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A arquitetura e a fotografia dependem profundamente uma da outra. A primeira fotografia já registrada na história traz edifícios como tema. Mais do que isso: foi necessária uma sala inteira para produzir a imagem por meio de uma câmera escura. Nos primórdios da técnica, as edificações eram um dos poucos elementos capazes de permanecer imóveis pelas oito horas necessárias para gravar a imagem em um meio fotossensível. Por outro lado, a arquitetura também depende da fotografia. Edifícios são grandes, lentos e imóveis. Sem as imagens, seria difícil conhecer as grandes obras arquitetônicas ao redor do mundo. Nesse sentido, as fotografias funcionam como substitutas facilmente compartilháveis das edificações. No entanto, as fotos não são representações literais em escala 1:1, de modo que os/as fotógrafos/as têm grande autonomia na maneira como vivenciamos a arquitetura. Este vídeo oferece uma perspectiva sobre essa relação e apresenta alguns/as profissionais como exemplos de como interpretam as intenções do/a arquiteto/a, imprimindo sua própria assinatura. Entre eles, destacam-se Julius Shulman, Ezra Stoller, Stephen Shore, Iwan Baan, entre outros.
