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Habitação acessível em Portland: 3 abordagens inovadoras de projeto e construção

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Apesar da má reputação das habitações públicas nos Estados Unidos, organizações, urbanistas e profissionais de arquitetura em Portland, no Oregon, estão determinados a criar habitação acessível que não sacrifique a qualidade nem o apelo estético. Embora Portland tenha desenvolvido uma reputação negativa em relação ao seu problema de pessoas em situação de rua, nos últimos quatro anos os recursos fluíram na direção certa, e as equipes de projeto souberam responder à altura para projetar edifícios habitáveis e impactantes, dentro de orçamentos altamente restritivos. Por meio de abordagens inovadoras e criativas de construção e design, essas organizações e profissionais de projeto utilizaram recursos federais, estaduais e municipais para viabilizar esse tipo de empreendimento.

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ARCO: um novo espaço colaborativo de arte, design e arquitetura em San Miguel Chapultepec

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Um novo espaço abre suas portas em um antigo casarão dos anos 1930 localizado no bairro de San Miguel Chapultepec, na Cidade do México. Trata-se de uma iniciativa cultural chamada ARCO, que funde arte, design e arquitetura para criar um espaço colaborativo que abriga o escritório de arquitetura WORC e o estúdio especializado em mobiliário VETA.

Quatro soluções de sombreamento retrátil para áreas externas residenciais

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O sombreamento refere-se a uma região ou estado em que a luz solar é parcialmente obstruída por objetos ou estruturas. Este conceito desempenha um papel crucial no projeto arquitetônico, pois impacta significativamente o conforto e a funcionalidade. Oferece alívio da luz solar direta, ajuda a regular a temperatura e reduz o ofuscamento. Por essas razões, arquitetos/as incorporam estrategicamente elementos de sombreamento para aprimorar a qualidade e a utilidade dos espaços, especialmente em áreas residenciais externas. Nesse contexto, a ShadeFX fabrica soluções inovadoras de proteção solar, chuva e privacidade, personalizadas para cada projeto, independentemente do tamanho ou da complexidade.

Arquitetura e integração urbana: é possível transformar a cidade com uma varanda voltada para a rua

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Há alguns anos, uma das minhas professoras favoritas da universidade (que me inspirou a estudar urbanismo) me procurou com um pequeno pedido: ela queria transformar a janelinha do seu quarto em uma varanda para olhar a rua.

Como alcançar um alto nível de funcionalidade com sistemas de escadas internas

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Escondido à vista de todos, logo acima de nossas cabeças, há cerca de 50 a 150 cm de espaço desperdiçado que passa despercebido e sem uso. Esses locais de difícil acesso no topo de guarda-roupas, armários de cozinha e estantes de livros costumam ser reservados apenas para objetos raramente usados, deixados para acumular poeira e serem esquecidos. No entanto, ao ajudar ambientes com pé-direito alto a aproveitar ao máximo sua altura adicional, as escadas internas permitem que os espaços de armazenamento atinjam seu potencial máximo, garantindo ao mesmo tempo que permaneçam seguros, confortáveis e de fácil acesso para todas as pessoas.

Texturas, Arranha-céus e Paisagens Urbanas: Quando o Anime Encontra a Arquitetura

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A Segunda Guerra Mundial exerceu uma profunda influência na evolução da sociedade, introduzindo transformações significativas nos campos do planejamento urbano e da arquitetura. Durante a década de 1930, os Congrès Internationaux d'Architecture Moderne (CIAM) promoveram o modernismo em escala internacional. No pós-guerra, esse movimento arquitetônico consolidou-se como a corrente dominante, impulsionado pela urgência da reconstrução e pelos avanços tecnológicos. Figuras influentes como Le Corbusier e Alvar Aalto lideraram essa vertente.

Em 1959, no mesmo ano do último encontro do CIAM, arquitetos japoneses como Kenzō Tange, Kishō Kurokawa —responsável pelo projeto da Nakagin Capsule Tower— e Kiyonori Kikutake começaram a explorar novas abordagens para o desenho urbano e a arquitetura, no que ficou conhecido como Movimento Metabolista. Essa investigação foi particularmente significativa no contexto do rápido repovoamento de Tóquio no pós-guerra e da escassez de recursos para a reconstrução. Surgiram conceitos inovadores como a Marine City, The City in the Air e o plano de 1960 para Tóquio, que propunham a cidade como um organismo em constante evolução e enfatizavam a relação entre os seres humanos e seu ambiente construído. Essas ideias moldaram o conceito de "megacidades" e refletiram a resposta criativa do Japão diante de sua desafiadora situação pós-guerra.

Linguagem de design aberta em restaurantes com cozinha aberta

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Diz-se que o que se vê é o que se leva. As técnicas de preparo simplificadas e os equipamentos utilizados em redes de fast-food, por exemplo, ficam totalmente visíveis para os clientes na fila de espera. Contudo, esse conceito de projetar ambientes de hospitalidade abertos e transparentes ao menos oferece honestidade ao público, pois, embora os ingredientes mais frescos e as técnicas de alta gastronomia não estejam presentes, a gordura e a sujeira antes associadas a esse tipo de estabelecimento também não estão.

Ao comparar essa realidade com a de estabelecimentos mais sofisticados, que mantêm a cacofonia de uma cozinha comercial oculta aos olhos do público durante o serviço, passa-se a questionar o que mais poderia estar escondido. Ao adotar o mesmo conceito de cozinha aberta, cozinhas profissionais que contam com chefs talentosos/as e ingredientes de alta qualidade conseguem provar seu valor.

A Bienal Mugak 2023 é inaugurada em San Sebastián com o Pritzker Wang Shu e a exposição "Habitar a mudança"

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Em outubro de 2023, a Bienal Internacional de Arquitetura de Euskadi Mugak inaugurou sua 4ª exposição central na cidade de San Sebastián, na Espanha, fruto do diálogo coletivo entre figuras proeminentes do mundo da arquitetura e das artes. Consolidando-se como um dos principais eventos de arquitetura do arco Atlântico, este ponto de encontro com a cidadania abre-se às tendências e inquietações contemporâneas.

Até fevereiro de 2024, com entrada gratuita no Instituto de Arquitetura de Euskadi, estará aberta ao público a exposição reflexiva "Habitar a Mudança". A mostra baseia-se nos conceitos de "reconstruir, reabilitar e repensar", diante dos tempos de complexidade e crise vividos atualmente nos âmbitos econômico, sanitário, ecológico e social.

Tempo de mudança: Tendências Heimtextil 24/25 apresentam inovações têxteis transformadoras

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Os ventos de mudança continuam a soprar pelo setor têxtil internacional. De 9 a 12 de janeiro de 2024, quando os pavilhões de exposição em Frankfurt am Main estiverem novamente repletos e movimentados para a Heimtextil, os/as visitantes vivenciarão uma reorientação onipresente no campo dos têxteis para casa e corporativos: um distanciamento do clássico conceito de tendência como motor econômico em direção a uma transformação focada na criação de valor sustentável.

Mesclado e atemporal: Por que arquitetos/as e designers especificam o terrazzo epóxi?

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Concebido inicialmente como uma forma de reaproveitar fragmentos de resíduos de construção de mármore, o terrazzo é um material amplamente utilizado em todo o mundo, com suas raízes modernas remontando a séculos atrás, em Veneza, na Itália. Sua estética é inconfundível, caracterizada por padrões mesclados e uma ampla gama de cores vertidas sobre o piso. Não surpreende que esse material seja amplamente apreciado por profissionais de arquitetura em diversos tipos de projeto devido à sua aparência única. Um exemplo notável do uso do terrazzo é o Museu Guggenheim de Nova York, projetado por Frank Lloyd Wright. Ao descobri-lo em uma de suas viagens, Wright reconheceu que, graças ao seu apelo estético e à sua versatilidade, o material resistiria ao tempo como acabamento interno do museu.

A evolução dos materiais de construção transformou o terrazzo da mistura tradicional usada por Wright, que incluía o cimento como aglomerante, para uma versão que incorpora uma matriz epóxi, aprimorando sua estética icônica e integrando novas capacidades técnicas. Hoje, a Terrazzo & Marble capacita designers contemporâneos/as a criar padrões singulares e paletas de cores vibrantes que se alinham perfeitamente ao contexto da arquitetura moderna. Isso se viabiliza por meio de quatro princípios fundamentais que orientam os/as profissionais de arquitetura na especificação do terrazzo epóxi.

Regras práticas para escolher cores de fachadas e exteriores

As cores das fachadas estão intimamente ligadas à identidade de um lugar, influenciando seu entorno e seus habitantes, além de facilitar a preservação e a adequação do uso da cor em áreas urbanas. Durante o lançamento de sua nova coleção de cores, a STENI colaborou com a principal especialista em cores e arquitetura da Escandinávia, Kine Angelo, professora associada do Departamento de Arquitetura e Tecnologia da NTNU, que trabalha com cores há mais de 12 anos.

História visualizada: redescobrindo a história da Villa Rufolo, na Itália

Consagrada como uma excelente ferramenta para vivenciar um edifício antes mesmo de sua construção, a visualização em tempo real também se mostra um recurso valioso para compreender a história de estruturas que já deixaram de existir.

A seguir, veja como duas pesquisadoras da Universidade de Salerno (UNISA) reconstituíram séculos de história e revelaram o rico passado da Villa Rufolo com o auxílio da visualização em tempo real.

A linguagem arquitetônica dos andaimes nas paisagens urbanas: explorando o impacto dessas estruturas temporárias

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Ao percorrer visualmente a cidade, é comum notar estruturas que rompem o ritmo das obras de arquitetura concluídas. São edifícios envoltos em tramas de metal ou madeira, por vezes cobertos por redes coloridas, que anunciam um momento de construção, reparo, reforma ou demolição. Conhecidos como sistemas de andaimes, essas estruturas temporárias são instaladas no espaço urbano para viabilizar a construção ou manutenção de edifícios. Contudo, com o tempo, passaram a expressar uma linguagem arquitetônica própria. Como o fazer urbano é um processo contínuo, os andaimes atuam como marcos visuais, antecipando silhuetas, alturas e formas de novas edificações. Eles avançam sobre as calçadas, servindo de sombra ou criando obstáculos ao fluxo de pedestres e veículos. Em contraposição à permanência da arquitetura, exibem uma noção de temporalidade que ajuda a registrar a passagem do tempo, o crescimento dos bairros e a evolução da própria cidade.

A linguagem arquitetônica dos andaimes nas paisagens urbanas: explorando o impacto dessas estruturas temporárias - Imagem 1 de 4A linguagem arquitetônica dos andaimes nas paisagens urbanas: explorando o impacto dessas estruturas temporárias - Imagem 2 de 4A linguagem arquitetônica dos andaimes nas paisagens urbanas: explorando o impacto dessas estruturas temporárias - Imagem 3 de 4A linguagem arquitetônica dos andaimes nas paisagens urbanas: explorando o impacto dessas estruturas temporárias - Imagem 4 de 4A linguagem arquitetônica dos andaimes nas paisagens urbanas: explorando o impacto dessas estruturas temporárias - Mais Imagens+ 9

The Second Studio Podcast: Entrevista com Neri&Hu

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O The Second Studio (anteriormente conhecido como The Midnight Charette) é um podcast sem filtros sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado pelos/as arquitetos/as David Lee e Marina Bourderonnet, o programa recebe diferentes profissionais das áreas criativas em conversas espontâneas que abrem espaço para reflexões profundas e debates pessoais.

Uma grande variedade de temas é abordada com honestidade e humor: alguns episódios trazem entrevistas, enquanto outros oferecem dicas para colegas designers, análises de edifícios e outros projetos, ou explorações informais sobre o cotidiano e o design. O The Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.

Esta semana, David e Marina, da FAME Architecture & Design, recebem os/as arquitetos/as Lyndon Neri e Rossana Hu, dupla fundadora do Neri&Hu Design and Research Office, para conversar sobre suas trajetórias pessoais e a mudança para os Estados Unidos na juventude; como se conheceram em Berkeley; a experiência de estudar e lecionar arquitetura; a mudança para a China; a fundação do escritório em conjunto; a gestão de uma prática multidisciplinar; sua filosofia de trabalho e muito mais.

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Arquitetura à prova de clima: Revestimentos supertexturizados para condições extremas

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Uma das principais funções da arquitetura é proporcionar abrigo, atendendo às necessidades fisiológicas e de segurança na base da hierarquia da motivação humana de Abraham Maslow. Ao longo da história, a necessidade de proteção ficou evidente no comportamento de nossos ancestrais, que buscavam refúgio em cavernas para se proteger de intempéries climáticas e predadores. À medida que as sociedades passaram do estilo de vida nômade para o sedentário e as necessidades básicas foram mais facilmente supridas, os abrigos tornaram-se mais avançados, evoluindo para espaços construídos com propósitos específicos. Esses primeiros abrigos resistiram aos elementos de seu tempo e lançaram as bases para a arquitetura moderna como a conhecemos hoje.

Hoje, as condições climáticas extremas decorrentes das mudanças no clima testam cidades, edifícios e materiais. Veneza sofre com inundações, e o Svalbard Global Seed Vault enfrenta o derretimento do gelo. Sem medidas concretas, a situação continuará a se agravar, aumentando a necessidade de estratégias eficazes que nos permitam coexistir com o meio ambiente e desenvolver materiais mais resistentes para nossos edifícios. Um exemplo desses materiais do futuro é o NATURCLAD-B, um sistema de painéis de madeira de alta qualidade e livre de manutenção, projetado para arquitetura, design de interiores e construção.

Arquitetos e arquitetas devem resistir à “revolução” da IA

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Este artigo foi publicado originalmente no Common Edge.

Recentemente, decidi que não me deixaria arrastar pelos debates vazios sobre como o ChatGPT roubaria o emprego de todo/a arquiteto/a experiente no mundo antes de 2030, mas um artigo inteligente publicado neste site por Geethanjali Raman e Mohik Acharya me fez mudar de ideia. O que não está sendo enfatizado é que os algoritmos que analisam informações na internet são tão bons quanto a qualidade dessas próprias informações. A história da arquitetura sugere que toda novidade tem prazo de validade, desaparecendo rapidamente de vista após o esgotamento do frisson inicial. Apenas o que há de melhor resiste após um longo período de avaliação e crítica. Qualquer nova arquitetura amplamente elogiada e difundida desde o surgimento da internet provavelmente ainda não foi testada pelo tempo e, portanto, não serve como parâmetro de referência. E sejamos francos: alguns dos piores edifícios já projetados por seres humanos estão espalhados pelo ciberespaço, soterrando obras muito melhores que ainda não foram digitalizadas.

Mercados recém-concluídos que revitalizam suas comunidades urbanas

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Os mercados públicos há muito ocupam uma posição de destaque na rica história da arquitetura, atuando como polos dinâmicos de comércio, comunidade e cultura. Caracterizados por suas estruturas imponentes e interiores movimentados, esses espaços desempenharam um papel fundamental na configuração das paisagens urbanas e na facilitação da troca de mercadorias e ideias ao longo dos séculos.

Das antigas ágoras e bazares aos grandes mercados do Renascimento e aos modernos mercados gastronômicos — que passaram por um renascimento próprio —, os mercados públicos testemunham a sinergia duradoura entre arquitetura, atividade econômica e o tecido social da sociedade. Estes quatro projetos recém-concluídos ao redor do mundo provam que essas estruturas altamente especializadas não perderam nada de seu apelo — e exemplificam como elas podem revitalizar comunidades ao aproximar funções comerciais e culturais, bem como o passado, o presente e o futuro.

Moodboards com revestimentos de grande formato para inspirar o design de interiores

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A percepção espacial é a capacidade cognitiva de processar informações visuais relacionadas à posição, ao movimento, ao tamanho e à forma dos objetos no espaço. Segundo Auguste Perret, em sua obra "Contribuição para uma teoria da arquitetura", a arquitetura pode influenciar essa percepção ao delimitar, fechar e cercar o espaço. Quando essa habilidade se alia à arquitetura, nosso cérebro interpreta e processa as informações visuais para definir se um espaço é visualmente amplo ou estreito. Em espaços interiores, existem elementos capazes de influenciar de forma determinante a nossa percepção espacial, tais como a cor, as dimensões do mobiliário e os materiais que o compõem. Estes últimos são particularmente importantes, uma vez que seu uso em condições específicas pode modificar nossa percepção espacial e a maneira como vivenciamos o ambiente, dependendo de sua textura e formato.

Inscrições abertas: Bacharelado em Ciências em Design do SCI-Arc

O programa de Bacharelado em Ciências do Design* (BS Design) da SCI-Arc é um curso de graduação com duração de quatro anos que prepara estudantes para carreiras criativas interdisciplinares em design cinematográfico, games e planejamento e design urbano baseados em dados, utilizando a arquitetura como plataforma de exploração.

Do croqui à pintura: uma galeria de arte digital para inspirar o trabalho diário na arquitetura

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A relação entre arte e arquitetura é um tema recorrente de debate, dado que a arquitetura se posiciona na interseção entre estrutura, tecnologia e estética. Apesar do uso do conhecimento técnico, a arquitetura e o design de interiores também incorporam conceitos artísticos em seus processos. De ilustrações cativantes na fase de desenvolvimento do projeto a murais e peças artísticas que integram a concepção espacial, a arte desempenha um papel essencial na produção arquitetônica e na sociedade.

No contexto da sociedade contemporânea, muitas de nossas atividades são realizadas digitalmente, desde a reserva de acomodações para viagens até a fabricação de materiais e a criação de exposições de arte. Nesse sentido, a digitalização também permeou o mundo da arte, dando origem a iniciativas como a SINGULART, que desafia o conceito tradicional de galeria de arte ao existir em formato digital. Essa plataforma reúne obras de diversas fontes de inspiração e técnicas artísticas, englobando desde esboços e pinturas até fotografia de arquitetura. Ela funde múltiplas influências de vários contextos, incluindo o trabalho arquitetônico.

Espaços expositivos: a influência do design na construção de percepções

Em um contexto no qual as manifestações da nossa cultura adquirem cada vez mais valor, e suas apresentações e representações são fundamentais para transmitir diferentes conteúdos, o design de espaços expositivos assume especial relevância na hora de projetar e estabelecer diferentes percepções e narrativas, tanto no cotidiano quanto em eventos específicos.

O dinheiro e o dilema dos arquitetos e arquitetas que não constroem

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Não estou me referindo a jovens designers, cantores/as, atores/atrizes, poetas ou artistas em início de carreira que trabalham como baristas ou bartenders para pagar as contas e agarram as oportunidades profissionais que surgem. Assim como ocorre com médicos/as, advogados/as e engenheiros/as que não exercem a profissão, a docência sempre foi uma forma de garantir a credibilidade do estilo de vida de um/a “arquiteto/a” sem o desgaste diário de realmente projetar e construir. Há um paradoxo evidente na figura dos/as arquitetos/as que não praticam a arte de construir. As escolas de arquitetura multiplicaram o número de especializações que não têm como foco profissional o projeto de edifícios: gestão de obras, planejamento, sustentabilidade, entre outras. Por dois séculos, a profissão de arquiteto/a refletiu as melhores aspirações da nossa sociedade manifestadas nos edifícios. No entanto, há muitas pessoas que não querem construir — elas apenas amam a identidade do título.

Arquitetura emocional: combatendo a “epidemia do tédio” através de narrativas de cenários

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Em uma recente palestra do TED, Thomas Heatherwick condenou o avanço de uma arquitetura monótona nas áreas urbanas, classificando esse fenômeno como uma “epidemia de tédio”. Embora reconheça o caráter essencial da funcionalidade por trás desses projetos, ele destaca que a utilidade, por si só, não basta para tornar essas edificações elementos dinâmicos da vida urbana, uma vez que elas raramente despertam reações emocionais em quem transita por elas. Heatherwick explica que essa “função emocional” — a capacidade da arquitetura de gerar um impacto significativo em usuários/as e visitantes — é, na verdade, fundamental. Quando alcançada, ela permite que o ambiente construído contribua ativamente para a qualidade de vida e o bem-estar dos/as habitantes, fortalecendo a coesão social e a identidade local. Diante disso, como a arquitetura pode promover conexões emocionais positivas e, ao mesmo tempo, qualificar a paisagem urbana das comunidades que atende?

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Dellekamp + Rojkind Arquitetos apresentam "Casa Roca" em Los Cabos, México

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Como parte de uma nova colaboração entre os escritórios mexicanos Dellekamp Arquitectos e Rojkind Arquitectos, é apresentada a Casa Roca, em Puerto Los Cabos, San José del Cabo, México. Um projeto inspirado nas formações rochosas no topo do terreno, que faz parte de um desenho radial cuidadosamente organizado em relação à sua topografia. A casa, implantada em um lote de 5.000 m², organiza suas funções ao longo da paisagem natural dentro de uma área construída de 1.200 m², minimizando o impacto de sua projeção e criando uma inter-relação com a natureza como a principal experiência de vida.

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