Um espaço cultural de relevância internacional foi inaugurado esta semana, após uma década de obras. A Ópera de Xangai, projetada pelo escritório Snøhetta, abriu as portas ao público no dia 17 de outubro de 2026, às margens do Rio Huangpu, em Xangai, na China. Em um cenário de redução de investimentos na cultura em diversos países, o projeto surge como uma nova plataforma para o desenvolvimento das artes. A cobertura desta semana também trouxe matérias sobre patrimônios clássicos e modernos, planos para bienais internacionais e o reconhecimento de dois projetos por suas abordagens inovadoras na arquitetura. Em nosso radar da semana, destacamos uma exposição sobre o escultor italiano Costantino Nivola, novidades sobre o Projeto 1901 em Chicago e um novo pavilhão de acesso na Reserva Natural de Goois, nos Países Baixos.
A Green Field Factory da Karupannya Rangpur Limited, projetada pelo escritório Nakshabid Architects, foi anunciada como a vencedora do RIBA International Prize 2026. Desde 2016, o RIBA International Prize é concedido a "um edifício que demonstra pensamento visionário, originalidade, excelência de execução e faz uma contribuição singular para as pessoas que o utilizam, o entorno e as comunidades." Este ano, a Green Field Factory foi reconhecida por propor um modelo alternativo de projeto e operação industrial, desafiando os ambientes de trabalho tradicionais e criando novas oportunidades para as trabalhadoras. A lista de finalistas incluía outros três projetos: a renovação do Royale Belge em Bruxelas, Bélgica, por Caruso St John Architects em colaboração com Bovenbouw Architectuur e DDS+; a Z33 House for Contemporary Art em Hasselt, Bélgica, por Francesca Torzo Architetto; e a BRAC University em Daca, Bangladesh, projetada pelo escritório WOHA.
O Royal Institute of British Architects (RIBA) nomeou o Friendship Hospital em Bangladesh, projetado por Kashef Chowdhury/URBANA, como o vencedor do Prêmio Internacional 2021, premiação bienal que destaca projetos mundiais que "demonstram excelência em design e impacto social". O remoto hospital comunitário está inserido em uma paisagem ribeirinha e traduz as condições locais em seu desenho, criando um ambiente sereno em torno do elemento água. O júri elogiou o desenho atencioso e inovador dentro de um orçamento modesto, o uso do artesanato local e sua resposta resiliente ao clima.
Top left to right: Jeanne Gang (Credit: Saverio Truglia), Es Devlin (Credit: Jasper Clarke), Bottom Left to right: Rossana Hu (Credit: Thierry Coulon), Gustavo Utrabo (Credit: Renato Parada), Centre right: Odile Decq (Credit: Franck Juery). Image
O Royal Institute of British Architects anunciou o júri do seu RIBA International Prize 2020. Presidido pela arquiteta francesa Odile Decq, contará com a participação de Es Devlin, Jeanne Gang, Rossana Hu e o brasileiro Gustavo Utrabo.
É muito comum, nos dias de hoje, sentir-se extenuado pela enorme quantidade de informações que consumimos, tanto consciente quanto inconscientemente. No mundo da arquitetura não é diferente, é preciso dedicar-se para acompanhar o feed diário do ArchDaily e por isso mesmo, entendemos que nem sempre é possível estar a par daquilo que é notícia no mundo. Mas isto que à primeira vista parece ser uma infinita linha de produção arquitetônica, não necessariamente vem ao encontro das mais recentes preocupações em nossa disciplina, aquelas voltadas à economia e compartilhamento de recursos.
Esta reflexão generosa, à respeito de como e para quem estamos construído nossos edifícios e cidades, encontrava-se oculta em meio a produção massiva que definiu a arquitetura durante o século XX, mas algo estava nascendo, mesmo que em estado embrionário - algo que está se tornando cada dia mais evidente nos dias de hoje. Cada vez mais, arquitetos estão incorporando processos e estratégias de sustentabilidade e/ ou reuso adaptativo. Os mais tradicionais prêmios e reconhecimentos do mundo da arquitetura estão operando uma efetiva mudança de direção em nossa disciplina, chamando à atenção não mais apenas aos mesmos grandes nomes, mas também para pequenos escritórios de arquitetura espalhados pelo mundo, aqueles que têm nos apresentado uma nova maneira de pensar e conceber a arquitetura.
O estereótipo do arquiteto foi por muito tempo o da obsessão pelo ego e pela novidade. Praticamente um sinônimo de egocentrismo e originalidade. Por outro lado, atualmente estamos testemunhando uma mudança de rumo à partir da prática de milhares e milhares de jovens profissionais. Os projetos que foram notícia nesta última semana nos ensinam a repensar a arquitetura à partir da redução e da reutilização, transformando a maneira como concebemos à arquitetura no século XXI.
https://www.archdaily.com.br/pt/906653/destaques-da-semana-reduzir-reutilizar-repensarKatherine Allen
O projeto Moradias Infantis, dos escritórios brasileiros Aleph Zero e Rosenbaum, venceu o Prêmio Internacional RIBA 2018. Localizado em Formoso do Araguaia, no estado do Tocantins, o novo complexo escolar oferece acomodação para 540 crianças que frequentam a Escola Canuanã. O Prêmio Internacional RIBA é concedido a cada dois anos para um edifício que exemplifique a excelência em projeto e a ambição arquitetônica, além de proporcionar um impacto social significativo. Moradias Infantis foi reconhecido por sua visão em imaginar a arquitetura como uma ferramenta para a transformação social.
O Instituto Real de Arquitetos Britânicos (RIBA) anunciou a lista de quatro projetos finalistas na disputa pelo Prêmio Internacional RIBA de 2018. Um prêmio bienal aberto a qualquer arquiteto qualificado do mundo, o Prêmio Internacional busca nomear o edifício "mais inspirador e significativo" do mundo. Os critérios para consideração incluem a demonstração de “excelência em desenho, ambição arquitetônica e [entrega] de impacto social significativo”.
O Royal Instituto Britânico de Arquitetos (RIBA) revelou a Lista Internacional RIBA de 2018 - de edifícios na concorrência a um dos mais prestigiados prêmios de arquitetura do mundo, o Prêmio Internacional RIBA.
O prêmio bienal considera os novos e melhores edifícios do mundo concluídos nos últimos dois anos que exemplifiquem a "excelência em projeto, ambição arquitetônica e significativo impacto social". A lista deste ano possui 62 projetos de todo o mundo, mais que o dobro do número selecionado à lista do prêmio inaugural em 2016.