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Environmental Design: O mais recente de arquitetura e notícia

O centro como estratégia: 8 projetos construídos em torno de um vazio

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O centro de uma planta nunca é simplesmente um espaço vazio. A partir do momento em que ambientes e fluxos passam a se organizar ao seu redor, o centro começa a estruturar todo o projeto. Ele pode conter um pátio, uma escada, um jardim ou um espaço de uso comum. Pode também preservar algo preexistente no terreno ou abrigar um processo que a arquitetura não controla totalmente. O que ocupa essa posição determina como os espaços circundantes são organizados, conectados e utilizados.

Em Uma Linguagem de Padrões, Christopher Alexander, Sara Ishikawa e Murray Silverstein descrevem os espaços compartilhados como mais eficazes quando se situam no centro de gravidade da vida cotidiana e permanecem conectados às rotas mais utilizadas pelas pessoas. O argumento dos autores sugere que um centro é importante não por ocupar o meio geométrico, mas porque os ambientes, caminhos e atividades ao redor lhe conferem peso espacial. Os projetos selecionados aqui estendem essa ideia para além do espaço comunitário, mostrando como o centro pode organizar a circulação, o uso coletivo, os sistemas ambientais e a relação entre a arquitetura e o que já existe no local.

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Ao sul de tudo: arquitetura e presença territorial na Antártica

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A Antártica não tem governo, população permanente ou economia. Além disso, desde 1959, não possui proprietário legalmente reconhecido, uma vez que o Tratado da Antártica congela qualquer reivindicação territorial no continente. No papel, isso faz da Antártica o que há de mais próximo na Terra de um verdadeiro bem comum. Na prática, cerca de trinta países operam atualmente mais de setenta estações de pesquisa por lá, várias delas a uma curta distância de voo umas das outras, e uma dessas estações conta com escola, capela, cemitério e um cartório de registro civil que já registrou onze nascimentos desde 1978.

Nada nessa arquitetura é acidental, e muito pouco se explica apenas pela ciência. Uma estação de pesquisa custa milhões de dólares para ser construída e abastecida em um dos lugares logisticamente mais hostis do planeta; um país não assume esse custo apenas para medir o ozônio atmosférico que poderia, em muitos casos, monitorar de um local mais próximo. O que uma estação faz, de fato, é marcar presença em um território onde isso é legalmente proibido.

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Um laboratório de estudo preliminar para a exploração arquitetônica

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Architects can shape detailed buildings in minutes with Forma Building Design to easily test how different options work on their site.

Para muitos/as arquitetos/as, o estudo preliminar é definido por uma tensão bastante familiar. Trata-se da fase de exploração aberta — onde múltiplas ideias são testadas, questionadas e refinadas para que os clientes definam a direção do projeto. Em essência, é onde a mágica da concepção acontece. O desafio raramente é a falta de ideias, mas sim o esforço necessário para testar e avaliar essas propostas de maneira adequada sob restrições de tempo, recursos e orçamento. Trata-se de um desafio especialmente complexo para os/as profissionais, já que o trabalho inicial de projeto deve equilibrar criatividade com as necessidades do cliente e a viabilidade comercial.

Projetando para galinhas: repensando a forma como humanos e animais compartilham o espaço

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Durante séculos, as galinhas viveram ao lado das pessoas em assentamentos de todas as escalas, desde fazendas rurais e vilarejos até bairros urbanos densos. Em grande parte do mundo, a criação de galinhas faz parte da vida cotidiana, fornecendo ovos e carne para residentes, ou o controle de pragas para as terras agrícolas do entorno. As estruturas construídas para abrigar galinhas variavam de acordo com os materiais locais, o clima e as práticas culturais, no entanto, compartilhavam um propósito comum: criar um espaço onde galinhas e seres humanos pudessem coexistir. O galinheiro não é uma nova tipologia arquitetônica, tampouco uma resposta contemporânea à vida urbana. Trata-se, na verdade, de uma forma que se adaptou continuamente às mudanças nas condições sociais, ambientais e espaciais.

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Construindo autonomia: comunidades latino-americanas trazendo os sistemas da vida para a arquitetura

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Antes que um edifício possa ser habitado, muitos outros processos precisam ocorrer. A água deve chegar, a energia deve ser gerada, o alimento precisa ser cultivado ou transportado e os resíduos devem ter uma destinação. Esses processos geralmente são tratados como algo alheio à arquitetura, embora moldem as condições mais básicas da vida cotidiana.

Por essa razão, a ideia de comunidades autossuficientes é mais complexa do que parece à primeira vista. Ela pode sugerir um lugar que provê a maior parte de suas necessidades: energia, água, alimento, abrigo e gestão de resíduos. Contudo, em muitos contextos latino-americanos, a autonomia não significa uma separação completa do mundo, mas sim uma forma de aproximar os sistemas da vida cotidiana das pessoas que os utilizam, mantêm e cuidam deles.

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Clima e uso coletivo: permeabilidade arquitetônica na América Latina

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A arquitetura é frequentemente compreendida como uma questão de fechamento. Paredes definem o espaço, separando o interior do exterior e estabelecendo limites claros. No entanto, em muitos projetos na América Latina, essa distinção se torna menos precisa. Em vez de operarem como objetos fechados, os edifícios muitas vezes permanecem abertos, permitindo a passagem do ar, da luz e do movimento.

Essa condição vai além da forma. Em toda a região, a arquitetura responde há muito tempo a climas caracterizados pelo calor, pela umidade, pela forte exposição solar e pelas chuvas sazonais, bem como a culturas construtivas moldadas pela adaptação, pelo trabalho coletivo e pelo engajamento direto com o meio ambiente. Nesses contextos, interiores totalmente vedados nem sempre são a resposta mais eficaz. O espaço é frequentemente organizado por meio da sombra, da ventilação e de zonas intermediárias que regulam, em vez de isolar.

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A arquitetura do mofo: o que os edifícios não podem controlar

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A arquitetura contemporânea aprendeu a celebrar a matéria viva. Painéis de micélio, sistemas de algas, paredes vivas — a vida agora é bem-vinda nos edifícios, sob a ótica da inovação. No entanto, a mesma disciplina que celebra esses organismos trata o mofo como contaminação. Ambos são biológicos. Ambos respondem à umidade, à temperatura e às condições dos materiais. A diferença não é científica; diz respeito a quais formas de vida a arquitetura está disposta a aceitar e quais prefere eliminar.

O mofo não se limita a edifícios abandonados ou interiores mal conservados. Ele surge em residências, escolas, escritórios, estruturas históricas e novas construções, nos mais diversos climas e contextos. Isso torna difícil ignorá-lo como um problema menor ou isolado. Se o mofo continua voltando, o que ele nos diz sobre os ambientes que os edifícios criam?

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Projetar com o ar: repensando a arquitetura para além da parede

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A arquitetura é tradicionalmente registrada pela persistência do sólido. Definimos a disciplina pelo peso da verga, pela massa do pilar e pela resistência da parede. Mesmo quando a leveza é invocada, ela costuma ser compreendida como um ato subtrativo — o afilamento de uma seção ou a redução precária de uma carga. No entanto, existe uma história paralela, menos visível e mais difícil de isolar, na qual o principal material de construção não é o que ocupa o espaço, mas o que se move através dele.

Tratar o ar como um meio significa ir além do binarismo do envelope. A fronteira entre o interior e o mundo deixa de ser uma linha de separação absoluta e se transforma, em contrapartida, em um campo de filtragem e pressão. Começamos a ver o edifício como uma válvula térmica, uma série de gradientes nos quais a umidade, a velocidade e o calor não são meras "condições" de fundo a serem mitigadas por sistemas mecânicos, mas as próprias substâncias que estão sendo moldadas.

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Como as cidades projetam a vida pública à sombra

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As cidades estão aquecendo a aproximadamente o dobro da taxa global, uma tendência acelerada pela rápida urbanização. Embora as temperaturas crescentes estejam remodelando a vida cotidiana em todo o mundo, algumas cidades e bairros, muitas vezes os mais vulneráveis e com menos recursos, estão aquecendo mais do que outros. A razão para isso reside no próprio ambiente urbano. A infraestrutura construída, como vias, edifícios, calçadas e espaços públicos, determina como o calor se desloca pela cidade, onde ele se acumula e por quanto tempo permanece retido. Independentemente da zona climática ou da localização geográfica, a sombra continua sendo a maneira mais eficaz e imediata de resfriar os pedestres e aliviar o ambiente construído.

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Seleção 2024 dos candidatos ao Mestrado Profissional em Arquitetura Paisagística – MPAP-FAU-UFRJ

Estão abertas as inscrições para o processo de seleção 2024 dos candidatos ao Mestrado Profissional em Arquitetura Paisagística – MPAP-FAU-UFRJ.

Enchentes no Rio Grande do Sul: a tragédia das cidades não resilientes

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O mundo mudou e aceitar este fato não é mais uma questão de escolha, e sim, de sobrevivência. Nossos regimes de chuvas, períodos de seca, temperaturas médias, nível do mar, tudo está em constante mudança e o posicionamento negacionista de muitos países, incluindo o Brasil, tem gerado situações calamitosas como esta que estamos enfrentando agora.

As enchentes que devastaram o sul do país nos últimos dias não podem ser consideradas fatos isolados. Por conta do aquecimento global, eventos climáticos como esse serão cada vez mais recorrentes. Ou seja, infelizmente, não poderemos impedir que eles aconteçam, mas podemos – e devemos - tornar nossas cidades mais resilientes a essas situações.

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Entre rachaduras e silêncios: a cidade-fantasma que assombra Maceió

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Desde março de 2018, quando um tremor de magnitude 2,5 na escala Richter assustou os moradores de Maceió, a população da capital do estado alagoano passou a tomar conhecimento e, aos poucos, a lidar com as consequências de uma tragédia que logo viria à tona. Após o surgimento de uma série de rachaduras e crateras em diferentes bairros da cidade, feitas as análises geológicas devidas, foi constatada a principal causa do afundamento do solo: a atividade de extração de salgema, minério utilizado na fabricação de soda cáustica e PVC, empreendida em Maceió há mais de 40 anos pela empresa petroquímica Braskem.

Com novos tremores em novembro de 2023 e o risco iminente de desabamento das minas, o caso de Maceió voltou a ser noticiado pelas mídias brasileiras e seu desenrolar lança luzes sobre uma série de complexidades urbanas que estão implicadas na tragédia. Desde os danos físicos à infraestrutura da cidade, passando pelas remoções e deslocamentos populacionais, a inflação e a especulação imobiliária, o desenrolar dos acontecimentos provocados pelo desastre revela cenas dolorosas, no que já vem sendo tratado como uma das piores tragédias urbanas do mundo. Imersa na crise, a população da cidade sofre diante dos danos incalculáveis: "A rachadura não foi só nos imóveis, foi em nós, na alma".

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Ingenhoven architects e architectus vencem concurso para projetar o maior arranha-céu residencial de Sydney

Um novo projeto da ingenhoven architects, em cooperação com a architectus, superou uma série de arquitetos internacionalmente aclamados para o projeto da torre residencial mais alta de Sydney, na 505-523 George Street. O arranha-céu de 79 andares atingirá os 270 metros e incluirá diversos usos, que vão desde habitação e comércio até hotel e lazer. Os projetistas esperam que a torre seja “um marco profundamente visível para um desenvolvimento econômico, ambiental e socialmente sustentável e voltado para o futuro”.

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"Aeriform Ecologies": Um arquivo atmosférico de subprodutos industriais

A poluição atmosférica em  regiões urbanizadas está rapidamente assumindo a vanguarda da discussão ambiental, com grandes cidades enfrentando sérios problemas de qualidade do ar. Nova Deli, Pequim, Los Angeles, Moscou e Karachi são algumas das cidades com os piores índices de poluição atmosférica do mundo, todas registrando níveis de partículas poluentes superiores ao máximo tolerado.

Conheça Aeriform Ecologies: An Atmospheric Archive for Industrial Effluvium. Concebido como um projeto acadêmico por Jennifer Ng, da University of Michigan, com orientação de Kathy Velikov, Aeriform Ecologies investiga as possibilidades dos subprodutos da indústria do petróleo ao propor uma rede de soluções para os "escoamentos espaciais" criados pela extração do combustível fóssil. Baseado em uma abordagem futurista que inclui uma rede de dirigíveis não tripulados que absorvem as emissões de gases, o projeto dilui as linhas entre ciência, tecnologia e arquitetura.

Explore o efervescente mundo de Aeriform Ecologies, a seguir.

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A instalação “Vortex” do 1024 une análise ambiental e artística

O escritório parisiense 1024 architecture criou Vortex, uma escultura geradora de luz localizada dentro de edifício verde do Projeto Ecossistema Darwin em Bordeaux, França. O "fragmento arquitetônico" consiste em andaimes, madeira bruta e doze linhas de luzes LED coloridas que aparecem em toda a estrutura. Uma nova experiência espacial é criada, que também informa os espectadores sobre o consumo de energia no interior do edifício.

Saiba mais sobre a instalação, a seguir.

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Prêmio DEAD: Reconhecendo o pior da arquitetura

Diversos prêmios reconhecem projetos inovadores, vanguardistas e sustentáveis, porém, não existia - até o momento - nenhum reconhecimento aos projetos que prejudicam o meio ambiente ou contribuem de alguma forma para tornar o mundo pior. Criado por Cameron Sinclair, um dos cofundadores do Architecture for Humanity e atual Diretor Executivo da Fundação Jolie-Pitt, o "Prêmio DEAD" visa destacar projetos que tenham um impacto negativo no planeta com o objetivo de inspirar projetistas a "verem essas falhas como desafios para criar algo novo, corrigir erros do passado ou encontrar o antídoto para o projeto em questão." Envie um tweet com seus indicados para @deadprize até 01 de novembro e saiba mais sobre a premiação na página do DEAD Prize.