O Arizona localiza-se na região oeste dos Estados Unidos. O estado faz fronteira com Utah, Colorado e Novo México, além de limitar-se com Sonora, no México. O território também abrange parte da Sierra Madre Ocidental e abriga um trecho do Rio Colorado, bem como o Grand Canyon. Integrante da Aridoamérica, a paisagem do Arizona é majoritariamente composta por cactáceas e espécies desérticas.
Estamos imersos em um caos profano. Trata-se de uma pandemia, acompanhada de uma política insana e de séculos de uma terrível injustiça racial que expõe as piores realidades da humanidade. Cada dia revela mais doenças, mais raiva e mais falhas em nossa cultura do que qualquer pessoa poderia prever.
Os medos inescrutáveis desta época são essencialmente humanos. O mundo natural floresce em meio aos nossos desastres. No entanto, a arquitetura também é uma criação exclusivamente humana. A diretriz primordial da arquitetura é oferecer segurança. Assim, neste momento de perigo, convém refletir sobre o outro lado de tanta injustiça e crueldade profanas: o Espaço Sagrado? A arquitetura pode ir além da mera busca por segurança e aspirar a evocar o melhor de nós, criando lugares que tocam aquilo que só pode ser definido como Sagrado.
O que é o Espaço Sagrado? Seja ele construído pelo ser humano ou originado no mundo natural, o Espaço Sagrado nos conecta a uma realidade que transcende nossos medos. O oceano, a floresta, o nascer ou o pôr do sol podem, todos eles, definir o “Sagrado”. Contudo, as pessoas podem criar lugares que abrigam e expandem o melhor de nós para além do mundo que inevitavelmente nos ameaça e nos entristece. A arquitetura é capaz de criar lugares onde nos sentimos parte de uma realidade sagrada.
Apesar das imagens estáticas serem o meio mais comum para representar um projeto, alguns arquitetos optam por convidar o público a experienciar a arquitetura de modo mais imersivo. Desde 2006, o Spirit of Space, estúdio de cinema especializado em arquitetura, vem envolvendo os espectadores em curtas-metragens de obras concebidas por arquitetos de renome mundial, como Peter Zumthor, Steven Holl, Daniel Libeskind e Jeanne Gang. A equipe multidisciplinar do estúdio combina recursos visuais com trilhas sonoras criadas especialmente para os filmes, transformando o percurso fílmico em uma experiência multissensorial.
A arquitetura não se alimenta de si mesma. Diferente da pintura de Francisco de Goya, Saturno devorando seu filho, para a arquitetura existem outras artes, ciências e tecnologias das quais se nutrir, antes de recorrer à sua própria espécie. Sem esses outros afluentes fundamentais, ela não poderia existir. Sua riqueza é diretamente proporcional à presença desses argumentos coadjuvantes.
Desde suas origens, a arquitetura mantém uma relação estreita com a medida. Uma obsessão que representa a transição entre a arte criativa e a técnica construtiva. Arte e técnica, unidas pela medida. Primeiro foi o corpo, depois vieram os elementos proporcionais e normativos e, finalmente, as métricas complexas de variada índole. Historicamente, os tratados de Vitrúvio, Leonardo da Vinci e Leon Battista Alberti nos ensinaram as relações matemáticas entre a arte e a natureza como base fundamental da arquitetura.
https://www.archdaily.com.br/pt/1127154/a-nova-metrica-reflexoes-sobre-normas-e-medidas-em-tempos-de-distanciamento-socialManuel Amaya D.
No ArchDaily, sempre foi fundamental nos aproximarmos de arquitetos e arquitetas em conversas que revelam formas de trabalhar, histórias e reflexões –tanto pessoais quanto coletivas com as equipes que integram, bem como com a classe profissional com a qual se relacionam– a fim de levar conhecimento não apenas aos profissionais que constroem o mundo que habitamos, mas também para que as futuras gerações tenham acesso a todas essas ferramentas e experiências ao ingressarem no mercado de trabalho, mantendo sempre um olhar crítico em relação ao fazer arquitetônico.
San Francisco é uma cidade definida pela sua relação com a moradia. Desde o início dos anos 90, San Francisco tem enfrentado a escassez de habitação popular e, por outro lado, atualmente conta com um dos mais autos valores médios de aluguel de todos os EUA. A medida que as autoridades locais estão procurando encontrar soluções para este problema, arquitetos e urbanista encontram em San Francisco um território fértil para explorar novas soluções e tipologias habitacionais. Desde torres residenciais de alta densidade até conjuntos multifamiliares, a arquitetura residencial em uma das principais cidades da Costa leste procura seu equilíbrio entre a economia e urbanidade.
El Faro de la Trinidad - Projeto de Mirian Otto Hernández Palacios. Imagem cortesia de IE University
A relação entre espaço e bem-estar sempre foi um aspecto central na School of Architecture & Design da IE University. À medida que esse conceito se difunde, os limites do que é possível são constantemente superados. Ao proporcionar a estudantes uma visão global de arquitetura e design, viabiliza-se a criação de espaços multiuso que promovem o bem-estar e permanecem flexíveis conforme as necessidades evoluem.
Desde 2015, Ragusa, na Sicília, sedia o FestiWall, um festival internacional de arte dedicado a valorizar o espaço público e a melhorar o engajamento dos cidadãos com a parte moderna de uma cidade antiga. A imagem acima mostra duas vistas de uma torre residencial antes e depois do FestiWall. Qual delas chama mais a sua atenção?
Apostamos que você se sentiu atraído pela imagem com a obra de arte, à direita. Analisar essa imagem com um software biométrico indica que você focará imediatamente no homem do mural.
https://www.archdaily.com.br/pt/1126548/empatia-no-design-medindo-como-rostos-criam-lugaresAnn Sussman & Janice M. Ward
Florença, Itália. Foto de Jonathan Körner, via Unsplash
Pouco mais de quatro meses após o primeiro caso confirmado de coronavírus no Brasil, e cerca de três meses e meio após os primeiros decretos da quarentena, muitas cidades ainda mantêm medidas restritivas como forma de promover o isolamento social. Apesar da recente flexibilização que alguns estados e municípios têm adotado, as mudanças no cotidiano de arquitetos e estudantes permanecem e a popularidade de atividades remotas, como os cursos online, tem crescido nos últimos meses.
Enquanto muitos escritórios de arquitetura se encontram diante de demandas reduzidas e obras paradas, estudantes estão com aulas interrompidas ou transferidas para a modalidade online. Com mais tempo livre, seja pela diminuição dos deslocamentos ou pela redução de atividades, estudantes e arquitetos têm buscado nos cursos online uma forma de aprimorar ou ampliar conhecimentos em ferramentas, programas e conteúdos teóricos.
As técnicas de visualização evoluíram de forma notável ao longo do tempo e com os adventos tecnológicos, os resultados finais estão cada vez mais próximos de simular de maneira fiel aspectos próprios da realidade. Podemos dizer que, no campo da arquitetura, um projeto de visualização busca principalmente evidenciar as características e qualidades de um espaço tridimensional - ainda não construído ou em processo de construção - através de imagens, renderizações, vídeos ou ferramentas de realidade virtual - projetados, de forma geral, em suportes bidimensionais como as telas ou o papel -, considerados ferramentas essenciais para que os clientes, em geral pouco familiarizados com as representações técnicas, ou para um júri nos casos de concursos, compreendam um projeto de forma integral em uma etapa prévia a sua materialização.
Publicado originalmente como "Caminando hacia la descolonización urbano-arquitectónica" na terceira edição da Revista CLEA — uma publicação anual da Coordenadora Latino-Americana de Estudantes de Arquitetura (CLEA) —, este artigo propõe uma introdução à descolonização de espaços como crítica política, social e metodológica à práxis territorial, urbana e arquitetônica consolidada nas cidades.
Há um novo protagonista chamando a atenção no próspero bairro de Bushwick, no Brooklyn. Com sete pavimentos, 500 unidades residenciais e ocupando uma área de cerca de 45.400 metros quadrados, o The Rheingold é um dos maiores empreendimentos residenciais multifamiliares do Brooklyn até hoje.
A coletiva Terra Preta Cidade é um lugar inventado a partir do desejo de cinco mulheres negras, residentes em Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, de burlar o distanciamento geográfico, para promover e celebrar o encontro. Emmily Leandro, Gabriela Gaia, Luciana Mayrink, Malu de Barros e Natalia Alves dão forma e voz à esse exercício de criação de um território virtual, partilhado — que é tanto uma aposta política quanto estética -, através do podcast Des-embranquecendo a Cidade, que chega ao seu quarto episódio com o tema: "Ferve Território — Firmeza Permanente".
https://www.archdaily.com.br/pt/942831/des-embranquecendo-a-cidade-number-4-ferve-territorio-firmeza-permanenteTerra Preta Cidade
O estado do Novo México está localizado na região oeste dos Estados Unidos, limitando-se geograficamente com o Colorado, Oklahoma e Texas (nos Estados Unidos) e Chihuahua (no México). O estado possui a maior porcentagem de população de língua espanhola dos Estados Unidos. Por integrar a Aridoamérica, sua paisagem é predominantemente composta por cactáceas e espécies desérticas.
Este artigo faz parte da série colaborativa “Arquitetura do Leste Europeu: 50 Edifícios que Definiram uma Era”, desenvolvida em parceria entre o The Calvert Journal e o ArchDaily. Celebrando alguns dos principais ícones da arquitetura do leste europeu, publicaremos periodicamente uma lista com cinco projetos —organizados por tipologia — construídos no então Bloco de Leste.
https://www.archdaily.com.br/pt/942372/arquitetura-do-leste-europeu-o-modernismo-futurista-de-hoteis-e-resortsLucía de la Torre
A alteridade é fundamental para o desenvolvimento humano. Se privado de estímulos variados, o cérebro não se desenvolve, perde a plasticidade e se deteriora como um músculo atrofiado. Tal argumento é amplamente aceito quando se trata de relações sociais, atividades cognitivas ou físicas. E quanto aos estímulos promovidos pelo ambiente construído?
https://www.archdaily.com.br/pt/942361/a-cidade-como-um-jogo-de-pecasMarina Oba, Daniela Moro e Gabriel Tomich
Com o novo Light Mix no V-Ray 5, artistas e designers podem visualizar ideias de forma ainda mais rápida e eficaz. Agora, a partir de uma única renderização, é possível criar tantas imagens quanto se possa imaginar, a uma velocidade que simplesmente não era viável em versões anteriores.
Existe um debate constante sobre se alguns projetos são de fato plagiados ou apenas “modificados” para parecerem originais. Muitos supõem que, ao publicar imagens de nossos projetos na internet, estaríamos entregando nosso trabalho de bandeja e que outros/as designers e arquitetos/as acabarão por roubá-los. Mas deveríamos realmente esconder nossos projetos do público? Será que plantas e cortes são tão sagrados e inovadores a ponto de arquitetos/as reivindicarem direitos autorais sobre eles?
Kevin Hui e Andrew Maynard, do canal do YouTube Archimarathon, conversam sobre a cópia de projetos, como estudantes e arquitetos/as podem aprender com obras existentes e se o plágio realmente existe no campo da arquitetura.
A série intitulada Água, mineração e êxodo faz parte de uma investigação visual realizada pelo fotógrafo Marcos Zegers que explora as tensões culturais e as alterações territoriais decorrentes das atividades mineradoras e extrativistas no deserto do Atacama. Com foco em conflitos geopolíticos e territoriais e formação prévia em arquitetura, Marcos utiliza a fotografia como ferramenta para manifestar suas inquietações, buscando, por meio do registro, moldar uma narrativa crítica que nos permita conhecer o que acontece nesses territórios um tanto inexplorados. Sua pesquisa não apenas considera os aspectos tangíveis que a presença dessas atividades gerou no setor, como as transformações territoriais e as alterações na paisagem, mas também explora as consequências menos evidentes, associadas às migrações, aos deslocamentos culturais e aos conflitos em torno da disponibilidade de recursos hídricos.
De cabanas isoladas no meio da mata a projetos inteiramente construídos em bambu, a arquitetura residencial no Equador é um prato cheio para quem gosta de casas construídas em madeira. Abundante em todo território nacional, este material construtivo é utilizado de forma versátil, capaz de atender a todos os requisitos estruturais e necessidades arquitetônica com louvor. Como estrutura portante, revestimento ou mobiliário, a madeira esta sendo utilizada tanto quanto o concreto, a pedra, o tijolo ou o metal, oferecendo uma infinidade de aplicações que têm provocado o desenvolvimento de uma nova linguagem e uma expressão única, intimamente integrada à paisagem característica dos trópicos.
Arquitetos não constroem edifícios. Arquitetos fazem desenhos de edifícios. Mas é claro, alguém tem que construir o edifício. A indústria da construção é um dos maiores setores econômicos e todos interagimos diariamente com o ambiente construído, mas o trabalho real de obter um edifício do desenho à estrutura evoluiu pouco ao longo das décadas. Enquanto o restante do mundo esteja mudado para a Indústria 4.0, o setor da construção não acompanhou o ritmo. A arquitetura começou a adotar alguma digitalização. Afinal, a maioria de nós já não trabalha com compassos e nanquins sobre pranchetas. Assim, com o vínculo eterno do setor de arquitetura ao setor de construção, este último adotará alguns novos artifícios tecnológicos por associação? E quando isso acontecer, como isso mudará o papel do arquiteto?
No dia 17 de junho passado, a Suprema Corte de Justiça da Nação do México (SCJN) emitiu uma sentença histórica na qual ordena ao Instituto Nacional de Estatística e Geografia (INEGI) gerar dados estatísticos desagregados sobre a população em assentamentos informais ou precários em todo o território nacional. Esta resolução traz à tona o debate sobre o papel que juízes e juízas podem e devem desempenhar ao adotar decisões que impactam diretamente o urbanismo, o ordenamento territorial, nossas cidades e nossas moradias.
A New Generations é uma plataforma dedicada a descobrir e promover o trabalho de arquitetos jovens e emergentes no cenário europeu, proporcionando um espaço de troca e aprendizado, voltado tanto aqueles que se dedicam a prática quanto a teoria na arquitetura. Desde a sua fundação em 2013, a New Generations trouxe à público mais de 300 escritórios promissores de arquitetura, apresentando um cenário diversificado de studios e ateliês dedicados às mais diferentes atividades culturais, promovendo festivais, exposições, chamadas abertas, entrevistas e oficinas.
A New Generationslançou recentemente uma nova plataforma na qual oferece um espaço único onde arquitetos de toda Europa podem se reunir para trocar idéias, e por que não, construir novas redes de trabalho colaborativo. Projetos de todo o tipo, oportunidades de emprego, idéias, notícias e perfis de escritórios serão publicados todos os dias na nova plataforma da NG. A seção 'perfis' é um convite àqueles indivíduos e coletivos que pretendem se juntar à esta rede de escritórios emergentes, proporcionando uma oportunidade única para que estes se engajem e fortaleçam a comunidade européia de jovens arquitetos.
Pensando nisso, o ArchDaily e a New Generations decidiram unir forças! A cada duas semanas publicaremosaquino ArchDaily uma seleção dos principais escritórios europeus emergentes de arquitetura.