O autor compreendeu o uso de materiais arquitetônicos inovadores e sua aplicação enquanto trabalhava para arquitetos como Rick Joy, cuja Mountain House em Tucson, Arizona, utilizou paredes de taipa de pilão. (Creative Commons/Usuário do Flickr designmilk)
Há um slide que gosto de mostrar no início das aulas de arquitetura que ministro; ele apresenta uma visão geral dos últimos cem anos em design e tecnologia. Na coluna da esquerda, um carro do início do século XX (um Ford Modelo T) está posicionado acima de um carro contemporâneo (um Tesla). A coluna do meio traz uma justaposição semelhante, mostrando um biplano da época da Primeira Guerra Mundial e um caça furtivo moderno (um F-117A). Na coluna da direita, o edifício da Bauhaus em Dessau, projetado por Walter Gropius em 1926, é visto ao lado de um edifício urbano de uso misto atual. O ponto culminante da comparação, naturalmente, é que os dois edifícios—separados por cerca de 100 anos—parecem basicamente os mesmos, ao passo que os carros e aviões separados pelo mesmo período parecem pertencer a mundos completamente diferentes. Qual é a razão disso?
O que torna a Dinamarca um modelo e quais são os ingredientes do cobiçado estilo de vida dinamarquês? A nova exposição Hello Denmark, apresentada pelo Centro de Arquitetura Dinamarquês (DAC) em Copenhague, mostra as condições que contribuem para a alta qualidade de vida do país nórdico. Essa exploração do cotidiano cria uma maneira nova e única de compreender a arquitetura e o design.
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Projeto: Quatuor, Bruxelas, Bélgica, projetado por Jaspers-Eyers Architects e incorporado por Befimmo. Imagem cortesia de DeMicoli & Associates
A troca de ideias e conceitos é uma parte fundamental de qualquer grande projeto de construção moderno. Profissionais de arquitetura, investidores, construtoras e subempreiteiras utilizam diferentes ferramentas para formar imagens tanto mentais quanto modeladas do resultado final. Quando algumas partes dependem de renderizações ou animações virtuais (fly-throughs) e outras utilizam desenhos bidimensionais (2D), podem surgir falhas de comunicação. A Reynaers descobriu que, ao reunir profissionais de diferentes disciplinas em seu espaço Avalon, a névoa dos mal-entendidos se dissipa e decisões difíceis podem ser tomadas imediatamente.
El Faro de la Trinidad - Projeto de Mirian Otto Hernández Palacios. Imagem cortesia de IE University
A relação entre espaço e bem-estar sempre foi um aspecto central na School of Architecture & Design da IE University. À medida que esse conceito se difunde, os limites do que é possível são constantemente superados. Ao proporcionar a estudantes uma visão global de arquitetura e design, viabiliza-se a criação de espaços multiuso que promovem o bem-estar e permanecem flexíveis conforme as necessidades evoluem.
No topo: o primeiro teleférico com uma fachada de vidro real permite perspectivas muito especiais. Imagem cortesia de Doppelmayr/Garaventa
O novo teleférico de cabine Saanersloch em Gstaad é uma obra-prima estrutural – e, com sua fachada de vidro contínuo exclusiva e especialmente projetada pela Glas Marte, também alcançou o topo do mundo.
Capela de Casamento Cloud of Luster / Tetsuya Matsumoto. Imagem Cortesia de A' Design Awards
Nunca é cedo demais para garantir a oportunidade de apresentar seu trabalho a um público global; inscreva seu projeto agora mesmo no A’ Design Award. A competição internacional "nasceu do desejo de destacar os melhores projetos e produtos de excelente design" desenvolvidos por profissionais de design, arquitetura e inovação de todas as áreas criativas. Em meio a outras premiações e concursos de design, o A' Design Award destaca-se por sua escala excepcional, com mais de 100 categorias de design.
Quando Rashed Singaby, Diretor na HOK, foi contactado por um antigo cliente sobre como um estádio existente poderia receber um retrofit para sediar esports, ele soube imediatamente que aquela era uma oportunidade para criar o modelo de um tipo de espaço que nunca havia existido antes. Singaby e sua equipe formaram um pequeno grupo de pesquisa para testar e compreender tanto os padrões de cada tipo de jogo de esports quanto para classificá-los em subestruturas operacionais. Como cada jogo exige seu próprio tipo de configuração, era fundamental consolidar as ideias de projeto e fazer recomendações sobre como os espaços existentes poderiam ser modificados para otimizar o consumo e o engajamento com a experiência das atividades de esports.
Dados Antropométricos - Operador de Cabine de Guindaste vs Operador de Controle Remoto. Desenho de Het Nieuwe Instituut 2017. Imagem cortesia de Het Nieuwe Instituut
Em 2013, Michael Osborne and Carl Benedikt Frey classificaram 702 profissões de acordo com a probabilidade de informatização em um futuro próximo, da menos provável ("terapeuta recreativo/a") à mais provável ("telemarketing"). Os "gestores de arquitetura e engenharia" ficaram em 73º lugar, os "arquitetos/as" em 82º, enquanto os "desenhistas técnicos de arquitetura e engenharia civil" ficaram em 305º lugar. Claramente, os avanços tecnológicos em campos como aprendizado de máquina e robótica nos confrontam rapidamente com as transformações nas demandas e qualificações profissionais. Neste ensaio, Maurizio Ferraris inverte a perspectiva: e se a nossa preocupação não devesse ser a manutenção do elemento humano no trabalho como produção, mas sim o reconhecimento do trabalho humano como consumo? Expandindo os argumentos de seu livro de 2012, "Lasciar tracce: documentalità e architettura", o autor enxerga na automação uma oportunidade extraordinária para definir uma nova centralidade do elemento humano, na medida em que a produção de valor associada ao intercâmbio digital é lida através de três conceitos: invenção, mobilização e consumo.
Uma visão de redesenvolvimento para a orla de Toronto, agora descartada, era focada em construção em madeira e soluções tecnológicas que geraram preocupações. (Cortesia de Sidewalk Labs)
Em maio, a Sidewalk Labs, empresa da Alphabet, anunciou que iria cancelar seu projeto Quayside, de grande destaque, devido a uma "incerteza econômica sem precedentes". O comunicado marcou o fim de uma iniciativa de três anos para criar um "laboratório urbano" vivo para "tecnologias, materiais e processos emergentes".
Invertendo a ordem tradicional do planejamento urbano, a Sidewalk Labs concebeu a construção de um novo distrito urbano na orla de Toronto "a partir da internet", com sensores e outras infraestruturas de coleta de dados integradas ao tecido de uma grande quadra urbana. O ambicioso empreendimento — com uma área de 246 mil metros quadrados, incluindo 165 mil metros quadrados de espaço residencial — seria construído inteiramente em madeira engenheirada; de fato, o uso extensivo de madeira laminada cruzada (CLT) modular e madeira laminada colada (MLC) era um dos principais diferenciais do projeto (desenvolvido pelos escritórios Heatherwick Studio e Snøhetta, utilizando um sistema de componentes criado por Michael Green Architecture).
Soluções de estacionamento totalmente automatizadas e que economizam espaço da U-tron. Redução de 50% na área de implantação do estacionamento e experiência de usuário superior. Imagem cortesia de U-tron Parking
Com o crescimento dos serviços de transporte por aplicativo e o declínio da propriedade de veículos particulares, proprietários/as e incorporadores/as de edifícios de escritórios estão repensando o valor das estruturas de estacionamento, bem como sua capacidade e potencial de reconversão. Como parte da transformação completa do One Post Office Square (OPOS) — localizado no coração do distrito financeiro de Boston e projetado pela Gensler —, um novo estacionamento automatizado otimizará o uso de valiosos espaços locáveis, aprimorará a experiência dos/as usuários/as e criará flexibilidade a longo prazo.
O texto a seguir foi elaborado em resposta ao primeiro chamado da série “Post-Pandemic Potentials” do The Architect's Newspaper. Uma resposta anterior, de autoria de Mario Carpo, defendeu que todas as mudanças introduzidas pela pandemia provavelmente serão revertidas. Saiba mais sobre a série aqui (em inglês).
Quando as últimas avaliações de meio de semestre foram concluídas, no início de março, os temidos pontos vermelhos do mapa de monitoramento da COVID-19 ainda estavam bem a leste de New Haven — na verdade, a um oceano de distância. Os ateliês de projeto nos andares superiores do Rudolph Hall estavam repletos dos resíduos típicos de uma maratona de entregas (charrette), enquanto nossos/as estudantes partiam para as férias de primavera e um merecido descanso de duas semanas. Poucos dias depois, no entanto, a Yale University fechou o campus por excesso de cautela (hoje claramente justificada); desocupamos totalmente o edifício, avisamos os/as estudantes de que não retornariam àqueles ateliês pelo restante do período letivo e nos desdobramos para transpor todo o currículo para o formato on-line. Em vez de reorganizar nossos espaços para a reta final do semestre, concentramo-nos em criar uma infraestrutura de colaboração digital, ensinar todos a usar o Zoom e localizar nossos/as estudantes ao redor do mundo para verificar fuso horário, equipamentos domésticos e conectividade.
É preciso mais do que criatividade para criar projetos excepcionais. A colaboração eficaz é um elemento essencial em qualquer projeto bem-sucedido, bem como no dia a dia dos negócios. O uso das ferramentas certas pode ajudar arquitetos/as e designers a superar obstáculos e elevar o nível de suas propostas. A ferramenta de renderização em tempo real Enscape introduziu um recurso colaborativo de rastreamento de pendências, apropriadamente chamado de *Collaborative Annotation* (Anotação Colaborativa), em sua versão mais recente, a 2.8. Esse novo recurso promete proporcionar a arquitetos/as e designers um fluxo de trabalho mais colaborativo.
Em março de 2020, a pandemia de Covid-19 transferiu nossa universidade — a Universidade da Califórnia em Berkeley — inteiramente para o ambiente on-line, acompanhando todo o sistema educacional, da educação infantil ao ensino superior, em todo o país e em grande parte do planeta. Na esteira desse experimento forçado e sem precedentes, os debates sobre o seu significado continuam em andamento. Será que o sonho episódico de uma universidade sem lugar físico — ou, no mínimo, de um formato híbrido entre o presencial e o virtual — se tornará realidade? Milênios de experiência defendem a necessidade de dar ao ensino superior uma âncora física e local. E a maioria das universidades e faculdades tem essa âncora como ponto de partida, mesmo enquanto avalia o significado de sua experiência contínua com o ensino, a pesquisa e a administração virtuais.
https://www.archdaily.com.br/pt/1127247/carta-de-berkeley-planejamento-de-campus-em-um-mundo-cada-vez-mais-virtualEmily B. Marthinsen, John J. Parman, Richard Bender
O Louisiana Channel publicou recentemente uma segunda parte de sua entrevista com Jens Thomas Arnfred e Søren Nielsen, cofundadores/as do premiado escritório dinamarquês Vandkunsten Architects. Neste breve vídeo, os/as dois/as arquitetos/as conversam sobre como nutrir o senso de comunidade por meio do design e refletem sobre a preocupação do estúdio em fomentar encontros sociais em seus projetos.
A empresa de visualização de arquitetura Brick Visual tem carregado suas cenas mais complexas no motor de ray-tracing 3D em tempo real da Chaos Group, o Project Lavina, desde o lançamento do primeiro beta privado. Com o primeiro beta público agora disponível, Attila Cselovszki, CDO da Brick Visual, compartilha como a adição do Project Lavina ao fluxo de trabalho de visualização de arquitetura (arch-viz) revolucionou sua dinâmica de trabalho.
Cosmorama, parte do pavilhão dos EUA na Bienal de Veneza de 2018, compreendeu três conjuntos de histórias geográficas ilustradas: Mining the Sky, Planetary Ark e Pacific Cemetery (uma parte do qual está ilustrada acima). Cortesia Design Earth
Não consigo parar de pensar em refugia. Nos anos, meses e dias anteriores à pandemia da COVID-19, o termo limitava-se à literatura e à filosofia da crise climática, referindo-se a bolsões de vida que, por meio do isolamento geográfico ou da resiliência das espécies, conseguem resistir apesar das forças ambientais adversas. Pense em colônias de cracas do Noroeste Pacífico aninhadas no alto de afloramentos costeiros para evitar se tornarem presas de caracóis marinhos. Ou em florestas antigas isoladas das temperaturas crescentes em vales montanhosos de clima ameno.
À medida que o autoisolamento se impôs no início daquela primavera, a palavra *refugia*, pelo menos para mim, expandiu sua definição de uma condição ecológica específica para uma referência conceitual — um salto metafórico necessário diante de uma crise planetária. A magnitude desta pandemia foge à compreensão humana, mas, para as pessoas mais afortunadas, o refúgio é algo administrável: um local de relativa segurança, de fermento natural e aulas de ginástica on-line.
Expansão suburbana sobre habitat remanescente / La Citta Vita, via Flickr, sob licença CC BY-SA 2.0
A exportação da cultura norte-americana é uma das forças mais influentes em nosso mundo interconectado. De Dakar a Délhi, a música pop, o cinema e a culinária ultraprocessada dos Estados Unidos são onipresentes. Contudo, uma de suas exportações mais nocivas é o modelo de subúrbio. Quando a fórmula do século XX para abrigar as crescentes populações de Long Island e Los Angeles é transposta para a Kinshasa e a Kuala Lumpur do século XXI, o estilo de vida norte-americano pode muito bem se tornar a nossa ruína.
https://www.archdaily.com.br/pt/1125984/a-expansao-suburbana-aumenta-o-risco-de-futuras-pandemiasMichael Grove
O Midnight Charette é um podcast sem filtros sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado pela dupla de designers de arquitetura David Lee e Marina Bourderonnet, o programa recebe diversos profissionais de áreas criativas em conversas espontâneas, abrindo espaço para reflexões profundas e discussões pessoais. Uma ampla gama de assuntos é abordada com honestidade e humor: alguns episódios trazem dicas úteis para profissionais de design, enquanto outros apresentam revisões de projetos, entrevistas ou explorações sobre a vida cotidiana e o design. O Midnight Charette também está disponível no iTunes, Spotify, e YouTube.
https://www.archdaily.com.br/pt/1126387/dicas-e-taticas-como-desenvolver-um-conceito-de-projetoThe Second Studio Podcast
CSG. Imagem cortesia de Eastlake Studio, Kendall McCaugherty, Hall + Merrick Photographers
Nas últimas décadas, a arquitetura e o design de interiores passaram por uma mudança drástica nos fluxos de trabalho que os/as profissionais consideram padrão. O desenho à mão ficou no passado; para muitos/as, ele evoca nostalgia, enquanto a grande maioria prefere o potencial das ferramentas digitais. Alguns/as vão ainda mais longe com o BIM, adotando esse processo para guiar seus negócios rumo ao sucesso duradouro.
Dr. Fantástico ou: Como Aprendi a Parar de Me Preocupar e Amar a Bomba é um daqueles raros filmes que não apenas melhora com o tempo, mas também revela uma nova camada de significado a cada exibição. Recentemente, passei a acreditar que se trata do filme mais importante sobre ambientalismo já realizado — não apenas por seu alerta evidente sobre a aniquilação nuclear, mas por sua crítica astuta à própria ideia de profissionalismo e à natureza do trabalho.
https://www.archdaily.com.br/pt/1125997/a-estranha-licao-ambiental-do-dr-fantastico-para-arquitetos-asChristopher L. Cosper
Texto de Reutov Design. A inspiração para conceber este projeto veio da natureza da ilha de Lanzarote, no arquipélago das Canárias. A partir da fusão entre as paisagens extraterrestres dessa ilha e as cores vibrantes da natureza de Ibiza, conseguimos criar um interior futurista e leve.
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Peter Eisenman, Patrik Schumacher e Alisa Andrasek entre os palestrantes que participaram do Digital Futures. Imagem cortesia de Digital Futures
A exemplo do que ocorreu com a maioria dos eventos nos últimos meses, a edição deste ano do Digital FUTURES, realizado anualmente desde 2011 na Universidade de Tongji, em Xangai, teve que migrar para o ambiente digital devido à pandemia. A organização aproveitou a oportunidade para dar uma dimensão global ao evento, transformando o festival no que chamam, com razão, de o mais importante evento mundial de educação em arquitetura já realizado, com transmissão ininterrupta (24/7) de workshops, palestras e debates envolvendo alguns/as dos/as arquitetos/as e educadores/as de maior destaque da atualidade. A seguir, apresentamos um panorama do festival, acompanhado de uma seleção de palestras do Digital FUTURES World.
É difícil imaginar Nova York sem os vagões de metrô lotados, as longas filas e as multidões impressionantes de turistas que pareciam essenciais para a vida cotidiana. Assim que o medo da pandemia de COVID-19 diminuir, a cidade, a exemplo de outras pelo mundo, se verá em um cenário de incertezas e profundamente alterada, mesmo após a recuperação da prosperidade econômica. Em um debate que parece andar em círculos — mas que agora ressurge com caráter de urgência —, como queremos que sejam as cidades nos próximos anos?
Profissionais de arquitetura e design do ambiente construído são frequentemente vistos na cultura popular como agentes de mudança progressistas, cuja tela de aço e vidro traz luz ao espaço público. Pelo menos uma pesquisa global sobre a confiança do público em várias profissões coloca os/as arquitetos/as em um grupo de destaque que inclui profissionais da saúde e socorristas. No entanto, nos Estados Unidos, a profissão de arquiteto/a é surpreendentemente mais envelhecida e muito menos progressista do que se imagina.
https://www.archdaily.com.br/pt/1126378/the-drawdown-review-sugere-que-os-as-arquitetos-as-caminhem-em-direcao-a-solucoes-climaticas-escalaveisJesse M. Keenan