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Crise Climática: O mais recente de arquitetura e notícia

Novo relatório do IPCC destaca impactos e vulnerabilidades ligados às mudanças climáticas

Após um extenso relatório sobre os impactos das mudanças climáticas publicado no ano passado, a segunda parte do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), órgão das Nações Unidas para avaliar a ciência relacionada às mudanças climáticas, aborda os impactos atuais e previstos das mudanças climáticas sobre ecossistemas, biodiversidade e comunidades humanas em todo o mundo, além de planos de ação sobre como o mundo natural e as sociedades podem se adaptar a essas mudanças antes de atingir um estado "irreversível".

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Estratégias para reduzir o carbono incorporado no ambiente construído

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A crescente demanda dos consumidores por transparência — especialmente em torno da sustentabilidade e das práticas ambientais — traz implicações para as indústrias, desde vestuário até produtos de saúde. A Mars Inc. lançou recentemente um mapa de abastecimento de cacau para combater o desmatamento e aumentar a responsabilidade da empresa. Além disso, o Índice de Transparência da Moda incentiva as empresas de vestuário a serem mais transparentes sobre seus esforços sociais e ambientais.

Agora é hora da indústria da construção civil, caracterizada pela falta de informações sobre os materiais e práticas utilizadas na construção e durante todo o ciclo de vida de um edifício, recuperar o atraso. O custo da ausência de ação é muito alto para ser ignorado. Isso porque os edifícios respondem por 39% do total das emissões globais de carbono. Tradicionalmente, maior parte dos esforços de redução de carbono na construção civil se concentra no uso operacional de carbono — o uso diário de energia de um edifício responde por cerca de 28% das emissões. Os 11% restantes vêm do que é frequentemente ignorado: o carbono incorporado.

3.3 Bilhões de pessoas estão muito vulneráveis aos impactos do clima

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Os impactos da mudança climática causada por seres humanos já provocaram perdas e danos para pessoas e ecossistemas. Esses impactos são mais graves entre populações urbanas marginalizadas, como os moradores de favelas. Nas regiões mais vulneráveis, o número de mortes por secas, enchentes e tempestades foi 15 vezes maior na última década do que nas regiões menos vulneráveis.

Como deverão ser as fachadas com as mudanças climáticas?

Como deverão ser as fachadas com as mudanças climáticas? - Imagem de Destaque
House with Gable / mia2/Architektur. Image © Kurt Hörbst

Ao falarmos de eficiência energética de edificações, é inevitável mencionarmos o isolamento térmico. Dificilmente vemos ele numa edificação acabada e, mesmo nos desenhos técnicos, a camada isolante figura como uma hachura fina. Mas trata-se de um elemento que exerce vital importância, já que atua como uma barreira ao fluxo de calor, dificultando as trocas de energia entre o interior e o exterior, diminuindo a quantidade de calor que escapa no inverno e a energia térmica que entra no verão. Em uma edificação com bom isolamento térmico há menor necessidade de meios mecânicos e gasto de energia para manter a casa em uma temperatura agradável, reduzindo também a sua pegada de carbono. Atualmente há muitos países que exigem um nível mínimo de isolamento térmico para as edificações, com parâmetros cada vez mais rígidos. Mas como essa questão deverá ser tratada num futuro próximo, com uma previsão nada animadora em relação à crise climática? 

Agro-waste: resíduos como cascas, bagaço e palha transformados em materiais de construção eficientes

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O conceito de upcycling refere-se a pegar um item que seria considerado resíduo e melhorá-lo de forma a torná-lo útil novamente, agregando valor e funcionalidades novas ao mesmo. Essa é uma palavra já comum em diversas indústrias, como da moda e mobiliário. Na construção civil este conceito também pode ser incorporado, fazendo recircular os resíduos que a própria indústria gera ou mesmo importando o que seria descartado de outras para serem processados e incorporados às construções. É este o caso de transformar os resíduos da agricultura em materiais de construção, trazendo um novo uso aos descartes, reduzindo a utilização de recursos naturais e criando produtos com excelentes características.

5 Fatos e tendências que vão marcar a agenda ambiental no Brasil em 2022

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O ano de 2022 vai colocar o Brasil na rota da transição econômica necessária para cumprir as metas climáticas e manter viável o objetivo de longo prazo de zerar as emissões líquidas até 2050? Ainda há uma janela de oportunidade para o mundo limitar o aquecimento a 1,5°C, mas a falta de ambição dos países até aqui tem tornado esse cenário cada vez mais custoso de alcançar. Cada ano que passa torna o cenário mais urgente e a ciência tem deixado claro que as decisões tomadas nesta década vão definir o equilíbrio climático do planeta.

Os desastres naturais de Minas Gerais e o que a arquitetura tem a ver com isso

As temporadas de verão no hemisfério sul, principalmente na região entre os trópicos e a linha do Equador são marcadas por alta umidade, fortes chuvas e alta temperatura. Junto das tempestades de verão, o Brasil também lida com uma série de eventos violentos como enchentes, desbarrancamentos e rupturas de barragens. Ao longo dos anos, tem sido cada vez mais comum a concentração desses eventos durante os meses de novembro a março e seu acontecimento está diretamente relacionado às chuvas de verão, mas também às atividades econômicas em curso no Brasil. 

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Cidades abordam questões ambientais com gêmeos digitais e pesquisa climática

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Foto por Jermaine Ee on Unsplash . ImageCentral Park

No início deste ano, algumas cidades de diferentes partes do mundo revelaram iniciativas que as ajudarão a entender melhor os efeitos das mudanças climáticas e moldar um espaço ambientalmente consciente. De cidades americanas criando gêmeos digitais para ajudar a reduzir as emissões de carbono, até a cidade de Brighton, no Reino Unido, obrigando o uso de tijolos para abelhas a fim de promover a biodiversidade e o Central Park se tornando um laboratório para estudar a adaptação às mudanças climáticas em parques urbanos, as cidades estão adotando uma abordagem multidisciplinar em diferentes escalas para abordar as questões ambientais.

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21 Nações africanas lutam contra a desertificação com uma muralha verde de 8 mil quilômetros

Nações africanas estão lutando contra as mudanças climáticas com uma Grande Muralha Verde de oito mil quilômetros de extensão que pretende impedir o avanço da desertificação da região do Sahel, zona ao sul do Saara habitada por 100 milhões de pessoas. Esse movimento cobre o continente africano de leste a oeste e visa recuperar 100 milhões de hectares de terras degradadas, sequestrar 250 milhões de toneladas de carbono e criar 10 milhões de empregos na África rural até 2030. Do Senegal, no oeste, ao Djibuti, no leste, o projeto é uma iniciativa conjunta de 21 nações que se esforçam para recuperar esta região outrora perene e proteger os meios de subsistência das comunidades locais.

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Biodiversidade em ambientes urbanos

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Parque cultural Shenzhen Bao'an Waterfront por SWA GROUP +AUBE CONCEPTION. Imagem © Tianpei Zeng

A preservação da biodiversidade passou a estar presente em todas descrições de projetos com preocupação ambiental. O crescente interesse na sustentabilidade, inspirado nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, faz com que haja a necessidade de uma compreensão mais profunda do que significa biodiversidade em ambientes urbanos e como a arquitetura e o desenho urbano podem contribuir ativamente para isso. As cidades passaram a ter um papel crucial na manutenção da biodiversidade, dado o aumento da extinção de espécies e a continua expansão urbana. A seguir, mostramos como o ambiente construído pode criar habitats para várias espécies.

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Progressos em 2021 rumo à descarbonização no setor da construção civil

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Foto por Danist Soh, Unsplash

A crise climática tem sido um dos principais assuntos de 2021, tanto no discurso político quanto na área da arquitetura, acompanhada por um novo reconhecimento da gravidade do problema. Durante o ano passado, o relatório do IPCC revelou as graves consequências da falta de ações paliativas, enquanto a COP26 e a cúpula do G7 resultaram em comprometimentos insuficientes com medidas imediatas e palpáveis. O setor de construção, responsável por impressionantes 39% dos gases de efeito estufa emitidos, pode trazer uma contribuição significativa para a contenção das mudanças climáticas. A seguir, as medidas de descarbonização de 2021 que afetam essa indústria.

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Ética na arquitetura: repensando a prática em 2021

A ética abrange todas as práticas da arquitetura. Da interseccionalidade e projetos à crise climática, um arquiteto deve trabalhar com uma gama de condições e contextos que informam o ambiente construído e o processo de sua criação. Em todas as culturas, políticas e climas, a arquitetura é tão funcional e estética quanto política, social, econômica e ecológica. Ao abordar a ética da prática, os arquitetos e urbanistas podem reimaginar o impacto da disciplina e a quem ela serve. 

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Auckland cobrará imposto climático para deixar cidade mais sustentável

Quem possui uma casa em Auckland, a maior cidade da Nova Zelândia, vai começar a pagar um “imposto climático”. Com o valor, a prefeitura vai investir em soluções ambientais que trarão mais qualidade de vida para a população e vão ajudar a cidade a reduzir as emissões de gases que contribuem para o efeito estufa

Território contestado: relações entre a crise climática e a propriedade da terra

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A arquitetura é um ofício ou prática que, na maioria dos casos, envolve a construção de estruturas físicas e materiais. A arquitetura procura dar forma a edifícios destinados a servirem diferentes propósitos como trabalho, moradia, convivência, oração entre outros tantos. Estruturas construídas e intervenções arquitetônicas, no entanto, necessitam de um espaço físico para materializar-se. Dito isso, a melhor compreensão a relação intrínseca entre espaço e arquitetura, pode ser a chave para estabelecermos práticas mais sustentáveis nos campos da arquitetura, engenharia e construção civil.

Por que “infraestrutura leve” é crucial para um mundo pós-carbono

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Este artigo foi publicado originalmente no Common Edge.

Dias atrás em Santa Monica, Califórnia, visitantes sentaram-se no pátio sombreado do lado de fora da Prefeitura Leste, esperando por compromissos. Uma delas comeu um gomo da laranja que pegou da árvore acima dela e contemplou as pinturas, fotografias e montagens do outro lado do vidro. A exposição, Lives that Bind, apresentou obras que relatavam o apagamento e sub-representação de artistas locais no passado de Santa Monica. Ela é parte de um esforço do governo municipal para usar o novo Living Building (projetado por Frederick Fisher and Partners) como um catalisador para a construção de uma comunidade ambiental, social e economicamente autossustentável.

Cidades e conflitos: projetos urbanos de reuso adaptativo

A COP26, Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, está programada para ser realizada na Escócia na última semana de outubro de 2021. No pano de fundo desta conferência está uma maior consciência global das mudanças climáticas, à medida que discussões ocorrem sobre como um futuro mais igualitário pode ser alcançado. O estado atual e futuro da arquitetura é um componente-chave desta conversa, já que, as críticas são dirigidas aos escritórios de arquitetura que fazem uso do "greenwash" (ou maquiagem verde) levantando questões sobre se o termo "sustentabilidade" está cada vez mais sendo usado apenas como a palavra da moda de hoje.

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C40 e Arup apresentam iniciativas de resiliência urbana em exposição virtual na COP26

Esta semana, a rede C40—que reúne as principais grandes cidades do mundo—em parceira com a empresa de engenharia e sustentabilidade Arup, inaugurou uma exposição virtual apresentando uma série de iniciativas que procuram promover a resiliência urbana frente aos desafios provocados pelas mudanças climáticas, as quais foram desenvolvidas em 11 cidades comprometidas com a causa. Considerando que as cidades são responsáveis por mais de 70% das emissões globais de carbono, a Exposição Global Cities Climate Action tem como objetivo destacar a importância do engajamento das maiores cidades do planeta para alcançarmos as metas climáticas estabelecidas, o que será possível apenas através de uma atuação conjunta, integrada e sustentável.

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Pavilhão virtual Build Better Now na COP26 apresenta projetos sustentáveis e inovadores

O pavilhão virtual Build Better Now foi aberto ao público durante a COP26, apresentando dezessete projetos sustentáveis que demonstram as oportunidades do ambiente construído para enfrentar a crise climática. A iniciativa, dirigida pelo UK Green Building Council, surge como uma chamada global para ações climáticas, destacando o compromisso da indústria da AEC com a prática sustentável em um cenário mundial, especialmente considerando que este ano a COP26 dedicou um dia a edifícios e cidades.

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