A laje grelhada, ou nervurada, é um sistema eficiente para vencer grandes vãos, pois a seção em “T” constituída pelas mesas e nervuras funciona como um conjunto de vigas, representando assim uma economia de pontos de apoio quando comparada à laje maciça. Apesar da possibilidade de acrescentar aos vazios formados pela grelha materiais leves ou isolantes, é comum encontrar lajes nervuradas aparentes e sem preenchimento, o que também atribui à esse sistema construtivo um aspecto estético.
Apesar da atual tendência à verticalização das grandes cidades, as casas ainda são elementos tradicionais em diversos contextos urbanos e continuam se atualizando com o passar dos anos. Projetar uma casa na cidade envolve uma série de condicionantes específicas aos edifícios, e o virtuosismo da arquitetura nesses casos é buscar as oportunidades possíveis que lotes urbanos, em geral mais restritos em área, podem representar aos habitantes. Algumas propostas contrapõem o movimento cada vez mais visível de murar e isolar os ambientes residenciais, em condomínios ou grandes complexos habitacionais, e se lançam a estabelecer uma relação direta e amigável com o ambiente público, pela capacidade de compreensão de que a cidade tem uma série de interesses a oferecer ao desenho da arquitetura, mesmo quando privada.
Selecionamos um conjunto de projetos brasileiros de casas que lidam com a condicionante urbana a partir de respostas diversas e eficientes.
Assim como o cobogó e o brise-soleil, o muxarabi é um elemento arquitetônico com a função de diminuir a incidência solar no interior das edificações, atuando como um “filtro” que deixa livre a circulação do ar. Por serem constituídos tipicamente por treliçados de madeira, os painéis de muxarabis possuem a vantagem de serem mais leves e possuírem uma aplicação mais limpa quando comparados aos cobogós, por exemplo, já que não é necessário o uso de argamassa para fixar os elementos.
O tijolo é um dos materiais mais usados na Colômbia e fez a arquitetura local se destacar mundialmente. Isso se deve à excelente qualidade da argila encontrada em algumas regiões do país. Além de revestir a maioria dos edifícios que caracterizam a paisagem urbana de Bogotá, este material é utilizado em todas as suas formas, desde o adobe até as lajes de piso em casas rurais.
Projetar uma casa sempre será um verdadeiro desafio para o arquiteto. Além da necessidade de satisfazer os desejos do usuário, existe a oportunidade de inventar novas formas de viver o dia-a-dia. Portanto, não surpreende que obras residenciais sejam a categoria de projeto mais popular no ArchDaily.
Já passamos da metade de 2019 e durante esse período publicamos mais de 1000 casas. Uma imensa diversidade de escalas, contextos e tipologias que demonstram a criatividade dos arquitetos e servem como uma grande fonte de inspiração para aqueles que buscam referências para seu próprio projeto residencial.
Na lista abaixo você encontrará as casas que mais despertaram interesse no nosso público, estão aqui reunidas as 50 residências mais vistas em toda a rede do ArchDaily durante o primeiro semestre deste ano.
https://www.archdaily.com.br/pt/921580/as-50-melhores-casas-de-2019-ate-agoraArchDaily Team
O Museu de Arte de Elmhurst revelou detalhes de uma nova instalação realizada na McCormick House, projetada por Mies van der Rohe em Chicago. Projetada pela Luftwerk, colaboradora artística de Petra Bachmaier e Sean Gallero, com ateliê em Chicago, a instalação “Perspectivas Paralelas” é uma exposição site-specific que usa elementos coloridos e luz para ativar e interpretar a casa, celebrando o uso da geometria no protótipo pré-fabricado da metade do século passado.
https://www.archdaily.com.br/pt/918477/instalacao-artistica-transforma-a-casa-mccormick-de-mies-van-der-rohe-em-um-espaco-imersivo-de-luz-e-coresNiall Patrick Walsh
Com o objetivo de apresentar a contemporaneidade do Japão, cuja arquitetura é internacionalmente reconhecida, a Japan House São Paulo, o Arq.Futuro e o Pavilhão Japonês promovem durante 2019 o ciclo de debates Projetando Instituições Culturais: desafios contemporâneos com a participação de renomados arquitetos brasileiros e japoneses. O primeiro encontro acontece no dia 02 de maio, no Pavilhão Japonês, com a participação de Vinicius Andrade e de Hiroshi Sambuichi, que visita o Brasil pela primeira vez. Com curadoria de Natasha Barzaghi Geenen, Diretora Cultural da Japan House São Paulo, o ciclo – que prevê quatro encontros - abordará os desafios atuais de projetar uma instituição cultural, levando em consideração as novas possibilidades de uso deste espaço e as várias mídias, plataformas e dimensões de obras de arte contemporâneas. Em agosto já está agendado o encontro entre o brasileiro Thiago Bernardes e o japonês Tsuyoshi Tane, que terá exposição solo na Japan House São Paulo, no segundo semestre. O ponto de partida para a criação deste ciclo é como a arquitetura responde a esses desafios cotidianos das instituições culturais, que passaram a ser locais onde as mais variadas atividades são realizadas, desde as tradicionais exposições e salvaguarda de obras, passando pelas realizações de palestras, encontros, oficinas práticas, projeções, performances, além de espaços dedicados à cafés e restaurantes. “Estas instituições exercem papel fundamental e crescente como centro de convivência. A versatilidade desses locais deve ser considerada desde o momento de criação do projeto arquitetônico”, comenta Natasha, curadora do ciclo. O questionamento “Quais as premissas e desafios de projetar essas instituições nos dias de hoje? E qual o papel do arquiteto nesse trabalho multidisciplinar?” norteia este ciclo para debater tais questões e expor propostas, criando assim um paralelo e contribuindo para a reflexão sobre o assunto. Sobre os participantes: