O plástico é um material incrível. O grande problema é a forma como estamos usando-o e descartando-o na natureza. Foi com essa ideia em mente que o Museu do Plástico foi criado, para mostrar o papel vital que o plástico desempenha nas nossas vidas, bem como as possibilidades que o seu reaproveitamento e reciclagem oferecem. Inaugurado em Madri no dia 8 de maio, não conterá apenas plástico, mas será construído inteiramente a partir desse material. Através das peças que se encontram no interior, como objetos essenciais para os cuidados de saúde, comunicação, construção, alimentação e mobilidade sustentável, o visitante poderá conhecer tudo o que o plástico nos proporciona quando é feito o seu uso correto.
É inútil dizer que a arquitetura é uma profissão que flutua de acordo com a economia. Todos nós conhecemos histórias ou até sentimos na pele as consequências de um período de recessão. Para a industria da construção civil, a depressão econômica se traduz em um estado de espera, na escassez de novos projetos e portanto, em um impacto negativo considerável em termos de novos contratos e vínculos empregatícios—sem mencionar as terríveis consequências para a massa de trabalhadores informais, entre eles, arquitetos e arquitetas. É evidente que a economia opera em ciclos, ora com períodos de vacas magras, ora com momentos de vacas gordas. Quando no entanto, uma mal temporada coincide com uma situação de crise na qual a população global continua a crescer rapidamente e o valor da terra a atingir níveis exorbitantes, é inegável que a arquitetura não passará ilesa por tal momento. Ainda assim, existem aqueles que, ao invés de culpar a economia pelos altos e baixos da profissão da arquitetura e da industria da construção civil, afirmam que é ela a principal responsável pelas principias crises econômicas globais.
Para além de ver a casa como simples abrigo e proteção, hoje há uma complexidade muito maior de funções integradas àqueles programas elementares do habitar. Não pensamos mais somente nos espaços de dormir, cozinhar e banhar, mas sim em uma série de novos programas, que exigem novos espaços e configurações. Dentre esses novos programas, o lazer surge como uma atividade integrada ao morar, na forma de quintais, piscinas e salas de televisão.
ELDMØLLA Sauna / Arkitekt August Schmidt + Workshop NTNU-Trondheim + Arnstein Gilberg + Ina Samdal. Image Courtesy of Workshop NTNU-Trondheim
Pelas suas características específicas, a arquitetura das saunas é interessante pois nos dá lições relacionadas à eficiência e beleza da simplicidade. Geralmente são estruturas arquetípicas muito básicas, com uma distribuição clara e funcional, criadas para conter diferentes níveis de calor e umidade. Graças a este banho de vapor, as pessoas que nele se encontram liberam toxinas e melhoram a circulação sanguínea, sendo muito utilizadas em climas frios, em estreita relação com a natureza e a presença de água.
Para funcionar, estes espaços normalmente herméticos contêm uma série de bancadas internas com diferentes dimensões e uma fonte de calor que deve atingir temperaturas entre 80 e 90° C, incluindo, se necessário, uma chaminé para expelir a fumaça. A madeira é o material escolhido por excelência, utilizando na maioria dos casos espécies nativas que mantêm o seu aspecto rústico e textura natural. A seguir, revisamos 9 saunas projetadas por arquitetos, incluindo alguns de seus detalhes de construção.
Por definição, “estrutura” é um termo bastante abrangente e amplamente utilizado em diferentes disciplinas. Na arquitetura, por sua vez, a expressão “estrutura” pode ser utilizada tanto para referir-se a uma obra construída quanto para descrever o conjunto de elementos portantes que compõe um edifício, responsáveis por distribuir e transmitir suas as cargas até o solo.
A pandemia do coronavírus impôs novas necessidades e mudanças significativas em nossas vidas: nas relações, no trabalho, nos hábitos de consumo e no aumento da desigualdade. De fato, o tema dos espaços de trabalho surgiu em um momento histórico no qual as pessoas viram suas próprias liberdades limitadas pela primeira vez na era pós-moderna.
A maioria das pessoas foi forçada a trabalhar em casa e, desde o início da quarentena, a reflexão sobre o futuro dos espaços de trabalho tornou-se inevitável. Dados interessantes mostram que o coronavírus apenas impulsionou uma prática que vinha se consolidando há anos em alguns países. Segundo a Global Workplace Analytics e FlexJobs, entre 2005 and 2015, o número de profissionais nos Estados Unidos que realizam pelo menos 50% de seu trabalho em casa ou em outro local fora de seus escritórios cresceu 115%, e hoje esse número chega a 4,7 milhões, ou seja, 3,4% da força de trabalho.
Com mais de 56 milhões de habitantes divididos entre nove estados, a região Nordeste do Brasil conta com um litoral de aproximadamente três mil quilômetros que vão do Delta do Parnaíba, no Piauí, ao sul da Bahia. Internacionalmente conhecido por suas praias, que realmente fazem jus à fama, a região é tão culturalmente diversa como geograficamente abrangente, apresentando manifestações culturais riquíssimas das quais faz parte a arquitetura.
Celebramos neste artigo a mais trivial das tipologias arquitetônicas, a casa, em exemplos construídos nos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. Projetos que mostram cuidado primoroso em relação ao entorno e escolha dos materiais ou, ainda, que fogem de estereótipos e lugares-comuns quando se pensa na arquitetura produzida no Nordeste brasileiro.
As Case Study Houses (1945-1966), iniciativa patrocinada pela Arts & Architecture Magazine e imortalizada pelas icônicas fotografias em preto e branco de Julius Shulman, pode conter alguns dos exemplos mais famosos da arquitetura americana moderna na história. Projetadas para enfrentar a crise habitacional do pós-guerra com construção rápida e materiais baratos, ao mesmo tempo em que adotavam os princípios do design modernista e tecnologias contemporâneas avançadas, as Case Study Houses foram moldadas por seu foco central em materiais e projeto estrutural. Enquanto cada uma das casas foi projetada por diferentes arquitetos para uma variedade de clientes, esses objetivos compartilhados unificaram os muitos projetos em torno de várias estratégias estéticas e estruturais básicas: plantas abertas, volumes simples, janelas panorâmicas, estruturas de aço e muito mais. Embora alguns dos materiais e estratégias das Case Study Houses tenham ficado desatualizados nas décadas seguintes, esses produtos e recursos exclusivos viriam a definir uma era histórica da arquitetura nos Estados Unidos.
https://www.archdaily.com.br/pt/961990/como-os-materiais-moldaram-as-case-study-housesLilly Cao
A cozinha comunitária Solar Kitchen de Auroville, ecovila no sul da Índia com população de 3000 pessoas. Foto de Luiza Tripoli
De diversas formas a observação sobre a área rural e suas comunidades podem trazer ensinamentos para a implementação de dinâmicas sustentáveis nas cidades. Ao estudar especificamente as ecovilas, pontos importantes sobre a relação entre humanos e biosfera se tornam explícitos, principalmente em um espaço de importância a todas elas: a cozinha.
Na cultura ocidental capitalista é visível a dicotomia presente entre natureza e humanidade. O homem forma sua identidade como algo externo à natureza, e na maioria das vezes superior à ela. Como consequência dessa ruptura conceitual aparecem também as quebras espaciais. A cidade é vista como um produto humano, na qual os moradores destas, para entrarem em contato com a natureza, precisam encontrar os seus remanescentes em parques ou praças. Os “vazios” de ocupação humana, como as florestas, são vistas como falhas, espaços que a humanidade ainda não transformou.
Pavilhão Barcelona. @ Flickr Renato Saboya. Used under Creative Commons
A alusão da síntese entre arte e arquitetura, embora remonte à origem da disciplina, alcança, nas vanguardas artísticas do início do século XX, significado e função social diferentes, constituindo uma das características mais marcantes do Movimento Moderno. Uma integração presente nas obras de grandes nomes do movimento como Mies van der Rohe, Le Cobusier, Oscar Niemeyer, para citar alguns.
Seguindo nossa busca para redefinir como a arquitetura é percebida hoje, e expondo suas diferentes interpretações, o ArchDaily deu espaço para seus usuários responderem a quatro questões fundamentais: “O que é arquitetura? O que a arquitetura pode fazer? Qual é a sua posição arquitetônica? Qual a sua metodologia de projeto? ” Com cerca de 200 respostas por questão, recolhidas em todo o mundo, as ideias partilhadas são na sua maioria complementares e não conflituosas, sublinhando uma compreensão geral do papel e da essência da arquitetura.
O fogo é um fator crucial a ser considerado no projeto de edifícios. Desde os sistemas construtivos e a disposição dos ambientes até as rotas de fuga e os sistemas de combate a incêndio, o fogo é uma força poderosa que molda os espaços que habitamos. Este vídeo aborda alguns desses fatores enquanto o apresentador, Stewart Hicks, acende uma fogueira em uma cabana no norte de Michigan. Ao longo do processo de escolha das lenhas, montagem, acendimento e contemplação do fogo, ele explica como a construção de edifícios se relaciona com os princípios para se estruturar uma boa fogueira. Ele aborda as teorias de Gottfried Semper, a evolução do fogo no ambiente doméstico, os aspectos a se considerar na construção em wood frame, o Princípio de Bernoulli, os sistemas de combate a incêndio e muito mais. Puxe uma cadeira, traga os ingredientes para fazer s’mores e divirta-se com algumas curiosidades sobre o fogo.
Desde o Renascimento na Europa, a relação indissociável entre arte e arquitetura tem sido amplamente debatida e expressa de forma vívida em inúmeros livros e edifícios clássicos. Diante dessa profunda conexão que une ambas as disciplinas, designers, artistas e arquitetos/as vêm colaborando ativamente na busca por soluções para abrigar e expor a arte por meio de espaços em constante transformação.
Há poucas coisas que nos fascinam mais que o mar. Sua contemplação suscita um sentimento de paz e suas cores, texturas, movimentos e amplitude proporcionam um efeito cientificamente comprovado de relaxamento no nosso sistema nervoso. Acima de tudo, nos faz perceber o quão pequenos somos ante o universo. Não é por acaso que uma casa de frente para o mar seja um sonho de consumo para muitos. E com uma piscina logo à frente, nem se fala. As piscinas de borda infinita brincam com esse sentimento de infinitude do mar com o céu. Através de um jogo inteligente de planos e níveis, criam uma ilusão de ótica que deixa qualquer um boquiaberto, fazendo com que a água da piscina pareça se fundir com o horizonte, transbordando em uma ou mais bordas. Mas antes de planejar sua foto no Instagram com uma taça de espumante na mão, é interessante entender como elas são construídas.
Este é um breve adiantamento de "Próximamente: Visões a partir do território mínimo", o Pavilhão do Uruguai para a XVII Mostra Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza, que acontece entre 22 de Maio e 21 de Novembro deste ano.
Videos
Mariapia di Lecce (elogiado, categoria híbrida): Reconstruir com desenho. Desenho à mão para análise gráfica. Imagem cortesia de Sir John Soane's Museum
Se há alguma palavra que descreve como são as renderizações arquitetônicas hoje em dia, seria: impressionante. O imenso mundo da renderização permitiu que as pessoas se envolvessem em ambientes construídos virtualmente, explorando cada espaço e experimentando o que podem ouvir ou sentir ao passar de uma sala para outra sem estar fisicamente presente no projeto.
O objetivo principal de uma renderização é ajudar a visualizar como será o resultado final do projeto. Seja para fins de apresentação ou construção, os arquitetos precisam traduzir suas visões de uma forma que ajude as pessoas que não estavam envolvidas no processo de ideação a entender o espaço e as experiências que vêm com ele. No entanto, nem todos os arquitetos têm as habilidades adequadas ou o tempo para criar tais ambientes hiper-realistas, mas com a excepcional qualidade das imagens produzidas atualmente e a crescente demanda, tornou-se obrigatório que todos os projetos sejam apresentados com um 3D realista. Então, se você é um daqueles arquitetos que não tem habilidade nem tempo, aqui estão algumas maneiras de apresentar seu projeto com uma experiência visual imersiva que traduz sua identidade sem recorrer a softwares 3D.
Em meio ao movimento infinito de milhões de pessoas e carros, muitas vezes o desejo é entrar em contato com a natureza. Aqui está um oásis no meio do caos. O conceito de cafeteria, desenvolvido pelo ReutovDesign studio, combina uma interpretação criativa de design moderno e estilo natural.
Fundado em Xangai em 2015, o escritório DYML Architecture é um estúdio de arquitetura internacional que preza pela liberdade criativa, diversidade e excelência profissional. Dedicamo-nos a oferecer serviços de design criativo com visão global, orientados por um ponto de vista único e inovador que busca soluções excepcionais por meio de abordagens de projeto dinâmicas e originais.
https://www.archdaily.com.br/pt/1130636/vagas-em-xangai-dayi-mingliang-architects-arquiteto-a-senior-arquiteto-a-designer-de-interiores-comerciais-senior-estagiario-aMilly Mo
O teto – frequentemente chamado de "a quinta parede" – tem o potencial de transformar um espaço interno de comum em extraordinário. No âmbito do design, o teto costuma ser esquecido, o que resulta em muitas oportunidades perdidas de criar momentos de interesse visual e encantamento.
A bicicleta não é mais utilizada apenas para esportes ou atividades recreativas. Cada vez mais, as pessoas optam por ela como principal meio de transporte.
A arquitetura cumpre um papel fundamental no incentivo do uso da bicicleta, já que uma cidade equipada com ciclovias seguras, bicicletário e áreas livres para lazer inspira as pessoas a deixarem seus automóveis.
Após diversos adiamentos e inúmeros desafios, a 17ª Bienal de Arquitetura de Veneza está finalmente acontecendo, trazendo ao centro do debate uma gama diversa de respostas à pergunta “Como viveremos juntos?”. O tema ganhou ainda mais relevância no contexto da pandemia, e a edição deste ano reafirma a importância da Bienal como uma plataforma de investigação e exploração coletiva. O ArchDaily teve a oportunidade de se reunir em Veneza com o curador do Pavilhão Francês, o arquiteto Christophe Hutin para discutir as reflexões por trás de “Communities at Work” e a experiência imersiva da exposição.
"A explosão das refeições ao ar livre é tanto uma ferramenta de sobrevivência para os restaurantes quanto uma mudança cultural bem-vinda que pode ter vindo para ficar", afirma Jessica Ritz em seu artigo originalmente publicado na Metropolis. De fato, a autora explora as tendências de hospitalidade que surgiram durante a pandemia na Califórnia, principalmente as refeições ao ar livre, e que devem durar ou se fazer presentes por muito tempo.
Videos
Restaurante 25 Lusk Rooftop em São Francisco, Califórnia. Imagem cortesia de ShadeFX Canopies
Quando o assunto é gastronomia, lazer e entretenimento, os espaços ao ar livre ganharam protagonismo sobre qualquer outro ambiente. Diante das preocupações com higiene e distanciamento social nos últimos anos, as áreas de pátio e terraço tornaram-se cruciais para o setor de hospitalidade. Felizmente, existem diversas maneiras inovadoras de tornar esses espaços externos confortáveis e convidativos, não apenas durante o verão, mas em qualquer época do ano.
ShadeFX fabrica soluções inovadoras e versáteis de sombreamento retrátil. Totalmente personalizáveis e fundamentais para cada projeto, seus sistemas patenteados 'Single Track' (trilho único) oferecem cobertura irrestrita para alguns dos principais empreendimentos comerciais, residenciais, institucionais e municipais do mundo. Abaixo estão alguns exemplos de espaços projetados para criar a melhor experiência gastronômica ao ar livre.