Um mapa de inundação futura de Mastic, Nova York. Direita: Um plano para adensar as áreas mais altas e secas da cidade e recuar da linha costeira. . Imagem cortesia de Rafi Segal e Susannah Drake
Muita coisa pode acontecer no espaço entre o título e o subtítulo de um livro, como demonstra A Blueprint for Coastal Adaptation: Uniting Design, Economics, and Policy (Island Press, 2021). Aqui, ao contrário da norma, o subtítulo assume um tom mais evocativo ao elevar o design ao mesmo patamar da economia e das políticas públicas. Para alguns, isso pode parecer uma manobra espúria, mas o volume faz jus ao seu credo: sua equipe editorial é composta por dois docentes de design e um professor de escola de negócios, sem mencionar as diversas trajetórias de seus colaboradores e colaboradoras.
Blueprint aprofunda-se nas decisões de políticas públicas que moldaram a condição frágil da infraestrutura costeira. O livro constrói um panorama convincente do contexto mais amplo no qual o design atua, com o objetivo de tornar o ambiente construído mais equitativo para quem se encontra na linha de frente de determinados cataclismos das mudanças climáticas.
O The Second Studio (anteriormente conhecido como The Midnight Charette) é um podcast sobre design, arquitetura e cotidiano, apresentado pela arquiteta Marina Bourderonnet e pelo arquiteto David Lee. O programa convida profissionais de diversas áreas para conversas improvisadas, proporcionando uma rica troca de ideias.
Com um tom honesto e bem-humorado, o podcast aborda temas variados, desde entrevistas e conselhos profissionais para colegas de profissão até análises arquitetônicas e discussões sobre o cotidiano e o design. Você pode ouvir o The Second Studio no iTunes, Spotify e YouTube.
Esta semana, David e Marina discutem as diferenças entre a faculdade de arquitetura e a prática profissional. A dupla aborda tópicos como: a comparação entre projetos acadêmicos e reais; processos de design; trabalho em equipe; conceitos arquitetônicos; desenvolvimento pessoal; as diferenças entre clientes, empregadores e professores; o ritmo de trabalho; trajetórias acadêmicas e profissionais; requisitos de habilidades; e o impacto dessas diferenças para estudantes, recém-formados/as e profissionais da área.
https://www.archdaily.com.br/pt/1130884/papo-de-arquiteto-a-ao-entrar-no-mercado-de-trabalho-quais-diferencas-os-as-estudantes-de-arquitetura-enfrentaraoThe Second Studio Podcast
Com paredes e tetos distantes, muitas vezes a maneira mais prática de controlar uma fonte de luz é colocá-la na posição exata onde se faz necessária, com uma luminária pendente.
Mesmo a iluminação suspensa pode ser tão simples ou tão complexa quanto os parâmetros do projeto exigem. Das esculturas mais intrincadas de vidro ou peças mecânicas a uma única lâmpada em um cabo, aqui estão sete tipos de luminárias pendentes e os propósitos para os quais são mais adequadas:
As piscinas domésticas se tornaram recorrentes em condomínios e residências, principalmente em lugares onde o calor é predominante na maior parte do ano. Sol, sombra e água fresca pedem por um projeto paisagístico que auxilie na harmonia desse espaço.
Barcelona, Espanha. Foto: Pere Jurado, via Unsplash
A busca por meios de transporte mais eficientes e sustentáveis nos centros urbanos vem ganhando espaço em várias cidades do mundo. Com a pandemia, os benefícios da bicicleta se comprovaram e muitos municípios tem investido em ciclovias e incentivos para que as pessoas continuem pedalando, mesmo com o fim das restrições impostas pela COVID-19.
O uso do transporte público, outra alternativa mais sustentável do que veículos individuais, se torna mais seguro à medida que a vacinação avança. Em Barcelona, para estimular cada vez mais as pessoas a abandonarem seus carros, em especial os antigos, a prefeitura oferece um passe de transporte gratuito válido por três anos para os cidadãos que vendem o veículo antigo.
A maioria dos proprietários sabe que o mofo pode significar problemas sérios e pesadas contas de remediação. Mas você sabia que o mofo invisível pode destruir sua casa silenciosamente? Parece assustador, mas existem algumas coisas que você pode fazer para evitar que ele tome o controle de sua casa. O mofo cresce em qualquer lugar, desde que haja umidade e qualquer matéria orgânica de que possa se alimentar. Na maioria das casas, o porão oferece um excelente lugar para ele se multiplicar rapidamente. O mofo não só se multiplica rapidamente, mas também pode causar problemas de saúde, como nariz entupido, dores de cabeça, tosse e alergias.
Começaremos examinando como você pode identificar o mofo, lidar com o mofo invisível, identificar os produtos a serem usados e não usados ao lidar com o mofo e determinar quando contratar um especialista.
https://www.archdaily.com.br/pt/970613/o-mofo-pode-destruir-a-arquitetura-silenciosamente-como-identificar-e-tratarSam Smith
A organização Climate Central desenvolveu uma série de imagens e vídeos que trazem uma simulação de como diversas cidades ao redor do mundo podem ser afetadas pelo aumento do nível do mar caso o mundo não cumpra as metas de redução de emissões.
Os cientistas da Climate Central examinaram onde as populações são mais vulneráveis nos próximos 200 a 2.000 anos e em diferentes cenários de aquecimento. Os resultados são alarmantes:
Áreas verdes geram inúmeros benefícios e podem funcionar como parte da solução para infraestrutura básica como saneamento e drenagem. Foto: Alf Ribeiro/shutterstock
As cidades estão no centro da crise causada pela Covid-19, expondo mais uma vez problemas como a falta de acesso a moradia, transporte, infraestrutura e serviços de qualidade – especialmente entre as populações de menor renda. Os efeitos da emergência climática nos centros urbanos também estão bastante visíveis e cada vez mais frequentes, como deixou claro o último relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) a partir de novas evidências. O Brasil enfrenta hoje uma crise hídrica e energética, mas recentemente sofreu com chuvas torrenciais, inundações e deslizamentos de terra, alguns com vítimas fatais. No médio e longo prazo, as cidades costeiras serão afetadas pela elevação do nível do mar.
https://www.archdaily.com.br/pt/970846/6-estrategias-para-destravar-o-potencial-verde-das-cidades-brasileirasHenrique Evers, Laura Azeredo, Bruno Felin e Luiza de Oliveira Schmidt
O The Second Studio (anteriormente conhecido como The Midnight Charette) é um podcast sem filtros sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado pelos/as arquitetos/as David Lee e Marina Bourderonnet, o programa recebe diferentes profissionais criativos/as para conversas espontâneas que abrem espaço para reflexões profundas e debates pessoais.
Uma variedade de temas é abordada com honestidade e bom humor: alguns episódios trazem entrevistas, enquanto outros oferecem dicas para colegas designers, análises de edifícios e projetos, ou explorações informais sobre o cotidiano e o design. O The Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.
Esta semana, David e Marina recebem Mark Lee, sócio-fundador e diretor do escritório Johnston Marklee e diretor do Departamento de Arquitetura da Harvard Graduate School of Design. No episódio, eles conversam sobre as cidades, a responsabilidade da arquitetura em relação ao contexto, o valor cultural dos marcos arquitetônicos e dos edifícios cotidianos, o ensino da arquitetura, projetos para outras culturas, a relação com os clientes, o desenvolvimento de edifícios, a "adequação" na arquitetura e muito mais.
https://www.archdaily.com.br/pt/1131403/the-second-studio-podcast-entrevista-com-mark-lee-diretor-do-departamento-de-arquitetura-da-harvard-graduate-school-of-designThe Second Studio Podcast
Conversão Edifício Comercial - Espanha. Imagem via Foster + Partners
Cidades ao redor do mundo adotaram amplamente o conceito de reuso adaptativo e a importância de investir em locais históricos e trazê-los para os dias atuais. Em vez de se concentrar em uma construção totalmente nova, muitos estão vendo o valor em reaproveitar a antiga estrutura para novos programas. igrejas estão se tornando restaurantes, fábricas são transformadas em museus e apartamentos e armazéns são projetados para se tornarem espaços para escritórios icônicos. Mas, além de edifícios individuais, alguns urbanistas e preservacionistas estão reimaginando o que significa revitalizar de maneira semelhante, mas em escala de cidade, e como podemos determinar os edifícios que beneficiariam nossos bairros se eles fossem reaproveitados.
Reciclar materiais na arquitetura não se trata apenas de buscar soluções mais sustentáveis, mas também em se desdobrar no passado, no uso de materiais descartados, se opondo à lógica de construção que há tempo se ensina na nossa disciplina. Através do reuso de elementos é possível ressoar o contexto histórico e cultural através da materialidade e símbolos que cada um deles carrega, enaltecendo ainda mais o conceito do próprio projeto.
Detroit, Berlim, Seul, Los Angeles, Sarajevo, Nova York e Brasília. Selecionamos documentários que apresentam parte da história e do desenvolvimento de cada uma dessas cidades para você explorar o mundo pelo cinema, sem sair de casa. Confira a nossa lista:
Archivo de Ideas Recibidas é um projeto interdisciplinar de pesquisa e difusão que busca registrar e relacionar as ideias de pessoas que contribuem para o ecossistema criativo contemporâneo a partir da arte, do design e da arquitetura. O projeto é construído a partir de conversas que a equipe mantém com diversos criadores, nas quais se aprofundam temas relacionados à memória, à academia, ao contexto cultural, às suas principais influências e metodologias de trabalho. Nesta ocasião, compartilham conosco a entrevista da designer Mariana Otero, que dirige, junto com Yerko Zlatar, o estúdio de design e interiores PUNA, estabelecido em Lima, Peru.
Esta é a história da jornada do arquiteto Grant Gibson com uma residência no centro do Missouri. Os proprietários da premiada estrutura, projetada originalmente por Grant em parceria com seu mentor, Doug Garofalo, encomendaram recentemente ao arquiteto o projeto de uma ampliação. O desafio reside no fato de que a casa original foi concebida de modo a praticamente inviabilizar qualquer tipo de acréscimo, somando-se a isso o falecimento de Garofalo pouco tempo após a conclusão da obra original. Agora, Grant, juntamente com seu escritório CAMES Gibson, precisa projetar uma ampliação para uma casa que resiste de forma desafiadora a alterações, e fazê-lo de maneira a respeitar o projeto original, sem deixar de ser coerente com suas próprias convicções e filosofia de projeto. Os clientes trabalham em estreita colaboração com Grant para viabilizar o novo projeto e encontrar uma solução para esse complexo desafio.
A seleção desta semana dos melhores projetos de Arquitetura Não Construída destaca propostas vencedoras de concursos enviadas pela comunidade do ArchDaily. De empreendimentos comerciais de grande escala a intervenções culturais em tecidos urbanos históricos, passando por projetos de reutilização adaptativa com foco ambiental e instalações educacionais, este artigo apresenta uma variedade de abordagens projetuais, programas e escalas. As propostas apresentadas resultam de concursos locais e internacionais, englobando desde conceitos criativos a projetos atualmente em andamento.
As propostas premiadas incluem uma série de projetos concebidos tanto por jovens arquitetos/as quanto por escritórios consolidados. A reutilização adaptativa de um antigo quartel de bombeiros em Singapura, a requalificação de uma área industrial na Coreia do Sul, um complexo de uso misto na China e um museu na Itália são alguns dos destaques desta semana.
As ADUs (*accessory dwelling units*, ou unidades habitacionais acessórias) — termo amplamente utilizado por arquitetos/as — são "unidades residenciais menores e independentes, localizadas no mesmo lote de uma casa unifamiliar isolada", de acordo com a American Planning Association. Elas podem ser espaços convertidos de casas existentes, anexos ou novas estruturas independentes. Neste artigo, Walter explora as políticas recentes na Califórnia que buscam mitigar o déficit habitacional.
Para além da contribuição de participações nacionais, a Bienal de Arquitetura de Veneza 2021 convida arquitetos e investigadores a expor os seus trabalhos entre o Pavilhão Central do Giardini, o Arsenale e o Forte Marghera, procurando responder ao tema geral “Como viveremos juntos? ”, definido pelo curador Hashim Sarkis. Com 113 participantes de 46 países e uma representação cada vez maior da África, América Latina e Ásia, essas contribuições arquitetônicas destacam desafios globais e contextuais, bem como apresentam soluções multidisciplinares e criativas.
A 17ª Exposição Internacional de Arquitetura, que ocorre de 22 de maio a 21 de novembro de 2021, divide esses projetos entre os seguintes títulos: Co-Habitats, Stations, Among Diverse Beings, As New Households, As Emerging Communities, Across Borders e As One Planet. Após ter explorado as qualidades recorrentes observadas nos pavilhões nacionais, esta reportagem destaca o restante das intervenções pelas lentes de Laurian Ghinitoiu.
Evento como bienais, festivais urbanos e exposições mundiais têm operado historicamente como um estimulante território de pesquisa e experimentação em arquitetura, cenários que viram nascer algumas das mais provocativas, controversas mas também inspiradoras obras de arquitetura e engenharia. A verdadeira importância das Exposições Mundiais, em particular, reside no fato de que oferecem aos arquitetos um contexto para que estes possam explorar novas ideias e tipologias em uma outra escala que diversamente, não seria possível. Nesta conjuntura, grandes feiras e exposições têm se estabelecido como uma espécie de plataforma para o intercâmbio de ideias e conhecimento. Desta forma, a arquitetura efêmera—e não apenas—tornou-se um espaço de fala para que arquitetos e urbanistas possam dar voz a novas ideias para o futuro do ambiente construído de nossas cidades.
Ao examinar o universo do cinema africano, há poucos nomes mais proeminentes que o do diretor senegalês Ousmane Sembène. Seus filmes “La Noire de...” e “Mandabi”, lançados em 1966 e 1968, respectivamente, narram histórias evocativas sobre os legados do colonialismo, da identidade e da imigração. Embora essas duas obras apresentem um ritmo mais lento, funcionando como crônicas do cotidiano, elas também oferecem uma valiosa crítica espacial do cenário onde se ambientam, fornecendo um referencial importante para compreender as complexidades da cidade africana pós-colonial e o contraste entre as metrópoles africanas e europeias.
Um ícone na arquitetura e no design carrega um amplo nível de reconhecimento, admiração e originalidade, seja uma edificação famosa, uma obra de arte ou uma peça de mobiliário popular. Contudo, ele também deve ser capaz de se manter relevante ao longo dos anos e nunca sair de moda, atraindo constantemente o público sem precisar se reinventar por completo. Em uma era dominada pelas redes sociais e pela busca por gratificação instantânea, a indústria do design tornou-se mais voltada a tendências do que nunca, gerando produtos que desaparecem tão rápido quanto surgem. É precisamente aí que reside o valor da atemporalidade: produtos funcionais clássicos, de alta qualidade e durabilidade raramente se tornam obsoletos.
Concebidos com o objetivo de aproveitar ao máximo o espaço, os móveis embutidos se tornaram cada vez mais populares como uma forma prática de atender às necessidades domésticas. A capacidade de adaptação ao espaço arquitetônico lhes permite, através de diferentes configurações ou materialidades, satisfazer diversos usos e funções e ser integrados à arquitetura. Entretanto, pode ser interessante nos fazermos a pergunta: este tipo de mobiliário é o que se adapta aos espaços residuais de nossas casas ou pode se tornar o protagonista e gerador dos espaços que projetamos?
À medida que as cidades crescem em dimensão e número de habitantes, chegando a abrigar 60% da população mundial, as Nações Unidas criaram o “Dia Mundial das Cidades”, celebrado em 31 de outubro, como uma oportunidade para debater a urbanização global, seus desafios, oportunidades e soluções. Este ano, o mote foi “Adaptando as Cidades para a Resiliência Climática” – uma iniciativa para discutir a crise climática e suas repercussões no ambiente construído.
Compreendendo a importância de pensar a cidade, reunimos aqui artigos publicados pelos editores do ArchDaily que oferecem ferramentas e diretrizes de planejamento, abordam os diferentes componentes do espaço urbano e destacam questões e respostas contextuais em todo o mundo.
Se você ainda não assistiu a Respect, recomendo fortemente. A cinebiografia dirigida por Liesl Tommy sobre a vida da cantora norte-americana Aretha Franklin nos transporta visualmente de volta aos anos 1960 por meio de um trabalho cenográfico impecável. Aqui, a designer de produção Ina Mayhew teve a tarefa de criar uma série de locações onde as paletas de cores sem dúvida evocam muito mais do que emoções: sua casa suburbana de infância em Detroit, os vibrantes clubes de jazz de Nova York, seu luxuoso apartamento no Upper West Side e, por fim, sua residência ultramoderna em Los Angeles.
A casa original é para onde retornamos em tempos de crise. Ela é uma ficção móvel, quase como uma utopia invertida. O espelho perfeito do futuro inalcançável, não porque é passado, mas porque é um ponto de partida criado para dar sentido a esse mesmo futuro utópico. A casa original pode ser muitas coisas. O útero, a caverna, a cabana, a roupa, a tenda, a terra. Mas ela é antes de tudo a história que contamos sobre nós mesmos para nos sentirmos menos perdidos no processo de expulsão desse primeiro local de identidade. Lançados no mundo, ficamos numa constante busca de um lugar que faça sentido, um lar.