Quatro anos após o início da pandemia de COVID-19, seus reflexos ainda são sentidos nos setores de construção e imobiliário nos Estados Unidos. A aceleração do trabalho remoto e dos modelos híbridos tem provocado uma queda acentuada na demanda por espaços corporativos tradicionais nas cidades do país. Em grandes metrópoles como Nova York e São Francisco, as taxas de ocupação despencaram, o valor dos imóveis diminuiu e os aluguéis caíram significativamente. Enquanto os/as arquitetos/as projetam o futuro do trabalho, o mercado imobiliário divide-se sobre a viabilidade de se investir no crescente estoque de edifícios de escritórios vazios do país.
A manipulação e a combinação de materiais são buscas constantes na arquitetura. Isso não apenas ampliou as possibilidades construtivas, mas também permitiu a criação de formas e estéticas singulares a partir de uma mesma materialidade. Um exemplo disso é o cimento Portland, elemento essencial na mistura de água e agregados que compõem o concreto, que viabiliza a criação tanto de elementos estruturais quanto decorativos. Paralelamente, como resultado da pesquisa por materiais inovadores, o fibrocimento surgiu (inventado por Ludwig Hatschek) no final do século XIX, combinando cimento Portland, materiais de origem mineral e fibras de celulose.
Atualmente, o fibrocimento — caracterizado por qualidades técnicas fundamentais como esbeltez, leveza, durabilidade e flexibilidade estética — destaca-se em diversas aplicações ligadas ao design, que vão do mobiliário a sistemas de fachadas. É nestas últimas que o material assume expressões notáveis, graças às suas texturas, incombustibilidade, resistência à chuva e maleabilidade. Por esse motivo, elaboramos um guia de projeto que aborda o uso do fibrocimento, explorando os princípios a serem considerados no detalhamento de fachadas, no que diz respeito à sua materialidade, dimensões, paginação, detalhes e aplicações especiais.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140445/guia-de-projeto-trabalhando-com-fachadas-de-fibrocimentoEnrique Tovar
Imagem aérea de Los Angeles. Imagem via trekandshoot / Shutterstock
Várias cidades nos Estados Unidos estão sofrendo com a falta de milhões de unidades habitacionais. Agravada por outros fatores, essa escassez está aumentando radicalmente o custo tanto para alugar quanto para comprar casas. Los Angeles não é exceção; com 74% do seu território destinado exclusivamente à casas unifamiliares, a construção de habitações multifamiliares é limitada a uma área extremamente pequena da cidade, tornando a construção de novas habitações acessíveis muito difícil. Além disso, processos complexos de aprovação, que duram vários anos, muitas vezes tornam esses projetos ainda menos viáveis.
Por isso, em dezembro de 2022, a prefeita Karen Bass tomou uma decisão drástica ao declarar estado de emergência para acelerar a aprovação de projetos de habitação acessível, permitindo aos investidores acelerar projetos que contemplariam um sistema de aluguel estável por meio de permissões rápidas e isenções de regras de zoneamento. A Executive Direction (ED1) gerou um aumento nas solicitações para construção de habitações acessíveis, surpreendentemente, não apenas de investidores que usam dinheiro público, mas também de particulares.
Nos últimos anos, a Índia testemunhou o ressurgimento do interesse em materiais de construção naturais, impulsionado pelo aumento das preocupações ambientais e um crescente desejo de resgatar estilos de vida tradicionais. De Mumbai, com suas movimentadas ruas, às tranquilas aldeias de Kerala, arquitetos, construtores e comunidades estão se unindo para explorar o potencial da terra, do bambu, da cal e de outros materiais orgânicos na criação de estruturas que sejam relevantes para cada contexto e que também incorporem os ideais contemporâneos do país. Essa mudança em direção ao uso de materiais naturais e recursos vernaculares reflete um movimento em prol da sustentabilidade e de uma conexão mais profunda com a natureza.
O retiro Mysk Al Badayer no deserto nos arredores de Dubai, Emirados Árabes Unidos. Imagem cortesia de Mysk Al Badayer Retreat
Situados nas paisagens desérticas mais remotas do Oriente Médio e além, esses acampamentos oferecem uma oportunidade única de conexão com o ambiente através da experiência solitária em cenários amplos e expansivos.
Ao evitar intervenções estruturais que possam modificar as paisagens históricas, os projetos destacam habilidades, materiais e técnicas arquitetônicas tradicionais e locais, ao mesmo tempo em que oferecem interiores de luxo.
De Tafí del Valle a San Carlos de Bariloche, a implementação da pedra natural na arquitetura argentina contemporânea revela a decisão dos arquitetos de dialogarem com seu entorno, bem como destacar a pureza dos materiais. Embora a pedra seja um dos materiais de construção mais antigos que perdurou ao longo da história, sua aplicação em residências no Uruguai, Brasil ou México apresenta características diferentes em relação às texturas, formas, tons e padrões.
Algumas lições, mesmo que simples, podem ecoar de maneira duradoura em nossas práticas pessoais. É o caso de uma específica memória retomada ainda dos anos de graduação, no curso de Arquitetura e Urbanismo na Escola da Cidade, onde em uma aula de desenho técnico no segundo ano os professores sugeriram que retraçássemos as plantas da casa Butantã, do arquiteto Paulo Mendes da Rocha. A lembrança é que, de imediato, parte dos alunos considerou aquela atividade pouco especial ou sequer relevante, o que também pode ser compreensível, ao passo que para outros certamente foi prazeroso e frutífero – mesmo que não se lembrem desse específico episódio mais de uma década depois, como é aqui o caso. O valor de sermos expostos a diferentes atividades dentro das disciplinas, das mais as menos convencionais, das mais simples as mais elaboradas, é que cada indivíduo fará usufruto de uma ou de outra ferramenta e conhecimento de maneiras distintas. Daí a importância da amplitude de experiências, mesmo que dentro do aparentemente rígido ensino do desenho técnico. O que é banal para uns pode ser instrumental para outros, pontualmente ou de maneira prolongada.
Diversas métricas fundamentais podem ser mensuradas, desde objetivos financeiros até a gestão do relacionamento com clientes, inovação, influência e desenvolvimento profissional, ajudando arquitetos/as e designers a avaliarem seu desempenho sob diferentes perspectivas. Como diz o famoso ditado, "o que é medido é gerenciado". Para apoiar essa iniciativa, o 2024 Architecture Business Benchmarks Report, da Monograph, oferece uma análise minuciosa de cinco métricas fundamentais.
A intersecção entre neurociência e arquitetura/design vem apresentando inovações no ato de projetar espaços. Recentemente, a relevância do design inclusivo e regenerativo ganhou destaque, abordando a necessidade de criar ambientes que acolham a diversidade humana, incluindo idosos e pessoas com neurodiversidade. Este enfoque não só amplia a acessibilidade como também promove a regeneração ambiental e o bem-estar dos usuários.
O efeito ilha de calor urbana ocorre quando pavimentos, estradas e edifícios absorvem o calor do sol e o irradiam de volta, causando um aumento na temperatura e impedindo a cidade de se resfriar. Com a crescente dependência de carros nas cidades, o número de vagas de estacionamento também está aumentando. Isso resultou na conversão de grandes áreas de terreno permeável coberto com vegetação em superfícies duras e impermeáveis. O uso de materiais como asfalto, combinado com a falta de sombra, as superfícies de aço reflexivas dos carros estacionados e a perda de vegetação nessas extensas áreas de estacionamento, contribui para a amplificação dos efeitos de alta temperatura e eventos de calor extremo, tornando os espaços urbanos desconfortáveis. Essa transformação está impactando o clima das regiões dependentes de carros e demanda ideias e esforços colaborativos para mitigar os efeitos negativos do aumento do calor.
Por décadas, nossa sociedade e o desenvolvimento de nosso ambiente construído têm sido fortemente associados a processos extrativos intensivos. Enquanto esses métodos foram fundamentais para o crescimento das áreas urbanas, eles também prepararam o terreno para desafios significativos que as gerações contemporâneas enfrentam hoje. Atualmente, os resíduos de construção se acumulam nas periferias de nossas cidades, e resíduos plásticos flutuam nos oceanos.
Neste contexto, e de forma semelhante à ideia expressa por Alvar Aalto, que afirmou que "a arquitetura moderna não implica o uso de novos materiais, mas sim empregar os materiais existentes de forma mais humana", é crucial reconsiderar como gerenciamos nossos recursos e resíduos. Essa mudança de direção nos oferece novas oportunidades para enfrentar os desafios que a crise climática em andamento trouxe. Em resposta, diversas ações estão sendo tomadas, utilizando materiais como resíduos de alimentos, madeira reciclada e resíduos plásticos, entre outros, explorando inovações em um contexto onde os materiais brutos estão se tornando cada vez mais escassos.
https://www.archdaily.com.br/pt/1013794/criando-mobiliarios-com-plasticos-reciclados-e-lixo-urbano-los-colados-projectEnrique Tovar
Suzhou Museum of Imperial Kiln Brick. Image Cortesía de Jiakun Architects
O Prêmio Pritzker é o reconhecimento mais importante que um arquiteto(a) pode receber em vida. A honraria é outorgada todos os anos a arquitetos e arquitetas cuja obra construída "tenha produzido significativas contribuições para a humanidade ao longo dos anos", segundo explica a própria organização responsável pela premiação. Por esta razão, o júri presta homenagem a pessoas e não a escritórios, como já aconteceu em 2000 (Rem Koolhaas ao invés do OMA), 2001 (Herzog & de Meuron), 2010 (SANAA), 2016 (Elemental) e 2017 (RCR Arquitectes), premiando seus fundadores (como no caso do SANAA), o então, um deles (Elemental).
Fundado em 2014 por Wang Chen e Jiang Shajun, o OUTIN.DESIGN é um escritório de design multidisciplinar baseado na China e premiado internacionalmente.
O processo criativo do OUTIN.DESIGN parte da observação de si, do cotidiano, da natureza, das pessoas, da arte e do próprio mundo, buscando coletar e traduzir impressões para refletir ideias, objetos e momentos por meio de uma linguagem de design experimental, prática e prospectiva.
Contamos com quatro equipes de design interdisciplinares — R.E.C, WMT, SIBAN e JEDI 404 —, que atuam de forma independente e em constante colaboração mútua. Suas investigações no campo do design abrangem um amplo espectro: arquitetura, interação social e comunitária, novos espaços comerciais, exposições e expografias, coworkings, hotéis criativos, projetos residenciais e de estilo de vida, design de interiores (produção e montagem), design de produto e desenvolvimento de mobiliário e suportes.
Cada equipe possui uma identidade própria e áreas de especialização distintas, o que nos permite oferecer aos clientes um suporte de projeto abrangente a partir de um rico cruzamento de conhecimentos. Essa estrutura fomenta a pluralidade e a diversidade nas comunidades criativas e na inovação tecnológica, preservando, ao mesmo tempo, a essência operacional do OUTIN.DESIGN como um escritório de atuação integrada.
De 4 a 6 de abril, a conferência internacional FABRICATE 2024será realizada na Royal Danish Academy, em Copenhague. Desde a sua criação em 2011, o FABRICATE consolidou-se como um fórum global para novas e radicais possibilidades na arquitetura, acolhendo milhares de participantes da prática profissional, da indústria e da pesquisa.
Neste primeiro artigo, apresentamos o/a arquiteto/a Anders Lendager, CEO e fundador/a do Lendager, um escritório pioneiro e um dos mais influentes estúdios de arquitetura e consultorias estratégicas em sustentabilidade e economia circular. O texto é um trecho do próximo livro do FABRICATE 2024, baseado em uma conversa conduzida pela copresidente Mette Ramsgaard Thomsen com Anders Lendager e Meejin Yoon, diretor/a da Cornell AAP. O livro será publicado na noite de abertura da conferência FABRICATE 2024.
O plástico policloreto de vinila (PVC) –comumente conhecido como vinil– está em toda parte. De fato, é provável que você esteja sentado perto de (ou sobre) algo que contenha PVC de alguma forma ou outra. Ele é utilizado em embalagens, autopeças, brinquedos infantis, roupas, acessórios, fios, móveis, suprimentos médicos e centenas de outros itens do dia a dia. Apenas este ano, a produção global superou 51 milhões de toneladas métricas, consolidando sua posição como o terceiro plástico mais produzido no mundo. É sobretudo na indústria da arquitetura, engenharia e construção que o material permanece soberano, respondendo por 60% a 70% de seu consumo total. A tal ponto que ele se tornou, de forma incontestável, o plástico mais utilizado em materiais de construção em todo o mundo, sendo frequentemente encontrado em tubos, conexões, pisos, coberturas, perfis de janelas e muito mais. Não é difícil entender o porquê: o PVC é durável, altamente versátil, econômico e fácil de manter. No entanto, como se costuma dizer, tudo tem um preço...
Uma ilha de cozinha corretamente dimensionada é mais do que apenas um elemento arquitetônico funcional — é um componente chave no projeto da cozinha. Além de suas funções principais, pode servir como um espaço versátil e adaptável a várias necessidades domésticas, melhorando a eficiência do fluxo de trabalho, fornecendo espaço de armazenamento adicional, promovendo a interação social e contribuindo para a estética geral do espaço.
Seja utilizada como balcão de café da manhã ou para refeições rápidas, como área de estudo para o dever de casa das crianças ou como ponto de encontro para receber convidados, sua flexibilidade melhora a funcionalidade e a habitabilidade de qualquer ambiente de cozinha. No entanto, determinar o tamanho apropriado para uma ilha de cozinha exige uma abordagem meticulosa, combinando considerações espaciais, requisitos de fluxo de trabalho e sensibilidades de projeto.
A arquitetura religiosa sempre teve um poder único para transcender o reino físico, transportando os visitantes para uma jornada espiritual. Em muitos sistemas de crença, ela funciona como um espaço entre o terreno e o divino universal. Essa experiência projetada muitas vezes pode ser facilitada por meio de diferentes escolhas, onde a luz, a forma, a materialidade e a circulação desempenham papéis essenciais. Além disso, a arquitetura e o design têm um profundo impacto na experiência espiritual vivenciada por cada indivíduo.
Esta exploração da arquitetura religiosa no sul global destaca a integração entre tradição e inovação contemporânea. Seja na Mesquita Omanense, onde a herança e a tradição islâmica são honradas, ou na Abrahamic Family House, que apresenta uma mesquita, uma igreja e uma sinagoga em diálogo e coexistência. A forma e o acesso público são explorados por meio de um projeto no Brasil, enquanto um mosteiro em Uganda expande seu tamanho para servir aos hóspedes e noviços.
Nas últimas décadas, o termo "reuso adaptativo" ganhou enorme popularidade como uma abordagem de construção ecológica. Mas e se houvesse algo mais poético em reestruturar um espaço e suas histórias para novos usuários? Estes arquitetos mostram que fachadas, paredes e texturas antes consideradas descartáveis podem obter novos significados por meio de combinações ousadas e inteligentes. Essas adaptações exibem com orgulho suas conversões e camadas de pátina histórica sob elas, como um distintivo de honra e falam da permanência dos edifícios e de sua impermanência no uso e na interpretação. Por meio de movimentos formais sutis e escolhas materiais audaciosas, eles transformaram estruturas que de outra forma teriam sido demolidas e as reimaginaram de maneiras novas e intrigantes.
O projeto e a construção de residências constituem um processo complexo que envolve uma variedade de fatores. Nesse processo, é fundamental considerar os diferentes elementos de projeto, incluindo bases, forros, divisórias, revestimentos, estruturas e fachadas, bem como a escolha dos materiais para cada um deles. Essa seleção deve estar alinhada às preferências do/a usuário/a e às condições internas e externas, considerando principalmente a durabilidade, a eficiência energética e a estética.
Simplificando o processo de projeto, a Volcan desenvolve soluções construtivas de fibrocimento Volcanboard para diferentes elementos construtivos. Com uma variedade de espessuras para se adaptarem a diversas aplicações, essas placas de fibrocimento destacam-se por suas propriedades de resistência ao fogo e à umidade, bem como por sua longa durabilidade e versatilidade de uso. A seguir, exploraremos diversas aplicações em que o Volcanboard é incorporado ao projeto residencial.
Espaços imersivos são ambientes altamente sensoriais destinados a criar experiências impactantes criadas por meio de uma arquitetura com curadoria de luzes, imagens, sons e às vezes até mesmo cheiros. "Imergir" é ser envolto em um mundo moldado por estímulos sensoriais imediatos. Usar ferramentas digitais para criar esses ambientes e exibir arte, exposições cativantes e apresentar eventos de performance tornou-se cada vez mais popular. Experiências evocativas como essas podem oferecer um alívio da inundação de conteúdo digital personalizado e promover encontros compartilhados e fundamentais. O projeto desses ambientes pode existir na interseção da arquitetura, do design gráfico, da arte visual, do design de iluminação, da música e da performance. Eles destacam o poder da colaboração interdisciplinar para criar momentos memoráveis. Então, qual é o papel da arquitetura na formação desses ambientes?
Historicamente, diversas cidades pelo mundo foram assentadas e construídas sobre encostas, em que se é possível notar os inúmeros desafios urbanos enfrentados por elas, em razão de suas condições topográficas. Mas para além de questões relativas à suas infraestruturas urbanas ou aos seus sistemas de transportes, que podem tornar-se mais complexos devido à geografia do local, a ocupação urbana de encostas também costuma envolver diversas interseções de questões sociais, ambientais e econômicas.
Muitas vezes, essas ocupações são realizadas por comunidades vulneráveis e de baixa renda, impulsionadas por uma série de motivações. Com frequência, a falta de informações sobre certos perigos, aliada à escassez de políticas habitacionais adequadas, resulta em decisões e ações que colocam essas comunidades em situações de alto risco, especialmente durante o período de chuvas, resultando em um ciclo que afeta desproporcionalmente os residentes mais marginalizados.
A água, fluida e dinâmica por natureza, há muito serve de inspiração para arquitetos/as e designers. Desde as civilizações antigas até as metrópoles modernas, sua presença tem moldado projetos arquitetônicos e paisagens urbanas. Essa força elemental proporciona inspiração estética e sensorial aos edifícios construídos ao seu redor. Além disso, traz desafios e oportunidades singulares para a resolução de problemas, especialmente no momento em que a elevação do nível do mar exige uma reavaliação dos empreendimentos costeiros.
Seja um restaurante com vista para as águas do Mar Egeu ou um hotel situado na costa de Montenegro, profissionais da arquitetura em todo o mundo valorizam a proximidade com os corpos d'água naturais. Esses projetos não construídos, selecionados a partir de propostas enviadas pela comunidade do ArchDaily, exemplificam diversas abordagens que buscam harmonizar-se com o entorno aquático. Desde os princípios regenerativos do Chabahar Beach Cafe, no Irã, até um plano diretor transformador em uma embarcação flutuante, cada proposta busca de forma única integrar elementos contextuais à experiência humana, resultando em projetos singulares.
O The Second Studio (anteriormente conhecido como The Midnight Charette) é um podcast sem filtros sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado pelos/as arquitetos/as David Lee e Marina Bourderonnet, o programa reúne diferentes profissionais criativos em conversas espontâneas que dão espaço para reflexões profundas e debates pessoais.
Uma variedade de temas é abordada com honestidade e bom humor: alguns episódios trazem entrevistas, enquanto outros oferecem dicas para outros/as designers, análises de edifícios e projetos, ou explorações informais sobre o cotidiano e o design. The Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.
Esta semana, David e Marina, da FAME Architecture & Design, recebem o crítico de arquitetura do The New York Times, Michael Kimmelman, para conversar sobre sua trajetória, o papel da crítica, a cidade de Nova York, a evolução da profissão, a crise habitacional, a habitação social, o valor da arquitetura e muito mais!
https://www.archdaily.com.br/pt/1140497/the-second-studio-podcast-entrevista-com-michael-kimmelmanThe Second Studio Podcast
A mobilidade urbana nos Estados Unidos passou por uma transformação radical com a introdução dos serviços de transporte por aplicativos no final dos anos 2000. A adoção generalizada de serviços como Uber e Lyft alterou a forma como os cidadãos se movimentam pelas cidades, oferecendo conveniência, flexibilidade e acessibilidade como nunca antes. O inovador modelo de negócios que se destaca ao auxiliar os usuários individuais falhou em prever as maiores implicações na escala da cidade - congestionamento, sistemas de transporte público e aquisição de carros. Enquanto cidades europeias como Bruxelas se comprometeram a incentivar o transporte público para reduzir problemas de congestionamento, cidades americanas buscam soluções próprias.