Um novo espaço abre suas portas em um antigo casarão dos anos 1930 localizado no bairro de San Miguel Chapultepec, na Cidade do México. Trata-se de uma iniciativa cultural chamada ARCO, que funde arte, design e arquitetura para criar um espaço colaborativo que abriga o escritório de arquitetura WORC e o estúdio especializado em mobiliário VETA.
Placas hexagonales. Image Cortesía de Susana Caruso
Esta pesquisa em componentes cultiváveis como substitutos de derivados do petróleo para produtos utilizados na fabricação de materiais com resíduos é desenvolvida no âmbito de um Projeto UBACyT dirigido pela arquiteta Marta Yajnes e é realizada no contexto do Centro Experimental de la Producción (CEP) da Faculdade de Arquitetura, Design e Urbanismo da Universidade de Buenos Aires.
Cortesia de Foster + Partners | Ampliação da Sede do Banco de Compensações Internacionais (BIS)
Os espaços de escritório no design e na arquitetura desempenham um papel crucial na definição de como trabalhamos e interagimos em ambientes profissionais. Eles são concebidos de maneira cuidadosa para promover a produtividade saudável, incentivar o trabalho em equipe e proporcionar aos/às profissionais um ambiente acolhedor e motivador. Após a pandemia de Covid-19, o estilo de vida corporativo passou por uma transformação significativa. Diante disso, as empresas vêm se adaptando e redesenhando novas formas de trabalhar, implementando horários flexíveis e políticas de trabalho híbrido.
Essa evolução nos estilos de vida corporativos influenciou ainda mais o design de escritórios, que agora se concentra prioritariamente na saúde, na segurança, no espaço pessoal e na colaboração. Há décadas os espaços de trabalho no design e na arquitetura vêm se adaptando às transformações desse panorama. À medida que eles evoluem para atender às novas demandas dos/as profissionais, diversas iterações de projeto são exploradas, promovendo diferentes valores.
A seleção desta semana de Melhores Projetos Não Construídos apresenta propostas enviadas pela comunidade do ArchDaily que destacam diferentes espaços corporativos. Variando de uma sede bancária mais formal na Suíça a um centro de negócios de uso misto na Ucrânia, esses projetos exercem forte influência sobre a maneira como as pessoas trabalham nos espaços.
Projetar sistemas de controle predial para espaços inteligentes, flexíveis e sustentáveis está se tornando cada vez mais complexo diante das novas exigências das residências contemporâneas. No caminho rumo às casas inteligentes, a engenharia elétrica tem gerado inúmeros avanços que elevam o desempenho, ao mesmo tempo que enriquecem a estética e reduzem os impactos ambientais. Alinhados a essas tendências globais, os sistemas da JUNG para tecnologia predial moderna exploram continuamente novas possibilidades em todas as áreas das instalações elétricas contemporâneas, como comutação e controle. Como vitrine de uma sustentabilidade inteligente, a instalação temporária INVISIBLE é um espaço no qual a engenharia elétrica explora as vantagens ocultas das conexões.
O filósofo e sociólogo Henri Lefebvre cunhou a noção de "produção do espaço" em 1974, rompendo com a visão do espaço como um recipiente ou cenário de objetos e relações sociais, para avançar em direção ao espaço compreendido como processo. A partir dessa visão fundamentada na tradição marxista, o espaço é um produto e um produtor de relações e processos sociais.
Coluna de chuveiro AXOR Citterio E e AXOR Starck. Imagem cortesia de AXOR
Hadi Teherani costuma abordar seus projetos de arquitetura e design de forma holística. Nascido em Teerã e criado em Hamburgo, o profissional é um designer prolífico e versátil, com obras espalhadas pela Alemanha e por todo o mundo. Seus projetos receberam prêmios de renome internacional por sua sustentabilidade ecológica e abordagem integrada. Talvez resida aí a origem de seu fluxo contínuo de ideias: ele encara o processo criativo como uma resposta àquilo que vê, sente e vivencia.
O conceito de banheiro AXOR DISTINCTIVE de Teherani nasce de percepções pessoais e de um design inspirado. Quando a marca o questionou sobre como definiria o seu "banheiro personalizado", o arquiteto respondeu que o projeto reflete uma visão íntima desse espaço, originada de sua própria autoimagem — tanto no uso diário quanto no design e no mobiliário.
Qual será o papel das bicicletas nas cidades do amanhã? Sua implementação como uma forma de mobilidade mais sustentável para o deslocamento ao trabalho ou à escola, bem como para a realização de diferentes atividades domésticas e recreativas, tornou-se uma oportunidade para milhares de arquitetos/as e urbanistas.
Cobertura Retrátil, Dallas. Imagem Cortesia de ShadeFX
O sombreamento refere-se a uma região ou estado em que a luz solar é parcialmente obstruída por objetos ou estruturas. Este conceito desempenha um papel crucial no projeto arquitetônico, pois impacta significativamente o conforto e a funcionalidade. Oferece alívio da luz solar direta, ajuda a regular a temperatura e reduz o ofuscamento. Por essas razões, arquitetos/as incorporam estrategicamente elementos de sombreamento para aprimorar a qualidade e a utilidade dos espaços, especialmente em áreas residenciais externas. Nesse contexto, a ShadeFX fabrica soluções inovadoras de proteção solar, chuva e privacidade, personalizadas para cada projeto, independentemente do tamanho ou da complexidade.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138662/quatro-solucoes-de-sombreamento-retratil-para-areas-externas-residenciaisEnrique Tovar
A arquitetura do Studio Muoto abrange infinitas definições do que a arquitetura deve ser, mas, acima de tudo, do que ela pode vir a se tornar. O escopo de trabalho do escritório sediado em Paris, fundado em 2003 por Gilles Delalex e Yves Moreau, abrange projetos nas áreas de arquitetura, design de exposições, planejamento urbano, ensino e pesquisa. Tudo isso resulta em uma arquitetura de estruturas mínimas que envelhecem com elegância, que evolui e se adapta com o tempo, e que é econômica e ambientalmente sustentável.
Edifício Terra, Villa Devoto, Buenos Aires, Argentina . Imagem Cortesia de - Roberto Scaia arquitecto & asoc.
Nos últimos anos, o habitar coletivo tornou-se uma solução recorrente para muitos moradores urbanos. Geralmente trata-se de uma estrutura isolada ou de um conjunto de edifícios que reúne tanto residências individuais e privadas quanto áreas comuns. De uso predominantemente residencial, esses empreendimentos costumam se localizar em áreas centrais, oferecendo fácil acesso a uma ampla gama de serviços. No cenário econômico atual, muitas pessoas optam por modelos de habitação coletiva onde a manutenção das áreas compartilhadas é gerida de forma comum, sem abrir mão de seus espaços privativos.
A seleção desta semana das Melhores Obras Não Construídas destaca projetos visionários de habitação coletiva enviados pela comunidade do ArchDaily. De um complexo habitacional em Zurique que explora os limites da privacidade, passando por um empreendimento na planta situado na "Cidade Jardim de Buenos Aires", até uma residência suburbana em Atenas, esta curadoria de projetos não construídos evidencia como arquitetos e arquitetas estão superando a arquitetura residencial convencional, expandindo as fronteiras de comunidade, colaboração e participação.
Como acontece todos os anos, no último dia 8 de novembro, a Diez Company apresentou ao público mexicano e internacional a quinta edição do projeto Maison Diez Company, um espaço dedicado ao design de iluminação que reuniu designers, profissionais criativos, arquitetos/as, designers de interiores, parceiros comerciais, especialistas em iluminação e representantes de marcas internacionais para celebrar a luz. Após o sucesso de suas edições anteriores, realizadas anualmente desde 2018, a Maison Diez Company apresenta suas novas propostas em um casarão no bairro de San Miguel Chapultepec.
O principal objetivo de bares, pubs e restaurantes é proporcionar aos clientes – tanto individuais quanto em grupo – um ambiente e uma atmosfera onde possam aliviar as tensões do dia ou da semana, seja com uma bebida tranquila em um canto reservado, seja em grupos maiores e mais sociáveis.
Mesmo antes de a pandemia trazer horários de fechamento mais rígidos, o avanço da TV sob demanda e dos serviços de entrega de comida já fazia com que ficar em casa – com o abraço acolhedor do travesseiro a poucos passos de distância – se tornasse uma escolha cada vez mais popular. Diante disso, não surpreende o surgimento crescente de estabelecimentos que oferecem um entretenimento mais ativo do que apenas uma noite de trívia ou salas de karaokê.
Apresentamos a seguir cinco exemplos de bares e restaurantes projetados para quem gosta de jogar.
Nenhum tema permeia mais áreas da sociedade atual do que as preocupações com o clima global nas próximas décadas. Quão extremos serão seus efeitos e, acima de tudo, como podemos nos adaptar o mais rápido possível para enfrentar e gerenciar melhor essa situação? Afinal, uma coisa é certa: os últimos cem anos poderiam ser definidos pelo termo "excesso" — em relação às emissões, ao consumo de recursos e ao desequilíbrio na natureza. Movida pela determinação internacional de limitar as mudanças climáticas, a indústria vem reagindo com firmeza e reconhecendo a crise como uma oportunidade.
Assim, é natural que a maior plataforma internacional de HVAC (aquecimento, ventilação e ar-condicionado) e água também assuma esse desafio e o torne o tema central de sua próxima edição. “Soluções para um futuro sustentável” será o lema quando a ISH convidar mais uma vez o público a Frankfurt am Main, de 13 a 17 de março de 2023. Após uma pausa mais longa devido à pandemia, desta vez a feira apresentará um número especialmente grande de inovações. Como de costume, as empresas expositoras dividem-se em dois segmentos principais: ISH Energy, que compreende os setores de aquecimento e ar, e ISH Water, que engloba tudo o que diz respeito ao design de banheiros e à tecnologia de instalações.
Em qualquer cidade, os centros culturais podem desempenhar um papel fundamental na preservação e celebração do patrimônio e da história de uma comunidade, oferecendo espaço para uma ampla gama de atividades e iniciativas que incentivam a interação social e o compartilhamento de ideias e memórias. Trata-se também de instituições que promovem a educação e o aprendizado, frequentemente oferecendo aulas, oficinas e palestras sobre diversos temas relacionados à cultura, à história e às artes. Ao desempenhar esses papéis cruciais em uma determinada comunidade, esses espaços também podem se tornar polos de atração para turistas interessados em conhecer identidades, culturas e tradições locais.
A seleção com curadoria desta semana de Melhores Projetos Não Construídos destaca propostas enviadas pela comunidade do ArchDaily dedicadas a instituições culturais. De um centro cultural multifuncional em Buenos Aires a uma reserva técnica cultural na Coreia do Sul ou uma biblioteca revestida de madeira no Vietnã, esta seleção apresenta projetos que buscam incentivar as comunidades a se reunirem para celebrar suas culturas e histórias compartilhadas. O artigo reúne projetos de escritórios como LOOP Architects, Eddea, Salon Alper Derinboğaz e Boozhgan Architecture Studio.
A segunda parte de "Stories of Lisbon's Light" se passa em Cascais, um vibrante refúgio litorâneo a uma hora de Lisboa, situado no extremo mais ocidental do continente europeu. Em plena Riviera Portuguesa, o arquiteto Bruno Novo trouxe seu toque moderno e minimalista a uma casa de veraneio onde a luz natural é a grande protagonista. Ao priorizar elementos naturais e intervenções minimalistas que ampliam e conectam os espaços internos e externos, a residência foi concebida sob medida para as férias em família.
Com o mero toque de um interruptor, a iluminação tem a capacidade de transformar completamente um espaço, definir sua atmosfera e criar uma experiência multissensorial fascinante. Ela pode projetar sombras e realces, adicionar profundidade e textura, e tem até mesmo o poder de despertar emoções e influenciar nosso bem-estar. Muito mais do que uma simples fonte prática de luz, trata-se de uma ferramenta para esculpir espaços e expressar uma identidade marcante. As luminárias surgem em diversas formas, tamanhos e estilos, cada uma com caráter e propósito únicos; da elegância rebuscada de um lustre pendente ao minimalismo fluido de uma luminária de embutir na parede. As possibilidades de expressão criativa são infinitas. Inovando e rompendo as fronteiras do design de iluminação tradicional, as luminárias esculturais de Tom Dixon são um testemunho dessas possibilidades.
Diz-se que o que se vê é o que se leva. As técnicas de preparo simplificadas e os equipamentos utilizados em redes de fast-food, por exemplo, ficam totalmente visíveis para os clientes na fila de espera. Contudo, esse conceito de projetar ambientes de hospitalidade abertos e transparentes ao menos oferece honestidade ao público, pois, embora os ingredientes mais frescos e as técnicas de alta gastronomia não estejam presentes, a gordura e a sujeira antes associadas a esse tipo de estabelecimento também não estão.
Ao comparar essa realidade com a de estabelecimentos mais sofisticados, que mantêm a cacofonia de uma cozinha comercial oculta aos olhos do público durante o serviço, passa-se a questionar o que mais poderia estar escondido. Ao adotar o mesmo conceito de cozinha aberta, cozinhas profissionais que contam com chefs talentosos/as e ingredientes de alta qualidade conseguem provar seu valor.
Há alguns anos, uma das minhas professoras favoritas da universidade (que me inspirou a estudar urbanismo) me procurou com um pequeno pedido: ela queria transformar a janelinha do seu quarto em uma varanda para olhar a rua.
O design de interiores é a arte de transformar a experiência do espaço interno por meio da manipulação do volume espacial e do tratamento de superfícies, melhorando o interior de casas, apartamentos, edifícios, restaurantes, etc. De forma complementar, a arquitetura de paisagem consiste na conformação de espaços abertos e externos.
A sustentabilidade assumiu o papel de protagonista no vasto universo da arquitetura e do design, inspirando e direcionando a construção de novas estruturas em direção à harmonia ambiental. O uso da madeira — um material clássico com enorme potencial para reduzir nosso impacto ecológico, ao mesmo tempo que oferece possibilidades ilimitadas de projeto — é um exemplo notável da implementação desse movimento. Na busca pela sustentabilidade no campo da arquitetura, a madeira tornou-se uma grande aliada. Suas qualidades singulares, como a renovabilidade e a neutralidade de carbono, têm inspirado métodos criativos entre arquitetos e arquitetas em todo o mundo.
Uma ampla gama de projetos arquitetônicos — desde instalações de saúde essenciais até edifícios de uso misto dinâmicos, polos culturais e espaços residenciais acolhedores — beneficia-se da extraordinária versatilidade da madeira como material de construção. De fato, o calor natural e as qualidades biofílicas da madeira podem criar espaços que reduzem o estresse e promovem o bem-estar. Além disso, a neutralidade de carbono inerente à madeira alinha-se perfeitamente ao compromisso do setor de design com a responsabilidade ambiental.
O papel do fogo no desenvolvimento da humanidade é inegável. Nossos ancestrais aproveitaram essa descoberta para enfrentar as baixas temperaturas, proteger-se de predadores e transformar os alimentos para torná-los mais digestíveis. Assim, ao longo do tempo, o ritual da cozinha evoluiu de uma simples fogueira em espaços abertos para o confinamento do fogo em câmaras, que se sofisticaram paulatinamente com o passar dos anos até se tornarem elementos complexos e modernos que marcaram o ponto de partida para o surgimento das cozinhas como espaços arquitetônicos sociais.
Independentemente de seu tamanho ou configuração, a cozinha como espaço de convivência mantém sua ritualidade até os dias de hoje. Na antiguidade, nos reuníamos ao redor do fogo para preparar alimentos e contar histórias; hoje, nos reunimos na cozinha de nossos lares para nos conectar com os outros. A relevância desse espaço na vida cotidiana é potencializada por linhas de mobiliário de cozinha como a Wasser, marca distribuída pela CHC que equilibra estética e funcionalidade para conceber as cozinhas como espaços utilitários e de convivência, com atenção especial ao seu design.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138656/5-estilos-de-cozinhas-modulares-e-como-combina-losEnrique Tovar
O Second Studio (anteriormente conhecido como The Midnight Charette) é um podcast sem filtros sobre design, arquitetura e cotidiano. Apresentado pela dupla de arquitetura David Lee e Marina Bourderonnet, o programa recebe diferentes profissionais das áreas criativas em conversas espontâneas que abrem espaço para reflexões profundas e debates pessoais.
Os temas abordados variam de forma honesta e bem-humorada: alguns episódios trazem entrevistas, enquanto outros oferecem dicas para profissionais de design, análises de edifícios e projetos, ou reflexões descontraídas sobre a vida cotidiana e o design. O Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.
Esta semana, David e Marina, do escritório FAME Architecture & Design, recebem o designer e educador Andrew Kudless, fundador do Matsys. Juntos, eles discutem os fundamentos da Inteligência Artificial (I.A.) generativa; como ele ensina a usar o Midjourney; o papel potencial dessa tecnologia na arquitetura; a evolução da profissão de arquiteto/a; como os/as estudantes podem aproveitar ao máximo essas ferramentas, entre outros assuntos.
Consagrada como uma excelente ferramenta para vivenciar um edifício antes mesmo de sua construção, a visualização em tempo real também se mostra um recurso valioso para compreender a história de estruturas que já deixaram de existir.
A seguir, veja como duas pesquisadoras da Universidade de Salerno (UNISA) reconstituíram séculos de história e revelaram o rico passado da Villa Rufolo com o auxílio da visualização em tempo real.
Um grupo interdisciplinar de docentes, em sua maioria da UNAM, fundou o seminário permanente de arquitetura efêmera em janeiro de 2019 com a intenção de formalizar os trabalhos que vêm sendo realizados em torno do tema desde 2010. Atualmente, como resultado de uma série de reflexões surgidas a partir das apresentações feitas no colóquio "Arquitetura Efêmera: reflexões sobre a mutabilidade do espaço construído" — realizado na Faculdade de Arquitetura da UNAM —, foi publicado o documento homônimo, que pode ser baixado gratuitamente neste link.