"Por mais de uma geração, os incentivos fiscais históricos (HTCs) financiados pelo governo federal têm sido fundamentais para incentivar as incorporadoras a recuperar e reutilizar edifícios históricos, mantendo-os economicamente viáveis em vez de substituí-los por novos empreendimentos reluzentes. Esses incentivos geram empregos, promovem o desenvolvimento responsável e alavancam bilhões em investimentos privados para viabilizar edifícios geradores de receita". Leia a entrevista de Justin R. Wolf com Meghan Elliott, diretora fundadora da New History, empresa especializada em reúso adaptativo.
https://www.archdaily.com.br/pt/1131369/por-que-o-uso-e-a-melhor-forma-de-preservacaoJustin R. Wolf
Ao examinar o universo do cinema africano, há poucos nomes mais proeminentes que o do diretor senegalês Ousmane Sembène. Seus filmes “La Noire de...” e “Mandabi”, lançados em 1966 e 1968, respectivamente, narram histórias evocativas sobre os legados do colonialismo, da identidade e da imigração. Embora essas duas obras apresentem um ritmo mais lento, funcionando como crônicas do cotidiano, elas também oferecem uma valiosa crítica espacial do cenário onde se ambientam, fornecendo um referencial importante para compreender as complexidades da cidade africana pós-colonial e o contraste entre as metrópoles africanas e europeias.
O The Second Studio (antigo The Midnight Charette) é um podcast sem filtros sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado pelos arquitetos David Lee e Marina Bourderonnet, o programa recebe diversos profissionais criativos em conversas espontâneas que dão espaço a reflexões profundas e debates pessoais.
Uma variedade de temas é abordada com franqueza e humor: alguns episódios trazem entrevistas, enquanto outros apresentam dicas para colegas designers, análises de edifícios e projetos, ou explorações informais sobre o cotidiano e o design. The Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.
Nesta semana, David e Marina recebem Samantha Burton, vice-presidente daYoung & Burton, uma construtora focada em projetos residenciais personalizados.
https://www.archdaily.com.br/pt/1130462/o-podcast-the-second-studio-sobre-o-trabalho-em-equipe-e-o-papel-do-a-empreiteiro-a-em-uma-obraThe Second Studio Podcast
Expansão da Sede Norte-Americana da Adidas em Portland, Oregon. Edifício Sul em construção mostrando o sistema de madeira e aço. Imagem cortesia de LEVER Architecture
A família de produtos que compõem a madeira engenheirada (mass timber) – incluindo a Madeira Laminada Cruzada (CLT), a Madeira Laminada Colada (MLC ou Glulam) e o Painel de Compensado de Madeira Engenheirada (Mass Plywood) – está se tornando cada vez mais uma alternativa construtiva viável para a indústria da arquitetura, engenharia e construção (AEC). A madeira tem sido usada como material estrutural há milhares de anos, mas esses produtos de madeira engenheirada ampliaram o campo de opções e forneceram uma base sólida para o trabalho de profissionais de arquitetura e design, expandindo sua gama de materiais e acabamentos.
Ao longo dos últimos 18 meses da pandemia de COVID-19, proprietários e proprietárias de restaurantes em todo o mundo sofreram perdas contínuas — especialmente os estabelecimentos de pequeno porte e independentes. Se há um vislumbre de esperança para muitos desses negócios, à medida que as diretrizes de saúde pública continuam a evoluir, é o fato de que muitas cidades flexibilizaram suas políticas e permitiram a construção de estruturas temporárias em calçadas e vias públicas para mantê-los em funcionamento. No entanto, no cenário pós-pandemia, como devemos lidar com essas instalações? Deveríamos transformá-las em algo permanente e permitir que as refeições ao ar livre permaneçam?
Decidir onde um edifício deve ser implantado envolve uma negociação complexa entre forças visíveis e invisíveis, objetivas e subjetivas. Arquitetos/as realizam a análise do terreno para identificar e articular todos esses fatores, mas em quais deles se concentram? Este vídeo é um levantamento (com o perdão do trocadilho) do que envolve determinar a localização de um edifício na superfície da Terra. Desde requisitos legais, como limites de lote e recuos, passando por questões de infraestrutura, como pontos de conexão de serviços públicos e fluxos de pedestres, até fatores ambientais, como insolação e topografia, o vídeo aborda como arquitetos/as e construtores/as posicionam as estruturas. Além de examinar regras práticas gerais, o vídeo também apresenta exemplos arquitetônicos importantes, como a Casa Malaparte e o Centro de Estudantes do OMA no IIT, para inspirar abordagens singulares sobre o tema.
Em um momento de questionamento do "novo agora", especialmente diante dos novos desafios da Covid-19, cidades ao redor do mundo defendem mudanças estruturais e ações coletivas. A Berlin questions, uma conferência anual de vários dias que serve como plataforma para o diálogo transdisciplinar, abordou o presente imediato em sua edição de 2021, intitulada “Metropolis: The New Now”, criando um espaço para debate. Dedicado a soluções locais para desafios globais, o evento adotou um formato híbrido — ocorrendo em diversos locais de Berlim e também online —, assemelhando-se ao mundo em que vivemos.
O ArchDaily teve a oportunidade de conversar com Lesley Lokko, arquiteta, acadêmica e romancista, durante a Berlin Questions, para discutir sua palestra “África como o laboratório para o futuro”, suas visões sobre o futuro do ensino de arquitetura e o futuro das grandes cidades nos âmbitos social, cultural e urbano.
Em um esforço para criar uma solução de alto impacto durante a atual pandemia global, o Grupo LAMOSA, sediado no Peru, decidiu desenvolver uma linha de revestimentos cerâmicos com propriedades antivirais baseadas em Nanopartículas de Cobre (NanCu). A equipe decidiu darinício à distribuição da tecnologia BIO-C29 por meio de sua linha de produtos BIO-CER. Essa solução foi alcançada através de uma colaboração entre Mauricio Méndez (Diretor Industrial) e Jenny Morales (Gerente Técnica LATAM) da Cerámica San Lorenzo-Grupo LAMOSA, em conjunto com a Nano Quantum Group SpA. O resultado é uma camada protetora eficaz que erradica consideravelmente os agentes infecciosos, criando espaços arquitetônicos desinfetados e livres de riscos à saúde.
A “Cidade Rainha” do Canadá tornou-se famosa por seu boom imobiliário. Sendo o local mais populoso do país, Toronto é também um dos mercados imobiliários de luxo mais aquecidos do mundo. Polo de artes, negócios e mídia, a cidade situa-se em um planalto inclinado com um sistema singular de ravinas. Embora ostente uma arquitetura incrível e projetos de alto padrão, Toronto corre o risco de uma correção no mercado habitacional. O rápido aumento nos preços dos imóveis, a supervalorização e a construção excessiva têm contribuído para a situação delicada da cidade. Em meio a essas condições instáveis e de incerteza, novos projetos residenciais continuam a ser construídos.
Questionando o "novo agora", especialmente diante dos novos desafios da Covid-19, cidades de todo o mundo vêm defendendo mudanças estruturais e ações coletivas. A Berlin Questions, uma conferência anual de múltiplos dias que funciona como plataforma para o diálogo transdisciplinar, abordou em sua edição de 2021, “Metropolis: The New Now”, o presente imediato, estabelecendo um espaço de debate. Dedicado a buscar soluções locais para desafios globais, o evento adotou um formato híbrido, realizado em diversos locais de Berlim e também online, refletindo o próprio mundo em que vivemos.
O ArchDaily teve a oportunidade de conversar com a vencedora do Iconic Awards 2021 na categoria Architects of the Year, Dorte Mandrup — arquiteta, fundadora e diretora criativa do escritório Dorte Mandrup Arkitekter — durante o Berlin Questions, para discutir o mais recente projeto do escritório na capital alemã, o Exile Museum, bem como refletir sobre sua carreira e visões.
A iniciativa Architecture 2030 está convocando profissionais de arquitetura, engenharia, planejamento urbano e do setor da construção em todo o mundo a projetar todos os novos projetos, reformas, intervenções paisagísticas, desenhos urbanos e infraestruturas para serem carbono zero a partir de agora.
O coletivo artístico Space Saloon concluiu recentemente o programa inaugural de Residência Artística em Arte Pública e Ecologia na região de Okoboji, no noroeste de Iowa. A partir da observação das paisagens locais e de seus diversos ecossistemas, a equipe desenvolveu uma série de instalações temporárias, esculturas site-specific e performances multiespécies. Realizado em parceria com a Imagine Iowa Great Lakes e o Iowa Lakeside Lab, o processo resultou em uma série de eventos públicos que propõem novas formas de interação com as ecologias regionais.
O The Second Studio (anteriormente conhecido como The Midnight Charette) é um podcast sem filtros sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado pelo arquiteto David Lee e pela arquiteta Marina Bourderonnet, o programa recebe diferentes profissionais de áreas criativas em conversas espontâneas que dão margem a reflexões profundas e discussões pessoais.
Uma variedade de temas é abordada com honestidade e humor: alguns episódios trazem entrevistas, enquanto outros apresentam dicas para colegas de profissão, avaliações de edifícios e projetos, ou explorações informais sobre o cotidiano e o design. The Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify, e YouTube.
Esta semana, David e Marina conversam com Phyllis Lambert, arquiteta, diretora de planejamento da sede da Seagram e diretora fundadora emérita do Canadian Centre for Architecture em Montreal.
A Citymakers está trabalhando em parceria com o ArchDaily para publicar uma série de artigos, conversas e entrevistas com diferentes agentes da coprodução urbana que estão por trás do Citymakers Barcelona Lab 2021, programa que retornará a Barcelona entre os dias 8 e 12 de novembro de 2021.
A CityMakers é uma plataforma global de especialistas em boas práticas de coprodução urbana que busca conectar coprodutores de cidades e líderes influentes de diferentes partes do mundo, para que inspirem uns aos outros e impulsionem a transformação de suas cidades.
Nesta edição, Salvador Rueda apresenta seu artigo "Os processos participativos e a resistência à mudança: Implementação das “superquadras” em Barcelona".
Neste vídeo, Will Quam, do Brick of Chicago, nos conduz pela cidade norte-americana para questionar o famoso ditado de Louis Kahn de que todo tijolo aspira a ser um arco. Aqui, no bairro de Logan Square, encontramos tijolos de todos os tipos que — além dos arcos — assumem outras configurações e metáforas para descrever suas qualidades: tijolos têxteis e paginações ornamentais, pinceladas de uma pintura, juntas finas e acabamentos vitrificados, tijolos em pé (soldados) e de cantos arredondados.
The Mighty House Single Family Home e ADU projetada por EYRC Architects. Renderização em Enscape. Imagem cortesia de EYRC e Mighty House
Por que a arquitetura impressa em 3D está em ascensão?
Segundo um relatório de julho de 2021 da Grand View Research, o mercado global de construção em 3D deve crescer impressionantes 91% entre 2021 e 2028. Mas por que a arquitetura impressa está registrando uma expansão tão rápida? Em primeiro lugar, a impressão 3D surge como uma possível solução para alguns dos desafios que a arquitetura, a engenharia e a construção (AEC) enfrentam atualmente, pois pode viabilizar habitações acessíveis, abrigos para regiões afetadas por desastres e uma resposta para a construção sustentável. Além disso, uma das principais vantagens é a redução dos custos de obra, uma vez que se torna muito mais simples calcular o volume real de material necessário, minimizando o desperdício.
https://www.archdaily.com.br/pt/1131028/construindo-o-futuro-com-impressao-3d-e-visualizacao-em-tempo-realGemma Falconer Da Silva
O Salone é o evento de mobiliário mais importante do mundo, fortemente conectado à cidade e à cultura do design. Este ano, apresenta-se um novo formato expandido para marcar o 60º aniversário do Salone del Mobile, intitulado "SuperSalone", uma prévia da edição de 2022, com um foco bastante acentuado na materialidade e no aspecto sustentável.
Ao conseguir conciliar o físico e o digital, de modo a tornar o evento mais acessível ao mundo todo, o Salone ocorreu durante a primeira semana de setembro, na Rho Fiera. Durante esses dias dedicados ao design, o ArchDaily teve a oportunidade de conversar com o curador, Stefano Boeri, para discutir esta edição tão especial, a relação entre a cidade de Milão e o Salone, a democratização do design, bem como a qualidade ambiental em seus projetos ao redor do mundo.
VALLE VISTA ELEMENTARY SCHOOL A Suina Design + Architecture, fundada por Elizabeth Suina de Cochiti Pueblo, concebeu uma ampliação muito necessária para uma estrutura existente de 1952 em Albuquerque. O elemento mais marcante da estrutura é uma Parede de Aprendizado externa em concreto, levemente inclinada e pontuada por aberturas geométricas e padrões que se relacionam com o currículo da escola e vários motivos chacoanos, como a Adaga de Sol projetada pela luz solar. Cortesia de Suina Design + Architecture
Nesta republicação da semana da revista Metropolis, os autores Theodore (Ted) Jojola e Lynn Paxson discutem a adoção do "conhecimento do lugar" (placeknowing) como um processo para compreender a construção e o planejamento, destacando as conquistas modernas da arquitetura Pueblo.
Os povos Pueblo do Sudoeste norte-americano têm sido guardiões de suas terras por milênios. Ao contrário do que ocorreu com as experiências coloniais e territoriais de muitas outras nações tribais, os Pueblos evitaram o deslocamento forçado de suas terras natais, o que impediu o apagamento de muitos de seus lugares. Dessa forma, suas cosmovisões ancestrais permanecem até hoje no cerne de seu planejamento e projeto. Nada é tão marcante quanto a sua influência na expressão da arquitetura, especialmente em sua forma e função.
Cinco perfis de escritórios de arquitetura emergentes da Suíça, França, Países Baixos, Áustria, Reino Unido e Eslováquia foram selecionados pela New Generations, uma plataforma europeia que analisa as práticas emergentes mais inovadoras em âmbito europeu, proporcionando um novo espaço para troca de conhecimento, debate, teoria e produção. Desde 2013, New Generations envolveu mais de 300 escritórios em uma programação diversa de atividades culturais, como festivais, exposições, chamadas abertas, entrevistas em vídeo, workshops e formatos experimentais.
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Unique Circle Yachts projetado por Zaha Hadid Architects para Bloom+Voss Shipyards. Imagem
Os barcos representam uma fascinante distração para um número surpreendentemente grande de profissionais de arquitetura. Tantos, na verdade, que parece haver algo nas embarcações que atrai especificamente quem tem formação na área.
O “walket” do Rebar, um protótipo de sistema de parklet implantado no distrito de Mission, em São Francisco, em 2009. / Rebar. Imagem Cortesia de The Dirt
No início de 2020, São Francisco já contava com 70 parklets espalhados por todos os cantos da cidade, e o programa municipal de parklets, hoje integrado ao Groundplay SF, havia se tornado um modelo para cidades de todo o mundo.
https://www.archdaily.com.br/pt/1130483/espacos-de-rua-na-era-da-pandemia-parklets-patios-e-o-futuro-do-espaco-publicoJohn Bela
The Second Studio (anteriormente conhecido como The Midnight Charette) é um podcast explícito sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado pelos/as arquitetos/as David Lee e Marina Bourderonnet, o programa recebe diferentes profissionais criativos em conversas sem roteiro que abrem espaço para reflexões aprofundadas e discussões pessoais.
Uma variedade de assuntos é abordada com honestidade e humor: alguns episódios trazem entrevistas, enquanto outros oferecem dicas para colegas designers, análises de edifícios e outros projetos, ou explorações informais sobre o cotidiano e o design. The Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.
Esta semana, David e Marina recebem Jacob van Rijs, sócio-fundador do MVRDV, arquiteto e urbanista, para discutir as origens do escritório, a atuação internacional, a estrutura organizacional e o crescimento de 3 para 300 pessoas, a criação de um ambiente de trabalho positivo (a MVRDV House), o processo de projeto, a diversão no ato de projetar, os diagramas do MVRDV e os motivos pelos quais os clientes contratam o escritório.
A arquitetura e a fotografia dependem profundamente uma da outra. A primeira fotografia já registrada na história traz edifícios como tema. Mais do que isso: foi necessária uma sala inteira para produzir a imagem por meio de uma câmera escura. Nos primórdios da técnica, as edificações eram um dos poucos elementos capazes de permanecer imóveis pelas oito horas necessárias para gravar a imagem em um meio fotossensível. Por outro lado, a arquitetura também depende da fotografia. Edifícios são grandes, lentos e imóveis. Sem as imagens, seria difícil conhecer as grandes obras arquitetônicas ao redor do mundo. Nesse sentido, as fotografias funcionam como substitutas facilmente compartilháveis das edificações. No entanto, as fotos não são representações literais em escala 1:1, de modo que os/as fotógrafos/as têm grande autonomia na maneira como vivenciamos a arquitetura. Este vídeo oferece uma perspectiva sobre essa relação e apresenta alguns/as profissionais como exemplos de como interpretam as intenções do/a arquiteto/a, imprimindo sua própria assinatura. Entre eles, destacam-se Julius Shulman, Ezra Stoller, Stephen Shore, Iwan Baan, entre outros.
A Casa do Futuro foi projetada por Alison e Peter Smithson em 1956 para demonstrar como seriam os projetos residenciais 25 anos no futuro. Trata-se de um volume retangular voltado para o interior, configurado por paredes de formas amorfas, módulos de armazenamento e um pátio central, além de contar com tecnologias de ponta de todos os tipos. Parece algo saído de Os Jetsons. Embora o projeto permaneça como uma obra singular no portfólio dos Smithson, ele influenciou profundamente o trabalho de seus estudantes, servindo de base para que escritórios como o Archigram desenvolvessem conceitos audaciosamente inovadores. Apesar dessa influência duradoura e marcante, a estrutura física permaneceu de pé por pouquíssimo tempo. Neste vídeo, a casa é reconstruída e explorada em tempo real. Como teria sido habitar a Casa do Futuro? Veja por si só.