1. ArchDaily
  2. Artigos

Artigos

O/A arquiteto/a como formulador/a de políticas: o caso da preservação do patrimônio de Comayagua em Honduras

Acesso exclusivo | 

Comayagua é uma cidade no centro de Honduras situada em um vale de mesmo nome. A cidade ocupa um lugar central na história do país, tendo servido como sua capital colonial e do início do período republicano por mais de 300 anos. No entanto, quando a capital foi transferida para Tegucigalpa em 1880, a expansão urbana de Comayagua estagnou, o que acabou por preservar, involuntariamente, um rico e vasto patrimônio. No início da década de 1990, grande parte do legado arquitetônico da cidade encontrava-se em estado de deterioração. Diante da necessidade urgente de protegê-lo, os governos de Honduras e da Espanha iniciaram um esforço conjunto com o objetivo de lançar um programa de restauração de longo prazo, criando uma estrutura de diretrizes políticas que garantisse a preservação do centro histórico da cidade para as gerações futuras.

O/A arquiteto/a como formulador/a de políticas: o caso da preservação do patrimônio de Comayagua em Honduras - 1 的图像 4O/A arquiteto/a como formulador/a de políticas: o caso da preservação do patrimônio de Comayagua em Honduras - 2 的图像 4O/A arquiteto/a como formulador/a de políticas: o caso da preservação do patrimônio de Comayagua em Honduras - 3 的图像 4O/A arquiteto/a como formulador/a de políticas: o caso da preservação do patrimônio de Comayagua em Honduras - 4 的图像 4O/A arquiteto/a como formulador/a de políticas: o caso da preservação do patrimônio de Comayagua em Honduras - Mais Imagens+ 6

Vozes do ArchDaily: Olivia Poston

Acesso exclusivo | 

A perspectiva arquitetônica de Olivia Poston está profundamente enraizada em sua infância e juventude nos cenários pós-industriais no sopé das montanhas do Tennessee, onde desenvolveu um fascínio precoce pela complexa relação entre ecologia e ambientes urbanos. Essa experiência formativa moldou sua visão da arquitetura não apenas como o ato de construir, mas como uma lente para explorar sistemas sociais, culturais e ambientais em constante transformação. O trabalho de Olivia conecta pesquisa, escrita e prática editorial, concentrando-se em como cidades de diversos climas evoluem e se adaptam em resposta aos crescentes desafios ambientais.

Ela se interessa de forma especial por estratégias de projeto colaborativas que integram perspectivas de arquitetos/as, urbanistas e engenheiros/as para promover a resiliência e a equidade no ambiente construído. Sua abordagem editorial prioriza projetos que dialogam criticamente com o risco climático, mantendo, ao mesmo tempo, um senso de otimismo e possibilidade. Valoriza conteúdos que ofereçam tanto reflexão quanto caminhos práticos para o futuro, servindo como uma plataforma para destacar respostas inovadoras às demandas urgentes da sustentabilidade.

Arquitetura Agora: Projetos internacionais de HOK, COLL-BARREU e Knight Architects reconfiguram o espaço público

Acesso exclusivo | 

O noticiário de arquitetura deste mês destaca uma onda global de reuso adaptativo, infraestrutura de grande escala e transformação do espaço público. De expansões aeroportuárias a reconfigurações de museus, profissionais de arquitetura de todo o mundo estão repensando como os espaços cívicos atendem às comunidades no século XXI. Entre as novidades de destaque, os escritórios Sasaki, SLA e MVVA foram selecionados como finalistas para reimaginar o Aeroporto Downsview de Toronto como um corredor público voltado para pedestres, enquanto o HOK projetou a expansão de 2,8 milhões de pés quadrados (cerca de 260 mil metros quadrados) do Aeroporto Internacional de Dulles para acomodar o crescimento futuro, respeitando a visão original de Saarinen. Em Melbourne, o Fraser & Partners obteve aprovação para a reurbanização focada no patrimônio histórico do distrito da Boiler House, enquanto o COLL-BARREU ARQUITECTOS concluiu uma sutil reconfiguração do acesso público no Museu Reina Sofía, em Madri. Por fim, no Canadá, o Knight Architects revelou o projeto "Motion" para a substituição da Ponte Alexandra, uma estrutura em arco moldada por referências ecológicas e focada no espaço público inclusivo. Continue lendo para conhecer as atualizações mais recentes que moldam a arquitetura atual.

Arquitetura Agora: Projetos internacionais de HOK, COLL-BARREU e Knight Architects reconfiguram o espaço público - 1 的图像 4Arquitetura Agora: Projetos internacionais de HOK, COLL-BARREU e Knight Architects reconfiguram o espaço público - 2 的图像 4Arquitetura Agora: Projetos internacionais de HOK, COLL-BARREU e Knight Architects reconfiguram o espaço público - 3 的图像 4Arquitetura Agora: Projetos internacionais de HOK, COLL-BARREU e Knight Architects reconfiguram o espaço público - 4 的图像 4Arquitetura Agora: Projetos internacionais de HOK, COLL-BARREU e Knight Architects reconfiguram o espaço público - Mais Imagens+ 4

Metais Certificados Sustentáveis: Como a ABI Interiors Apoia Arquitetos(as) em Projetos Comerciais

A tranquilidade é essencial ao selecionar metais sanitários para um projeto comercial. Como líder global em metais e acessórios arquitetônicos premium, a ABI Interiors tem o compromisso de entregar soluções sustentáveis e pautadas pelo design que atendem às necessidades práticas e criativas de arquitetos/as em empreendimentos comerciais, residenciais e de grande escala.

Com uma ampla gama que atende a projetos premium, de médio padrão e de orçamento controlado, arquitetos/as encontram os melhores metais para suas necessidades na ABI Interiors.

Criando as Cidades do Amanhã: O Futuro da Construção Sustentável

Acesso exclusivo | 

A rápida urbanização, impulsionada pelo crescimento populacional, está entre as grandes megatendências que transformam a maneira como as cidades são construídas. O mundo ganha uma nova cidade do tamanho de Madri a cada semana e essa tendência persistirá pelas próximas décadas. Para atender a essa demanda de forma sustentável, é necessária uma abordagem colaborativa e baseada no pensamento sistêmico para a construção.

Muharraq. Um ponto de encontro entre tradição e transformação

Acesso exclusivo | 

Um lugar de renascimento, a cidade de Muharraq, no Bahrein, passou por uma visionária transformação cultural e urbana, emergindo como um modelo pioneiro de regeneração impulsionada pela cultura no mundo árabe, particularmente na região do Golfo. Outrora a capital da indústria de pérolas do país, Muharraq preservou, reinterpretou e reintegrou seu legado histórico em sua malha urbana em constante evolução.

Diante do desafio de redefinir seu futuro — marcado por um traçado urbano intacto, mas com estruturas arquitetônicas em deterioração — Muharraq vislumbrou uma narrativa urbana linear, tecendo a memória da indústria por meio de uma sequência de edifícios-chave. A cidade propôs-se a conectar as propriedades individuais ligadas ao seu passado perlífero, tais como as casas de mergulhadores/as, capitães de barcos e comerciantes de pérolas.

Design sem interrupções: uma maneira melhor de acessar o que está por trás da parede

No projeto de arquitetura de alto padrão, os fixadores tradicionais para painéis de acesso, como parafusos aparentes e fechos magnéticos, costumam comprometer a estética e a funcionalidade. Esses métodos obsoletos podem afrouxar com o tempo, carecem de durabilidade ou exigem molduras visíveis, tornando-os inadequados para espaços premium. Seja para acessar sistemas elétricos, componentes de climatização (HVAC) ou instalações hidráulicas, a escolha do método de instalação correto é crucial para uma integração perfeita ao ambiente.

As primeiras soluções ocultas, como as mãos-amigas (French cleats) e os clipes em Z (Z-clips), melhoraram a aparência, mas trouxeram novos desafios. Esses sistemas exigem a remoção sequencial dos painéis e folgas adicionais, o que dificulta a manutenção — especialmente em áreas que demandam acesso frequente. A fresta inevitável que surge no topo dos painéis também compromete o apelo estético, assim como a necessidade de recortar seções do painel para tomadas de parede.

Além do armazenamento: projetando armários como afirmações arquitetônicas

Acesso exclusivo | 

O conceito de guarda-roupa cápsula, popularizado nos anos 1970 por Susie Faux, propõe um exercício de síntese: um conjunto compacto de peças versáteis, capazes de se combinar de inúmeras maneiras para se adaptar a diferentes ocasiões. Na cultura visual, existem algumas metáforas para isso: em desenhos animados como Doug Funnie ou O Laboratório de Dexter, abrir o armário revelava fileiras de roupas idênticas, prontas para simplificar a vida (e, no caso de quem desenhava, o próprio trabalho). No mundo real, personalidades como Steve Jobs transformaram essa lógica em método ao adotar um uniforme diário, eliminando a pequena — mas recorrente — decisão de "o que vestir?" e poupando tempo e energia para questões mais importantes.

Para outras pessoas, no entanto, essa escolha está longe de ser um fardo. Escolher o que vestir é um momento de prazer, capaz de definir o tom do dia e influenciar o humor. Sob essa perspectiva, o guarda-roupa também se torna uma extensão da identidade, um espaço onde as escolhas práticas e simbólicas se encontram. Não por acaso, expressões como "sair do armário" ou "ter um esqueleto no armário" estão profundamente enraizadas na linguagem, revelando a dimensão cultural desse elemento doméstico. No design de interiores contemporâneo, essa noção ganha novas camadas: o armário pode definir o caráter de um espaço, guiar a circulação, influenciar a percepção e até moldar a atmosfera de um ambiente.

Diálogo com a Legislação: Calibrando Normas para o Reúso Adaptativo Prosperar

Acesso exclusivo | 

Há uma conscientização crescente em torno da sustentabilidade — e do custo ambiental de se demolir prematuramente edifícios seguros e estruturalmente íntegros apenas para substituí-los por novas construções. No esforço mais amplo para reduzir as emissões de carbono, corporações e instituições vêm dando maior ênfase ao desempenho ESG (impacto ambiental, responsabilidade social e governança). Muitas agora exigem inventários de carbono, definem metas "carbono neutro" ou compram créditos de carbono para compensar suas pegadas ecológicas.

Essa mudança, somada a uma onda de projetos exemplares de reúso adaptativo pelo mundo — como o Tai Kwun do Herzog & de Meuron em Hong Kong, o Powerhouse Arts no Brooklyn, o The Ned Doha de David Chipperfield e as transformações de fábricas, pedreiras e fortalezas de terra batida de Xu Tiantian na China —, acelerou uma revisão profunda do reúso como estratégia principal de desenvolvimento. No entanto, apesar de seus inúmeros benefícios, o reúso adaptativo ainda não é tão difundido quanto poderia ser. Por quê? E quais seriam os principais obstáculos e tensões envolvidos?

Diálogo com a Legislação: Calibrando Normas para o Reúso Adaptativo Prosperar - 1 的图像 4Diálogo com a Legislação: Calibrando Normas para o Reúso Adaptativo Prosperar - 2 的图像 4Diálogo com a Legislação: Calibrando Normas para o Reúso Adaptativo Prosperar - 3 的图像 4Diálogo com a Legislação: Calibrando Normas para o Reúso Adaptativo Prosperar - 4 的图像 4Diálogo com a Legislação: Calibrando Normas para o Reúso Adaptativo Prosperar - Mais Imagens+ 29

Ressituando a Modernidade: O Pavilhão Suíço de Bruno Giacometti na Bienal de Veneza

Acesso exclusivo | 

Em meio à grade ordenada do Giardini della Biennale, o Pavilhão Suíço surge quase reticente. Seus volumes brancos e baixos, concluídos in 1952 por Bruno Giacometti, parecem se distanciar da exibição de orgulho nacional que o cerca. O edifício encarna uma vertente do modernismo que resiste à monumentalidade, na qual a precisão e a contenção substituem o espetáculo, e a arquitetura se torna menos um objeto e mais uma estrutura para o encontro.

Surgido de uma Europa em reconstrução, o pavilhão reflete um momento em que as nações reimaginavam sua presença no mundo. Para a Suíça, a neutralidade era há muito tempo tanto uma postura política quanto uma condição cultural, e Giacometti traduziu essa identidade em uma sequência de salas comedidas dispostas em torno de um pátio aberto, definidas não pelo que contêm, mas por como acolhem a luz, o movimento e a pausa. O resultado é uma arquitetura que não clama por pertencimento, mas convida à atenção por meio do equilíbrio e do cuidado.

Ressituando a Modernidade: O Pavilhão Suíço de Bruno Giacometti na Bienal de Veneza - 1 的图像 4Ressituando a Modernidade: O Pavilhão Suíço de Bruno Giacometti na Bienal de Veneza - 2 的图像 4Ressituando a Modernidade: O Pavilhão Suíço de Bruno Giacometti na Bienal de Veneza - 3 的图像 4Ressituando a Modernidade: O Pavilhão Suíço de Bruno Giacometti na Bienal de Veneza - 4 的图像 4Ressituando a Modernidade: O Pavilhão Suíço de Bruno Giacometti na Bienal de Veneza - Mais Imagens+ 88

Entre a demanda por habitação e as metas ambientais: Alejandro Aravena sobre soluções incrementais e concreto net-zero

Acesso exclusivo | 

Durante a exposição Time Space Existence, organizada pelo European Cultural Centre em Veneza, o arquiteto vencedor do Prêmio Pritzker Alejandro Aravena e seu escritório ELEMENTAL revelaram um protótipo em escala real para uma nova abordagem em soluções de habitação incremental. Intitulada USB Core — sigla para Protótipo de Habitação com Unidade de Serviços Básicos —, a proposta visa demonstrar como uma construção eficiente pode fornecer todos os componentes habitacionais essenciais em um espaço mínimo. O protótipo é fruto de uma colaboração entre o escritório de arquitetura e a fabricante e pesquisadora de concreto Holcim, sendo construído a partir de uma mistura de concreto com emissões líquidas zero recém-desenvolvida. O projeto também incorpora agregados totalmente reciclados, alinhando-se aos princípios da economia circular. A parceria busca demonstrar uma maneira mais consciente do ponto de vista ambiental, porém economicamente viável, de fornecer serviços essenciais a comunidades vulneráveis sem prejudicar o planeta.

Durante sua estada em Veneza, a editora-chefe do ArchDaily, Maria-Cristina Florian, teve a oportunidade de conversar com Alejandro Aravena sobre as implicações dessa colaboração, a necessidade urgente de moradia e o papel do/a arquiteto/a como coordenador/a de um processo que envolve múltiplos atores.

Entre a demanda por habitação e as metas ambientais: Alejandro Aravena sobre soluções incrementais e concreto net-zero - Imagem 1 de 4Entre a demanda por habitação e as metas ambientais: Alejandro Aravena sobre soluções incrementais e concreto net-zero - Imagem 2 de 4Entre a demanda por habitação e as metas ambientais: Alejandro Aravena sobre soluções incrementais e concreto net-zero - Imagem 3 de 4Entre a demanda por habitação e as metas ambientais: Alejandro Aravena sobre soluções incrementais e concreto net-zero - Imagem 4 de 4Entre a demanda por habitação e as metas ambientais: Alejandro Aravena sobre soluções incrementais e concreto net-zero - Mais Imagens+ 29

Da Índia ao Brasil: 6 espaços esportivos e de bem-estar não construídos que conectam comunidade e qualidade de vida

Acesso exclusivo | 

À medida que as cidades e as paisagens evoluem, a arquitetura é cada vez mais chamada a apoiar o bem-estar, o desempenho e a experiência coletiva. De estádios que honram uma profunda memória cultural a espaços de bem-estar intimistas que promovem a restauração e a conexão, as tipologias de esporte e bem-estar estão se expandindo para além da mera funcionalidade. Elas criam ambientes onde o movimento e a saúde se cruzam com a qualidade do design, a sustentabilidade e o significado social. Hoje, esses espaços vão desde centros de treinamento de elite e clubes recreativos até refúgios contemplativos e instalações públicas inclusivas, moldando a forma como as comunidades se reúnem, se recuperam e celebram sua identidade compartilhada.

Esta seleção de propostas não construídas, enviadas pela comunidade do ArchDaily, ilustra essa diversidade. Em São Paulo, o escritório Luiz Volpato Arquitetura reinventa o histórico estádio do Santos Futebol Clube com uma geometria que preserva a memória da torcida e, ao mesmo tempo, introduz novos usos comerciais e sociais. Em Hanói, a equipe do Van Aelst I Nguyen and Partners traz luz filtrada e ar fresco a um complexo esportivo urbano denso. Em Dubai, o RSP propõe o Haven, um empreendimento residencial ancorado no bem-estar holístico e em experiências voltadas para a natureza, enquanto o escritório indiano Tropic Responses projeta o Aira Club como um centro de lazer consciente em relação ao clima. No alto do Himalaia, o Gadasu + Partners esculpe um spa meditativo na rocha da montanha, e em Isfahan, o Arsh4d Studio repensa os parques femininos segregados para criar um espaço cívico inclusivo e orientado para o futuro.

Da Índia ao Brasil: 6 espaços esportivos e de bem-estar não construídos que conectam comunidade e qualidade de vida - Image 14 of 4Da Índia ao Brasil: 6 espaços esportivos e de bem-estar não construídos que conectam comunidade e qualidade de vida - Image 15 of 4Da Índia ao Brasil: 6 espaços esportivos e de bem-estar não construídos que conectam comunidade e qualidade de vida - Image 35 of 4Da Índia ao Brasil: 6 espaços esportivos e de bem-estar não construídos que conectam comunidade e qualidade de vida - Image 27 of 4Da Índia ao Brasil: 6 espaços esportivos e de bem-estar não construídos que conectam comunidade e qualidade de vida - Mais Imagens+ 34

The Rock: A exploração do ofício e da precisão pela Dornbracht

Acesso exclusivo | 

Em uma era de precisão digital, automação por IA e reprodutibilidade em massa, o valor do fazer artesanal humano está sendo ressignificado, e não perdido. É justamente nessa interseção entre a lógica da máquina e a intuição da matéria que a Dornbracht, fabricante alemã consagrada por seus metais esculturais, lança The Rock, a peça de estreia de sua nova linha Atelier Editions.

Inspirado na força primordial da pedra natural, The Rock é um manípulo que se apresenta como um objeto tátil e expressivo, devolvendo individualidade e sensualidade ao cenário contemporâneo de banheiros e cozinhas. Revisitando a icônica série MEM, o design introduz um manípulo ousado de formas orgânicas, usinado a partir de metal maciço com acabamento manual artesanal. Cada peça torna-se uma criação singular, onde a precisão industrial se encontra com a intimidade do feito à mão.

Sala dentro de sala: espaços acústicos que se adaptam às necessidades contemporâneas

Acesso exclusivo | 

Os ambientes de trabalho e de aprendizado passaram por profundas transformações nas últimas décadas. Nos escritórios, as estações de trabalho fechadas e as salas compartimentadas deram lugar a layouts abertos e colaborativos. Em escolas e universidades, as salas de aula tradicionais, com configurações rígidas, lousas e fileiras de carteiras, foram substituídas por espaços mais dinâmicos, flexíveis e interativos. Em ambos os contextos, o objetivo era incentivar a integração, a criatividade e a troca constante. No entanto, essa abertura também trouxe novos desafios: o aumento das distrações, a sobrecarga sensorial e a dificuldade de encontrar momentos de foco ou introspecção. Quanto mais removemos barreiras em prol da fluidez e da colaboração, mais essencial se torna oferecer momentos de quietude, intimidade e equilíbrio sensorial para quem precisa se autorregular. O desafio é tanto espacial quanto psicológico, levantando uma questão fundamental para a arquitetura: como podemos apoiar a conexão e o recolhimento, a atividade e o silêncio, ao mesmo tempo?

Esperança Silenciosa: Maggie's Centre Hong Kong de Frank Gehry

Acesso exclusivo | 

No início deste mês, a notícia do falecimento de Frank Gehry gerou uma onda de homenagens ao arquiteto por trás de museus exuberantes, salas de concerto e complexos residenciais sinuosos. Em vez de revisitar esse terreno já tão explorado, vale a pena nos determos em uma obra mais contemplativa de sua trajetória: o Maggie's Cancer Caring Centre em Hong Kong. Silencioso, otimista e calibrado para a resiliência cotidiana, o edifício reflete múltiplos registros das intenções de Gehry: um compromisso com a positividade e a sobrevivência — e, em um nível mais pessoal, o próprio acerto de contas de um arquiteto com a perda e os cuidados de fim de vida.

Essa declaração ressignifica o Maggie's Hong Kong, elevando-o a mais do que uma simples encomenda; ela sugere um processo de projeto moldado pelo luto e voltado para o conforto, a dignidade e a possibilidade de esperança — um ethos que se alinha perfeitamente à missão da organização.

Esperança Silenciosa: Maggie's Centre Hong Kong de Frank Gehry - Imagen 1 de 4Esperança Silenciosa: Maggie's Centre Hong Kong de Frank Gehry - Imagen 2 de 4Esperança Silenciosa: Maggie's Centre Hong Kong de Frank Gehry - Imagen 3 de 4Esperança Silenciosa: Maggie's Centre Hong Kong de Frank Gehry - Imagen 4 de 4Esperança Silenciosa: Maggie's Centre Hong Kong de Frank Gehry - Mais Imagens+ 20

O Projeto como Argumento: O que é o Pensamento Arquitetônico?

Acesso exclusivo | 

A arquitetura é moldada não apenas por edifícios, mas pelas ideias que os tornam possíveis. Antes das restrições do capital, das regulamentações e das contratações, existe um momento em que a arquitetura tem a permissão de pensar em voz alta. O primeiro confronto com esse momento fértil costuma ocorrer no ambiente acadêmico, na tese. Não se trata de um mero requisito para a graduação, mas de um espaço de liberdade especulativa onde a arquitetura formula hipóteses, constrói argumentos e testa posicionamentos.

Para muitas pessoas, é também a primeira oportunidade de pensar além da estrutura dos programas acadêmicos — uma chance inédita de explorar algo mais pessoal, irresoluto ou até mesmo irracional. Embora seja frequentemente vista como um ponto de chegada, a tese é melhor compreendida como um ponto de partida: o primeiro engajamento com a arquitetura como uma forma de raciocínio, onde o projeto ainda não é uma resposta, mas uma pergunta.

O Projeto como Argumento: O que é o Pensamento Arquitetônico? - 1 的图像 4O Projeto como Argumento: O que é o Pensamento Arquitetônico? - 2 的图像 4O Projeto como Argumento: O que é o Pensamento Arquitetônico? - 3 的图像 4O Projeto como Argumento: O que é o Pensamento Arquitetônico? - 4 的图像 4O Projeto como Argumento: O que é o Pensamento Arquitetônico? - Mais Imagens+ 27

Moldando o futuro dos espaços culturais no NEXT IN Summit 2025

Nos dias 23 e 24 de abril de 2025, no Campus ACCIONA, a segunda edição do NEXT IN Summit, organizada pela ACCIONA Living & Culture, reuniu líderes globais em museologia, arquitetura e arte. Inaugurado com a presença do prefeito de Madri, José Luis Martínez Almeida, o evento destacou as melhores práticas em projeto, gestão e inovação de espaços culturais. Figuras de destaque, como o arquiteto David Chipperfield, Glenn D. Lowry, diretor do MoMA, o artista digital Rafael Lozano-Hemmer e Mariët Westermann, diretora e CEO do Solomon R. Guggenheim Museum, lideraram as discussões sobre o futuro das instituições culturais.

A Cidade como Laboratório de Processos: Uma Década de Experimentação Urbana com o Concéntrico

Acesso exclusivo | 

À medida que as cidades continuam a se desenvolver, observamos abordagens cada vez mais bem planejadas, meticulosamente executadas e rigidamente regulamentadas para moldar os centros urbanos e seus espaços adjacentes — para o bem e para o mal. Conforme os códigos, restrições e diretrizes se aprimoram e se tornam mais rigorosos, os ambientes urbanos tornam-se mais seguros, equilibrados e menos propensos a surpresas. No entanto, o outro lado dessa moeda é que distritos altamente controlados podem tender a uma ordem excessiva e à higienização, desfazendo-se do caráter informal e cumulativo que outrora gerava becos, espaços residuais e sequências inesperadas de movimento — condições muitas vezes nascidas da constante improvisação comunitária nas zonas cinzentas da regulamentação.

Em resposta a isso, um número crescente de iniciativas em todo o mundo propõe instalações urbanas temporárias que testam futuros alternativos para as cidades. Essas intervenções buscam provocar um diálogo entre o que a cidade é e o que ela poderia oferecer às suas comunidades por meio de práticas espaciais reflexivas e específicas de cada contexto. Um exemplo notável é o Concéntrico, festival internacional em Logroño, Espanha, concebido como um laboratório de inovação urbana. Comemorando sua décima edição, o festival está prestes a publicar Concéntrico: Urban Innovation Laboratory, um livro que traça um panorama de uma década de desenho urbano e transformação coletiva moldados ao longo de suas sucessivas edições. O lançamento é acompanhado por uma turnê internacional voltada a compartilhar uma década de aprendizados sobre transformação e design coletivos.

A Cidade como Laboratório de Processos: Uma Década de Experimentação Urbana com o Concéntrico - Image 1 of 4A Cidade como Laboratório de Processos: Uma Década de Experimentação Urbana com o Concéntrico - Image 2 of 4A Cidade como Laboratório de Processos: Uma Década de Experimentação Urbana com o Concéntrico - Image 3 of 4A Cidade como Laboratório de Processos: Uma Década de Experimentação Urbana com o Concéntrico - Image 4 of 4A Cidade como Laboratório de Processos: Uma Década de Experimentação Urbana com o Concéntrico - Mais Imagens+ 32

A precisão de um único gesto: Coleção HUM de Philippe Malouin para a QuadroDesign

Acesso exclusivo | 

Comunicar uma ideia utilizando apenas o essencial é um desafio muito maior do que costuma parecer. Dos haicais japoneses às esculturas refinadas de Constantin Brâncuși, muitas expressões artísticas têm buscado condensar o máximo de significado com o mínimo de elementos. Essa economia de forma não é um sinal de escassez, mas de intensidade: cada traço, cada palavra, cada silêncio ganha peso. Há algo de intrinsecamente atraente naquilo que se apresenta de forma simples e bem resolvida, seja um texto que não desperdiça palavras, um/a tenista que se move com gestos intencionais ou uma melodia que é ao mesmo tempo direta e inesperadamente profunda.

Esse mesmo princípio, que transcende diferentes linguagens artísticas, reverbera profundamente no design contemporâneo. Ao serem reduzidos ao essencial, móveis ou objetos cotidianos revelam uma beleza que surge da precisão e transcende sua própria função. Isso fica evidente em HUM, a nova coleção de torneiras desenvolvida pelo designer Philippe Malouin para a QuadroDesign, na qual um simples gesto se transforma em uma linguagem completa.

Paisagens Lúdicas e Imaginação Pública: O Brincar Ambíguo na Vida Urbana de Hong Kong

Acesso exclusivo | 

Quando pensamos em cidades e vida urbana, costumamos focar em infraestrutura, cultura, comércio, vida noturna e densidade. Em metrópoles que parecem oferecer uma infinidade de atividades — especialmente para adultos —, o brincar raramente entra em pauta. No entanto, o ato de brincar deve ser considerado parte vital da vida urbana. O brincar influencia diretamente a maneira como moldamos nossas futuras cidades, a começar pela forma como as crianças interagem com seus ambientes. A experiência lúdica e, mais especificamente, o desenho e a presença de parquinhos infantis deixam marcas duradouras no desenvolvimento dos jovens nas cidades. Esses espaços constituem a primeira conexão física da criança com a paisagem urbana. Sendo assim, o brincar merece muito mais atenção nos debates sobre bem-estar urbano, habitabilidade e projeto do espaço público.

Paisagens Lúdicas e Imaginação Pública: O Brincar Ambíguo na Vida Urbana de Hong Kong - Imagem 1 de 4Paisagens Lúdicas e Imaginação Pública: O Brincar Ambíguo na Vida Urbana de Hong Kong - Imagem 2 de 4Paisagens Lúdicas e Imaginação Pública: O Brincar Ambíguo na Vida Urbana de Hong Kong - Imagem 3 de 4Paisagens Lúdicas e Imaginação Pública: O Brincar Ambíguo na Vida Urbana de Hong Kong - Imagem 4 de 4Paisagens Lúdicas e Imaginação Pública: O Brincar Ambíguo na Vida Urbana de Hong Kong - Mais Imagens+ 13

Intervenções contextuais e a valorização do patrimônio: explore a arquitetura do 24 Grados em Honduras

Acesso exclusivo | 

Como a arquitetura pode devolver a relevância a lugares esquecidos? Que diálogos podem surgir quando edifícios e paisagens são tratados não como telas em branco, mas como camadas de memória, identidade e potencial? Para o escritório de arquitetura hondurenho 24 Grados, essas perguntas moldam uma abordagem enraizada na adaptação, no reuso e no desenho contextual. Seus projetos variam desde a restauração de antigas praças espanholas e centros culturais até intervenções em parques naturais e vilas costeiras em Honduras. Cada projeto se apoia na crença de que o desenho pode tecer novamente as relações entre as pessoas, o lugar e o patrimônio.

Intervenções contextuais e a valorização do patrimônio: explore a arquitetura do 24 Grados em Honduras - 1 的图像 4Intervenções contextuais e a valorização do patrimônio: explore a arquitetura do 24 Grados em Honduras - 2 的图像 4Intervenções contextuais e a valorização do patrimônio: explore a arquitetura do 24 Grados em Honduras - 3 的图像 4Intervenções contextuais e a valorização do patrimônio: explore a arquitetura do 24 Grados em Honduras - 4 的图像 4Intervenções contextuais e a valorização do patrimônio: explore a arquitetura do 24 Grados em Honduras - Mais Imagens+ 18

Obra do Ano 2025: O prêmio de melhor arquitetura do ArchDaily en Español

Acesso exclusivo | 

Em 2025, celebramos a décima sexta edição do nosso prêmio Obra do Ano, o maior reconhecimento do mundo da arquitetura na América Latina e Espanha, no qual os vencedores são escolhidos por votação. A partir de hoje, terça-feira, 18 de março, você e todos os nossos leitores e leitoras serão responsáveis por determinar quais foram as obras que, durante 2024, nos inspiraram e que hoje representam fielmente a identidade dos nossos contextos locais.

Nas próximas três semanas, a inteligência coletiva dos nossos leitores e leitoras selecionará centenas de projetos construídos em países de língua espanhola — Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, El Salvador, Espanha, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Porto Rico, República Dominicana, Venezuela e Uruguai.

Os edifícios deveriam ser projetados para se decompor?

Acesso exclusivo | 

Os edifícios são físicos, estáticos e permanentes. Imaginá-los de outra maneira costuma exigir um esforço de criatividade. A indústria tem operado sob essa forte associação entre estruturas e permanência, limitando, sem perceber, as perspectivas sobre o ciclo de vida das construções. Inovações em materiais de construção abriram caminhos para o design circular, desafiando a antiga noção de que os edifícios devem durar indefinidamente. Abordagens emergentes promovem uma arquitetura que acompanha o fluxo e o refluxo da natureza.

Os edifícios deveriam ser projetados para se decompor? - 1 的图像 4Os edifícios deveriam ser projetados para se decompor? - 2 的图像 4Os edifícios deveriam ser projetados para se decompor? - 3 的图像 4Os edifícios deveriam ser projetados para se decompor? - 4 的图像 4Os edifícios deveriam ser projetados para se decompor? - Mais Imagens+ 1

Retomando a narrativa: Uma nova geração de museus na África Ocidental

Acesso exclusivo | 

À medida que os países da África se libertavam do colonialismo em meados do século XX, muitos expressaram suas identidades independentes por meio da arquitetura. Esse processo continua várias décadas depois, exemplificado por diversos novos museus na África Ocidental, recém-concluídos ou em fase de planejamento. Embora variem em propósito e forma, essas instituições compartilham objetivos comuns: responder à necessidade de restituição de inúmeros artefatos saqueados durante o período colonial e mantidos majoritariamente em museus europeus; e definir um modelo de museu com identidade local, em contraposição a uma importação descontextualizada.

Retomando a narrativa: Uma nova geração de museus na África Ocidental - 1 的图像 4Retomando a narrativa: Uma nova geração de museus na África Ocidental - 2 的图像 4Retomando a narrativa: Uma nova geração de museus na África Ocidental - 3 的图像 4Retomando a narrativa: Uma nova geração de museus na África Ocidental - 4 的图像 4Retomando a narrativa: Uma nova geração de museus na África Ocidental - Mais Imagens+ 12

¡Você seguiu sua primeira conta!

Você sabia?

Agora você receberá atualizações das contas que você segue! Siga seus autores, escritórios, usuários favoritos e personalize seu stream.