As Case Study Houses (1945-1966), iniciativa patrocinada pela Arts & Architecture Magazine e imortalizada pelas icônicas fotografias em preto e branco de Julius Shulman, pode conter alguns dos exemplos mais famosos da arquitetura americana moderna na história. Projetadas para enfrentar a crise habitacional do pós-guerra com construção rápida e materiais baratos, ao mesmo tempo em que adotavam os princípios do design modernista e tecnologias contemporâneas avançadas, as Case Study Houses foram moldadas por seu foco central em materiais e projeto estrutural. Enquanto cada uma das casas foi projetada por diferentes arquitetos para uma variedade de clientes, esses objetivos compartilhados unificaram os muitos projetos em torno de várias estratégias estéticas e estruturais básicas: plantas abertas, volumes simples, janelas panorâmicas, estruturas de aço e muito mais. Embora alguns dos materiais e estratégias das Case Study Houses tenham ficado desatualizados nas décadas seguintes, esses produtos e recursos exclusivos viriam a definir uma era histórica da arquitetura nos Estados Unidos.
https://www.archdaily.com.br/pt/961990/como-os-materiais-moldaram-as-case-study-housesLilly Cao
A cozinha comunitária Solar Kitchen de Auroville, ecovila no sul da Índia com população de 3000 pessoas. Foto de Luiza Tripoli
De diversas formas a observação sobre a área rural e suas comunidades podem trazer ensinamentos para a implementação de dinâmicas sustentáveis nas cidades. Ao estudar especificamente as ecovilas, pontos importantes sobre a relação entre humanos e biosfera se tornam explícitos, principalmente em um espaço de importância a todas elas: a cozinha.
Na cultura ocidental capitalista é visível a dicotomia presente entre natureza e humanidade. O homem forma sua identidade como algo externo à natureza, e na maioria das vezes superior à ela. Como consequência dessa ruptura conceitual aparecem também as quebras espaciais. A cidade é vista como um produto humano, na qual os moradores destas, para entrarem em contato com a natureza, precisam encontrar os seus remanescentes em parques ou praças. Os “vazios” de ocupação humana, como as florestas, são vistas como falhas, espaços que a humanidade ainda não transformou.
Pavilhão Barcelona. @ Flickr Renato Saboya. Used under Creative Commons
A alusão da síntese entre arte e arquitetura, embora remonte à origem da disciplina, alcança, nas vanguardas artísticas do início do século XX, significado e função social diferentes, constituindo uma das características mais marcantes do Movimento Moderno. Uma integração presente nas obras de grandes nomes do movimento como Mies van der Rohe, Le Cobusier, Oscar Niemeyer, para citar alguns.
Seguindo nossa busca para redefinir como a arquitetura é percebida hoje, e expondo suas diferentes interpretações, o ArchDaily deu espaço para seus usuários responderem a quatro questões fundamentais: “O que é arquitetura? O que a arquitetura pode fazer? Qual é a sua posição arquitetônica? Qual a sua metodologia de projeto? ” Com cerca de 200 respostas por questão, recolhidas em todo o mundo, as ideias partilhadas são na sua maioria complementares e não conflituosas, sublinhando uma compreensão geral do papel e da essência da arquitetura.
O fogo é um fator crucial a ser considerado no projeto de edifícios. Desde os sistemas construtivos e a disposição dos ambientes até as rotas de fuga e os sistemas de combate a incêndio, o fogo é uma força poderosa que molda os espaços que habitamos. Este vídeo aborda alguns desses fatores enquanto o apresentador, Stewart Hicks, acende uma fogueira em uma cabana no norte de Michigan. Ao longo do processo de escolha das lenhas, montagem, acendimento e contemplação do fogo, ele explica como a construção de edifícios se relaciona com os princípios para se estruturar uma boa fogueira. Ele aborda as teorias de Gottfried Semper, a evolução do fogo no ambiente doméstico, os aspectos a se considerar na construção em wood frame, o Princípio de Bernoulli, os sistemas de combate a incêndio e muito mais. Puxe uma cadeira, traga os ingredientes para fazer s’mores e divirta-se com algumas curiosidades sobre o fogo.
Desde o Renascimento na Europa, a relação indissociável entre arte e arquitetura tem sido amplamente debatida e expressa de forma vívida em inúmeros livros e edifícios clássicos. Diante dessa profunda conexão que une ambas as disciplinas, designers, artistas e arquitetos/as vêm colaborando ativamente na busca por soluções para abrigar e expor a arte por meio de espaços em constante transformação.
Há poucas coisas que nos fascinam mais que o mar. Sua contemplação suscita um sentimento de paz e suas cores, texturas, movimentos e amplitude proporcionam um efeito cientificamente comprovado de relaxamento no nosso sistema nervoso. Acima de tudo, nos faz perceber o quão pequenos somos ante o universo. Não é por acaso que uma casa de frente para o mar seja um sonho de consumo para muitos. E com uma piscina logo à frente, nem se fala. As piscinas de borda infinita brincam com esse sentimento de infinitude do mar com o céu. Através de um jogo inteligente de planos e níveis, criam uma ilusão de ótica que deixa qualquer um boquiaberto, fazendo com que a água da piscina pareça se fundir com o horizonte, transbordando em uma ou mais bordas. Mas antes de planejar sua foto no Instagram com uma taça de espumante na mão, é interessante entender como elas são construídas.
Este é um breve adiantamento de "Próximamente: Visões a partir do território mínimo", o Pavilhão do Uruguai para a XVII Mostra Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza, que acontece entre 22 de Maio e 21 de Novembro deste ano.
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Mariapia di Lecce (elogiado, categoria híbrida): Reconstruir com desenho. Desenho à mão para análise gráfica. Imagem cortesia de Sir John Soane's Museum
Se há alguma palavra que descreve como são as renderizações arquitetônicas hoje em dia, seria: impressionante. O imenso mundo da renderização permitiu que as pessoas se envolvessem em ambientes construídos virtualmente, explorando cada espaço e experimentando o que podem ouvir ou sentir ao passar de uma sala para outra sem estar fisicamente presente no projeto.
O objetivo principal de uma renderização é ajudar a visualizar como será o resultado final do projeto. Seja para fins de apresentação ou construção, os arquitetos precisam traduzir suas visões de uma forma que ajude as pessoas que não estavam envolvidas no processo de ideação a entender o espaço e as experiências que vêm com ele. No entanto, nem todos os arquitetos têm as habilidades adequadas ou o tempo para criar tais ambientes hiper-realistas, mas com a excepcional qualidade das imagens produzidas atualmente e a crescente demanda, tornou-se obrigatório que todos os projetos sejam apresentados com um 3D realista. Então, se você é um daqueles arquitetos que não tem habilidade nem tempo, aqui estão algumas maneiras de apresentar seu projeto com uma experiência visual imersiva que traduz sua identidade sem recorrer a softwares 3D.
Em meio ao movimento infinito de milhões de pessoas e carros, muitas vezes o desejo é entrar em contato com a natureza. Aqui está um oásis no meio do caos. O conceito de cafeteria, desenvolvido pelo ReutovDesign studio, combina uma interpretação criativa de design moderno e estilo natural.
Fundado em Xangai em 2015, o escritório DYML Architecture é um estúdio de arquitetura internacional que preza pela liberdade criativa, diversidade e excelência profissional. Dedicamo-nos a oferecer serviços de design criativo com visão global, orientados por um ponto de vista único e inovador que busca soluções excepcionais por meio de abordagens de projeto dinâmicas e originais.
https://www.archdaily.com.br/pt/1130636/vagas-em-xangai-dayi-mingliang-architects-arquiteto-a-senior-arquiteto-a-designer-de-interiores-comerciais-senior-estagiario-aMilly Mo
O teto – frequentemente chamado de "a quinta parede" – tem o potencial de transformar um espaço interno de comum em extraordinário. No âmbito do design, o teto costuma ser esquecido, o que resulta em muitas oportunidades perdidas de criar momentos de interesse visual e encantamento.
A bicicleta não é mais utilizada apenas para esportes ou atividades recreativas. Cada vez mais, as pessoas optam por ela como principal meio de transporte.
A arquitetura cumpre um papel fundamental no incentivo do uso da bicicleta, já que uma cidade equipada com ciclovias seguras, bicicletário e áreas livres para lazer inspira as pessoas a deixarem seus automóveis.
Após diversos adiamentos e inúmeros desafios, a 17ª Bienal de Arquitetura de Veneza está finalmente acontecendo, trazendo ao centro do debate uma gama diversa de respostas à pergunta “Como viveremos juntos?”. O tema ganhou ainda mais relevância no contexto da pandemia, e a edição deste ano reafirma a importância da Bienal como uma plataforma de investigação e exploração coletiva. O ArchDaily teve a oportunidade de se reunir em Veneza com o curador do Pavilhão Francês, o arquiteto Christophe Hutin para discutir as reflexões por trás de “Communities at Work” e a experiência imersiva da exposição.
"A explosão das refeições ao ar livre é tanto uma ferramenta de sobrevivência para os restaurantes quanto uma mudança cultural bem-vinda que pode ter vindo para ficar", afirma Jessica Ritz em seu artigo originalmente publicado na Metropolis. De fato, a autora explora as tendências de hospitalidade que surgiram durante a pandemia na Califórnia, principalmente as refeições ao ar livre, e que devem durar ou se fazer presentes por muito tempo.
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Restaurante 25 Lusk Rooftop em São Francisco, Califórnia. Imagem cortesia de ShadeFX Canopies
Quando o assunto é gastronomia, lazer e entretenimento, os espaços ao ar livre ganharam protagonismo sobre qualquer outro ambiente. Diante das preocupações com higiene e distanciamento social nos últimos anos, as áreas de pátio e terraço tornaram-se cruciais para o setor de hospitalidade. Felizmente, existem diversas maneiras inovadoras de tornar esses espaços externos confortáveis e convidativos, não apenas durante o verão, mas em qualquer época do ano.
ShadeFX fabrica soluções inovadoras e versáteis de sombreamento retrátil. Totalmente personalizáveis e fundamentais para cada projeto, seus sistemas patenteados 'Single Track' (trilho único) oferecem cobertura irrestrita para alguns dos principais empreendimentos comerciais, residenciais, institucionais e municipais do mundo. Abaixo estão alguns exemplos de espaços projetados para criar a melhor experiência gastronômica ao ar livre.
Embora a arquitetura em si seja universal, a prática do dia-a-dia ainda varia em todo o mundo influenciada por uma ampla gama de fatores, desde os requisitos profissionais e responsabilidades de um arquiteto, o ambiente local, história e costumes de construção, às prioridades locais e desafios. Em um mundo hiperconectado, onde a arquitetura parece se tornar mais uniforme, como os contextos e características locais moldam o ambiente construído? Este artigo explora as semelhanças e diferenças dentro da profissão de arquiteto.
Em tempos de grande esforço comercial, onde cada vez mais, ideias em Arquitetura parecem inclinar-se a representação hiperrealista, na tentativa de convencer seus clientes (ou júri, no caso de concursos de arquitetura) de que a futura execução trará tamanha qualidade quanto a fantasia da imagem, os renderings assumem alto grau de importância na apresentação dos projetos.
Por esta perspectiva, é comum que anualmente haja novas atualizações, bem como o surgimento de novos programas especializados em renderizações, ferramentas capazes de atingir resultados tão impressionantes que chegam a confundir as imagens finais com fotografias, cruzando o irreal com a noção de ultra realidade.
Atendendo às aspirações da capital dinamarquesa em relação à infraestrutura e áreas verdes, a nova loja da IKEA em Copenhague, projetada pelo escritório de arquitetura Dorte Mandrup, conta com um parque de cobertura repleto de vegetação que também funciona como uma nova rota de pedestres com um quilômetro de extensão no bairro de Vesterbro. Localizado em uma das áreas mais movimentadas da cidade, próximo à estação central, ao histórico Meatpacking District e ao porto interno, o espaço público elevado do projeto oferece um refúgio das ruas movimentadas, proporcionando à região uma área verde muito necessária.
Oferecendo soluções digitais para, essencialmente, “simplificar” o trabalho de arquitetos/as, Monograph é uma empresa de software de gestão que ajuda profissionais da indústria AEC (arquitetura, engenharia e construção) a supervisionar seus projetos de maneira integrada e intuitiva. Fundada e projetada “por arquitetos/as, para arquitetos/as”, a plataforma de gestão operacional sediada em São Francisco é um conjunto de ferramentas digitais em constante evolução para projetos de todas as escalas.
Criada por arquitetos/as que já haviam enfrentado os desafios e as limitações da área, a Monograph é uma solução sob medida para as necessidades de empresas de arquitetura. Reconhecida como uma das Melhores Novas Práticas do ArchDaily do ano passado, ela é um exemplo claro de como profissionais de arquitetura podem expandir o alcance de sua atuação. De fato, a empresa de tecnologia foi fundada em 2019 por Robert Yuen, Alex Dixon e Moe Amaya, três designers de arquitetura que deram o salto e se aventuraram no universo digital. Esta semana, a Monograph apresentou seu novo endereço oficial na web, Monograph.com.
Com a inauguração da 17ª Bienal de Arquitetura de Veneza, 60 nações de todo o mundo apresentaram soluções singulares para a questão “Como viveremos juntos?”. Nem mesmo a pandemia ou suas repercussões impediram o processo criativo dos/as curadores/as. Pelo contrário, as adversidades foram tomadas como ponto de partida para explorar como a noção de "viver juntos" se transformou ao longo do último ano e de que maneira é possível reimaginar melhores ambientes construídos. O ArchDaily teve a oportunidade de se reunir com o/a arquiteto/a Wael Al Awar, um/a dos/as co-curadores/as do Pavilhão dos EAU, para debater como surgiu o material inovador do pavilhão e o que isso representa para o futuro da arquitetura.
Apesar da emergência de práticas coletivas e interdisciplinares, o empreendedorismo na arquitetura continua sendo uma disciplina difusa. Enquanto as instituições de ensino focam no desenvolvimento de habilidades técnicas durante a graduação, as habilidades socioemocionais e de gestão costumam ser negligenciadas, restando sua aquisição ou aprimoramento para a vivência profissional. Ao ingressarem no "mundo real", recém-formados/as que decidem iniciar sua trajetória profissional de forma autônoma ou em startups frequentemente se veem sobrecarregados/as com questionamentos: "Como convencer o/a cliente? Estou comunicando meu conceito de forma adequada aos/às empreiteiros/as? Estou cobrando o suficiente? Por que o projeto não está sendo executado como o projetei? Por que este projeto está levando muito mais tempo do que o previsto? Como gerenciar uma empresa de sucesso se nunca fiz um curso de negócios na faculdade de arquitetura?"
Broadacre City, de Frank Lloyd Wright. Imagem cortesia de Juan Miró
Juan Miró, cofundador do Miró Rivera Architects, reflete em um artigo de opinião sobre o valor das cidades dos EUA. Ao afirmar que "quando idealizamos cidades como Copenhague, corremos o risco de perder de vista as diferenças históricas fundamentais entre as trajetórias urbanas das cidades europeias e americanas", o arquiteto e educador traça uma linha do tempo de eventos e transformações urbanas para explicar por que seria mais relevante olhar para dentro ao planejar as cidades estadunidenses, em vez de buscar exemplos no exterior.
Kosovo - Implementation during Covid-19. Image Courtesy of UN-Habitat, Global Public Space Programme
A UN-Habitat ou agência das Nações Unidas para o desenvolvimento urbano sustentável, cujo principal foco é encontrar soluções para os desafios impostos pelo rápido e voraz processo de crescimento e expansão urbana em países de economias emergentes, vem desenvolvendo abordagens inovadoras no campo da arquitetura e do urbanismo, centradas no usuário e nos processos participativos. Pensando nisso, o ArchDaily associou-se a UN-Habitat para trazer notícias, artigos e entrevistas semanais que se destacam neste setor, disponibilizando a nossos leitores conteúdos em primeira mão e direto da fonte.
A medida que a luta contra o coronavírus parece ainda muito distante de um final feliz, as restrições impostas para tentar minimizar o risco de contágios e consequentemente, de hospitalizações e mortes, continua a castigar muitas cidades ao redor do mundo. Neste contexto, a necessidade de se criar instrumentos alternativos que possam ajudar as entidades urbanas e governos locais a sair desta situação parece mais urgente do que nunca. Embora a pandemia tenha provocado uma mudança drástica na maneira como nos relacionamos uns com os outros e principalmente no modo como nos apropriamos dos espaços públicos, a demanda por mais áreas verdes e espaços abertos não diminuiu, muito pelo contrário. As pessoas, mais do que nunca, precisam sair, se exercitar, ter um contato mínimo com a natureza, poder se locomover, trabalhar, estudar e socializar com outras pessoas para manter um estado mental minimamente saudável. Pensando nisso, a UN-Habitat está lançando uma campanha que procura apontar os possíveis caminhos para se estabelecer uma resposta urbana eficaz em combate à Covid-19, delineando ferramentas que podem ajudar os governos locais a prevenir a disseminação e propagação do vírus além de desenvolver estratégias de resiliência urbana para encarar possíveis situações similares no futuro.