Muitas vezes, como arquitetos, negligenciamos como os prédios que projetamos irão se desenvolver quando os entregamos às intempéries. Passamos tanto tempo tentando entender como as pessoas usarão o edifício que podemos esquecer como ele será danificado pelo tempo. É um processo inevitável e incerto que levanta a questão de quando um edifício está realmente completo; quando a peça final de mobília é movida para dentro, quando a telha final é colocada ou quando ele já passou anos a céu aberto deixando a natureza seguir seu curso?
Ao invés de piorar o edifício, as forças naturais podem contribuir para a integridade do material, suavizando e melhorando sua aparência inicial. É importante considerar os materiais após o processo de construção, para criar uma estrutura que só aumente em beleza ao longo do tempo. Para ajudá-lo a alcançar um edifício em evolução, reunimos seis materiais diferentes que envelhecem com dignidade.
Para os aficionados por Lego, o design de mobiliário atingiu um novo patamar. Criado por uma equipe de designers italianos, Stüda tornou realidade o sonho de móveis compatíveis com Lego. O mobiliário modular vem em uma variedade de cores e uma textura padronizada que permite afixar os famoso blocos de montar.
O concurso internacional de arquitetura Imagine Angers pediu aos arquitetos que criassem soluções inovadoras para um dos seis terrenos na cidade de Angers, na França. A empresa de arquitetura WY-TO e Crespy & Aumont Architectes, sediada em Paris, entrelaçou a paisagem natural com um estilo de vida contemporâneo para todas as idades em seu projeto vencedor, o Arborescence.
Atuando dentro de uma realidade ofuscada por arquitetos estrela, "entidades" conhecidas como "starchitects", será que realmente sabemos quem domina a indústria da arquitetura? Em muitos dos projetos assinados pelos grandes nomes da arquitetura, existe uma figura por trás conhecida como "arquiteto executivo", empresas que trabalham para viabilizar a construção dos grandes projetos, atuando do planejamento à obra.
Para ter uma visão de quais empresas de arquitetura têm mais impacto pela cidade de Nova Iorque, The Real Deal compilou, durante um período de seis anos (de 1 de janeiro de 2012 a 31 de janeiro de 2018) uma lista dos 30 escritórios com mais área construída em todas as cinco regiões da cidade. Na lista há alguns escritórios esperados, porém há também alguns ainda pouco conhecidos que merecem atenção.
Após o sucesso da Pascall + Watson com o projeto conceitual do Terminal de Chegada de 130 milhões de libras no Aeroporto de Stansted, a empresa foi selecionada para o programa de transformação de 600 milhões de libras esterlinas pela MAG (proprietários do Grupo de Aeroportos de Manchester do Aeroporto de Stansted). Como a demanda por viagens aéreas continua a aumentar, os planos da Pascall + Watson visam proporcionar uma maior escolha de companhias aéreas e destinos, aproveitando a capacidade da pista de pouso do aeroporto e apoiando o crescimento futuro.
Neste vídeo, os vloggers de arquitetura #donotsettle nos levam para dentro da "cidade museu" no mar, projetada por Ateliers Jean Nouvel: o Louvre Abu Dhabi. Filmado um mês após a abertura do museu em novembro passado, Kris Provoost faz um percurso que atravessa as galerias e chega na tão comentada cúpula entremeada.
A O-office Architects, empresa multidisciplinar com sede em Guangzou, tem se especializado em projetos remodelação de antigas estruturas, transformando-as e adpatando-as para o futuro. Seus fundadores, Jianxiang He e Ying Jiang, são conhecidos por explorar os limites da arquitetura contemporânea n China, como apresentado neste recente projeto no qual eles transformam uma antiga fábrica abandonada de Shenzhen em um novo centro cultural e comunitário.
Em entrevista concedida ao ArchDaily, os fundadores do O-office falam à respeito de sua prática e conceitos utilizados em projetos de remodelação dentro do atual contexto da arquitetura contemporânea na China.
O estúdio de arquitetura baseado em Toronto, Rounthwaite Dick and Hadley Architects (RDHA) foi selecionado como o destinatário do Royal Architectural Institute of Canada’s Firm Award de 2018. O prêmio anual reconhece empresas que demonstram excelência arquitetônica e design para uma melhor qualidade de vida abordando questões importantes na sociedade. O vencedor deste ano, RDHA, é uma das práticas mais antigas do Canadá, criada em 1919, e que recentemente sofreu uma renovação bem-sucedida para produzir o mais alto nível de projetos arquitetônicos.
O argumento, elaborado pelo historiador de arquitetura Charles Jencks na introdução de seu novo livro Postmodern Design Complete, de que os estilos pós-modernos nunca realmente deixaram a arquitetura parece mais preciso que nunca. O movimento do final dos anos 1970 que começou como uma reação aos cânones utópicos do modernismo retomou fôlego dentro do campo profissional, definindo o momento presente na cultura arquitetônica.
Isso levanta uma importante questão: qual é o movimento atual da arquitetura? E o que veio na sequência do pós-modernismo? Se é que houve algo, foi um grito lamurioso de "chega de pós-moderno", seguido por uma onda recente de "salve o pós-moderno", muito bem exemplificada pela recente movimentação para preservar o edifício AT&T de Philip Johnson da remodelação proposta pelo Snøhetta. Até Norman Foster se pronunciou, dizendo que embora nunca tenha sido um entusiasta do movimento pós-moderno, compreender sua importância na história da arquitetura. O pós-modernismo está retornando com todas as suas citações e o espalhafato que lhe são característicos.
Muitas crianças na África são obrigadas a suportar estudar em escolas com pouca ventilação, que podem superaquecer facilmente sob o sol africano. A proposta de WAYAiR para uma nova escola em Ulyankulu aborda a questão do clima e fornece uma "vila educacional" respeitando o patrimônio local e a identidade da cidade. WAYAiR é um grupo de educadores com ideias semelhantes que, nos últimos 25 anos, desenvolveram seu singular programa educacional em Poznan, na Polônia, usando uma abordagem baseada na arte e agora desejam compartilhar seus conhecimentos em todo o mundo.
Todos nós já ouvimos falar sobre os edifícios mais altos do mundo - estes feitos da engenharia moderna que definem cidades e transformam-se em façanhas da humanidade -, mas e aqueles projetos de arranha-céus mirabolantes que nunca chegaram a ser construídos? Em 2014, o Conselho sobre Edifícios em Altura e Habitat Urbano (CTBUH) divulgou um relatório listando aqueles que seriam os 20 edifícios mais altos do mundo se tivessem sido construídos (a lista é mantida atualizada no site). Constam nesta lista apenas edifícios considerados "incompletos", ou seja, quando a obras chegaram a ser iniciadas mas foram posteriormente interrompidas, sem nenhuma previsão de continuidade. Saiba mais sobre aqueles que possivelmente seriam os 10 edifícios mais altos do mundo em 2018.
Foram oito longos e prósperos anos desde que a primeira parte do High Line foi inaugurada em 2009. Como uma peça proeminente da identidade arquitetônica e urbana de Nova Iorque, não é de se admirar que tenha sido premiado com o Harvard GSDVeronica Rudge Green Prize in Urban Design, que reconhece os esforços contínuos dos Friends of the High Line para sua adaptabilidade ao contexto em mudança do parque e seu apoio desde o início pela excelência projetual.
O júri foi particularmente tocado pelo projeto multidisciplinar entre James Corner Field Operations, Diller Scofidio + Renfro e Piet Oudolf, abrangendo os domínios público e privado como modelo de design colaborativo. Também foi comentado sobre a relevância social e política do High Line para salvar um pedaço da história americana da ruína e interagir através de programas de divulgação da comunidade e uma disseminação mais ampla para cidades em todo os EUA.
O fotógrafo de arquitetura Marc Goodwin vem registrando nos últimos anos diferentes espaços de trabalho de escritórios de arquitetura de todo o mundo, de Londres e Paris, a Pequim e Escandinávia. Agora, Goodwin compartilhou conosco sua série de Barcelona, que mostra onde trabalham arquitetos como Rocardo Bofill e Fermin Vazquez.
Em um mundo onde a tecnologia ocupa a linha de frente de nossas vidas, é difícil imaginar que muitos dos empregos de hoje em dia não existiam há 10 anos; motoristas de uber, gerentes de redes sociais, desenvolvedores de aplicativos e até o trabalho de um editor do ArchDaily pareceriam ideias abstratas num passado bastante próximo. À medida que a tecnologia avança, mais postos de trabalho serão criados, enquanto outros serão deixados para trás, dando margem a especulações sobre o que virá a seguir.
É quase impossível prever o futuro, mas a agência digital AKQA e a Mish Global tentaram o impossível e vislumbraram vários empregos potenciais no setor de arquitetura e construção em 2030, a partir das inspirações de várias apresentações do Fórum Econômico Mundial. Com a velocidade das mudanças na última década, esses novos empregos não parecem muito longe da realidade.
Conheça um pouco da obra e da mente de Fumihiko Maki com o mais recente vídeo da série Time-Space-Existence, produzido pela PLANE—SITE. Cada vídeo foca em diferentes princípios que norteiam a produção de renomados arquitetos. Maki é conhecido por suas experimentações com materiais e por buscar a fusão das culturais oriental e ocidental.
Devido ao cenário político constantemente agitado e aos recorrentes tumultos socio-econômicos, o povo eslovaco esteve repetidamente desprovido de liberdade ao longo de sua história. Após à Primeira Guerra Mundial, a Eslováquia foi um dos países forçados a fazer parte do então Estado Comum da Checoslováquia, a qual seria posteriormente invadida e desmembrada pelo regime nazista em 1938 para finalmente ser incorporada pela União Soviética em 1945 [1]. A arquitetura eslovaca durante o período socialista é uma manifestação única do pós-modernismo que celebra a intensa industrialização do país na época.
O fotógrafo de arquitetura Stefano Perego fez uma extensa documentação da singular arquitetura eslovaca do período compreendido entre os anos 60 e 80 e compartilhou o resultado com o ArchDaily.
Ao longo dos últimos meses, testemunhamos um considerável aumento na construção de grandes estruturas de madeira ao redor do mundo. Algumas alegam ser a maior ou a mais alta enquanto que outras defendem ser uma nova tipologia de edifício de madeira; o projeto do The Dutch Montains por exemplo, foi recentemente anunciado como o que será o maior edifício de madeira do mundo. A empresa Moelven Limtre é uma das principais propulsoras destas transformações na industria da construção civil, fazendo com que a madeira seja cada vez mais utilizada também como um elemento estrutural de compressão. O diretor da companhia, Rune Abrahamsen, foi o responsável pela construção do atual edifício mais alto do mundo construído em madeira, o "Treet" na cidade de Bergen com 51 metros de altura. Agora, o desafio encarado pela construtora é o Mjøstårnet, um edifício de madeira que atingirá uma impressionante altura de 81 metros.
Graças a Art Jameel, uma organização artística sem fins lucrativos do Oriente Médio, um novo distrito de artes será construído em Jeddah, na Arábia Saudita. Desde a coroação do príncipe Mohammad bin Salman, a Arábia Saudita mudou o foco do petróleo para as artes e a tecnologia, e o novo centro artístico multidisciplinar Hayy, de 17.000 metros quadrados, é um passo na direção certa.