Concluído em 2020, em meio à pandemia,ANOHA- The Children’s World, projetado por Olson Kundig para o Museu Judaico de Berlim, está finalmente abrindo suas portas para o público. O projeto reinterpreta o mito da Arca de Noé e promove o conceito e as ideias de uma instalação semelhante construída no Skirball Cultural Center em Los Angeles, desenvolvida pelo escritório então chamado Olson Sundberg Kundig Allen. Mais do que uma experiência espacial, o projeto é um lugar de imaginação e brincadeira que materializa uma fábula universal, oferecendo um ambiente inclusivo para crianças.
Intitulado Who is We?, o Pavilhão dos Países Baixos na 17ª Exposição Internacional de Arquitetura - La Biennale di Venezia desconstrói conceitos normais de espaço, visualizando o que muitas vezes é esquecido por trás das estruturas que tipicamente definem os espaços urbanos. Com curadoria de uma equipe liderada por Francien van Westrenen, o pavilhão permanece em exibição até 21 de novembro de 2021.
“Quando usamos um banheiro, embora fechemos a porta ao entrar, nunca estaremos sozinhos. Muito pelo contrário. Ao adentrar nesse espaço, nos embrenhamos em uma rede de diferentes corpos, infraestruturas, ecossistemas, normas culturais e códigos sociais”. Embora banheiros sejam muitas vezes negligenciados, tratados apenas como uma infra-estrutura banal e necessária, eles são, na verdade, um território onde questões de gênero, religião, etnia, higiene, saúde e também economia são claramente definidas e expressas. Pensando nisso, Matilde Cassani, Ignacio G. Galán, Iván L. Munuera e Joel Sanders desenvolveram o projeto de dois pavilhões para a 7ª Mostra Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza, nos quais eles exploram o banheiros como um território de disputas políticas e sociais.
Intitulado “To Gather: the Architecture of Relationships”, o pavilhão de Cingapura para a 17ª Exposição Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza, explora as diferentes maneiras como os cingapurianos se apropriam dos espaços públicos em sua pequena cidade-estado. Com curadoria da Universidade Nacional de Cingapura (NUS), o pavilhão será aberto visitação no próximo dia 22 de maio, dia em que se inaugura a 17ª Bienal d Arquitetura de Veneza.
José Adrião. Douradores Apartments Lisbon | 2013–2020. Photo by Nuno Almendra, 2020
"A casa está entre os primeiros conceitos compartilhados pela sociedade e pela arquitetura", refletem André Tavares e Pippo Ciorra, curadores da exposição At Home: Projects for Contemporary Housing [Em Casa. Projetos para Habitação Contemporânea], em cartaz na Garagem Sul do Centro Cultural Belém, em Lisboa. A mostra, que é um desdobramento de outra anteriormente realizada no Museu MAXXI de Roma, reúne peças do acervo da instituição italiana e busca cruzamentos com a produção portuguesa contemporânea. Seu objeto de interesse – a casa, o lar – nunca esteve tão em destaque como agora.
Reunindo habitações de diferentes escalas, contruídas em contextos diversos a partir de métodos e técnicas variados, projetadas por arquitetos italianos, portugueses e internacionais, a mostra agrupa trios de projetos a partir dos quais é possível tecer relações que extrapolam geografias e materialidades e oferecem combustível para pensarmos o que será das habitações do futuro, como serão as casas de amanhã.
Tivemos a oportunidade de conversar com Tavares e Ciorra sobre a exposição, suas motivações e as expectativas com a abertura da mostra no espaço físico da Garagem Sul. Leia a seguir.
Para a 17ª Mostra Internacional de Arquitetura La Biennale di Venezia, o Pavilhão da Finlândia revisita um momento da história local em que uma crise de refugiados levou a novas formas de construção e reconfiguração do espaço doméstico, que acabou influenciando diferentes lugares do mundo. Intitulada New Standards, a exposição com curadoria de Laura Berger, Philip Tidwell e Kristo Vesikansa apresenta a história de Puutalo Oy, uma empresa especializada em edificações pré-fabricadas de madeira que estabeleceu novos padrões para o design residencial no século XX e criou a exportação arquitetônica mais difundida da Finlândia.
Hotel Al Yamamah, Riade. Imagem Cortesia do Arquivo Nacional de Fotografias Históricas, Biblioteca Nacional King Fahad
Intitulado Acomodações, o Pavilhão da Arábia Saudita na 17ª Bienal de Arquitetura de Veneza se propõe a analisar encontros sociais e espaciais de hospedagens e casas no território saudita, lugar onde histórias, protocolos e gestos estão entrelaçados. Com curadoria de Hussam Dakkak, Basmah Kaki, e Hessa AlBader, junto com os curadores de Brooklin, Uzma Z, Rizvi e Murtaza Vali, a exposição irá acontecer de 22 de Maio a 21 de Novembro de 2021.
Intitulado “Oræ — Experiences on the Border”, (oræ, que em latim que significa “fronteiras”) o pavilhão suíço para a 17ª Bienal de Arquitetura de Veneza explora as diversas dimensões de um país de muitas fronteiras, investigando desde questões territoriais a assuntos políticos. Concebido por uma equipe multidisciplinar de arquitetos e artistas da cidade de Genebra, entre eles Mounir Ayoub e Vanessa Lacaille do escritório Laboratoire d'Architecture, o cineasta Fabrice Aragno e o escultor Pierre Szczepanski, o pavilhão apresenta uma série de projetos participativos desenvolvidos ao longo das fronteiras da Suíça, os quais evidenciam a diversidade do território helvético, de seus habitantes, da sua arquitetura e muito mais.
Com o título de Composite Presence [Presença Composta em tradução literal],o pavilhão belga da 17ª Exposição Internacional de Arquitetura - A Bienal de Veneza, irá explorar a complexa relação entre arquitetura e as cidades de Flandres e Bruxelas, a partir do tema "a memória como uma prática arquitetônica". Com curadoria de Bovenbouw Architectuur, em colaboração com o Flanders Architeture Institute, o pavilhão nacional estará aberto para visitas de 22 de maio a 21 de novembro de 2021.
Após extenso processo de renovação, o escritório Skidmore, Owings & Merrill (SOM) concluiu o projeto de reforma do mirante da Willis Tower e inaugurou uma nova exposição interativa mostrando como a arquitetura moldou a identidade de Chicago ao longo da história.
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Berlim, Alemanha. Foto de Adam Vradenburg, via Unsplash
Reunimos uma seleção de exposições online sobre urbanismo — disponíveis gratuitamente no Google Arts & Culture —, sobre a história do desenvolvimento de grandes cidades ao redor do mundo. Confira a seguir:
https://www.archdaily.com.br/pt/958974/12-exposicoes-virtuais-gratuitas-sobre-cidades-e-urbanismoAnthony Ling e Gabriel Lohmann
Seja por um esforço de propor uma retrospectiva do passado, um apanhado de produções do presente ou um conjunto de perspectivas futuras (sem descartar, no entanto, a série de possibilidades que permeiam esses recortes temporais), as exposições de arquitetura e urbanismo têm contribuído ao longo das décadas para lançar questões importantes acerca dos caminhos das cidades e de tudo aquilo que as compõem. Acessíveis a um público amplo, que não necessariamente tem formação na área, esses eventos proporcionam ambientes favoráveis para explorar uma imaginação coletiva em torno do futuro da arquitetura e das cidades.
Portugal é um país de dimensões singelas, população pouco numerosa, mas um profundo legado no campo da arquitetura, sobretudo a produzida a partir de meados do século XX, que dispensa a necessidade de citar aqueles nomes que se destacaram no contexto do modernismo. Sua produção contemporânea, contudo, também merece atenção – e não apenas pelo virtuosismo com que projetam e constróem estes jovens profissionais do Porto, Lisboa e outras localidades, mas por tensionarem os limites de nosso campo disciplinar, na prática e na teoria.
Um exemplo destes escritórios e coletivos que se situam num território entre campos é a Architectural Affairs, liderada pela arquiteta Andreia Garcia. Fundado no Porto em 2016, o grupo lida com a prática arquitetônica a partir de três dimensões – o projeto, a curadoria e a editoração – e vem sendo reconhecido com diversos prêmios nacionais e internacionais. Dentre seus trabalhos mais recentes, Andreia Garcia e o Architectural Affairs ficaram a cargo da curadoria da Bienal de Arte Contemporânea da Maia’19 e da exposição em homenagem aos 20 anos de carreira de Fernando Guerra, na Roca Lisboa Gallery.
O prédio do Virtual Museum of Art, o primeiro museu totalmente digital do mundo. Foto: Divulgação
Em um ano profundamente marcado pelas relações virtuais, uma temporária supressão dos espaços públicos das cidades e uma profusão de mostras e exposições em meio digital, foi inaugurado o Virtual Online Museum of Art (Voma), primeiro museu de arte totalmente virtual do mundo. Localizado em um contexto tão intangível quanto toda a proposta – pode ser às margens de um lago ou uma enseada, não se sabe ao certo – o edifício virtual tem uma arquitetura peculiar, composta por volumes complexos não muito claros e uma materialidade simulada que faz lembrar concreto pigmentado.
Assim como escolas, restaurantes, centros comerciais e outros locais de aglomeração de pessoas, os museus ao redor do mundo tiveram que fechar as portas com a chegada da Covid-19. Hoje, algumas cidades, onde as taxas de contágio diminuíram significativamente, estão se preparando para a reabertura das atividades consideradas não essenciais. Como parte deste grupo, os museus, que durante o período de isolamento buscaram novas formas de se conectar com o público à distância, devem agora se adaptar a uma nova forma de receber os visitantes.
Simone Cadinelli Arte Contemporânea inaugura a partir de 20 de julho de 2020 a exposição “Como habitar o presente? Ato 1 – É tudo nevoeiro codificado”, com obras em vídeo de 14 artistas de todo o Brasil, instaladas na vitrine da galeria localizada na Rua Aníbal Mendonça, em Ipanema. Os vídeos ficarão ligados 24 horas por dia, e poderão ser vistos por quem estiver passando no local. A exposição será replicada no site da galeria, com informações completas das obras e dos artistas [https://www.simonecadinelli.com].
Padiglione Centrale Giardini_Photo by Francesco Galli. Image Courtesy of La Biennale di Venezia
A Bienal de Veneza apresenta, pela primeira, vez uma exposição com curadoria conjunta dos diretores de seus seis setores artísticos – Arte, Arquitetura, Cinema, Dança, Música, Teatro. A exibição será transmitida ao vivo no dia 15 de julho de 2020, às 14h30 (horário italiano).