Sonora é um estado localizado na região noroeste do México geograficamente na fronteira com os estados do Arizona, nos Estados Unidos, Chihuahua, Sinaloa e em frente ao Mar de Cortez. Possui 179.503 km² de superfície sendo o segundo menor estado do país. Sua capital e cidade mais populosa é Hermosillo. No entanto, outras localidades importantes são Ciudad Obregón, Guaymas, Nogales, Agua Prieta e Navojoa.
Segundo dados do INEGI de 2018 em sua Pesquisa Nacional sobre Dinâmica Demográfica (ENADID), a população infantil menor de quinze anos no México representa 25,3% do total geral, que soma 125 milhões de pessoas. A realidade é que essa população, embora represente pouco mais de um quarto do total, conta com poucos ou nenhuns espaços destinados ao seu entretenimento e desenvolvimento. Com esse dado em mente, este texto propõe uma reflexão sobre o espaço público e a infância nas cidades mexicanas.
Transformação de área industrial abandonada na cidade de Náchod. Imagem cortesia de LETO Architects
O desenho urbano busca cada vez mais criar ambientes mais inclusivos e sustentáveis, reunindo diversos grupos e atividades e fomentando a interação social. A seleção desta semana de Melhores Projetos Não Construídos foca em projetos urbanos, propostas de desenvolvimento de grande escala e masterplans enviados pela comunidade do ArchDaily, mostrando como arquitetos e arquitetas de todo o mundo trabalham e moldam o tecido urbano de ambientes altamente diversos.
Da transformação de uma área industrial desativada em um bairro vibrante na República Tcheca à reurbanização do centro de Bérgamo em torno de novos valores espaciais e coletivos, os projetos a seguir revelam as ideias que moldam o desenho urbano atual, desde a diversidade funcional e noções de proximidade até o foco nos espaços públicos e ao ar livre. O denominador comum dessas propostas é o seu foco coletivo e a forte conexão com o tecido urbano existente.
Você deve estar se perguntando: o que é que o McDonald's tem a ver com o discurso da arquitetura? Pode até parecer bobagem, mas a maior franquia de fast-food do mundo teve sim, um papel determinante na história recente da arquitetura. Embora o “receita secreta” utilizada pelo McDonald's nunca tenha mudado, assim como o design da icônica marca permanece o mesmo desde os seus primórdios, o McDonald's explorou muito em matéria de arquitetura—contratando até alguns dos mais importantes arquitetos de seu tempo para projetar algumas de suas lojas— transformando a banalidade do cotidiano em uma experiência única e inovadora.
“Não, não sou uma sem-teto. Sou apenas uma sem-casa. Não é a mesma coisa, né?" Questionando a noção de lar e casa, Nomadland conta a história de uma mulher de sessenta anos que perde tudo na grande recessão. Fern, interpretada pela atriz Frances McDormand, deixa para trás sua cidade após a morte de seu marido e a falência da única indústria que sustentava a região. A protagonista decide embarcar em uma jornada sem rumo certo, vivendo em sua van como uma nômade pelas vastas paisagens do oeste americano.
Após o fim da Segunda Guerra Mundial e com a clamorosa vitória dos Aliados sobre a Alemanha Nazista, a União Soviética se consolidou como uma das principais potências emergentes junto aos Estados Unidos, ampliando seu limites e expandindo sua influência e domínio sobre um vasto território da Europa Central à Ásia. Ao longo da segunda metade do século XX, em um período marcado por uma vaidosa disputa ideológica contra os EUA, a União Soviética utilizou a arquitetura como uma ferramenta para estabelecer uma aparente uniformidade e concordância sobre um território ocupado extremamente diverso e policromático. Neste contexto, procurava-se combater as especificidades locais em favor da supremacia de uma nova sociedade unificada e homogênea. No entanto, na prática, a arquitetura se mostrou suscetível a adaptações e influências locais—principalmente nos distantes territórios ocupados pela URSS na Ásia Central. Dito isso, este artigo ilustrado com fotografias de Roberto Conte e Stefano Perego procura analisar as especificidades e desdobramentos da arquitetura soviética em um território historicamente excluído das principais narrativas modernas, revelando todas as nuances de seu patrimônio construído e a variedade de tons de suas paisagens urbanas.
As pessoas são o propósito e a escala da cidade, então, como seria uma cidade projetada para as pessoas? Em abril desde ano aconteceu o primeiro "Prêmio Cidade pela Humanidade", que teve sua cerimônia realizada em Chengdu, China. Com o tema "reconstruindo conexões", a premiação busca promover uma discussão sobre os valores sociais e o cuidado humanístico nas cidades chinesas através de uma abordagem profissional e comunicativa.
O Programa de Crédito Argentino del Bicentenario para la Vivienda Única Familiar, habitualmente conhecido como PRO.CRE.AR, é um programa criado em 2012 pelo governo nacional da Argentina para apoiar e incentivar a construção de novas moradias no país por meio de linhas de crédito acessíveis. Por meio deste programa, muitas famílias tiveram a oportunidade de viabilizar a sua primeira casa própria, o que, por sua vez, gerou um aumento na demanda pelo projeto e construção de obras nacionais. Dessa forma, os créditos habitacionais também abriram portas para escritórios e estúdios jovens produzirem e constru&rem arquitetura local, superando as limitações impostas pelo orçamento do próprio financiamento e pelas restrições de área e prazo.
Uma abóbada é um elemento construtivo no qual os elementos que constituem a superfície trabalham em compressão. Embora esta resolução construtiva venha sendo utilizada desde a época romana, alguns tipos de abóbadas (como a catalã ou a valenciana) tornaram-se populares em algumas regiões do mundo a partir do século XIX, apresentando-se como uma solução adequada para a construção residencial (sobretudo por seu baixo custo). Podendo vencer vãos de até trinta metros, esse sistema foi muito usado em certas tipologias industriais, adaptando-se às necessidades e dimensões de oficinas, fábricas e depósitos.
Fundado em Pequim, na China, pelo Sr. Gao Zhiqiang — vice-presidente do Instituto de Design Zhubang (pertencente ao China Architecture Design Group) e arquiteto de interiores sênior —, o AFFD Design Studio é uma empresa de gestão de design que integra planejamento urbano e arquitetônico, paisagismo ecológico, design de interiores humanista e produção de interiores (FF&E). Originado do Instituto de Design Zhubang do CADG, o escritório é liderado por arquitetos/as e engenheiros/as com sólida experiência prática e perspectiva internacional.
https://www.archdaily.com.br/pt/1130182/trabalho-em-pequim-affd-design-studio-designer-de-interiores-designer-de-projeto-executivo-e-detalhamento-diretor-a-de-designMilly Mo
Fundado em Londres pela arquiteta Zhang Jianheng, o Jane Z Studio estabeleceu sua sede em Shenzhen, China, em 2012. Unindo uma visão internacional à prática local, nossa equipe de design de origem multicultural traz continuamente novas camadas e vitalidade à estética oriental. Oferecemos soluções globais em desenho urbano, arquitetura e design de interiores, com um portfólio que abrange sedes corporativas, complexos comerciais e corporativos, sedes sociais, templos zen, residências de alto padrão e espaços expositivos. Através de nossa criatividade e dedicação, conectamos o Oriente e o Ocidente, entrelaçando o passado e o futuro para inspirar o cotidiano.
https://www.archdaily.com.br/pt/1131484/vagas-em-shenzhen-jane-z-studio-arquiteto-a-designer-de-interiores-assistente-de-projeto-estagiario-aMilly Mo
Durante o ano de 2020, a passagem do sistema presencial ao remoto–tanto em escolas quanto universidades—, permitiu que jovens e adultos pudessem seguir seus planos de estudo durante as fases mais críticas da pandemia. Entretanto, é evidente que esta repentina mudança transformou substancialmente as antigas dinâmicas de ensino e aprendizado. Nas escolas de arquitetura, por exemplo, onde os alunos muitas vezes trabalham em grupos e utilizam objetos físicos como maquetes e modelos tridimensionais para desenvolver seus estudos, eles tiveram que adaptar-se a esta nova realidade muito rapidamente. Em se tratando de disciplinas de caráter projetual e de desenho, onde o engajamento entre os alunos e a colaboração com os professores são fatores fundamentais para o desenvolvimento do trabalho prático, a transição direta e completa para o ambiente virtual—com aulas, apresentações, discussões, revisões e entregas sempre em modo remoto—privou os alunos de explorar qualquer outro método alternativo de expressão que não a representação digital.
O movimento moderno ainda hoje é um assunto que desperta as mais diversas e controversas reações. O mesmo acontece quando falamos do legado da arquitetura moderna. Acontece que não existe apenas um único legado, mas uma série de legados que varia de acordo com a localização geográfica, com o clima, o contexto político, social e econômico de cada país ou região. Embora a gênese do modernismo na arquitetura tenha se dado na Europa e nos Estados Unidos—onde encontram-se alguns dos seus mais representativos exemplares—, para além do mundo ocidental a chamada “arquitetura moderna” foi sendo moldada por arquitetos e arquitetas de acordo com as necessidades de cada contexto específico. No Sri Lanka, por exemplo, o arquiteto Geoffrey Bawa ajudou a cunhar o termo “Modernismo Tropical”, desenvolvendo uma arquitetura sensível e profundamente enraizadas na paisagem. Também podemos encontrar outros surpreendentes edifícios modernistas na Tanzânia, frutos da vasta e consistente obra construída de dois de seus mais importantes arquitetos: Anthony Almeida e Beda Amuli.
Com pouco mais de dez milhões de haibitantes e praticamente dois terços de sua população vivendo em cidades e áreas urbanizadas, Portugal é, ainda hoje, um dos países mais rurais da Europa. Boa parte da população se distribui ao longo da costa do Oceano Atlântico, concentrando-se sobretudo em Lisboa e Porto, que reúnem quase a metade dos residentes no país, resultando em uma grande faixa interiorana pouco densificada e com caráter predominantente rural.
Apesar da baixa densidade e atmosfera campestre, estas regiões não carecem de arquitetura de qualidade. É possível encontrar inúmeros exemplos de obras – sobretudo residenciais – que merecem atenção pelo modo como se inserem na paisagem, resignificam antigas estruturas, ou rendem homenagem a técnicas vernaculares locais. A seguir, 15 casas de campo que são exemplos disso:
Ainda que a cozinha seja parte onipresente de quase todas as casas - e, em muitos casos, considerada um símbolo da vida doméstica - ela também pode ocupar um espaço precioso, produzir desordem visual e diminuir a estética minimalista de um ambiente residencial moderno e elegante. Para alguns proprietários, a solução é simplesmente manter a cozinha sempre limpa e organizada. Mas, para alguns arquitetos contemporâneos inovadores e seus clientes, a solução é projetar uma cozinha compacta e oculta que possa ser fechada de forma rápida e fácil, para permanecer fora de vista. Abaixo, discutimos vários exemplos de cozinhas escondidas, bem como algumas técnicas e estratégias de projetá-las.
Em artigo recentemente publicado aqui no ArchDaily sob o título “Por que o Do-It-Together pode ser a solução para muitos problemas da arquitetura?”, chamamos a atenção para o fato de que uma nova geração de arquitetos está questionando a “velha maneira de se fazer arquitetura” e trazendo consigo mudanças consideráveis para a industria da construção civil, especialmente no que se refere às camadas mais pobres da população.
https://www.archdaily.com.br/pt/960681/explorando-novas-formas-de-colaboracao-atraves-da-arquitetura-do-it-together-ditArchitecture in Development
A Secretaria de Cultura do Governo do México e o Instituto Nacional de Belas Artes e Literatura apresentarão o pavilhão intitulado Desplazamientos, trabalho curatorial de Isadora Hastings, Natalia de La Rosa, Mauricio Rocha e Elena Tudela, que representará o país na décima sétima edição da Mostra Internacional de Arquitetura na Bienal de Veneza 2021. A intenção nesta edição de participação nacional foi transformar o esquema de trabalho, a partir do tema estabelecido pela Bienal de Veneza, sob uma abordagem que, embora centrada na arquitetura sob diferentes âmbitos, buscou orientar a conversa para construir uma mensagem distinta, tanto em sua base conceitual quanto na manifestação espacial, artística e construtiva do Pavilhão do México.
https://www.archdaily.com.br/pt/1130808/estes-sao-os-projetos-que-representarao-o-mexico-na-17a-mostra-internacional-de-arquitetura-da-bienal-de-venezaArchDaily Team
Dezenas de bairros da cidade de Nova Iorque foram recentemente reurbanizados com base em hipóteses inventadas e dados manipulados grosseiramente pelas autoridades municipais com a promessa de promover diversidade, acesso à moradia digna e inclusão social. Entretanto, nenhuma destas expectativas chegou a de fato a se concretizar, e o que é pior, na prática, o resultado foi exatamente o oposto disso: menos diversidade, menos moradias acessíveis e consequentemente, mais segregação e um processo de gentrificação generalizado. Ainda assim, muito pouco se fala disso. Mas o dano já está feito, e os incorporadores seguem aproveitando-se das regras do jogo para seu próprio benefício. E assim a cidade vai sendo transformada para a alegria de alguns poucos e a tristeza de muitos. Esta é a situação que Roberta Brandes Gratz explora em seu mais recente artigo entitulado “New Tork City”, analisando como as leis de zoneamento foram manipuladas para gerar um resultado oposto daquilo que se espera.
A Residência Goldenberg foi projetada em 1959 pelo arquiteto Louis Kahn para Morgan e Mitzi Goldenberg. Embora a casa nunca tenha sido construída, Kahn a citava como portadora de lições importantes para o seu processo de projeto, as quais seriam aplicadas em diversas de suas obras posteriores. Essas lições dizem respeito, especificamente, à irregularidade do exterior da casa em contraste com o seu coração, o átrio, que forma um quadrado perfeito. Ainda que possamos observar essa descoberta no desenho da planta, há nuances em seu projeto que seriam mais difíceis de compreender sem uma visita presencial. No entanto, e se pudéssemos visitar a Residência Goldenberg como se ela tivesse sido de fato construída? Este vídeo explora a Residência Goldenberg, sua história e intenções de projeto, utilizando essas descobertas para construir um modelo digital da casa que pode ser explorado em tempo real.
Ambientes ruidosos trazem efeitos extremamente negativos ao nosso organismo e são um grande vilão para a concentração, aprendizado e produtividade em salas de aula e escritórios. Dores de cabeça são sintomas momentâneos. Mas permanecermos expostos a locais muito ruidosos pode trazer problemas como a perda auditiva, afetar a concentração, a pressão arterial e até a digestão. Também pode desencadear altos níveis de estresse, distúrbios do sono, alterações do humor, aumento da frequência cardíaca e zumbidos no ouvido. Esse trata-se de um inimigo invisível e, muitas vezes, negligenciado nas grandes cidades com os ruídos de tráfego intenso, demolições e equipamentos barulhentos, como geradores e condicionadores de ar. Embora a história se repita em ambientes fechados, medidas eficazes podem ser tomadas para evitar ruídos desnecessários.
Martin C. Pedersen conversa com Frank Stasiowski, fundador e presidente da PSMJ Resources, sobre sua visão em relação à IA e ao futuro da profissão. O autor explica que, há seis anos, ele "entrevistou Frank Stasiowski, fundador e presidente da PSMJ Resources, uma consultoria de gestão especializada em empresas de arquitetura, engenharia e construção. Além de assessorar empresas em planejamento estratégico e de crescimento, planos de liderança e sucessão, fusões e aquisições, além de uma série de outras questões, Stasiowski dedica grande parte de seu tempo a analisar como o setor deve evoluir no futuro, especialmente à medida que a tecnologia assume um papel cada vez mais importante". Considerando-o um dos observadores mais perspicazes do setor, Pedersen conversou com Stasiowski para obter sua opinião sobre a IA e o futuro da arquitetura.
Villino Florio, em Palermo. Edifício no estilo liberty, combinando elementos medievais, barrocos, nórdicos e contemporâneos. Obra do arquiteto Ernesto Basile. Créditos: GiuseppeT em Wikimedia Commons
Art nouveau, ou arte nova, foi um movimento artístico surgido na Bélgica do final do século XIX e que rapidamente se difundiu por diversos países do continente europeu e nos Estados Unidos. Arte “nova” porque rejeitava cânones e demarcava uma ruptura com o passado. Estimulados pelos resultados e mudanças trazidas à sociedade pela Segunda Revolução Industrial, os artistas do movimento buscavam criar uma linguagem que acompanhasse os avanços desse contexto e superasse a antiguidade, o academicismo e o conservadorismo na estética. Assim, em suas obras, elementos clássicos surgiam combinados a itens contemporâneos e diferentes estilos eram mesclados para formar um conjunto original.
A história da pintura no México possui um vasto repertório que vai muito além do óleo sobre tela, uma vez que alguns de seus expoentes mais importantes encontraram diversas interseções com outras disciplinas para desenvolver sua capacidade de observar e, sobretudo, de criar cenas que contassem uma história específica de seu tempo e contexto. São diversos os nomes que elevaram o prestígio do México, posicionando-o como um dos países de maior riqueza cultural e artística, tais como Frida Kahlo, Diego Rivera, Rufino Tamayo, Dr. Atl, Emilia Ortíz e Mathias Goeritz, entre outros.
Este projeto trada da reforma de um escritório comercial em um edifício do século XIX. O edifício originalmente era a fábrica de armamento Czarista, o qual, depois da revolução e da Segunda Guerra Mundial sob comando da União Soviética, se transformou em um complexo dedicado à ciência e tecnologia. Tempos depois o espaço foi abandonado e em seguida se transformou em um edifício de escritórios.