen — abrindo oficialmente ao público em 22 de dezembro. Paralelamente, nove subexposições espalhadas pelos distritos de Shenzhen funcionarão em sinergia com o espaço principal, estabelecendo uma rede orgânica de interação por toda a cidade.
A mostra divide-se em duas seções: “Olhos da Cidade” (Eyes of the City) e “Ascensão Urbana” (Ascending City), investigando por diferentes prismas a evolução da relação entre o espaço urbano e a inovação tecnológica. O espaço principal abriga mais de 140 obras, reunindo mais de 280 participantes de 24 países e regiões, incluindo escritórios e profissionais renomados internacional e nacionalmente, como MVRDV, Liam Young, Stefano Boeri, Sou Fujimoto, Thomas Heatherwick, Ryoji Ikeda, além de Wang Shu, Yung Ho Chang, Dominique Perrault, Philip F. Yuan, Liu Cixin, os acadêmicos Cui Kai e Wang Jianguo, entre outros arquitetos/as, artistas e instituições.
Queridos leitores e leitoras, com a valiosa companhia de vocês, o ArchDaily completou sua jornada ao longo de 2019. Durante este ano, mantivemos nosso compromisso diário de divulgar e debater a arquitetura global; crescemos, conquistamos o reconhecimento de arquitetos e arquitetas, e contamos com o apoio contínuo de nosso público. Recebemos mensagens calorosas de centenas de escritórios de todo o mundo e, aqui, convidamos você a se inspirar com a criatividade de seus cartões festivos!
https://www.archdaily.com.br/pt/1068598/boas-festas-cartoes-de-fim-de-ano-de-arquitetos-as-de-todo-o-mundo韩爽 - HAN Shuang
No dia 22 de dezembro de 2019, foi aberta ao público a 8ª Bienal de Urbanismo\Arquitetura Bi-Cidade (UABB) em Shenzhen, na China. Sendo a exposição de arquitetura mais visitada do mundo, a Bienal constitui um momento de grande relevância para a disseminação do conhecimento arquitetônico e para a geração de diálogos e canais de retorno entre designers e cidadãos/ãs. Intitulada “Urban Interactions” [Interações Urbanas], a edição de 2019 da Bienal volta sua atenção para a complexa questão de como os avanços tecnológicos impactarão as relações que as cidades compartilham com as pessoas, a tecnologia, a natureza e entre si.
Parede em treliça espacial de argamassa com extrusão robótica (IASS 2019, Form and Forces) por Romain DUBALLET (Diretor Acadêmico do Design by Data Research Studio) com Mahan MOTAMEDI, Nicolas DUCOULOMBIER, Paul CARNEAU, Léo DEMONT, Romain MESNIL, Olivier BAVEREL, Jean-François CARON.
Em 2016, a École des Ponts ParisTech lançou o "Design by Data", um programa de pós-graduação (Mastère Spécialisé) em design computacional e robótica voltado para o projeto e a construção arquitetônica. O curso foi concebido para atender à crescente demanda por tecnologias de engenharia inovadoras aplicadas à arquitetura e ao projeto estrutural no âmbito profissional. O Design by Data capacita os/as profissionais no domínio de ferramentas avançadas de design (programação, algoritmos, inteligência artificial) e métodos de fabricação e projeto digital (robótica, impressão 3D, eletrônica e mecatrônica), aplicando-os a projetos de arquitetura e construção.
Em 2019, o ArchDaily publicou mais de 5.000 projetos de arquitetura, dentre os quais centenas de residências. A partir de sua popularidade, selecionamos 56 projetos que se destacam por sua inovação, tecnologia e originalidade projetual. Dispersos globalmente por paisagens urbanas, rurais, montanhosas e litorâneas, esses projetos variam significativamente em termos de estrutura e materialidade — da alvenaria tradicional aos sistemas pré-fabricados de última geração. A maioria dessas residências busca estabelecer um diálogo contínuo entre arquitetura e natureza, seja através de uma inserção direta na paisagem, seja pela introdução de áreas verdes em contextos urbanos mais densos. A seleção a seguir divide-se em duas categorias: habitação coletiva (representada por edifícios de apartamentos) e casas unifamiliares (que englobam moradias isoladas e reformas de unidades habitacionais).
https://www.archdaily.com.br/pt/1070597/colecao-das-melhores-casas-de-2019韩爽 - HAN Shuang
O concreto é o material com maior pegada de carbono encontrado no ambiente construído, e a terra batida é uma alternativa viável — pelo menos para projetos de uma certa escala. O escritório de arquitetura sediado em San Antonio Lake|Flato optou pela terra batida em dois de seus projetos residenciais, como este no oeste do Texas. Cortesia de Kyle Melgaard/Pilgrim Building Company
Profissionais da área finalmente começaram a adotar uma abordagem mais refinada em relação ao carbono emitido por novos edifícios. Será que é tarde demais?
Comecei a chamá-los de "momentos de revelação do carbono" — aqueles alarmes internos que tocam quando você começa a perceber o devastador custo ecológico de cada superfície construída ao seu redor. Cada calçada pela qual você já caminhou, cada edifício em que já entrou e, também, cada material dentro desses edifícios. É o tipo de coisa que, uma vez percebida, não se consegue mais ignorar; o tipo de conhecimento capaz de transformar uma visão de mundo — ou uma prática profissional.
O Design:ED Podcast traz um olhar aprofundado sobre o campo da arquitetura sob a perspectiva de profissionais que lideram o setor. Esta série motivacional oferece uma visão única sobre a construção de uma carreira de sucesso no projeto, desde os primeiros passos até o reconhecimento internacional. A cada semana, pessoas convidadas compartilham os altos e baixos de suas trajetórias rumo ao sucesso, inspirando o público em todos os níveis do mercado. Ouvir essas histórias oferece um roteiro valioso para quem busca impulsionar sua carreira e elevar seu trabalho a um novo patamar.
Neste episódio, o apresentador Aaron Prinz conversa com Chris Mulvey, Diretor Executivo da Safdie Architects. Chris traz detalhes dos bastidores do projeto do Raffles City Chongqing, revela como é trabalhar lado a lado com Moshe Safdie e explica a abordagem singular do escritório como uma firma de design global.
No dia 20 de dezembro de 2019, a coletiva de imprensa de abertura da oitava edição da Bienal de Urbanismo/Arquitetura de Duas Cidades de Shenzhen e Hong Kong (Shenzhen) (doravante denominada “UABB”) foi realizada no Museu de Arte Contemporânea e Planejamento Urbano de Shenzhen (MOCAUP), anunciando o início oficial do evento.
Com o tema “Interação Urbana”, esta edição da UABB tem como curadores-gerais o arquiteto e diretor do Senseable City Lab do MIT, Carlo Ratti, o acadêmico da Academia Chinesa de Engenharia, Meng Jianmin, e o renomado curador e crítico de arte, Fabio Cavallucci. O Laboratório Conjunto Sul da China-Turim (Politecnico di Torino e South China University of Technology) atua como curador acadêmico. A exposição foi inaugurada em 21 de dezembro de 2019 nos locais de exposição principais — a Estação de Trem de Alta Velocidade de Futian e o Museu de Arte Contemporânea e Planejamento Urbano de Shenzhen —, abrindo oficialmente ao público em 22 de dezembro. Paralelamente, nove sub-sedes distribuídas pelos distritos de Shenzhen funcionarão em sinergia com a exposição principal, estabelecendo uma rede orgânica de interação por toda a cidade.
A exposição compreende duas seções principais: “Olhos da Cidade” e “Ascensão da Cidade”, concebidas para explorar, sob diferentes perspectivas, a constante evolução da relação entre o espaço urbano e a inovação tecnológica. O espaço principal abrigará mais de 140 obras, reunindo mais de 280 participantes de 24 países e regiões, incluindo escritórios e figuras de renome nacional e internacional, como MVRDV, Liam Young, Stefano Boeri, Sou Fujimoto, Thomas Heatherwick, Ryoji Ikeda, além de Wang Shu, Yung Ho Chang (Zhang Yonghe), Dominique Perrault, Philip F. Yuan (Yuan Feng), Liu Cixin, e os acadêmicos Cui Kai e Wang Jianguo, entre outros/as arquitetos/as, artistas e instituições de prestígio.
https://www.archdaily.com.br/pt/1070731/guia-da-secao-cidade-ascendente-da-uabb-2019舒岳康 - SHU Yuekang
O Design:ED Podcast revela os bastidores da arquitetura sob a perspectiva de profissionais que lideram o setor. Esta série inspiradora oferece uma visão única sobre a construção de uma carreira de sucesso no projeto, desde o início humilde até o reconhecimento internacional. A cada semana, convidados/as compartilham os altos e baixos de suas trajetórias rumo ao sucesso, servindo de inspiração para profissionais em qualquer estágio da carreira. Ouvir essas histórias proporciona um roteiro valioso para quem busca progredir profissionalmente e elevar seu trabalho a um novo patamar.
Neste episódio, Arne Emerson, sócio do Morphosis, participa do podcast para discutir a nova torre do 7132 Hotel em Vals, na Suíça, a recente expansão da liderança do escritório e como o Morphosis está impulsionando o campo da arquitetura.
Seul é considerada uma das cidades mais densamente povoadas e caras do mundo, com o metro quadrado chegando a impressionantes US$ 80.000. As condições extremas da cidade têm obrigado profissionais da arquitetura local a atuar, projetar e construir a partir da contextualização das questões urbanas, tradições e história locais. Essa abordagem serviu de base teórica para “The Condition of Seoul Architecture”, publicação do escritório multidisciplinar TCA Think Tank que reúne a perspectiva de 18 inovadores nomes da arquitetura sul-coreana. Nesta entrevista, Pier Alessio Rizzardi, fundador do escritório, conversa com Chi Min-suk, do Mass Studies, que compartilha sua visão sobre a arquitetura efêmera e o que mais influencia o trabalho do estúdio.
Diluindo os limites entre a superfície e o subsolo, The In-between Scape e Transitorre reimaginam de forma audaciosa a Mina de Sal de Petralia Soprana como um ponto de encontro de contrastes — onde a educação se funde com o lazer, a natureza com a arquitetura, e os/as visitantes tornam-se parte da história. Esses projetos visionários, nascidos do programa Architecture for Landscape da YACademy, utilizam formas ousadas e materiais inovadores para instaurar um diálogo entre as pessoas e o lugar, transformando a mina em uma experiência imersiva e profundamente conectada. Com base em uma década de experiência em intervenções de projeto em sítios naturais extraordinários, o programa oferece uma jornada educacional única voltada para uma arquitetura significativa e orientada pelo contexto.
Ao longo do curso, a Yacademy busca capacitar profissionais do design para intervir em contextos naturais surpreendentes e monumentais. Por meio de um programa abrangente de palestras ministradas por arquitetos/as de renome, visitas técnicas exclusivas, workshops práticos e revisões de projetos, os/as profissionais tornam-se cada vez mais capazes de reconectar a ação humana ao ambiente natural, inspirando-se na paisagem para conceber arquiteturas excepcionais, sustentáveis e impactantes. Além disso, o programa assegura um estágio em um escritório de arquitetura de grande prestígio.
A trajetória de Christele Harrouk na arquitetura foi moldada pelo ambiente complexo e em constante mutação de sua criação no Líbano — um lugar marcado por contradições, transformações e resiliência. Embora seu ingresso na área não tenha sido planejado, a disciplina logo se tornou uma lente profunda pela qual ela compreende o mundo e suas complexidades. Ao aliar sua paixão pela escrita à sua experiência em arquitetura e desenho urbano, Christele descobriu uma voz única na interseção desses campos, adotando o trabalho editorial como uma plataforma poderosa para influenciar o discurso e amplificar narrativas diversas.
Como editora-chefe do ArchDaily, Christele está profundamente comprometida em moldar o discurso arquitetônico por meio de uma curadoria criteriosa. Ela busca projetos e histórias que dialoguem profundamente com o contexto, a cultura e as realidades sociais — priorizando aqueles que vão além de apresentar a arquitetura como mera forma ou função. Para ela, o real valor reside em conteúdos que desafiam as narrativas dominantes, amplificam vozes marginalizadas e fomentam debates críticos em comunidades globais.
Combinando talentos emergentes e marcas consagradas, a edição deste ano da International Contemporary Furniture Fair promoveu conexões significativas, dinamismo comercial e debates aprofundados em toda a comunidade global de design.
De volta ao Javits Center em maio deste ano, a edição de 2025 da International Contemporary Furniture Fair (ICFF) reuniu mais de 400 marcas de design de 35 países, consolidando seu papel como ponto de encontro central para o design contemporâneo na América do Norte. Abrangendo os setores residencial, comercial e hoteleiro, a feira atraiu mais de 13 mil visitantes e manteve um forte engajamento em todas as frentes — mesmo diante da contínua volatilidade do mercado e das pressões tarifárias.
O papel do/a arquiteto/a tradicionalmente tem sido relativamente bem definido: projetar um edifício, dirigir o projeto, coordenar a logística e orientar a construção até a sua conclusão. À medida que campos especializados proliferaram, em paralelo a uma economia social em rápida mutação, a prática da arquitetura se diversificou, abrindo múltiplos caminhos para que arquitetos e arquitetas contribuam com a sociedade.
Desde a década de 1980, uma das mudanças mais consistentes talvez tenha sido a separação entre o/a "arquiteto/a de concepção" e o/a "arquiteto/a técnico/a responsável". Onde antes um único escritório conduzia o projeto do conceito à conclusão, a internacionalização — somada ao trabalho transfronteiriço, regimes de licenciamento, modelos de contratação e estruturas de responsabilidade civil — incentivou essa divisão. As equipes de projeto definem cada vez mais a direção conceitual e esquemática, para então transferir o desenvolvimento do projeto a arquitetos/as técnicos/as locais para detalhamento técnico, aprovações e execução em canteiro. Esse modelo apresenta vantagens claras — especialização mais refinada, eficiência e, frequentemente, maior rentabilidade (ou serviços oferecidos a custos reduzidos) —, mas também segmenta a profissão e pode distanciar a autoria da execução física.
Qual seria, então, a próxima mudança e que novas sinergias poderiam redefinir o papel do/a arquiteto/a? De que maneira os/as arquitetos/as devem se adaptar ao clima profissional em transformação? Uma trajetória promissora é a transição de objetos singulares e permanentes para um processo contínuo de placemaking — programas iterativos e específicos para cada contexto que prototipam, testam e refinam ideias espaciais em espaço público. Em vez de produzir uma única obra icônica e de grande escala que define um local por décadas, esse modelo privilegia ciclos de criação, uso, avaliação e ajuste na escala comunitária.
"Se os edifícios pudessem falar", como certa vez ponderou um/a cineasta, então a paisagem urbana de Osaka poderia soar barulhenta, vibrante e com algumas arestas por aparar — e, ainda assim, de algum modo, harmoniosamente composta. Assim como a própria cidade, o cenário arquitetônico reflete o caráter singular de Osaka: estruturado em camadas, dinâmico e repleto de uma energia caótica. Com uma população de 2,7 milhões de habitantes e em constante crescimento, esse denso centro urbano continua a evoluir de maneira idiossincrática.
O espaço arquitetônico há muito é moldado pela permanência: cômodos com funções fixas, fachadas que definem claramente onde o exterior termina e o interior começa. No entanto, a vida contemporânea é definida pela sobreposição e pela transição: entre o trabalho e o morar, o interior e o exterior, a privacidade e a comunidade. As necessidades espaciais evoluem continuamente, exigindo uma arquitetura capaz de responder, adaptar-se e permanecer relevante ao longo do tempo.
Nesse contexto, a adaptabilidade surge não apenas como uma ambição de projeto, mas como uma necessidade sustentável. Edifícios que se ajustam a usos dinâmicos, climas em transformação ou novas formas de habitar prolongam sua vida útil e reduzem a necessidade de demolições ou grandes reformas (retrofits). A flexibilidade torna-se uma medida de resiliência, permitindo que as estruturas mantenham sua vitalidade ao longo de décadas. Mas de que maneira a arquitetura pode responder às formas em constante evolução como habitamos e vivenciamos o espaço?
O brincar vai além de sua dimensão recreativa, configurando-se como um ato social que estimula as crianças a aprender, interagir, criar e se relacionar com seu contexto espacial. Como aponta Johan Huizinga em Homo Ludens, o brincar é um elemento fundamental da cultura, no qual as crianças criam laços e exploram formas de coexistência. Quando a arquitetura dos espaços de lazer exclui determinados corpos ou modos de participação, a experiência coletiva fragmenta-se e perde parte de seu sentido. Projetar sob a perspectiva da inclusão significa, portanto, reconhecer que o verdadeiro valor do brincar reside em seu potencial de ser compartilhado por todas as pessoas.
https://www.archdaily.com.br/pt/1143298/playgrounds-inclusivos-todos-os-corpos-podem-brincar-por-meio-da-arquiteturaEnrique Tovar
A Milan Design Week 2025 é um dos eventos mais importantes do mundo do design, ocorrendo de 8 a 13 de abril. Seguindo a tradição dos anos anteriores, a cidade de Milão abrigará uma variedade de exposições, instalações e debates em seus diversos distritos, cada um oferecendo uma atmosfera única e um foco temático próprio. Paralelamente ao consagrado Salone del Mobile 2025, no amplo centro de exposições Rho Fiera, haverá inúmeras atividades e iniciativas coordenadas sob a agenda do Fuorisalone. Este artigo serve como um guia para navegar pelos diversos eventos, destacando os principais locais e instalações, desde a grande feira até os vibrantes distritos de design e espaços singulares, como pátios históricos e áreas industriais revitalizadas.
Em cidades de todo o mundo, as relíquias da produção industrial tornaram-se laboratórios de uma nova condição urbana. Galpões, usinas e estaleiros, outrora símbolos do trabalho e do progresso, hoje se erguem como vastas cascas vazias, à espera de serem reimaginados. Em vez de apagar essas estruturas, arquitetos e arquitetas estão encontrando maneiras criativas de adaptá-las às necessidades contemporâneas, transformando espaços de manufatura em locais de cultura, educação e vida comunitária.
Essa mudança reflete uma transformação mais ampla nas prioridades arquitetônicas: construir menos e reutilizar mais. A prática do reuso adaptativo responde simultaneamente à urgência ambiental e à necessidade de continuidade cultural nos ambientes urbanos.
Por ocasião da Design Week 2025, a Gessi transforma a Casa Gessi Milano em uma experiência de Haute Culture, colocando o bem-estar pessoal no centro das atenções. Com uma presença consolidada no cenário internacional do design, a Gessi continua a incorporar uma visão de inovação, bem-estar e sensibilidade estética refinada. Desde sua inauguração em 2012, este espaço icônico na Via Manzoni tornou-se um ponto de encontro singular onde criatividade, elegância e experimentação dialogam.
A arquitetura de mercados contemporânea no México frequentemente se inspira em seus precedentes pré-hispânicos. O Mercado de Tlatelolco na antiga Tenochtitlan, por exemplo, caracterizava-se por uma grande praça aberta pavimentada com pedras e "ruas" demarcadas, divididas em seções para mercadorias específicas, servindo como um importante ponto de encontro para o intercâmbio social e econômico. De modo semelhante, a tradição dos Tianguis, uma tipologia de mercado efêmero integrada à ampla tradição mesoamericana, também organizava barracas em corredores dentro de uma praça pública, refletindo os princípios de organização observados em Tlatelolco. Esses modelos históricos estabeleceram as bases para a tradição dos mercados públicos no México e em países da América Central, onde o espaço público se funde ao arranjo estruturado do comércio. Hoje, embora muitos dos espaços comerciais do México — com destaque para a Central de Abasto na Cidade do México e outros mercados tradicionais como Jamaica, Merced e San Juan — tenham adotado um caráter permanente no atendimento às suas comunidades, os tianguis mantêm sua forte presença na sociedade mexicana.
Historicamente — a exemplo de outras formas culturais — a arquitetura tem sido documentada, compartilhada e promovida principalmente pela mídia impressa. Livros, periódicos e revistas veiculavam os argumentos e as imagens da disciplina e, como a prática arquitetônica depende fortemente da comunicação visual, os periódicos impressos criavam uma ponte entre as publicações acadêmicas e as revistas comerciais. Ao longo das décadas do pós-guerra, volumes belamente produzidos estabeleciam um ponto de vista coletivo, sinalizando o que o campo profissional amplamente considerava digno de discussão ou exemplar.
Nos principais centros culturais, um punhado de publicações moldava esse discurso: suas perspectivas eram tipicamente sofisticadas, profissionais e cuidadosamente editadas — sintetizando uma produção global difusa em uma pequena constelação de projetos notáveis. É indiscutível que o sistema privilegiava certas práticas e geografias, mas ele também ampliava o alcance da arquitetura para públicos mais amplos. Os edifícios começaram a se fixar no imaginário popular; o turismo cultural — viagens realizadas expressamente para vivenciar a arquitetura — deixou de ser uma raridade para se tornar um ritual.