Nos últimos anos, as redes sociais — especialmente o Instagram — tornaram-se ferramentas extremamente importantes para o campo da arquitetura. O Instagram se consolidou como a plataforma visual por excelência para exibir uma ampla variedade de tipologias e estilos arquitetônicos, paisagens urbanas e edifícios impressionantes. Embora essas estruturas possam parecer comuns aos olhos do público geral, elas não são obras de arte apenas para os/as arquitetos/as, mas também para quem decide parar e contemplar seu design.
A seguir, selecionamos 13 perfis do Instagram dedicados a registrar fachadas e paredes ao redor do mundo, revelando a rica diversidade de nossas cidades.
A abertura da Bienal de Veneza traz consigo uma sensação geral de agitação e cacofonia estética. Todo o cenário é exuberante, quase avassalador em sua riqueza. Há milhares de pontos onde repousar o olhar. Há os figurinos: o ar salgado e úmido de Veneza consegue fazer com que pelo menos alguns arquitetos e arquitetas abandonem o tradicional traje inteiramente preto por sua versão de verão inteiramente branca, muitas vezes contrastada com joias geométricas de cores vibrantes. Há os eventos: a qualquer momento, ao longo de todo o fim de semana, há cerca de uma dúzia de profissionais da arquitetura reunidos em um debate para discutir tópicos relevantes ao tema de um pavilhão, da própria edição ou da arquitetura em geral. Há festas, piqueniques ao longo dos canais, taças de Aperol Spritz com seu brilho laranja vibrante e ecobags com design milimetricamente planejado que se esgotam tão rápido que o simples ato de carregá-las é um sinal de que você esteve lá, entre os primeiros a chegar, no centro dos acontecimentos.
Tudo é vertiginoso, caótico e brilhante, e de alguma forma é preciso conseguir prestar atenção em ideias sérias sobre arquitetura enquanto se tenta entender como é possível continuar suando mesmo já sendo quatro da tarde.
A City Made of Rooms - OM Ungers. Image Cortesía de Workshop y simposio internacional “De la Villa a la Célula”
O workshop e simpósio internacional “De la Villa a la Célula”, realizado na Escola de Arquitetura da Pontifícia Universidade Católica do Chile entre os dias 2 e 20 de abril, focou na habitação social e coletiva, compreendida não apenas como de extrema relevância para a cidade, mas como um problema eminentemente arquitetônico. O workshop contou com a participação da equipe de tutoria local, composta por Alejandra Celedón, Álvaro Arancibia, Tatiana Carbonell e José Manuel Monge, juntamente com os convidados internacionais Sam Jacoby (AA/RCA, Londres), Francesco Marullo (UIC, Chicago) e Max Kahlen (AA, Londres).
Como explica a equipe organizadora, "questionamos a definição da palavra 'villa', que tem sido usada para designar arquiteturas muito distintas: desde a 'villa palladiana' até a 'villa' como conjunto habitacional popular, e a 'villa' como projeto coletivo. O workshop construirá sua própria definição. Por meio da ideia de “célula”, buscou-se questionar o conceito de “habitação mínima”, considerada não mais de forma individual nem em sua arquitetura como um objeto isolado, mas sim através das ideias de Karel Teige, que já em 1932 convidava a entender esse problema não como uma versão reduzida da tipologia dominante de habitação mínima, mas como uma transição espacial em direção a um modo de habitar coletivo".
Conversamos com a arquiteta Mayerlly Cuta que, junto ao arquiteto e artista plástico Carlos Alberto Hernández, fundou o Urban Sketchers Bogotá, um movimento mundial de desenho promovido a partir da prática de desenhar nas ruas de Bogotá e que, por meio de encontros gratuitos e abertos a todo o público, motiva os/as artistas a capturarem em tempo real traços do que está ao seu redor.
De 24 de outubro a 9 de novembro, realizou-se uma exposição em homenagem ao arquiteto Rogelio Salmona. Segundo Mayerlly, a ideia surgiu após um dos encontros de desenho, enquanto tomavam um café e manifestaram a intenção de homenagear os 11 anos de seu falecimento registrando suas obras presentes na cidade de Bogotá. “Como gestores/as, começamos a desenhar e a promover os encontros, e logo surgiram oportunidades de transformar os trabalhos em uma exposição. A Sociedade Colombiana de Arquitetos e a Fundação Rogelio Salmona uniram-se ao projeto, que coincidiu com as atividades de outubro dessas entidades, resultando na convocatória 'Desenhando Salmona'. Essa chamada reuniu mais de 100 pessoas e foram coletados mais de 300 desenhos de diferentes cidades do país e do mundo.
Banco Holandés / Rafael Vélez Calisto. Image Cortesía de J. Paredes para Rafael Vélez Calisto
Os anos 70 e 80 testemunharam a nova imagem urbana da capital equatoriana. Rafael Vélez Calisto formou-se em 1970 e, desde então, foi um de seus mais destacados e prolíficos arquitetos. Expressou sua arquitetura para um país e uma capital pujantes que ofereciam oportunidades únicas aos profissionais, como consequência da exploração petrolífera, do crescimento das esferas pública e privada e do acelerado crescimento urbano.
A capital mudou o perfil de seus eixos principais, configurando-se como uma cidade vertical. Na avenida Amazonas, em Quito, a imagem dominante de grandes casarões, ainda com vida útil, foi desaparecendo, substituída pela de edifícios em altura (1); uma paisagem urbana que se estendeu por novas artérias em direção ao norte.
Nesses setores, destacam-se notáveis edifícios de sua autoria, contemporâneos e cosmopolitas.
Ao resgatar a rica história da arquitetura japonesa, alguns dos elementos que imediatamente vêm à mente são os complexos encaixes de madeira, os telhados de quatro águas e a relação íntima com a água. Hoje, o Japão está na vanguarda da inovação em diversas tipologias arquitetônicas — como arranha-céus, edifícios de escritórios e micro-habitações, para citar apenas algumas. Contudo, este perfil do Instagram prefere colocar em evidência uma tipologia frequentemente subestimada: os banheiros públicos.
Com o nome espirituoso de @toilets_a_go_go, o perfil promete ao público a "descoberta dos banheiros japoneses", reunindo desde pavilhões sanitários inspirados na arquitetura tradicional japonesa até cabines de estética metabolista — além de algumas estruturas inusitadas para complementar. Se o próprio nome do perfil já não revelasse a função de tais estruturas, seria fácil confundir muitas delas com outra coisa. Embora costumemos ignorar os banheiros públicos ou até mesmo associá-los a uma imagem negativa, este perfil demonstra o poder da arquitetura em qualificar uma tipologia negligenciada, mostrando que mesmo uma ida ao banheiro pode (e deve) ser bela.
Desde sua descoberta em 8700 a.C., o cobre tem sido um dos metais mais utilizados na história da humanidade. Apresenta uma ampla variedade de aplicações, desde moedas e armas até estátuas e, inclusive, na arquitetura. Um de seus primeiros usos arquitetônicos ocorreu no Antigo Egito, nas portas monumentais do templo de Amon-Rá em Karnak, em 300 a.C.
A versatilidade do material se mantém na arquitetura até os dias de hoje, possibilitando uma diversidade de projetos e usos singulares. Inovador, eficiente e leve, o cobre é extremamente versátil, estendendo-se de fachadas a coberturas, aplicações de interiores e soluções de alta tecnologia. Sustentável em sua forma natureza, o material é 100% reciclável. À medida que o campo da arquitetura se volta cada vez mais para a sustentabilidade, o cobre consolida-se como o material ideal para os edifícios contemporâneos.
A seguir, selecionamos 7 projetos que utilizam o brilho original da arquitetura.
https://www.archdaily.com.br/pt/1118107/projetos-em-cobre-o-brilho-original-da-arquiteturaMartita Vial della Maggiora
Quando falamos de Le Corbusier, parte de sua obra, sobretudo as primeiras vilas nas quais trabalhou em estreita colaboração com Pierre Jeanneret, ficou conhecida pelo nome de “Villas Brancas”. É curioso que essa cor, o branco, seja associada ao nome de Le Corbusier, sem que ele possua, como ocorre com alguns pintores, uma fase “azul” como Picasso ou uma fase “de ouro” como Klint.
Quando e por que foi cunhado o termo “Villas Brancas” de Le Corbusier? Seria possível que a brancura de seus edifícios tenha sido malinterpretada, assim como ocorre com a arte grega? Essa brancura foi uma ideia muito útil para consolidar as bases do neoclassicismo em sua época, mas totalmente distante da rica paleta de cores de que desfrutavam tais obras no período helênico.
O ano está chegando ao fim e olhamos em retrospectiva… o que mais nos cativou? Depois de apresentar o melhor da arquitetura do ano, agora focamos em identificar projetos representativos. Entre a ampla gama de obras peruanas que publicamos neste ano de 2018, as que mais influenciaram nossa plataforma abrangem diversas escalas e tipologias; assim, apresentamos a seguir desde uma residência unifamiliar até uma biblioteca pública, de profissionais consolidados a nomes emergentes, reflexos de uma arquitetura para todas as pessoas.
Na década de 1990, o campo do projeto de arquitetura foi transformado pela adoção generalizada de computadores e programas CAD. Essa revolução afetou todo o processo de projeto, do início ao fim, incluindo as técnicas de apresentação. As tradicionais pinturas em aquarela foram substituídas por imagens geradas por computador que podiam mostrar o projeto sob múltiplos ângulos. Uma câmera virtual podia, inclusive, sobrevoar o projeto e produzir um passeio em vídeo pelo conceito ainda não construído.
Mesmo com o avanço da tecnologia — que torna obsoletos muitos dos antigos métodos construtivos — certas técnicas tradicionais e ofícios artesanais continuam a cativar nossa imaginação por sua engenhosidade simples e eficácia incontestável. Embora utilizado há milênios, o processo de transformar temporariamente peças rígidas de madeira em elementos altamente flexíveis, maleáveis e torcíveis continua sendo um truque clássico da marcenaria, capaz de produzir transformações fantásticas e formas esculturais a partir do mais natural dos materiais.
O escritório chileno Biourban Arquitectos venceu a licitação para o projeto do novo terminal rodoviário de Castro, no extremo sul do Chile. O projeto será implantado no centro histórico da principal cidade da Ilha Grande de Chiloé e contará com estacionamento, supermercado, centro comercial e um mirante urbano.
"Parte do desafio da nova concessão é aproveitar os benefícios sociais e urbanos de estar em pleno centro da cidade, com boa acessibilidade a todos os serviços básicos", afirma a equipe de projeto.
A equipe integrada por Giovani Valeria, Nitzy Vera, Sofía Vargas e Stefanía Ruiz (Universidad San Sebastián) conquistou o terceiro lugar do XXXII Concurso CAP Chile. Projetado para a Isla Teja, em Valdivia, o júri do certame destacou o fato de se tratar de um sistema de estufas cuja "estrutura de aço inovadora e bem pensada, com percursos externos e internos que valorizam a flora. Deve, contudo, atentar para a escala dos elementos estruturais nos espaços de menor dimensão".
Na hora de dividir ambientes ou fechar espaços, é importante contar com soluções integradas que se adaptem ao projeto arquitetônico. Nesta etapa, não apenas é importante definir a materialidade dos elementos, mas também o sistema que será utilizado para responder de forma eficaz às necessidades de seus ocupantes. Algumas das soluções mais recomendadas são os sistemas articulados, de abrir, empilháveis, sincronizados e suspensos, que permitem integrar interiores e exteriores sem perder sua independência.
Para inspirar e ajudar você nesse processo, confira a seguir 6 projetos que utilizam esses sistemas de fechamentos e divisórias móveis.
Pesquisa e desenhos realizados por Jose Ignacio Vergara Middleton como parte do Workshop de Pesquisa "Schapira Eskenazi Arquitectos, Obra Cincuentenaria: 1950 - 2000", professores: Umwelt (Ignacio García Partarrieu, Arturo Scheidegger Alvarado), Escuela de Arquitectura, Pontificia Universidad Católica de Chile, 2015.
O escritório dos arquitetos chilenos Abraham Schapira y Raquel Eskenazi destaca-se, entre muitos outros aspectos, pelo uso da varanda como um elemento decisivo na composição da fachada. Sua obra, concentrada principalmente nas comunas de Providencia e Las Condes, em Santiago, e em Viña del Mar, oferece, a partir do tratamento formal, uma grande diversidade de tipologias, usos e disposições, dialogando com a proposta urbana moderna no Chile.
Cortesía de Pasto Arquitectos & Carballo- Errasti Arquitectos
Em 9 de julho de 2018, foi lançado o Concurso Nacional de Ideias para a Cidade Judicial de San Juan. Oobjetivo era gerar ideias para a sua concretização edilícia, respondendo ao crescimento exponencial das estruturas institucionais nos últimos anos e à proliferação de suas dependências, processo que veio acompanhado de dispersão, precisamente por não haver um espaço único capaz de integrá-las.
A seguir, apresentamos os três projetos vencedores:
Dibujo en Torre de Donamaría. Image Cortesía de Premio Rafael Manzano
Organizada pelo INTBAU e pelo Prêmio Rafael Manzano de Nova Arquitetura Tradicional, a mais recente edição da Escola de Verão de Arquitetura Tradicional centrou seus trabalhos no Vale do Baztán (Navarra, Espanha). Nela, foram estudados a construção, a arquitetura e o urbanismo tradicionais com o objetivo de produzir um manual para a conservação e a nova construção tradicional na região. O desenho à mão e o levantamento de dados dos edifícios foram, além disso, as principais atividades desenvolvidas por estudantes participantes desta edição.
Embora a área de atuação se estendesse a todo o Vale do Baztán, a maior parte do estudo foi realizada em Amaiur, localidade que acolheu o grupo durante aquelas duas semanas. Articulada em torno do ramal do Caminho de Santiago que a atravessa, sua malha urbana se configura praticamente como um desenvolvimento linear. Ao longo desse eixo, revela-se toda a riqueza, diversidade e versatilidade de sua tradição arquitetônica, um verdadeiro mostruário de soluções de diversas épocas que se adaptam, sem nunca perder sua essência, a múltiplas tendências e funções. Dessa forma, procedeu-se ao estudo de toda a arquitetura do núcleo urbano, desde o detalhe até a sua estrutura urbana.
https://www.archdaily.com.br/pt/1117684/a-arquitetura-tradicional-do-vale-do-baztan-protagonista-da-escola-de-verao-rafael-manzanoJavier García Librero
O Ano Novo chegou! Não perca a seleção de documentários de arquitetura deste ano do ArchDaily.
https://www.archdaily.com.br/pt/1117857/documentarios-de-arquitetura-imperdiveis-de-2018-mergulhe-nas-historias-por-tras-de-mestres-como-ando-e-koolhaas韩爽 - HAN Shuang
Com o objetivo de incentivar o uso da bicicleta como meio de transporte não motorizado, BKT Mobiliario Urbano desenvolveu o Ciclopuerto CP-009; uma peça geométrica de alumínio reciclado e borracha que permite estacionar duas bicicletas por rack. O elemento é composto por uma estrutura metálica revestida de alumínio reciclado em sua parte inferior, para aumentar sua resistência, e de borracha em sua parte superior, para proteger a bicicleta de arranhões ou outros danos.
Nove equipes compostas por mais de 200 estudantes e 50 docentes projetaram dispositivos utilizando exclusivamente este material, que posteriormente foram instalados em diferentes espaços públicos da cidade. A iniciativa buscava valorizar e dar visibilidade à indústria da madeira na região, posicionando a cidade como uma referência no design local e internacional.
Unificando o design por meio da aparência e do toque.
Quando se trata de materiais derivados de madeira, um fator é fundamental: a autenticidade. Além do aspecto visual, o toque de uma superfície é igualmente importante. A textura certa confere personalidade e profundidade ao padrão decorativo, bem como um apelo natural que o aproxima ainda mais do material real.
Publicado originalmente na Metropolis Magazine como El Equipo Mazzanti Heals a Gash in Bogotá’s Urban Fabric. With a Patchwork of Verdant Gardens, Anna Fixsen escreve sobre o Parque Bicentenário em Bogotá. "O que antes era foco de controvérsias agora é um parque inovador que reconecta duas áreas no coração do seu centro histórico", escreve.
É impossível vivenciar Bogotá sem se deparar com a aura de Rogelio Salmona. Talvez mais do que qualquer arquiteto/a, Salmona moldou a identidade urbana desta cidade andina por meio de edifícios cívicos e poéticos. De uma pequena varanda no último escritório desse arquiteto —localizado no topo de uma torre projetada por ele mesmo— descortina-se um verdadeiro panorama de Salmona: bem em frente, os enormes volumes das Torres del Parque, um complexo residencial de três torres concluído em 1970; e, ao sul, o MAMBO, o Museu de Arte Moderna de Bogotá.
Arena das Dunas, Brasil por Populous. Imagem cortesia de Populous
Sendo um setor formado por profissionais da criação, o mercado do design é constantemente repensado e remodelado por processos de reinvenção e experimentação. Raramente contentes com as inovações de ontem — seja em softwares de modelagem ou em materiais de construção —, profissionais da arquitetura buscam naturalmente caminhos estratégicos para obter o máximo de vantagem tanto na obra quanto nos negócios. Adotando justamente essa abordagem criativa diante do desafio de aprimorar arenas esportivas no curto intervalo entre as temporadas dos times, a Populous, líder de mercado em arquitetura esportiva sediada em Kansas City, Populous lançou recentemente um serviço autônomo. A iniciativa aproveita as vantagens de eficiência do modelo design-build (projeto e construção integrados) para simplificar e ampliar o processo de modernização de estádios, sem causar qualquer impacto na experiência dos torcedores.
'Silogismos' é um projeto de arquitetura e ilustração que fundamenta sua pesquisa em arquivos, publicações e fotografias sobre a história da construção moderna no México. Trata-se de uma narrativa gráfica sobre as permanências e transformações de obras fundamentais do século XX por meio da síntese, interpretação e contraposição de seus ideais. Os binômios referidos confrontam pensamento e forma com inferências dedutivas. A soma das partes vislumbra significados e motivos críticos da arquitetura para sua futura reconstrução.
https://www.archdaily.com.br/pt/1117721/silogismos-urbanos-um-ensaio-grafico-sobre-chapultepec-heights-plus-hipodromo-no-mexicoJuan José Kochen + Ximena Rios-Zertuche