
Estamos imersos em um caos profano. Trata-se de uma pandemia, acompanhada de uma política insana e de séculos de uma terrível injustiça racial que expõe as piores realidades da humanidade. Cada dia revela mais doenças, mais raiva e mais falhas em nossa cultura do que qualquer pessoa poderia prever.
Os medos inescrutáveis desta época são essencialmente humanos. O mundo natural floresce em meio aos nossos desastres. No entanto, a arquitetura também é uma criação exclusivamente humana. A diretriz primordial da arquitetura é oferecer segurança. Assim, neste momento de perigo, convém refletir sobre o outro lado de tanta injustiça e crueldade profanas: o Espaço Sagrado? A arquitetura pode ir além da mera busca por segurança e aspirar a evocar o melhor de nós, criando lugares que tocam aquilo que só pode ser definido como Sagrado.
O que é o Espaço Sagrado? Seja ele construído pelo ser humano ou originado no mundo natural, o Espaço Sagrado nos conecta a uma realidade que transcende nossos medos. O oceano, a floresta, o nascer ou o pôr do sol podem, todos eles, definir o “Sagrado”. Contudo, as pessoas podem criar lugares que abrigam e expandem o melhor de nós para além do mundo que inevitavelmente nos ameaça e nos entristece. A arquitetura é capaz de criar lugares onde nos sentimos parte de uma realidade sagrada.










