O domínio da arquitetura sempre esteve dividido entre o cosmos artístico e o racional. Durante nossos anos de estudo em arquitetura, raramente nos é oferecida uma metodologia específica com a qual podemos desenvolver um projeto, gerando diversos resultados e métodos diferentes. No entanto, para descobrirmos o método que melhor funciona para nós, precisamos entender o modo de pensar e projetar dos grandes pioneiros que influenciaram a arquitetura antes de nós.
Le Corbusier, Mies van der Rohe, Frank Lloyd Wright e Louis Kahn são quatro dos arquitetos mais influentes da história. A seguir, descubra o processo criativo desses quatro mestres da arquitetura moderna e por que seus projetos e métodos ainda seguem relevantes.
Organizado pela Associação das Indústrias de Madeira e Mobiliário de Portugal (AIMMP), Ordem dos Arquitectos (OA) e Confederação Portuguesa da Construção e Imobiliário (CPCI), a 5ª Edição do PNAM'19 Prêmio Nacional de Arquitetura em Madeira, - responsável por premiar as melhores construções em madeira com carácter permanente, construídas no território continental português e ilhas, realizadas por arquitetos portugueses e concluídas entre 1 janeiro de 2017 e 31 dezembro 2018 -, acaba de anunciar suas obras finalistas.
O projeto de arquitetura de um espaço e o mobiliário escolhido para preenchê-lo podem trabalhar em conjunto para definir a função de um ambiente, estabelecer uma atmosfera específica e expressar uma identidade. Embora um/a arquiteto/a ou designer possa desejar móveis específicos para criar uma determinada estética no momento da conclusão do projeto, a versatilidade também é fundamental ao longo da vida útil de uma edificação. Além de as necessidades dos programas arquitetônicos e dos/as habitantes mudarem com o tempo, a administração de espaços comerciais e públicos frequentemente busca a capacidade de reagir às tendências estéticas e sociais para se manter atualizada.
“Past, Present, Future” (Passado, Presente, Futuro) é uma série de entrevistas em vídeo realizada pelo Itinerant Office que convida arquitetos/as renomados/as a compartilharem suas perspectivas sobre o constante processo de transformação do campo da arquitetura. Cada entrevista divide-se em três partes: passado, presente e futuro. Ao longo desse percurso, os/as entrevistados/as expõem suas ideias e experiências práticas a partir de suas próprias trajetórias. A primeira edição da série contou com a participação de 11 arquitetos/as da Itália e dos Países Baixos, enquanto a segunda reúne 13 profissionais da Espanha, Portugal, França e Bélgica.
O objetivo do projeto é compreender a atuação de escritórios de destaque global, investigando suas metodologias e filosofias de projeto para alcançar uma compreensão mais clara sobre "o que significa ser arquiteto/a no século XXI". A série serve também de inspiração para a nova geração de arquitetos/as e estudantes que iniciam suas carreiras no setor.
Andrés Jaque é arquiteto, educador e escritor, tendo fundado o escritório internacional de arquitetura Office for Political Innovation (OFFPOLINN) em 2003. Com sedes em Nova York e Madri, o premiado escritório OFFPOLINN atua em projetos de diversas escalas e suportes, no design interdisciplinar, na pesquisa acadêmica e no ativismo ecológico crítico. Paralelamente à prática de projeto, Jaque atua como diretor do programa de Mestrado em Advanced Architectural Design na Graduate School of Architecture, Planning and Preservation da Universidade Columbia, além de ser professor visitante na Universidade de Princeton e na Cooper Union. O arquiteto é amplamente reconhecido por sua abordagem "transsecional" (transectional approach) do projeto, defendendo que "os projetos arquitetônicos são intervenções em uma série de relações complexas, nas quais as negociações entre diferentes agências podem envolver outras associações nelas contidas".
A seguir, assista aos vídeos e leia os principais trechos da entrevista com Andrés Jaque.
Nos últimos anos, as prioridades de mobilidade dos habitantes dos EUA apresentaram notórias mudanças, sobretudo entre os jovens. Se antes, a opção quase unânime de deslocamento era o automóvel, agora as opções incluem caminhadas, bicicletas ou o transporte coletivo, segundo apontam pesquisas recentes.
Planejado para ser construído em um dos pontos mais deslumbrantes de Alanya, na Turquia, o projeto Vertical Villa é uma complexa composição geométrica de vidro, concreto e paisagem, com vistas deslumbrantes para a verdejante cordilheira e a linha costeira distante.
A equipe de arquitetura desenvolveu o projeto a partir de uma análise da interação social e da atmosfera da cidade de Alanya. A equipe combinou diferentes unidades individuais e aplicou o sistema de telhados inclinados típico da arquitetura residencial da cidade.
“Past, Present, Future” é uma série de entrevistas criada pelo Itinerant Office que convida arquitetos/as de destaque a compartilharem suas visões sobre a constante evolução do setor da arquitetura. Cada entrevista é dividida em três partes: passado, presente e futuro. Ao longo dessas seções, os/as entrevistados/as discutem suas ideias e experiências na arquitetura sob suas próprias perspectivas. A primeira edição da série apresentou 11 profissionais da Itália e dos Países Baixos, enquanto a segunda reuniu 13 de Espanha, Portugal, França e Bélgica.
O objetivo do projeto é compreender a atuação de escritórios de destaque no setor, explorando suas filosofias e métodos de projeto para obter uma visão mais clara do que significa “ser arquiteto/a no século XXI”. A série serve também como fonte de inspiração para a nova geração de arquitetos/as e estudantes que ingressam na profissão.
“Past, Present, Future” é um projeto de entrevistas idealizado pela Itinerant Office, que convida arquitetos e arquitetas de destaque a compartilharem suas perspectivas sobre as constantes transformações no campo da arquitetura. Cada entrevista é dividida em três partes: passado, presente e futuro. Ao longo desses três vídeos, os/as entrevistados/as discutem diante das câmeras suas ideias e experiências no campo da arquitetura. A primeira edição do projeto contou com a participação de 11 arquitetos/as da Itália e dos Países Baixos, enquanto a segunda apresenta entrevistas com 13 profissionais da Espanha, Portugal, França e Bélgica.
Além da tecnologia, a política é um fator crucial na definição do espaço público, e a sua evolução está intimamente ligada ao exercício dos direitos garantidos pela Primeira Emenda constitucional nesses locais. (Nota do/a Tradutor/a: A Primeira Emenda proíbe o Congresso dos EUA de legislar contra a liberdade de religião, de expressão, de imprensa e de associação, tendo sido ratificada em 15 de dezembro de 1791 como parte da Carta de Direitos). Grandes espaços públicos funcionam como refúgios naturais. No entanto, a maioria das áreas que as pessoas consideram públicas — como aeroportos, por exemplo — pertence, na verdade, a corporações privadas ou foi concedida a elas. O verdadeiro valor social do espaço público se manifesta quando ele se torna uma extensão física dos direitos individuais no mundo real.
Sendo assim, o que deve constituir um espaço público?
Os espaços públicos são amplamente reconhecidos como o elemento-chave para a construção de um senso de comunidade. Um espaço público bem-sucedido vai muito além do mero plantio de árvores e da instalação de alguns bancos (para ilustrar, basta conferir a hashtag #PlacesIDontWantToSit). Acredito que a construção comunitária reside no fortalecimento das relações interpessoais, no compartilhamento de identidades fluidas e comuns, no fomento do engajamento e do pertencimento, e na capacidade de acolher novos membros com confiança. Espaços públicos exemplares exigem uma investigação profunda, que deve ser integrada às futuras práticas de projeto.
Como parte da agenda cultural do Jardín 17 - um espaço projetado por Luis Barragán como uma extensão da casa-estúdio e que há 20 anos recebe diferentes programas acadêmicos de todo o mundo - o arquiteto japonês Go Hasegawa projetou a instalação Flying Carpet (ou, Tapete Voador): um pavilhão suspenso em meio ao jardim de Barragán.
A nova edição da Bienal Ibero-Americana de Arquitetura e Urbanismo (XI BIAU) propõe um desafio diferente. Desta vez, às margens do tranquilo Rio Paraguai, o bairro Ricardo Brugada, conhecido como La Chacarita — um dos mais antigos no centro histórico de Assunção — é o principal protagonista.
Junto aos moradores e moradoras — que inclusive expuseram em suas próprias casas os projetos premiados da bienal — os/as curadores/as nacionais lideraram 13 grupos de trabalho para desenvolver propostas de melhoria e transformação de um setor negligenciado pela cidade, associado a problemas de criminalidade e desemprego. Algumas dessas propostas já foram colocadas em prática.
A Bauhaus, assim como diversos outros movimentos e disciplinas de design, exerceu forte influência sobre a arquitetura contemporânea. Há quem afirme que a escola é, de fato, um pilar da arquitetura e do design modernos, com sua racionalidade, simplicidade e eficiência. No entanto, por trás das superfícies polidas da Bauhaus, desenrolava-se uma vida de violência, ocultismo, sexualidade e farmacologia.
Em um artigo recente para a Metropolis Magazine, Beatriz Colomina, historiadora da arquitetura e professora da Escola de Arquitetura da Universidade de Princeton, explica como a Bauhaus era um “caldeirão de perversões”, suprimindo ideias e pedagogias transgressoras.
Past, Present, Future é um projeto de entrevistas desenvolvido pelo Itinerant Office, que convida arquitetos/as de destaque a compartilharem suas perspectivas sobre o constante desenvolvimento do campo da arquitetura. Cada entrevista é dividida em três vídeos temáticos: passado, presente e futuro. Em cada seção, os/as entrevistados/as discutem suas visões e trajetórias profissionais. A primeira edição do projeto contou com 11 arquitetos/as da Itália e dos Países Baixos, enquanto a segunda reúne entrevistas com 13 arquitetos/as da Espanha, de Portugal, da França e da Bélgica.
O objetivo desta série de entrevistas é analisar essas práticas de sucesso e compreender suas metodologias. Os vídeos buscam traçar um panorama claro do que significa ser arquiteto/a no século XXI, servindo também de inspiração para a próxima geração de profissionais emergentes e estudantes da área.
João Luís Carrilho da Graça é um arquiteto e professor português, fundador do escritório Carrilho da Graça Arquitectos. Além de projetar obras premiadas, ele lecionou na Faculdade de Arquitetura da Universidade Técnica de Lisboa e atuou como professor convidado na Universidade Autónoma de Lisboa e na Universidade de Évora, além de proferir palestras, seminários e conferências em diversas instituições pelo mundo. Sua atuação profissional concentra-se sobretudo em projetos públicos, desenvolvendo espaços singulares para a comunidade.
No último ano, foram construídos 6,9 bilhões de m² de espaços de escritórios (um aumento de 12% em relação ao ano anterior), de acordo com um estudo da Avison Young que analisa o mercado imobiliário corporativo na América do Norte, Europa e Ásia.
Past, Present, Future é um projeto de entrevistas da Itinerant Office que convida arquitetos/as de destaque a compartilharem suas perspectivas sobre o constante desenvolvimento do mundo da arquitetura. Cada entrevista é dividida em três partes em vídeo: Passado, Presente e Futuro. Os/As entrevistados/as discutem seus pontos de vista e experiências na arquitetura em cada seção. A primeira edição do projeto contou com 11 arquitetos/as da Itália e dos Países Baixos, enquanto a segunda é composta por entrevistas com 13 arquitetos/as da Espanha, Portugal, França e Bélgica.
O objetivo desta série de entrevistas é analisar essas empresas de sucesso e buscar compreender seus métodos e abordagens. Os vídeos buscam traçar um panorama claro sobre o que significa ser arquiteto/a no século XXI, servindo também de inspiração para a próxima geração de arquitetos/as em ascensão e estudantes que ingressam na área.
Desde 2017, a Escola de Arquitetura do Chipre (CYSOA) organiza uma série de concursos de arquitetura para instalações e projetos temporários para a praia de Geroskipou na Grécia.
No ano passado, a proposta vencedora foi apresentada pelo escritório russo de arquitetura KATARSIS Architects, um projeto temporário de cinema à céu aberto, com uma estrutura translúcida que serve tanto como cobertura quanto como tela de projeção.
As empenas cegas, ou fachadas sem aberturas, geralmente não são partidos projetuais em residências, mas sim frutos da necessidade de privacidade em certos ambientes, principalmente quando o recuo em relação ao edifício vizinho é pouco ou inexistente. No entanto, as empenas cegas podem vir a tomar lugar de destaque no conjunto de um edifício, seja pelo contraste entre cheios e vazios, seja pela valorização da empena de outras formas - como aplicação de pintura, textura, jardim vertical etc. -, seja, por fim, pela localização da empena cega na parte frontal do edifício - ou seja, uma “inversão de papéis” entre as fachadas laterais, geralmente resignadas à privação de aberturas, e a(s) fachada(s) frontal e/ou posterior, normalmente com aberturas.
Há alguns meses, foi encerrada a primeira exposição do escritório Zaha Hadid Architects (ZHA) na América Latina, realizada no Museo Universitario de Arte Contemporáneo (MUAC), no Centro Cultural de Ciudad Universitaria, na Cidade do México. A mostra reunia alguns dos projetos da arquiteta Zaha Hadid por meio de maquetes, materiais audiovisuais, pinturas e fotografias, abordando o processo criativo de sua prática e evidenciando a importância e a complexidade do design como eixo articulador de formas e processos construtivos em sua obra.
Uma criança desesperada grita, em plena Praça Dom José Gaspar no Centro de São Paulo, para que não machuquem sua mãe. Chora ao vê-la ser retirada à força por agentes da Prefeitura de cima do carrinho em que vendia frutas todos os dias aos frequentadores da praça. Sua mãe também chora e tenta explicar aos agentes que aquelas frutas e aquele carrinho eram tudo que ela possui para tentar sustentar a filha. Todos assistem à cena comovidos e tentam argumentar com os funcionários da Subprefeitura, mas continuam recolhendo os produtos, afinal “ordens são ordens”.
Mas qual a “ordem” que regula os espaços públicos?
https://www.archdaily.com.br/pt/927621/por-uma-nova-ordem-do-espaco-publico-o-direto-a-cidade-para-todosRodrigo Faria G. Iacovini
A arquitetura e o design influenciam não apenas a estética dos edifícios e de outros ambientes físicos, mas também a maneira como as pessoas percebem e realizam suas atividades cotidianas. A arquitetura contemporânea considera e molda o comportamento das pessoas, seja em casa, no trabalho ou em momentos de lazer. Nesse sentido, ela incorpora cada vez mais materiais diversos, com qualidades diferentes e únicas, a fim de criar ambientes que facilitem o comportamento pretendido e espontâneo de visitantes e de quem frequenta o espaço no dia a dia. Dessa forma, arquitetos e arquitetas criam espaços que permitem às pessoas realizar suas tarefas diárias e uma série de atividades sociais cotidianas. Contudo, esses/as profissionais também desempenham um papel vital em garantir a manutenção futura dos edifícios recém-projetados, assegurando a preservação contínua desses espaços físicos.
Centro de Congressos e Auditório de Plasencia / Selgas Cano. ImageIwan Baan
Cada vez mais, uma série de arquitetos tem adotado materialidades translúcidas nas fachadas de seus projetos, auxiliando no controle lumínico interior, uma vez que materiais como o policarbonato e U-Glass por exemplo, permitem que somente percentual nível lumínico adentre a arquitetura. Por outro lado, ao anoitecer, essas materialidades promovem qualidades distintas e com resultados surpreendentes, visto que ao acender suas luzes, os edifícios ttransformam-se em verdadeiras lanternas no cenário urbano.
Todos os anos na França são utilizados mais de 66.000 toneladas de agrotóxicos e cerca de 4,5 milhões de toneladas de plásticos não produzidos, dos quais, apenas 22% são reciclados. Durante o mesmo período, 48.000 mortes são atribuídas à problemas de saúde decorrentes da poluição e atividades relacionadas com a indústria automobilística. Em um contexto tão grave como este, novos parâmetros de sustentabilidade ambiental passaram a ser incorporados aos projetos de desenvolvimento urbano em busca de soluções mais sustentáveis e ambientalmente corretas tanto para o setor público quanto privado.
Considerando esta delicada situação e em conformidade com os critérios definidos pela Agenda de Objetivos de Desenvolvimento Sustentável 2030 das Nações Unidas, o Studio NAB desenvolveu um projeto de estacionamento ecológico chamado Car Parks 2.0, uma proposta que pretende oferecer uma solução alternativa para as abundantes áreas de estacionamento que ocupam as nossas cidades, transformando-as em espaços mais sustentáveis e humanos.
Do cômodo doméstico à infraestrutura pública, a biblioteca é um tipo de programa arquitetônico que lida com diversas especificidades por conta de suas incumbências básicas: preservar livros e publicações e servir como espaço para leitura, estudo e pesquisa. Seja qual for a escala, as bibliotecas devem ser eficientes ao lidar com as condições naturais de iluminação e ventilação, já que, muitas vezes, combinam funções de lazer e trabalho que demandam qualidades de conforto ambiental diversas.
Escadaria do Bixiga, região tombada em São Paulo. Imagem: Dornicke/Wikimedia
Não há dúvida que a preservação do patrimônio histórico, artístico e arquitetônico é um objetivo fundamental para a construção de uma cidade justa. É um direito de todos os cidadãos, das presentes e das futuras gerações, conhecer e fruir nossa memória e nossa cultura. Mas para que de fato isto aconteça é essencial um olhar criterioso e ao mesmo tempo uma visão geral da cidade.