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Mobilidade: O mais recente de arquitetura e notícia

Rodovias urbanas: Por que algumas cidades se desfazem delas?

Trinta mil metros quadrados livres para novos usos urbanos, um viaduto a menos e apenas uma via de automóveis para cada sentido. É isso que se vê desde o início de março na Avenida Sabino Arana, em Bilbao (Espanha), depois que as autoridades demoliram parte da estrada, que era uma das principais vias de acesso à cidade, para (futuramente) gerar espaços mais agradáveis e adequados à escala dos habitantes.

Embora ainda não esteja definido o destino do terreno onde antes estava o viaduto, a Prefeitura de Bilbao anunciou que promoverá consultas públicas com os cidadãos para discutir ideias sobre os usos do novo espaço urbano. Até o momento já foram apresentadas propostas para a construção de um bulevar e um parque infantil.

Este é mais um exemplo dos esforços empreendidos por algumas cidades para oferecer mais espaços seguros e de qualidade para pedestres e veículos não motorizados. A substituição de rodovias e outras infraestruturas voltadas para o transporte individual motorizado (frutos de políticas rodoviaristas) por espaços públicos agradáveis, seguros e pensados para a escala das pessoas é o tema tratado pelo Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento (ITD ) e pela Embarq na publicação "A Vida e Morte das Estradas Urbanas".

40 mil vagas de estacionamento deixarão de existir para dar lugar a ciclovias em São Paulo

Em vista da extinção de cerca de 40 mil vagas de estacionamento na cidade de São Paulo, o prefeito Fernando Haddad afirmou, nesta última quarta-feira, que as vagas de automóveis não farão falta para a cidade e tampouco atrapalharão o transito da maior cidade do país.

A medida prevê que as milhares de vagas de estacionamento dêem lugar a construção de ciclovias e ciclofaixas, uma iniciativa que, segundo o prefeito, tirará São Paulo do século XIX e lhe garantirá um lugar no século XXI.

Cinco soluções alternativas de mobilidade urbana

O teleférico urbano mais longo do mundo, redes de escadas rolante instaladas ao ar livre, um funicular que funciona como um metrô e um bonde suspenso que está em funcionamento desde 1903 são alguns dos exemplos que têm solucionado os problemas de mobilidade das pessoas em setores de difícil acesso, diminuindo o tempo de viagem e tornando os percursos mais atrativos.

Dos cinco casos que lhes apresentamos, dois são sul-americanos. Conheça-os a seguir. 

Iniciativa propõe placas de orientação para pedestres em Porto Alegre

Ex-alunos do Colégio Farroupilha, de Porto Alegre - RS, juntamente com a organização Shoot the Shit, elaboraram e instalaram uma série de placas de sinalização que auxiliam os pedestres a se locomover na capital gaúcha.

As placas mostram a distância até importantes lugares da cidade - como o Parque da Redenção, o Hospital de Clínicas, o Parque Marinha, ícones de Porto Alegre - além de contar com um código QR, que pode ser escaneado através de um smartphone, fornecendo outras informações aos pedestres.

Bicicletas públicas de NY: Primeiras avaliações após um ano de funcionamento

No final de maio, o sistema de aluguel de bicicletas públicas de Nova York, o Citi Bike, completará um ano de funcionamento, período suficiente para realizar as primeiras avaliações em relação ao seu uso.

E isto foi o que fizeram três pesquisadores das universidades de Columbia e Nova Yorkbuscando saber se os ciclistas que mais usam o sistema tem um convênio casual (diário ou semanal) ou anual, os horários em que se alugam mais bicicletas e quais são alguns dos locais mais trafegados da cidade. 

Câmara dos Vereadores de São Paulo aprova mudanças no Plano Diretor Estratégico

Câmara dos Vereadores de São Paulo aprova mudanças no Plano Diretor Estratégico - Imagem de Destaque
© Romullo Baratto

Após ter sido aprovada pela Comissão de Política Urbana de São Paulo no dia 24 de abril, a proposta de substitutivo do Plano Diretor Estratégico foi aprovada nesta quarta-feira, 30 de abril, pela Câmara dos Vereadores de São Paulo com 46 votos favoráveis contra dois contrários.

Momentos antes da votação, mais de 3.000 manifestantes que reivindicavam a aprovação do plano como forma de se avançar na discussão sobre a política urbana da cidade. Em face dessas manobras regimentais, os ânimos se inflamaram e a polícia reagiu, mais uma vez, de forma abusiva sobre manifestações públicas, tentando conter manifestantes que protestavam pelo seu direito à cidade com bombas de gás e violência.

A proposta da gestão Fernando Haddad (PT) será levada a segunda e definitiva votação, que deve ocorrer até o final do mês de maio.

Leia a seguir o manifesto do Movimento pelo Direito à Cidade no Plano Diretor:

Espaço Público e Mobilidade fundamentam palestras no XX CBA

Aproxima-se um dos momentos mais esperados do XX Congresso Brasileiro de Arquitetos (XX CBA) – que acontece neste mês, de 22 a 25 de abril, em Fortaleza, no Centro de Eventos do Ceará. Com nove importantes nomes da arquitetura, do Brasil e de outros países, o grupo temático “Espaço Público e Mobilidade” promete enriquecer o debate sobre o direito à cidade, na perspectiva do planejamento urbano. As inscrições com valores especiais seguem até o dia 11 de abril e se aplicam a estudantes, sócios do IAB e para grupos.

Como Groningen impulsionou o uso da bicicleta como transporte urbano

A boa reputação das cidades europeias em relação à cultura da bicicleta é o resultado de vários fatores que se combinam, entre eles, a motivação cívica e a vontade política para promover a bicicleta como meio de transporte eficiente, que afeta positivamente a qualidade de vida nas áreas urbanas.

Neste sentido, Groningen, no norte da Holanda, é um dos vários exemplos europeus notáveis ​​nesse panorama. Nesta cidade não existem apenas mais bicicletas do que carros, mas também, mais bicicletas do que pessoas. A cidade implementou uma política pública favorável ao uso da bicicleta nos anos 70 que continua até hoje.

Mais informações a seguir

Ciclo Vida CCS: simulações do sistema de transporte público cicloviário em Caracas

Caracas, a capital da Venezuela, realizou há alguns meses uma simulação do sistema de transporte público de bicicletas: o CicloVidaCCS, uma rede gratuita e complementar à mobilidade de ônibus e metrô.

As bicicletas públicas estão incluídas no Plano Estratégico Metropolitano de Caracas 2020, sua inclusão é uma primeira abordagem para mapear, identificar e obter dados relevantes através da pesquisa direta com os cidadãos, verificando a receptividade para o uso da bicicleta na cidade como um meio de transporte urbano.

Metrô de Xangai passa a ser o primeiro do mundo com mais de 500 km

No início deste ano a cidade chinesa de Xangai atingiu a impressionante marca dos 500 quilômetros de linhas subterrâneas de transporte coletivo. O metrô da cidade, com pouco mais de vinte anos de existência, transporta diariamente cerca de 7 milhões de passageiros.

A abertura das linhas 12 e 16 será seguida por outros 230 quilômetros nos próximos anos, extensão superior a toda a linha de metrô de Paris.

Enquanto Xangai atinge esta semana 567 quilômetros de trilhos em operações, Londres tem 400 quilômetros, e Nova Iorque, 337 quilômetros. Já o metrô de São Paulo, maior rede do Brasil, tem apenas 74 quilômetros de extensão.

II Fórum Mobilize Brasil

O II Fórum Mobilize Brasil reúne especialistas para discutir os desafios de construir cidades com menos carros, mais transporte coletivo, passeios públicos e vias para bicicletas. Evento ocorre em 12 de abril, em São Paulo. Inscrições gratuitas.

Os avanços e desafios de Medellín e sua região metropolitana para uma mobilidade mais sustentável

Este texto procura destacar alguns elementos sobre os quais Medellín e sua área metropolitana vêm trabalhando nos últimos anos na busca de uma mobilidade mais sustentável. Também são indicadas algumas tarefas que ainda precisam ser melhor desenvolvidas.

Medellin está em processo de consolidação de um grande sistema de infraestrutura e gestão da mobilidade. Este é o resultado de um complexo trabalho inter-institicional, multimodal e urbano que tem priorizado a eficiência energética de veículos e de novas tecnologias de informação. No entanto, apesar de alguns progressos, novas iniciativas públicas e privadas precisam ser implementadas para complementar as já existentes.

IAB Campinas realiza o seminário "Cidades Compactas"

O IAB-SP, núcleo Campinas, promove nesta terça-feira, dia 7 de maio, às 14h, o seminário "Cidades compactas: Habitação, Mobilidade e Sustentabilidade", com o objetivo de ampliar a discussão do tema para a 5a. Conferência das Cidades, que será realizada em Brasília entre os dias 20 e 24 de novembro deste ano. A abertura será feita pelo prefeito de Campinas, Jonas Donizetti, e pelo secretário municipal de Planejamento e Desenvolvimento Urbano, Ulysses Semeghini. O presidente do IAB Nacional, Sérgio Magalhães, fará palestra sobre o tema, seguida por um debate entre os arquitetos e diretores do IAB Campinas, Maxim Bucaretchi (PUCC) e Luis Antonio Jorge (USP), além do arquiteto Fuad Cury (Secovi).

O plano de Hamburgo para eliminar o uso do automóvel nos próximos 20 anos

Cerca de 40% da área de Hamburgo, a segunda maior cidade da Alemanha, é coberta com áreas verdes, como cemitérios, centros esportivos, jardins, parques e praças. Para uni-los em conjunto com passeios e ciclovias, a cidade lançou o plano Rede Verde, que tem como objetivo eliminar a necessidade de automóveis para o deslocamento das pessoas nos próximos 20 anos.

Pela localização dos espaços verdes na cidade, o projeto seria o primeiro a conectar essas áreas que não estão no centro da cidade e que, segundo Angelika Fritsch, ajudaria na "criação de um sistema integrado."

Mais detalhes a seguir.

“Kutsuplus”: Um novo tipo de transporte público na Finlândia

Helsinki, a capital da Finlândia, acaba de implantar um novo sistema de transporte público mais personalizado, chamado Kutsuplus, que apesar de ser mais caro que andar de ônibus, é mais barato do que pegar um táxi, e contribui com a diminuição da quantidade de carros nas ruas.

Este sistema, criado pela Autoridade de Transporte Regional de Helsinki (HSL) transporta até nove passageiros em um ônibus de tamanho reduzido em comparação aos convencionais. Cada pessoa pode solicitar uma viagem a partir de um aplicativo para celulares de Kutsuplus e escolher o ponto onde embarcar, dentro de alguns locais preestabelecidos.

Mais informação na continuação.

A Mobilidade que não depende do Transporte

Há algumas semanas tive a oportunidade de assistir a um curso lecionado por Carme Miralles, doutora em urbanismo e especializada em temas de Mobilidade, Transportes e Sustentabilidade vinculada a estes assuntos. Uma das particularidades dos estudos que ela tem realizado diz respeito à compreensão da mobilidade como transformador social e urbano, deixando de anteceder a figura dos meios de transporte como objetos de estudo, mas compreendendo a mobilidade a partir da soma dos deslocamentos que fazem autonomamente todos os indivíduos.

Quais são os pontos chaves da solução do problema do transporte das cidades, que não dependem dos modais de transporte?

A transformação da percepção de como lidar com a questão da mobilidade na cidade torna pertinente uma análise dos fatores que permitem, a partir do território urbano, responder às necessidades de uma cidade com deslocamentos cada vez maiores.

Debate “As Cidades Somos Nós – Corredor Transbrasil”, no Rio de Janeiro

O Instituto de Arquitetos do Brasil do Rio de Janeiro (IAB-RJ), em parceria com o Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento Brasil (ITDP), promove o debate “As Cidades Somos Nós – Corredor Transbrasil”, que acontecerá na Escola Nacional de Botânica Tropical (Solar da Imperatriz), no Jardim Botânico, Rio de Janeiro, no dia 18 de setembro, das 9h às 18h.

O debate, que visa a ampliar as discussões sobre desenvolvimento urbano, mobilidade e transporte sustentável, é aberto ao público, e a participação deve ser confirmada até o dia 15 de setembro através do email seminario@itdp.org.

115 anos sem carros: o caso da Ilha Mackinac, EUA

“O uso de carruagens sem cavalos é proibido dentro dos limites da aldeia de Mackinac”. Com essa simples frase, as autoridades da Ilha Mackinac, uma pequena cidade do Estado de Michigan (EUA), aprovaram em 1898 uma lei que proíbe o uso de automóveis. Desde então se passaram 115 anos, e até hoje seus habitantes não sentem a necessidade de modificar esta situação.

Na verdade, esta restrição tem motivado as pessoas a deslocarem-se a pé, de bicicleta ou em carroças puxadas por cavalos típicos do início o século XX, causando a sensação de que o tempo não passou naquela ilha.

Mais detalhes a seguir.