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União Soviética: O mais recente de arquitetura e notícia

O futuro como propaganda: a arquitetura soviética no Cazaquistão e o imaginário de uma nova era

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Praticamente todos os livros de história registram 1961 como o ano em que a humanidade chegou pela primeira vez ao espaço, um feito que colocou a União Soviética no centro da corrida espacial. O que nem todos sabem é que a jornada de Yuri Gagarin começou em um lugar aparentemente improvável, mais precisamente no Cazaquistão. Do Cosmódromo de Baikonur, Gagarin partiu para além da Terra, inaugurando não apenas uma nova era de exploração espacial, mas também uma história de tecnologia e ambição que transformaria essa paisagem.

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Entre Memória e Matéria: Por dentro da obra do escritório uzbeque ARC Architects

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Diante da transformação das cidades do Uzbequistão, o escritório ARC Architects desenvolve uma arquitetura que busca conectar o passado ao presente. Fundado em 2017 por Bobir Klichev, o estúdio surgiu da comunidade de arquitetura de Bucara e permanece estreitamente conectado às particularidades culturais e climáticas do país. Com escritórios em Tashkent e Bucara, o ARC combina minimalismo e referências étnicas para desenvolver uma linguagem contemporânea enraizada em seu contexto.

Em vez de reproduzir uma imagem tradicional da arquitetura uzbeque, o estúdio busca compreender como essa herança pode ser reinterpretada hoje — um exercício que dialoga necessariamente com as camadas históricas sobrepostas que atravessam o país. Durante séculos, cidades como Samarcanda e Bucara foram importantes centros comerciais e culturais da Ásia Central. Sua arquitetura desenvolveu-se em torno de pátios internos e ruelas estreitas, conformando tecidos urbanos nos quais as edificações e os espaços coletivos são indissociáveis.

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Estados concretos: o legado habitacional da era soviética

Quando as cidades crescem, com suas populações em expansão, a habitação torna-se um componente essencial do caráter urbano das metrópoles. Experimentos habitacionais têm sido espalhados por governos em todo o mundo, com diferentes resultados e, sem dúvida, opiniões divergentes. Os conjuntos habitacionais da era soviética da Europa central e oriental são particularmente interessantes a esse respeito.Esses projetos de habitação em massa foram descartados e vistos como gigantes monstruosidades. O legado deles é mais complicado do que isso.

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As influências orientais que moldaram a arquitetura soviética na Ásia Central

Após o fim da Segunda Guerra Mundial e com a clamorosa vitória dos Aliados sobre a Alemanha Nazista, a União Soviética se consolidou como uma das principais potências emergentes junto aos Estados Unidos, ampliando seu limites e expandindo sua influência e domínio sobre um vasto território da Europa Central à Ásia. Ao longo da segunda metade do século XX, em um período marcado por uma vaidosa disputa ideológica contra os EUA, a União Soviética utilizou a arquitetura como uma ferramenta para estabelecer uma aparente uniformidade e concordância sobre um território ocupado extremamente diverso e policromático. Neste contexto, procurava-se combater as especificidades locais em favor da supremacia de uma nova sociedade unificada e homogênea. No entanto, na prática, a arquitetura se mostrou suscetível a adaptações e influências locais—principalmente nos distantes territórios ocupados pela URSS na Ásia Central. Dito isso, este artigo ilustrado com fotografias de Roberto Conte e Stefano Perego procura analisar as especificidades e desdobramentos da arquitetura soviética em um território historicamente excluído das principais narrativas modernas, revelando todas as nuances de seu patrimônio construído e a variedade de tons de suas paisagens urbanas.

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Série fotográfica mostra a arquitetura soviética fossilizada da Bielorrússia

A história do que é agora a República da Bielorrússia é turbulenta. O país fez parte do Império Russo, ocupado pelos alemães durante as duas Guerras Mundiais, dividido entre a Polônia e a União Soviética, tendo, finalmente,declarado sua independência em 1991. Embora a Bielorrússia seja agora uma nação independente, é também um pais isolado que se manteve inalterado desde a década de 1990, sendo amplamente visto como uma espécie de lapso temporal, a janela mais conservada para a vida na antiga União Soviética.

O fotógrafo Stefano Perego documentou recentemente o legado soviético pós-guerra da arquitetura da Bielorrússia dos anos 60-80 e compartilhou conosco suas fotografias. Veja-as a seguir.

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A realidade suspensa da arquitetura socialista da Coreia do Norte pelas lentes de Raphael Olivier

A Coreia do Norte é um dos poucos países ainda em regime comunista, e provavelmente o mais isolado e desconhecido do mundo. Este é o resultado da filosofia Juche -- um sistema político baseado na autossuficiência nacional que é parcialmente influenciada por princípios marxistas e leninistas. 

Nos últimos anos, no entanto, o país diminuiu as restrições aos turistas, permitindo o acesso a um número limitado de visitantes. Na série fotográfica “North Korea – Vintage Socialist Architecture", o fotógrafo francês Raphael Olivier retrata o patrimônio arquitetônico de Pyongyang. Conheça a capital do país pelas lentes de Olivier, a seguir.

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Imagens de drones revelam as geometrias ocultas do modernismo soviético

Embora o dogma-histórico do modernismo pareça um ajuste perfeito para o rompimento da União Soviética com suas tradições, a história arquitetônica da URSS foi um pouco mais complexa. O socialismo neoclássico de Stalin substituiu o apogeu do construtivismo na União Soviética, apenas para ser, por sua vez, substituído por um retorno ao modernismo sob a liderança de Khrushchev, facilitado por uma abertura ao Ocidente. Os fotógrafos de arquitetura Denis Esakov e Dmitry Vasilenko recentemente utilizaram um drone para capturar imagens de várias estruturas marcantes do retorno da era-Khrushchev ao modernismo, mostrando como estas vistas aéreas reforçam suas geometrias e formas racionais. Até o recente advento dos drones, agora disponíveis comercialmente, estas imagens foram vistas apenas por arquitetos e oficiais que estudavam as plantas. Mesmo assim, o fotógrafo observa que estas formas metódicas devem ter sido muito atraentes para os oficiais estaduais encarregados da realização estética de Khrushchev.

As fotografias, tiradas em Moscou e seus arredores, incluem obras de vários arquitetos soviéticos proeminentes. A longa carreira de Leonid Pavlov durou todo o espectro de estilos arquitetônicos patrocinados pelo Estado, começando como um construtivista, até projetos mais historicistas sob a liderança de Stalin, antes de emergir como um dos mais proeminentes modernistas do pós-guerra na União Soviética. Da mesma forma, o trabalho de Yuri Platonov recebeu grande reconhecimento do Estado, o que lhe valeu o título de "arquiteto do Povo da URSS", bem como prêmios: a Medalha de Prata da Academia de Artes da URSS, o Prêmio de Estado da URSS e o Prêmio Estatal da Rússia.

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Em foco: Konstantin Melnikov

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via melnikovhouse.org

Conhecido pelos projetos do Clube de Operários Rusakov e de sua própria casa, o arquiteto e pintor russo Konstantin Melnikov (3 de agosto de 1890 - 28 de novembro de 1974) apenas recentemente recebeu o reconhecimento que merecia. Rejeitado pelo establishment arquitetônico da União Soviética, terminou sua carreira na arquitetura apenas uma década após tê-la iniciado, retornando à pintura e deixando um legado de poucas obras concluídas.

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