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Fabricação digital na arquitetura: onde chegamos e até onde podemos chegar

Há alguns anos, a fabricação digital começava a despontar como uma das grandes novidades no cenário da arquitetura, prometendo transformar para sempre a nossa disciplina e a forma como construímos nossos edifícios. Embora esta revolução arquitetônica de facto ainda não tenha se materializado de forma definitiva, infinitas novas possibilidades parecem surgir a cada ano que passa, principalmente como resultado do trabalho árduo de pesquisadores e profissionais dedicados ao desenvolvimento de novas tecnologias voltadas à prática da arquitetura e construção. Portanto, neste exato momento, parece oportuno dedicarmos um pouco do nosso tempo para mapear esse avanços, apresentando aos nossos leitores uma perspectiva mais abrangente sobre como a tecnologia está transformando efetivamente a prática da arquitetura dia após dia. Este artigo procura cobrir algumas das principais abordagens que já estão começando a gerar resultados bastante concretos, transformando os processos de projeto e construção e contribuindo definitivamente para a redefinição do potencial da arquitetura, recontextualizando da nossa disciplina na era da informação.

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Campos de refugiados: de assentamentos temporários a cidades permanentes

Segundo dados veiculados pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), mais de 70 milhões de pessoas têm sido forçadas à abandonar suas casas ao longo dos últimos anos devido a conflitos, violência e catástrofes naturais, sendo que 26 milhões destas são consideradas refugiados de guerra. Em um contexto tão crítico, não podemos apenas continuar pensando em números. É preciso considerar, em primeiro lugar, que cada unidade desta conta representa uma vida – seres humanos que precisam de ajuda. Portanto, chegou a hora de superarmos este permanente estado de perplexidade e partirmos para a ação, isso porque situações como esta não se resolvem da noite para o dia – elas podem durar uma vida inteira. Na atual conjuntura, campos de refugiados não mais podem ser vistos apenas como estruturas temporárias, e é exatamente ai que os arquitetos podem fazer a diferença.

Quando lidamos com crises humanitárias provocadas por conflitos armados, não estamos falando de um fenômeno passageiro. Trata-se, na maioria dos casos, de um caminho sem volta. De fato, segundo o próprio Comissariado das Nações Unidas do Quênia, de todas aquelas pessoas que se veem forçadas a abandonar os seus países de origem ––e têm a felicidade de encontrar um lugar para viver––, “a maioria delas passam mais de 16 anos vivendo em estruturas temporárias.”

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Explore virtualmente o interior de casas e apartamentos do movimento moderno na Argentina

Recentemente, a virtualidade tornou-se um recurso crucial para acompanhar estudantes e usuários/as de todo o mundo nos tempos atuais. Cursos, capacitações e livros souberam migrar para o formato digital para permitir a continuidade das atividades formativas, educativas e de lazer. Diante dessa realidade, o projeto Arquitectura Moderna 360 criou um banco de dados on-line de acesso livre, a modo de catálogo ou diário digital, reunindo diversos modelos tridimensionais, fotografias panorâmicas em 360° e realidade virtual (VR) de obras representativas do Movimento Moderno na Argentina. Assim, permite que pessoas de qualquer parte do planeta possam mergulhar nos espaços internos de edifícios icônicos que desempenham um papel relevante na história da arquitetura do país.

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Dicas para construir uma casa na árvore

É difícil encontrar alguém que nunca tenha sonhado em construir ou ter uma casa na árvore para chamar de sua. A ideia de um refúgio, um espaço totalmente integrado à natureza e com uma vista privilegiada agrada a quase todas as idades. Há exemplos de casas na árvore de todas as escalas e complexidades, desde pequenas plataformas elevadas até algumas altamente complexas, inclusive com instalações elétricas e hidráulicas. Alguns sites especializados no tema (sim, isso existe!), apresentam valiosas dicas para a construção desses sonhos. Em geral, eles concordam com o lema: “Escolha sua árvore, faça o seu projeto, mas esteja pronto para adaptá-lo!”

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Mobilidade ativa como possibilidade de uma cidade melhor

Hoje se celebra o Dia Mundial da Bicicleta devido aos vários benefícios sociais, econômicos e ambientais que o uso deste meio de transporte e lazer oferece. Ao aprovar a comemoração deste dia, a ONU reconhece a contribuição do ciclismo dentro dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, incluindo a construção de cidades e comunidades mais sustentáveis. Tal pensamento ganha ainda mais força durante e pós pandemia, e ao pensar formas saudáveis de se locomover pela cidade, a mobilidade ativa se destaca entre as alternativas possíveis e exequíveis em curto prazo, e ela não diz apenas sobre ciclovias, mas sobre abraçar o cidadão num todo.

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Dubrovnik, a cidade medieval que inventou a quarentena

A cidade medieval de Dubrovnik, na Croácia, coleciona qualidades. Cercada por uma antiga muralha e um mar de águas azuis que encantam quem a visita, durante a Idade Média foi a única cidade-estado com vulto suficiente para rivalizar com Veneza.

Outro aspecto que poucos conhecem é que a Pérola do Adriático, como é conhecida a cidade croata, foi o primeiro município europeu de que se tem notícia a implementar uma quarentena inteligente e a construir espaços de isolamento no combate às grandes doenças que afligiram a humanidade. É o que afirmam o arqueólogo Ante Milošević e a médica Ana Bakija-Konsuo no livro "Lazaretto em Dubrovnik: O início do regulamento de quarentena na Europa".

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A mudança climática e o surgimento das casas sem fundações

Como a maioria de vocês, passei os últimos dois meses em quarentena. Estou um pouco envergonhado de dizer isso, mas assim como a nobreza fugiu das cidades durante as pragas da Idade Média, tivemos a sorte de escapar da densidade de Boston e passar nossos dias na costa em Marshfield, uma pequena cidade ao sul, onde temos uma casa de veraneio. Devo me lembrar constantemente de que poderia ser muito pior.

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Os limites da flexibilidade no espaço doméstico: Determinação vs. Indeterminação

Este artigo de Jaime Coll López foi publicado originalmente na edição nº 10 da revista rita_ com o título "Determinación vs indeterminación en el espacio domestico". Uma crítica à flexibilidade na habitação, um dos principais paradigmas da arquitetura doméstica do século XX.

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Casas brasileiras: 19 residências com cozinhas integradas

Com o objetivo de diluir limites tradicionalmente impostos por paredes, as chamadas cozinhas integradas podem ser incorporadas aos ambientes adjacentes – mais frequentemente, salas de estar e jantar – a partir do uso de balcões, mesas, desníveis ou até mesmo pela diferenciação de pisos e revestimentos.

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Espaços públicos com andaimes: uma alternativa em situações de emergência

Ao enfrentar emergências como desastres naturais, conflitos bélicos ou pandemias, a arquitetura deve oferecer soluções imediatas e eficazes. Nessas infelizes circunstâncias, a prioridade costuma ser resolver os problemas de moradia, porém, uma vez controlada a emergência, o foco se desloca lentamente para locais de encontro, como centros comunitários, lugares para reuniões de bairro e espaços públicos. 

Para criar novos locais de reunião em situações de emergência, o andaime é uma boa alternativa se pensarmos na velocidade da construção e no orçamento limitado. Embora sejam normalmente utilizados como estruturas temporárias, eles também permitem compor rapidamente o espaço trabalhando com flexibilidade horizontal, vertical e diagonal, combinados com outros materiais como tecidos, madeira, policarbonato e metal.

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Aplicando inovação em materiais: a arquitetura tem o que é preciso?

Há um slide que gosto de mostrar no início das aulas de arquitetura que ministro; ele apresenta uma visão geral dos últimos cem anos em design e tecnologia. Na coluna da esquerda, um carro do início do século XX (um Ford Modelo T) está posicionado acima de um carro contemporâneo (um Tesla). A coluna do meio traz uma justaposição semelhante, mostrando um biplano da época da Primeira Guerra Mundial e um caça furtivo moderno (um F-117A). Na coluna da direita, o edifício da Bauhaus em Dessau, projetado por Walter Gropius em 1926, é visto ao lado de um edifício urbano de uso misto atual. O ponto culminante da comparação, naturalmente, é que os dois edifícios—separados por cerca de 100 anos—parecem basicamente os mesmos, ao passo que os carros e aviões separados pelo mesmo período parecem pertencer a mundos completamente diferentes. Qual é a razão disso?

As visualizações de arquitetura atendem às nossas expectativas?

Quantas vezes nos prendemos a uma imagem ou vídeo renderizado, nossos olhos incrédulos, incapazes de decifrar se aquilo que vemos é real ou apenas uma simulação virtual. Da mesma forma, não é raro ter que convencer amigos ou familiares que não têm relação com a arquitetura que um edifício ainda não existe concretamente e não passa de uma imagem confeccionada para uma propaganda. Não há mais limites para as visualizações hiperrealistas criadas por computador – elas estão cada vez mais enraizadas no mundo dos nossos desejos. É certo que estas imagens artificiais estabelecem novos padrões, mas seriam estes posteriormente atendidos pela arquitetura?

Queremos abrir a discussão e oferecer aos nossos leitores a possibilidade de expressar abertamente suas opiniões e experiências sobre o assunto. Se todos tivéssemos consciência de que a grande maioria do mercado contemporâneo da arquitetura se baseia em representações que simulam apenas a realidade visual, deixando de fora inúmeros aspectos da arquitetura, mudaríamos o modo de apresentar nossos projetos? Os futuros moradores ou usuários exigiriam outras informações complementares?

Os últimos serão os primeiros: o papel das escalas humanas nas renderizações

No exercício da arquitetura, os profissionais constantemente devem lidar com o desafio de representar um projeto de forma clara e compreensível antes de ser construído, tornando o espaço de alguma forma visível para um público muitas vezes não especializado na área. A renderização é um dos modos mais difundidos de representação tridimensional entre os arquitetos por apresentar o projeto de forma considerada “mais próxima da realidade”. A realidade, por sua vez, inclui a presença de pessoas e os modos de habitar os espaços – representados por meio de escalas humanas, que devem estar em consonância com a imagem que se pretende transmitir e o entendimento da arquitetura, do local em que está inserida e da forma como é habitada.

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Como o Brasil pós-COVID-19 tratará os resíduos sólidos urbanos?

No Dia Mundial do Meio Ambiente, lhe perguntamos: Você sabe para onde vai o “lixo” da sua casa? Como as cidades lidam com as toneladas de materiais eliminados diariamente? Tudo o que você joga “fora” deveria ser desperdiçado ao ser destinado para aterros sanitários?

A crise do coronavírus vem nos mostrando que certas atitudes, políticas e práticas devem ser abandonadas se quisermos ter um outro futuro. Socialmente, e também ambientalmente. Porém, a responsabilidade não é apenas individual. Para falar do futuro dos resíduos nas cidades é preciso jogar luz no fio da história recente, a construção da Política Nacional de Resíduos Sólidos - PNRS, aprovada em 2010 e nos desafios para sua implementação.

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Espaços de feiras: como a flexibilidade permite enfrentar os vírus

José Javier Alayón González, Dr. Arquiteto e professor assistente de tempo integral (TC) do Departamento de Arquitetura da Pontificia Universidad Javeriana, compartilha conosco no artigo a seguir sua perspectiva sobre os recintos de feiras e exposições e como eles se adaptam às circunstâncias.

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Ninguém nasce moderno: as primeiras obras de mestres da arquitetura do século XX

No âmbito da arquitetura, grande parte do século XX é marcada por uma produção que se lê, de modo geral, como moderna. As bases que configuram essa produção têm sido, há pelo menos seis décadas, objeto de discussão, reunindo opiniões divergentes sobre a verdadeira intenção por trás da gestalt moderna.

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Cité Frugès de Le Corbusier, lições de um bairro de habitações sociais modernas

Na década de 1920, o bairro de habitação industrial Cité Frugès, em Pessac, França, estava sendo concluído. Um dos 17 sítios de Le Corbusier catalogado como patrimônio da UNESCO.

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Pós-COVID-19: sobre a reinvenção da nossa relação com o “grande fora”

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"Como viveremos juntos?". A pergunta, tema da 17ª Biennale di Venezia, tem se mostrado providencialmente oportuna. E adquire caráter de urgência com a eclosão da COVID-19 e a crise por ela desencadeada, instando-nos a voltar o olhar para a sustentabilidade do atual modelo civilizatório e para a necessidade de renovar tanto o pensamento quanto a ação sobre o entorno. A propósito de um artigo publicado no ArchDaily intitulado Como viveremos juntos com todas as outras espécies?, este texto busca somar elementos para o debate.

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A participação da criança na construção de cidades humanizadas

Atualmente a construção de cidade humanizadas parte do pressuposto da participação popular plena, como preveem as políticas públicas nacionais institucionalizadas no Estatuto da Cidade. Mas é visível que os mecanismos, em grande parte, são voltados para os adultos, deixando crianças e jovens às margens do processo de participação e tomada de decisões.

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Pontos-chave no planejamento de um Objeto BIM: família

O desenvolvimento de Modelos BIM, compostos por Objetos BIM denominados famílias pela ferramenta Autodesk Revit, é cada vez mais frequente na indústria, já que estes constituem um meio para alcançar maior produtividade em cada projeto. No entanto, quais são os pontos-chave a se considerar ao iniciar o desenvolvimento de uma família? Neste artigo, apresentamos os principais pontos que devemos levar em conta no momento de planejar as famílias carregáveis, que são as que incorporamos à nossa Biblioteca BIM.

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Covid-19, Ordenamento Territorial e Planejamento Urbano na América Latina

A crise gerada pela pandemia e a nova ordem global decorrente dela nos obrigam a revisar e ajustar todos os Planos de Ordenamento Territorial (ou o instrumento equivalente) em cada uma de nossas cidades latino-americanas. 

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María Augusta Hermida: "É prioritário reverter a pirâmide da mobilidade em nossas cidades"

Em conversa para a terceira edição da Revista CLEA, uma publicação anual da Coordinadora Latinoamericana de Estudiantes de Arquitectura (CLEA), a arquiteta equatoriana María Augusta Hermida explora a capacidade de descolonizar espaços e cidades nos tempos atuais.

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Iluminação solar para um futuro acessível e sustentável

Embora tenham sido desenvolvidos como uma fonte prática de energia na década de 1950, os sistemas solares eram caros demais para o uso em larga escala até a década de 1970. A partir de sua aplicação inicial no abastecimento de satélites militares da era da Guerra Fria, as células solares fotovoltaicas de silício alcançaram seu primeiro sucesso comercial em locais sem acesso à rede elétrica, como faróis e plataformas de petróleo marítimas. 

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Urbanismo Tático: Reimaginando nossas cidades pós-Covid-19

A pandemia de Covid-19 transformou a maneira como vivemos. Repercussões significativas e duradouras serão sentidas em toda a sociedade e na indústria, muitas das quais certamente influenciarão a forma como abordamos o projeto de nossos edifícios e cidades. Nas últimas semanas, a equipe de Desenho Urbano da Foster + Partners vem explorando como os recentes e acelerados desdobramentos no planejamento urbano – instigados e incentivados pela crise atual – afetarão e moldarão o futuro de Londres e de outras cidades ao redor do mundo.

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