No universo do projeto de arquitetura e do mobiliário de interiores, alcançar o equilíbrio entre forma e função é um desafio diário enfrentado por profissionais do design. Essa relação entre utilidade e estética não apenas evoluiu ao longo do tempo, mas também envolve uma troca constante de estilos e métodos de produção. Frequentemente, esse intercâmbio resulta em padronização e desenhos genéricos, o que pode esvaziar a autenticidade do processo de design.
Por essa razão, na era contemporânea, profissionais do design revisitam os fundamentos, redescobrindo processos manuais que vão do esboço à maquete, ao mesmo tempo em que adotam formas puras. Tanto profissionais do design quanto fabricantes vêm adotando abordagens conscientes para desenvolver propostas que mantêm a simplicidade no desenho, sem perder uma identidade singular. Em resposta a isso, a Bette, em colaboração com o estúdio de design britânico Barber Osgerby, propõe a criação de banheiros de estilo minimalista com a coleção de banheiros BetteSuno, eliminando formas complexas em busca de um desenho visualmente leve.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138404/design-artesanal-para-cubas-e-banheiras-minimalistasEnrique Tovar
Diseños Roble Mérida de Arauco Melamina, Nogal Terracota y Riviera de Melamina Vesto. Image Cortesía de Arauco
No contexto dinâmico de nossa sociedade, o impacto da dependência dos recursos naturais em diversas indústrias torna-se cada vez mais evidente, constituindo um tema urgente a ser enfrentado. Um indicador relevante nessa problemática é o "Dia da Sobrecarga da Terra", que marca o ponto em um determinado ano no qual a demanda humana por recursos e serviços ecológicos supera a capacidade da Terra de regenerá-los nesse mesmo período. No âmbito da arquitetura, é comum utilizar recursos naturais como madeira maciça, pedras e fibras naturais, o que contribui para esse déficit ecológico.
No entanto, as inovações tecnológicas e de materiais incorporaram novas opções na arquitetura que, além de trazerem benefícios ambientais, oferecem maior durabilidade em comparação com certos materiais naturais, reduzindo consideravelmente a necessidade de manutenção. Uma dessas alternativas são os painéis de melamina Arauco, cada vez mais utilizados na indústria de design de interiores e mobiliário. Sua versatilidade e facilidade de manuseio os diferenciam de outros materiais, como as folhas de madeira natural, que exigem processos adicionais, como lixamento e tingimento. A seguir, apresentamos cinco fatores-chave para utilizar a melamina como um acabamento de alto valor.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138153/acabamentos-de-alto-valor-5-razoes-para-utilizar-paineis-de-melaminaEnrique Tovar
Piscinas de design agregam status a residências de luxo e a espaços hoteleiros cinco estrelas. No entanto, somar os benefícios refresfantes, calmantes, revigorantes e ambientais de um corpo d'água hiperlocal a uma residência pode superar, e muito, o custo de instalação. Além disso, com uma variedade de opções de paisagismo viáveis a curto e longo prazo, o luxo se torna acessível para qualquer orçamento.
A maioria das piscinas é construída abaixo do nível do solo para manter as linhas visuais desobstruídas na superfície. Embora todas as piscinas enterradas comecem da mesma forma — com a escavação, seguida pela conexão dos sistemas hidráulico e de filtragem —, a principal diferença reside na construção da estrutura do tanque. O método mais simples e rápido consiste em posicionar um tanque pré-fabricado de plástico reforçado ou de concreto pré-moldado na cavidade, realizando em seguida a conexão da tubulação e o aterro do recuo com areia. Essa solução, contudo, só é adequada para piscinas prontas com geometrias simples. A fim de aproveitar o espaço disponível da maneira mais eficiente, formatos e dimensões sob medida são mais bem alcançados por meio da aplicação de concreto moldado in loco ou jateado sobre uma armadura de vergalhões ou fôrmas de madeira.
Sharjah, o fascinante território nos Emirados Árabes Unidos, é um polo cultural que mescla tradição com modernidade contemporânea. Situada na costa arábica, a cidade é conhecida por seu compromisso em preservar sua rica história, promover as artes e a cultura, e proporcionar uma plataforma para atividades criativas e intelectuais. Entre 11 de novembro deste ano a 10 de março de 2024, a cidade receberá a Trienal de Arquitetura de Sharjah, com o tema A Beleza da Impermanência: Uma Arquitetura de Adaptabilidade. A Trienal tem curadoria de Tosin Oshinowo, explorando soluções de design inovadoras emergindo de condições de escassez no Sul Global.
Com uma conexão profundamente enraizada em sua herança cultural, o emirado abriga uma variedade de museus que apresentam uma jornada por várias épocas, desde a civilização islâmica até estilos de vida tradicionais. Agora um ponto de destaque para designers emergentes, a cidade assumiu um papel de liderança como patrona das belas artes. Na cidade contemporânea, as atrações são projetadas por diversos arquitetos, como Foster + Partners, Zaha Hadid Architects, 51-1 Arquitectos e Hopkins Architects. Além dessa cena cultural emergente, a antiga Sharjah permanece como a memória viva da tradição histórica, com antigas arquiteturas convertiras em programas contemporâneos.
A revista Forbes definiu como objetivo destacar as mulheres chilenas que representam o empoderamento feminino. Para isso, elaborou uma lista de 30 mulheres com grande influência no contexto atual, com base em características como liderança, inspiração para a população e a constante contribuição para a construção de um país mais equitativo em relação ao gênero.
Cantercel, França, 2022. Imagem cortesia de forty five degrees
Ao falar sobre práticas de criação de espaços, arquitetos e urbanistas geralmente pensam em planejamento participativo e processos colaborativos, muitas vezes ignorando as maneiras pelas quais as próprias comunidades podem se tornar agentes de mudança. Como as pessoas possuem um conhecimento íntimo não apenas do ambiente, mas também das normas sociais e culturais, das necessidades de suas comunidades e das oportunidades latentes em seu entorno, muitas vezes são elas que iniciam ações, apoiam seus pares e contribuem positivamente. O escritório de pesquisa forty five degrees se propôs a explorar essas iniciativas de base, conhecer os moradores locais e reunir suas histórias em uma ação para obter uma melhor compreensão dos territórios culturais complexos e diversos em toda a Europa. Sua jornada, organizada sob o projeto "Radical Rituals", segue a linha paralela 45°N que atravessa a Europa de leste a oeste. O escritório foi selecionado como parte das Novas Práticas de 2023 do ArchDaily, uma pesquisa anual destinada a mostrar aqueles que enfrentam os desafios cada vez maiores de nosso tempo e levam a arquitetura a novas direções.
Você já se perguntou o que o futuro reserva para a visualização arquitetônica? Para responder a essa pergunta e compreender o estado atual e as expectativas para o futuro desse campo, mais de 2.000 arquitetos/as e designers responderam a uma pesquisa encomendada pela Architizer em nome da Chaos Enscape.
No início da década de 1980, enquanto trabalhava com o povo Ka'apor, na região leste da Amazônia, o botânico norte-americano William Balée, naquela época um jovem pesquisador, deparou-se pela primeira vez com o que os Ka'apor chamam de taper, isto é, um tipo específico de formação florestal que reconhecem como sendo “plantada” por seus ancestrais:
O Mágico de Oz (dir. Victor Fleming, cinematografia Harold Rosson, 1939). Captura de tela
É sabido que as cores evocam sentimentos específicos, portanto são utilizadas para transmitir ou causar um ou outro efeito na superfície em que é aplicada, ou no observador que a contempla. Na arquitetura, a cor desempenha um papel fundamental na definição da forma. Materiais em seu estado natural já possuem uma coloração própria, que é percebida de uma certa maneira. No entanto, quando tingidos de alguma forma, a percepção do observador é alterada, levando a associações de sensações diferentes em relação ao mesmo objeto. Essa transformação na sensação devido à cor ocorre em qualquer meio visual, dos tridimensionais (como arquitetura), aos bidimensionais imóveis e móveis: gravuras, fotografias, pinturas e filmes.
A cor desempenha um papel significativo no mundo. Em parte por causa da significação atrelada a cada matiz, o uso das cores na arquitetura – especialmente em interiores – altera a ambiência de cada projeto. Em estabelecimentos comerciais, a cor tem influência considerável no destaque de determinada marca, e em residências, pode tanto refletir a personalidade do morador quanto complementar a linguagem adotada no projeto. Essa exploração pode se dar diretamente no objeto tectônico (arquitetura) – através das superfícies que constituem o edifício –, ou pode se tirar partido de elementos móveis, mais facilmente alteráveis.
Uma técnica que tem sido usada há séculos, principalmente em regiões de clima quente e seco, a parede caiada - também conhecida como parede de cal ou parede branca - pode ser realizada em ambientes internos e externos. Além da economia que ela pode proporcionar, seu aspecto mais rústico carrega em si diversos benefícios que vão além do valor estético que, ao apresentar um tom mais claro e uma textura marcante, concebe um relevante contraste entre o edifício e o entorno. Saiba suas vantagens e como fazer o revestimento, a seguir.
O concreto possui enorme resistência aos esforços de compressão, mas é um material frágil em relação à tração, quando forças são aplicadas em direções opostas em uma estrutura, tentando separar suas partes. É por isso que a incorporação do aço, com sua alta resistência quando esticado, tornou o chamado concreto armado o método construtivo mais utilizado no mundo. Em outras palavras, o concreto armado combina as vantagens intrínsecas de seus dois componentes principais -concreto e armaduras de aço-, para resultar em um material extremamente robusto, versátil e prático. Essas armaduras, além de reforçarem a estrutura, podem ser utilizadas em instalações artísticas, fachadas e mesmo interiores.
Há muitas razões para que algumas áreas da cidade se deteriorem e outras se dinamizem, incluindo questões econômicas, urbanísticas, sociais e culturais, além da aleatoriedade. Entender essas dinâmicas — e, mais do que isso, minimizar as chances de deterioração e favorecer a dinamização de áreas urbanas é um tema recorrente no urbanismo, uma vez que há o desejo, comum e legítimo, de se viver em ambientes belos, agradáveis e prósperos.
Dentre as muitas marcas deixadas pela arquiteta Lina Bo Bardi na arquitetura brasileira está o uso da cor vermelha como elemento de destaque em suas obras. Seja trazendo leveza e vividez à dureza do concreto paulistano do Sesc Pompeia ou aquecendo a alvura do Solar do Unhão da Bahia, o vermelho transcendeu o status meramente visual e estético para tornar-se uma característica distintiva da arquiteta ítalo-brasileira, tecendo conexões entre muitas de suas obras.
As culturas das sociedades africanas estão intrinsecamente ligadas à cor. Em tecidos, roupas, produtos, esculturas e na arquitetura, diversas sociedades exploram cores ricas e vibrantes, expressivas e alegres. Com diferentes tons, matizes, contrastes, motivos e ornamentos, as cores são abraçadas como uma linguagem não falada, uma paleta para contar histórias e um senso de identidade cultural. Embora o uso da cor nas sociedades africanas possa parecer decorativo ao olhar ocidental, ele é extremamente simbólico, e traz profundo sentido de história. Comunidades usam as cores por meio de ornamentos e motivos, expressando-se com padrões religiosos e culturais nas fachadas para contar histórias familiares e coletivas.
Das construções vernaculares às tendências de interiores contemporâneas, os tons terrosos ajudam a criar ambientes acolhedores, orgânicos e harmoniosos, utilizando uma variedade de tons que lembram a terra, o barro, a areia, a pedra e outros elementos naturais. Assim, carregam em si uma sensação de conexão com a natureza. Essas cores podem ser encontradas em diversos materiais de construção, pinturas ou revestimentos, e permitem a criação de um jogo de texturas ímpar. A seguir, veja alguns projetos que podem servir de inspiração para pensar essas composições.
O uso do concreto pigmentado na arquitetura latino-americana está crescendo e influenciando a expressão arquitetônica contemporânea. Isso pode ser visto em construções recentes que vão desde o Centro de Inovação INES, projetado por Pezo von Ellrichshausen no Chile, até o Centro Cultural Comunitário Teotitlán del Valle, da PRODUCTORA, no México.
Por muitos anos, geralmente abordado em tons de antecipação e excitação, ouvimos dizer que a impressão 3D revolucionará a indústria da arquitetura como a conhecemos. Mas se pararmos por um momento, refletir sobre o presente e olhar para o passado, fica evidente que a tecnologia há muito tempo vem remodelando o campo, passando por profundas transformações e introduzindo novas eras de design, construção e criatividade espacial. Operando como um processo de fabricação aditivo de camada por camada, a impressão 3D usa modelos digitais para criar objetos tridimensionais personalizados com um nível notável de precisão e eficiência, economizando tempo, gerando resíduos zero, reduzindo custos de mão-de-obra e criando oportunidades para protótipos rápidos e design iterativo. Ele permite que os arquitetos explorem oportunidades criativas e recuperem a autonomia, projetando elementos complexos e não padronizados dentro de um processo industrial e customizado em massa.
Olá! Boas-vindas à segunda Supporters Newsletter, criada exclusivamente para você. Dedicamos esta segunda edição ao conceito de Teoria e Prática. Com a participação de Fabian Dejtiar, editor-chefe do ArchDaily em espanhol, vamos nos aprofundar na discussão sobre as interações entre pesquisa e prática e como o conteúdo do ArchDaily incorpora ambos os campos. Além disso, oferecemos aos nossos Supporters um curso gratuito de Revit Flow, informações sobre oportunidades de trabalho no BIG e nossas recomendações de ferramentas digitais.
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Mitologias de origem, mitos fundadores e lendas de criação nos proporcionam uma maneira de vislumbrar e imaginar o passado distante de maneira metafórica, poética e cativante. Os mitos de origem mais antigos nos ajudam a compreender como acreditava-se terem surgido um povo ou um lugar (como o universo). Os antropólogos descrevem esses mitos como mitos de criação ou mitos "cosmogônicos". Eles podem explicar como o mundo veio a existir. Por exemplo, povos nativos da América do Norte, como os Cherokee, Ojibwe e Astecas, compartilham um mito de origem no qual a terra foi inicialmente criada sobre um grande oceano. Um dos mitos de origem ocidentais mais comuns é a criação de Adão e Eva. No entanto, histórias fundadoras existem para todas as sociedades, costumes históricos e lugares. Lembre do mito dos irmãos Rômulo e Remo, amamentados por uma loba enquanto bebês para mais tarde fundar a cidade de Roma.
A importância da conservação dos recursos naturais por meio de habitações e infraestrutura sustentáveis está cada vez mais presente, levando o universo da arquitetura, do design e da construção a tomar consciência dessas necessidades diante da constante redução de recursos e do aumento da população mundial.
Ao compreender os problemas atuais que as cidades enfrentam, e como resposta aos desafios ambientais e requisitos técnicos do setor, o desenvolvimento de materiais inovadores, soluções aprimoradas e de alta resistência e durabilidade torna-se parte essencial do desafio na construção de edifícios e infraestrutura.
Aproveitando o poder da fabricação sem moldes por meio da impressão 3D robótica em grande escala, o ETH Zürich e a FenX AG investigaram o uso de espumas minerais livres de cimento feitas a partir de resíduos reciclados. O objetivo é construir sistemas de paredes monolíticos, leves e com isolamento térmico integrado, minimizando o uso de materiais, a demanda de mão de obra e os custos associados.
Nosso dia a dia envolve comunicação constante com a cidade. À medida que percorremos diferentes espaços, fazemos perguntas como “Onde estou agora?”, “Para onde vou?”, “O que procuro?”, “Para que serve este edifício?”. Embora os encontros nestes espaços possam parecer intuitivos, o design gráfico ambiental (EGD) fornece as respostas para estas perguntas, servindo como uma interface importante entre nós e o ambiente construído. Envolve o design de elementos gráficos que se fundem com projetos arquitetônicos, paisagísticos, urbanos e de interiores para tornar os espaços mais informativos, fáceis de navegar e memoráveis. O EDG consiste em três elementos principais: texto, forma e cor. Texto e formas normalmente transmitem as informações gráficas, mas as cores as projetam, amplificam e ajudam a comunicá-las na cidade. Nas experiências espaciais, percebemos primeiro as cores, uma vez que nossos sentidos registram principalmente sensações visuais. Portanto, o uso estratégico da cor é fundamental para que os gráficos ambientais proporcionem uma experiência completa de imagens de identidade, senso de lugar e conexão emocional.
Os equipamentos turísticos constituem um programa arquitetônico significativo, pois não apenas oferecem comodidades essenciais para os viajantes, mas também sintetizam a essência cultural de um destino. Resorts e hotéis experimentam com ideias de conforto e lazer, restaurantes aproximam as pessoas da culinária local, ao passo que vinícolas fundem artesanato, tradição e modernidade. Os centros de visitantes são outra instalação comumente oferecida, servindo como portas de entrada para a exploração de uma cidade. Além de apresentarem programas flexíveis, essas intervenções arquitetônicas geralmente buscam se relacionar e se harmonizar com o contexto local para enriquecer a narrativa do espaço e criar uma experiência memorável para cada visitante.
A seleção de melhores projetos não construídos desta semana destaca propostas enviadas pela comunidade do ArchDaily que apresentam diversas comodidades voltadas para turistas, desde adegas, restaurantes especializados e centros de visitantes até áreas de acampamento isoladas nas montanhas ou luxuosos hotéis de spa nas regiões áridas do Oriente Médio. Com projetos de escritórios de arquitetura emergentes e consagrados, como Melike Altınışık Architects, Lockhart Krause Architects, MUA e OMBI Innovation Lab, a seleção abrange uma ampla gama de programas e escalas, revelando propostas que repensam os equipamentos turísticos convencionais ao mesmo tempo em que estabelecem uma conexão profunda com o entorno e o contexto cultural.