Desde sua conclusão em 2012, imagens da Sede da CCTV, projetada pelo OMA, proliferaram pelas mídias. Porém, vistas internas desse icônico arranha-céu - caracterizado por um balanço de 72 metros que se destaca no skyline de Pequim - são muito raras. Isto é, até o momento. Imagens originalmente publicadas por International Design e compartilhadas no WeChat no 广电独家 revelam o interior da Sede da CCTV, incluindo os novos estúdios do diretor de arte vencedor do Emmy, Jim Fenhagen.
A 54ª edição da Semana de Design de Milão (também conhecida como Salone del Mobili) chegou ao fim, e para celebrar seu sucesso, compilamos uma lista com os produtos mais interessantes deste ano criados por arquitetos. Veja, a seguir, os objetos e acessórios produzidos por Rem Koolhaas, Zaha Hadid, David Chipperfield, entre outros.
Cortesia de Strelka Institute for Media, Architecture, and Design, via Flickr
Nesta entrevista, publicada originalmente na The Architectural Review, Andrew Mackenzie senta com fundador do OMA, Rem Koolhaas, para discutir a Bienal de Veneza, a extinção da identidade nacional, sua fascinação pela Ásia, a ligação entre "De Rotterdam" e "Delirious New York" e o futuro da profissão.
Sua proposta deste ano para a Bienal de Arquitetura de Veneza pergunta se a identidade nacional tem sido, como você diz, "sacrificada para a modernidade". Alguns podem ver isso como um projeto de recuperação, não muito diferente do regionalismo de Frampton. Como você diferencia sua proposta da de Frampton?
Bem, Kenneth Frampton é um cara inteligente, mas o problema é que ele olhou para o regionalismo como um antídoto para o desenvolvimento cosmopolita. Ao fazê-lo, perverteu a causa do regionalismo, porque de repente o regionalismo foi mobilizado como uma causa particular que não poderia ser sustentada. No entanto, a questão da identidade nacional é uma questão aberta. Por exemplo, à primeira vista, a Holanda é um país muito internacionalista, mas olhando de perto você pode ver um enorme retorno da arquitetura quase-vernacular e das fortalezas antigas que foram recentemente construídas com um sabor nacional. Olhe para Zaandam e seu enorme conjunto das chamadas construções vernaculares.
Cortesia de Strelka Institute for Media, Architecture, and Design, via Flickr
No mais recente de uma série de argumentos polêmicos contra as smart cities, Rem Koolhaas escreveu esta que é, talvez, sua mais completa análise sobre o papel das tecnologias emergentes e o modo como elas são implementadas e influenciam nossas vidas, em um artigo para o Artforum. Abordando uma ampla gama de questões, Koolhaas critica os projetos de tecnologia predial, chamando-os de uma "infiltração furtiva da arquitetura via seus elementos constitutivos" e questiona as motivações comerciais daqueles que estão criando essas smart cities. Saiba mais sobre o que pensa Rem Koohaas em relação às ditas "cidades inteligentes" aqui.
O que você acha que as comunidades de edifícios em altura da América do Norte, Ásia e Europa Ocidental devem aprender umas com as outras? Foi isso que o Center on Tall Buildings and Urban Habitat (CTBUH) perguntou a cinco renomados arquitetos, cujas respostas compuseram um panorama eclético e significativo sobre o estado dos edifícios em altura em todo o mundo. Como disse Rem Koolhaas, cada região apresenta seu próprio caminho que vale a pena ser compreendido, como por exemplo a transição do mundo Árabe da "extravagância à racionalidade" ou o foco da Ásia da realização de projetos. Mas, como James Goettsch aponta, "nem todo edifício tem que ser algo extraordinário". Está ótimo se alguns edifícios não forem nada além de "bons cidadãos".
Em 2013 e 2014 apresentamos uma seleção de documentários imperdíveis para arquitetos e este ano não será diferente. No começo de 2015 submergimos novamente no fascinante e distinto mundo dos documentários para coletar uma série de títulos de interesse para os apaixonados pela arquitetura e urbanismo.
Estreias ou clássicos, teóricos ou curiosos, a seleção deste ano apresenta diversos filmes brasileiros, portugueses e internacionais, que abordam conteúdos sobre a habitação, biografias de grandes arquitetos e diversos outros temas como a decadência urbana de Veneza ao se ver consumida pelo turismo, a experiência de um casal que habita a polêmica “8 House”, projetada pelo BIG, e até mesmo um documentário da NatGeo que nos mostra como funciona a impressionante fábrica de Lego.
Em ordem aleatória, apresentamos 30 documentários que devem ser vistos em 2015.
Rem Koolhaas e a filantropa da arte Dasha Zhukova estamparão a capa da edição de fevereiro da WSJ. Magazine como "parceiros artísticos" responsáveis por transformar uma ruína da era comunista - o Vremena Goda no Gorky Park em Moscou - no novo lar do Garage Museum of Contemporary Art. "O edifício é basicamente um objeto encontrado", disse Koolhaas a respeito de sua proposta "dura" e intenção de preservar a decadência da estrutura. "Estamos aceitando ele como ele é."
O conceito de Cidade Inteligente está ligado a cidades altamente “habitáveis” como Vancouver, substituindo cidades mais reconhecíveis em nossa consciência coletiva. Cortesia de SFU
Originalmente publicado pela Comissão Europeia como parte da série "Digital Minds for a New Europe", esse artigo é uma transcrição editada de uma palestra proferida por Rem Koolhaas no encontro High Level Group sobre cidades inteligentes [Smart Cities] em Bruxelas no dia 24 de setembro de 2014.
Eu tive uma sensação de vazio enquanto ouvia as palestras dessas proeminentes figuras do campo das cidades inteligentes porque a cidade costumava ser o campo do arquiteto, e agora, francamente, eles fizeram dela seu domínio. Essa transferência de autoridade foi alcançada de um modo esperto ao chama-las cidades inteligentes - e ao chama-las de inteligentes, nossas cidades estão condenadas a serem estúpidas. Aqui estão algumas reflexões sobre a cidade inteligente, algumas das quais são críticas; mas ao cabo, está claro que aqueles na esfera digital e os arquitetos terão que trabalhar juntos.
Fundamentals, o título da Bienal de Veneza de 2014, fechou suas portas há algumas semanas. A partir do momento em que Rem Koolhaas revelou o título da Bienal deste ano, em janeiro de 2013, convidando os curadores nacionais a responder diretamente ao tema "Absorbing Modernity 1914-2014", houve um pressentimento de que esta bienal seria, de algum modo, especial. Tendo rejeitado convites para dirigir a Bienal no passado, o fato de Koolhaas ter agido não como curador, mas também como coordenador temático do esforço internacional, foi significativo. Esse comunicado levou Peter Eisenman (um dos primeiros tutores e defensores de Koolhaas) a dizer em uma entrevista que "[Rem está] declarando seu fim: o fim de sua carreira, o fim de sua hegemonia, o fim de sua mitologia, o fim de tudo, o fim da arquitetura."
Nossos parceiros da Escola da Cidade compartilharam conosco o vídeo da palestra da arquiteta e pesquisadora portuguesa Ana Vaz Milheiro, que falou aos estudantes da graduação da Escola da Cidade sobre a Arquitetura Portuguesa atual e a falta de influência do arquiteto Rem Koolhaas sobre ela.
Da palestrante: No otimismo da abertura do século XXI, parecia possível que a presença da Casa da Música, um único objeto "koolhaasiano" na paisagem urbana da cidade do Porto, conseguiria alterar o curso da cultura arquitetônica portuguesa. Eduardo Souto de Moura e o estágio de Braga, inaugurado em 2004, funcionariam como contraponto.
O futuro luminoso da arquitetura portuguesa se inscrevia entre dois extremos: o vanguardismo radical da arquitetura centro-europeia versus o modernismo vernacular que vingou entre a cultura portuguesa e que Álvaro Siza representava. O vaticínio da crítica de arquitetura da época dependia naturalmente da estabilidade das condições existentes, situação que a crise econômica de 2008 haveria de alterar.
Videos
1,2,3 Group: Samuel Meyering, Rem Kolhaas, Frans Bromet, Rene Daalder, Jan de Bont. Cortesia de Rene Daalder. Via The Architecture Foundation
Antes de iniciar seus estudos de arquitetura na Architecture Association de Londres, Rem Koolhaas embarcou em uma breve carreira no cinema como membro do 1,2,3 Group, um grupo composto por cinco jovens que compartilhavam diferentes funções em frente e atrás das câmeras numa espécie de cinema anti-autoral.
O primeiro filme produzido pelo grupo surgiu da longa amizade de Rem com o roteirista e diretor Rene Daalder que, juntamente com Jan de Bont, Frans Bromet e Samuel Meyering, produziram o curta metragem 1,2,3 Rhapsody(1965), filme em que os membros do grupo desempenharam múltiplas funções, com Rem atuando como ator e operador de câmera em algumas sequências.
Em dezembro do ano passado, publicamos notícias da campanha Kickstarter de Tomas Koolhaas para financiar um documentário sobre seu pai, Rem Koolhaas. Bom, o documentário de Koolhaas, REM,não foi apenas totalmente financiado, mas também três generosos patrocinadores ofereceram 500 dólares cada um em troca de uma pergunta respondida diretamente pelo próprio Rem Koolhaas. O vídeo acima é o resultado dessas perguntas, nas quais Koolhaas é questionado sobre urbanismo nos Países Baixos em comparação com a Índia, ainda em desenvolvimento; e uma pergunta sobre como seus primeiros trabalhos como diretor e roteirista de cinema influenciaram sua carreira arquitetônica.
Assista o vídeo e sabia mais sobre as respostas de Koolhaas, a seguir.
O Presidente da República Popular da China, Xi Jinping, clamou por um fim aos "edifícios estranhos" que vêm sendo construídos na China, e particularmente na capital Pequim. Em um discurso de duas horas no simpósio de literatura que aconteceu recentemente em Pequim, Xi expressou sua opinião de que a arte deve servir às pessoas e ser moralmente inspiradora, citando projetos arquitetônicos como a Sede da CCTV, do OMA, como o tipo de edifício que não deveria mais ser construído em Pequim.
Com o boom da construção na China sendo um dos tópicos mais comentados na cena arquitetônica contemporânea - e com muitos escritórios ocidentais contando com seus extravagantes projetos para sustentar seus estúdios - os comentários do líder chinês têm o potencial de afetar o cenário da prática arquitetônica em nível global. Mas o que está por trás desses sentimentos? Leia a seguir para saber.
Videos
Cortesia de OMA; Fotografia de Philippe Ruault
O Taipei Performing Arts Center (TPAC) do escritório OMA, em construção desde 2012, foi o palco de uma cerimônia que contou com a presença do prefeito de Taipei Hau Lung-pin e os parceiros do OMA, Rem Koolhaas e David Gianotten. Mesmo em seu atual estado de construção, a forma rigidamente geométrica é claramente expressa pelo volume central que acomoda os três auditórios, dois cúbicos e um esférico.O projeto do TPAC é, em muitos aspectos, experimental, onde os vários auditórios flexíveis podem até ser combinados, gerando espaços de extraordinários que permitem performances que seriam impossíveis em qualquer outro teatro.
Antes da cerimônia nós conversamos com um dos responsáveis pela obra, David Gianotten, que explicou os conceitos do projeto e os desafios (ou melhor, a surpreendente falta deles) na construção, e nos disse: "você só irá entender quando o ver, é muito emocionante, nós encorajamos todos aqueles que amam arquitetura a vir até aqui e vê-lo porque é espetacular. "
Embora a prática profissional da arquitetura englobe um espectro muito amplo de atividades, frequentemente focamos no projeto de edificações voltado para a construção da obra, deixando para trás outras áreas que oferecem muitas oportunidades para os arquitetos. Neste infográfico, produzido pelo OMA para a exposição Monditalia da Bienal de Veneza, vemos como as atividades profissionais se distribuem em sub-áreas que incluem planejamento, paisagismo, projeto de interiores e estudos de viabilidade - uma relação que nos permite extrapolar os resultados e produtos que surgem desses países.
Clique no infográfico para vê-lo mais detalhadamente e revisite os projetos que já publicamos dos países representados.
“Elements of Architecture,” a exposição com curadoria de Rem Koolhaas na Bienal de Veneza 2014, investigou diversos componentes estruturais e técnicos da arquitetura como, por exemplo, pisos, paredes, portas, escadas e banheiros. Mas por que a luz não estava entre eles?
Meu manifesto pela inclusão da luz como elemento fundamental da arquitetura - a seguir.
O ArchDaily Brasil tem perguntado em suas entrevistas com diversos arquitetos "O que é Arquitetura?". É uma questão que poucos ou mesmo nenhum entrevistado respondeu sem hesitação ou dúvida. Entretanto, após muitas entrevistas, notamos um padrão: apesar de muitos iniciarem de forma semelhante, as respostas divergem de modo a expor a promessa da profissão. E não importa como a arquitetura é definida, a grande maioria dos arquitetos cultiva uma crença subjacente em sua capacidade de influenciar.
Quando a equipe do ArchDaily visitou a Bienal de Veneza e entrou no Pavilhão Central de Giardini, que abrigava a exibição Elements, nós a vimos como uma resposta dinâmica, imersiva e exaustiva para a questão "O que é Arquitetura?" Visitantes da Bienal são introduzidos à arquitetura através de seus elementos - as peças, partes e fundamentos que compreendem as edificações construídas ao redor do mundo.
Quando Rem Koolhaas escolheu focar em Elements, redigiu um texto (tanto no formato de livro quanto de exibição) que nos dá as ferramentas para entender o que é arquitetura e como ela evoluiu (ou estagnou). Mesmo que ele não tenha convidado os arquitetos a expôr projetos no sentido tradicional, vimos com olhos esperançosos a exposição Elements - é um percurso que pode ser visitado mais de uma vez e que oferece recursos aos atuais e futuros projetistas de nosso mundo construído para resolver os problemas que ainda estão por vir.
Veja a seguir imagens da exibição e leia o texto curatorial de Koolhaas.