Convocatoria abierta: Premios Arquitectura 2021. Image Cortesía de Consejo Superior de los Colegios de Arquitectos de España
Com o objetivo de difundir o papel fundamental e transformador da arquitetura na melhoria da qualidade de vida e sua contribuição para a construção de um mundo melhor, o Conselho Superior dos Colégios de Arquitetos da Espanha (CSCAE) renova os reconhecimentos que concedia desde 1981 e apresenta a primeira edição dos Prêmios ARQUITECTURA.
Existe uma forma convencional de contar a história da arquitetura e da alimentação. Ela começa com a decisão humana de cultivar, armazenar, distribuir e consumir, e termina com o edifício que essa decisão produziu. Nessa versão dos fatos, o alimento é o pretexto e a arquitetura é a resposta.
Mas e se a história for diferente? E se o tomate tivesse construído Almería? E se o bacalhau tivesse redesenhado o Atlântico Norte? E se a soja estiver, neste exato momento, construindo um porto em Santos e, ao mesmo tempo, devastando uma floresta no Cerrado, sem que o/a arquiteto/a simplesmente tenha sido avisado/a? Trata-se da descrição de processos já concluídos, ou em andamento avançado, que produziram algumas das paisagens contemporâneas de maior impacto espacial. Grande parte do ambiente construído é moldada pelas pressões, metabolismos e ambições territoriais daquilo que comemos. Nisso, a arquitetura costuma ser menos um projeto e mais uma consequência — e a disciplina tem contado sua própria história pelo lado errado.
Plaza do Instituto de Tecnologia de Kanagawa / junya ishigami + associates. Imagem Cortesia de Junya Ishigami + Associates
O American Institute of Architects (AIA), organização profissional dedicada a apoiar profissionais da arquitetura e promover o avanço da área, anunciou a nomeação de 93 arquitetos/as ao seu College of Fellows. Essa distinção é concedida a pessoas que fizeram contribuições significativas para a profissão e para a sociedade. A classe deste ano inclui 83 arquitetos/as membros do AIA e 10 arquitetos/as internacionais que receberam o título de Membro Honorário (Honorary Fellowship). Os/as novos/as Fellows serão homenageados/as na AIA Conference on Architecture & Design 2025 (AIA25) em Boston.
O vomitório e sua finalidade constituem um dos equívocos mais comuns da história da arquitetura. Diz-se que o vomitório era uma sala adjacente aos banquetes romanos, onde os/as convidados/as podiam purgar socialmente o conteúdo de seus estômagos antes de retornar à festa com capacidade renovada. Embora essa teoria não seja inteiramente fictícia — já que se sabe que os romanos de fato praticavam a regurgitação habitual, possivelmente como um sinal de extrema riqueza —, não há motivos para acreditar que existisse um espaço específico dedicado a essa prática.
O uso original do termo "vomitório" — derivado da mesma raiz latina "vomere" (vomitar) — refere-se, na verdade, a um espaço que permite a um grande edifício esvaziar rapidamente seu conteúdo. Um vomitório, portanto, nada mais é do que um corredor. Trata-se, especificamente, de um corredor amplo e arterial que conduz a — ou provém de — um espaço público de grande capacidade, como um teatro, arena ou estádio, projetado com o objetivo de permitir que o maior número possível de pessoas entre ou saia do local o mais rápido possível. Um vomitório bem projetado, por exemplo, é essencial para procedimentos eficientes de evacuação de emergência. No entanto, mesmo no cotidiano, a capacidade de deslocar grandes volumes de público agiliza a rotatividade do espaço e proporciona uma experiência coletiva mais agradável.
Como é possível reduzir o consumo energético de nossas residências? Que estratégias em termos de projeto, materiais e/ou tecnologia podem ser desenvolvidas para alcançar o conforto interno e, ao mesmo tempo, combater a crise climática? Embora atingir a eficiência energética dependa, entre outros fatores, do estado de conservação das habitações, existem diversas estratégias voltadas para a implementação de energias renováveis, tecnologias de climatização, entre outras, que podem ser aplicadas levando em consideração as políticas governamentais, leis, regulamentos e normas de cada região.
O escritório Neri&Hu apresentou "Liminality", uma exposição multimídia selecionada por Lesley Lokko para a Exposição Internacional de Arquitetura em Veneza. A mostra fez parte da seção "Dangerous Liaisons" no Arsenale. Em resposta à declaração curatorial de Lokko, a exposição explorou o conceito de liminaridade, a "zona" entre a prática da arquitetura e a exploração teórica, e reuniu três projetos de reuso adaptativo desenvolvidos a partir de pesquisas sobre “nostalgia reflexiva, reformulação do vernacular e ruinofilia/artefato do futuro”.
No último dia 1º de junho, foi realizada a cerimônia de entrega do VI Prêmio Europeu AHI em Barcelona. Este reconhecimento, promovido pela Architectural Heritage Intervention, em colaboração com o Colégio de Arquitetos da Catalunha e apoiado pelo Departamento de Cultura da Generalitat de la Cataluña, pela Prefeitura de Barcelona e pela Região Metropolitana de Barcelona, nasceu da convicção de que, atualmente, o patrimônio arquitetônico não é apenas um elemento essencial de conhecimento, mas também um recurso socioeconômico vital para o desenvolvimento sustentável dos territórios.
O aumento do custo de vida representa um obstáculo significativo para os jovens que buscam um lugar para morar, ao mesmo tempo em que as gerações mais velhas enfrentam dificuldades para se estabelecer em ambientes confortáveis após a aposentadoria. Diante desses desafios comuns, uma solução recorrente vem ganhando força: o retorno à moradia familiar multigeracional.
Embora conceitos e empreendimentos de moradia compartilhada tenham sido adotados nos últimos anos, o envolvimento familiar vem se mostrando uma alternativa financeira, jurídica e emocionalmente viável.
O Ministério dos Transportes, Mobilidade e Agenda Urbana (Mitma) da Espanha divulgou a proposta vencedora do concurso para a seleção da curadoria e projeto expográfico do pavilhão espanhol na 18ª edição da Bienal de Arquitetura de Veneza, que estará aberta ao público de 20 de maio a 26 de novembro de 2023.
Os estudos sobre as mulheres começaram oficialmente na China no início da década de 1980. À medida que a sociedade se desenvolvia, as mulheres despertaram e passaram a assumir papéis de maior relevância. Embora já houvesse mulheres atuando na arquitetura há um século, Lin Huiyin só foi reconhecida como a primeira arquiteta do país na década de 1920, devido ao desenvolvimento tardio da profissão na China. Hoje, no entanto, cada vez mais arquitetas ocupam posições cruciais no setor.