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Bienal de Veneza: O mais recente de arquitetura e notícia

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De-colonizando o cânone: pavilhão "Terra" do Brasil na Bienal de Veneza

Terra é o título da participação do Brasil na Bienal de Arquitetura de Veneza 2023, uma exposição com curadoria de Gabriela de Matos e Paulo Tavares que ocupa os espaços do pavilhão brasileiro no Giardini. Dividida em duas galeiras, a mostra propõe questionar os cânones da arquitetura moderna ao mesmo tempo que busca em narrativas ancestrais invisibilizadas alternativas para um futuro de-colonizado e descarbonizado. Terra é o primeiro pavilhão brasileiro a ser reconhecido com o prêmio máximo da Bienal de Arquitetura de Veneza, o Leão de Ouro.

Num esforço para ampliar o acesso ao conteúdo exposto em Veneza, apresentamos aqui os textos e imagens da primeira galeria, chamada De-colonizando o cânone. A segunda galeria, Lugares de origem, arqueologias do futuro, pode ser vista aqui. O ArchDaily agradece à Fundação Bienal de São Paulo, que generosamente cedeu o material do pavilhão Terra para esta publicação.

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Temas emergentes na Bienal de Arquitetura de Veneza de 2023: destaques dos pavilhões nacionais

Desafiando o público a pensar de forma diferente e mais empática, a bienal de Lesley Lokko é uma representação autêntica de um assunto altamente complexo. Inaugurada em 20 de maio, a 18ª Exposição Internacional de Arquitetura - La Biennale di Venezia, intitulada O Laboratório do Futuro, já provocou discussões em todo o mundo.

Ao adotar uma perspectiva mais ampla sobre a arquitetura, a exposição desloca seu foco para a disciplina em si, em vez de apenas para a profissão. Não se trata apenas de "construir edifícios", explica a curadora ao ArchDaily. Em vez disso, busca-se questionar nossa compreensão convencional da arquitetura e, com isso, das exposições arquitetônicas. A Bienal de 2023 é um laboratório em todos os sentidos da palavra, uma plataforma global de experimentação e um espaço para explorar novas ideias diante da falta de locais que nos permitam fazê-lo. "Ela empresta sua estrutura e formato de exposições de arte, mas difere da arte em aspectos críticos que muitas vezes passam despercebidos", afirma Lesley Lokko.

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Pavilhão das Filipinas usa acupuntura urbana para falar da ecologia de Manila na Bienal de Veneza

Na 18ª Exposição Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza, o Pavilhão das Filipinas apresenta uma mostra que investiga a ecologia e as implicações sociais do estuário Tripa de Gallina em Manila. O corpo de água, que já foi um mecanismo para mitigação de enchentes, agora está congestionado e poluído, afetando a vida das comunidades próximas. O pavilhão tem como objetivo apresentar a iniciativa que se propõe a reunir e investigar as entranhas do estuário e trabalhar com os moradores para encontrar soluções de arquitetura adequadas e sustentáveis. Intitulada "Tripa de Gallina: Entranhas do Estuário", a exposição tem curadoria dos arquitetos Choie Funk e Sam Domingo e apresenta o trabalho do Architecture Collective, representado por Bien Alvarez, Matthew Gan, Ar. Lyle La Madrid, Noel Narciso e Arnold Rañada.

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Bienal de Arquitetura de Veneza 2023 como uma experiência de cura: entrevista com Lesley Lokko

Durante a abertura da 18ª Exposição Internacional de Arquitetura, o ArchDaily teve a oportunidade de conversar com a curadora geral do evento, Lesley Lokko, sobre suas primeiras impressões e os principais temas desta edição da Bienal. Com a participação de 63 pavilhões nacionais, 89 participantes e nove eventos paralelos na cidade, a Bienal de Arquitetura de Veneza é um dos eventos internacionais mais importantes da disciplina. A conversa focou na abordagem de Lokko em relação ao tema central da exposição, que encara a África como um "Laboratório do Futuro", o desejo de trazer autenticidade e empatia para o discurso arquitetônico, e a oporunidade de oferecer espaço para vozes que historicamente não foram ouvidas em exposições globais.

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Instalação de Andrés Jaque na Bienal de Veneza explora o fascínio da arquitetura pelo brilho e seu custo social e ambiental

O Office for Political Innovation, liderado por Andrés Jaque, colaborou com uma rede de ativistas e representantes da comunidade de Xholobeni, África do Sul, especialistas em sismógrafos e transdução da Polônia, além de pesquisadores e editores de som para trazer uma instalação ao Arsenale durante a 18ª Bienal de Arquitetura de Veneza. Intitulada XHOLOBENI YARDS. Titanium and the Planetary Making of SHININESS / DUSTINESS, a intervenção aborda o problemático fascínio da arquitetura pelo brilho.

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Guia de arquitetura de Veneza: 15 atrações históricas e contemporâneas na cidade italiana dos canais

Construída em um conjunto de 118 pequenas ilhas na rasa Lagoa de Veneza, a cidade de Veneza, na Itália, tem cativado a imaginação de arquitetos e turistas há séculos. A área é habitada desde a antiguidade. Teve grande poder financeiro e marítimo durante a idade média e o período do renascimento, como comprovado pela rica arquitetura que caracteriza a cidade até hoje. Com influências dos estilos bizantino, gótico e renascentista, a cidade representa um palimpsesto de narrativas arquitetônicas, sobrepostas que influenciaram umas às outras. Veneza também se tornou uma grande atração para arquitetos atraídos pela La Biennale di Venezia, que reúne pavilhões nacionais, exposições e eventos sobre temas urgentes relacionados à profissão.

Além da Bienal, Veneza em si é um museu ao ar livre para amantes da arquitetura. Como a cidade é conhecida por seus edifícios históricos, as intervenções modernistas e contemporâneas adicionam uma nova camada de interesse, com muitos arquitetos contemporâneos trabalhando com o tecido histórico, como a intervenção e reabilitação da Fondaco dei Tedeschi da OMA, ou a restauração da Procuratie Vecchie de David Chipperfield, um dos edifícios que definem a Piazza San Marco. Além do que a cidade tem a oferecer, o local da Bienal de Veneza também é marcado por intervenções de arquitetos famosos como Carlo Scarpa, Sverre Fehn e Alvar Aalto, tornadas permanentes devido às suas qualidades excepcionais.

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Arquitetura como uma prática cultural mais ampla: entrevista com os curadores do Pavilhão Britânico na Bienal de Veneza

Ao explorar a 18ª Exposição Internacional de Arquitetura em Veneza, o ArchDaily teve a chance de conversar com Jayden Ali e Joseph Henry, dois dos co-curadores do Pavilhão Britânico. A exposição intitulada "Dançando Diante da Lua" foi criada em conjunto com Meneesha Kellay e Sumitra Upham, e apresenta criações de seis designers e artistas. Segundo os curadores, o objetivo das instalações é expandir a compreensão geral do que é arquitetura e integrá-la em uma discussão mais ampla com moda, música, arte, dança e performance, em vez de separá-la como uma disciplina afastada. No dia 20 de maio, o Pavilhão Nacional Britânico foi premiado com uma menção honrosa na cerimônia de premiação deste ano.

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O poder das emoções: como o espaço nos comove?

“O sabor da maçã está no contato da fruta com o paladar, não na fruta em si”, disse uma vez Jorge Luis Borges. O gosto não é algo em si, sua experiência é o resultado de um encontro. Da mesma forma, as emoções não estão contidas na arquitetura, mas são sentidas apenas a partir do encontro do corpo com o espaço, quando este se torna um lugar. Como o ambiente afeta o modo como nos sentimos? Essa é a pergunta que move a dupla de artistas e cineastas Ila Bêka e Louise Lemoine em seu mais recente empreendimento, o livro The Emotional Power of Space, que será lançado no dia 17 de maio em evento que antecede a abertura da Bienal de Arquitetura de Veneza de 2023.

Participação de Portugal na Bienal de Veneza promove seminário internacional sobre futuro da água

O Seminário Internacional de Verão tem como objetivo sensibilizar as gerações futuras para formas alternativas de fazer arquitetura, dando continuidade ao projeto Fertile Futures, para além do período e espaço da exposição na Bienal de Arquitetura de Veneza 2023.

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Paolo Portoghesi, primeiro diretor da Bienal de Arquitetura de Veneza, morre aos 92 anos

O arquiteto italiano e historiador de arquitetura Paolo Portoghesi, primeiro diretor da Bienal de Arquitetura de Veneza, faleceu aos 92 anos de idade em Calcata, na Itália, conforme informado pela própria organização hoje, terça-feira, 30 de maio.

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A água como escultora da nossa paisagem: entrevista com Andreia Garcia, curadora de "Fertile Futures"

No País dos Arquitectos é um podcast criado por Sara Nunes, responsável também pela produtora de filmes de arquitetura Building Pictures, que tem como objetivo conhecer os profissionais, os projetos e as histórias por trás da arquitetura portuguesa contemporânea de referência. Com pouco mais de 10 milhões de habitantes, Portugal é um país muito instigante em relação a este campo profissional, e sua produção arquitetônica não faz jus à escala populacional ou territorial.

No primeiro episódio da quinta temporada, Sara conversa com a arquiteta Andreia Garcia sobre o projecto Fertile Futures, a representação portuguesa na Bienal de Arquitetura de Veneza 2023. Ouça a conversa e leia parte da entrevista a seguir.

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David Adjaye divulga projeto do maior centro de arte e cultura da Índia durante a Bienal de Veneza de 2023

O Museu de Arte Kiran Nadar (KNMA) divulgou uma maquete de seu novo edifício durante abertura da 18ª Exposição Internacional de Arquitetura - La Biennale di Venezia. O anúncio fez parte dos Projetos Especiais da Curadoria apresentados no Arsenale - Artiglierie em Veneza. O edifício, localizado em Delhi e projetado pelo arquiteto ganês-britânico Sir David Adjaye em colaboração com a S. Ghosh & Associates, deverá se tornar o maior centro cultural da Índia quando for inaugurado em 2026.

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Histórias embaixo d'água: Pavilhão do Panamá na Bienal de Arquitetura de Veneza 2023

A 18ª Bienal de Arquitetura de Veneza inaugurará em 20 de maio de 2023. Com curadoria de Lesley Lokko, terá o tema O Laboratório do Futuro, apresentando o continente africano como uma força impulsionadora na configuração do mundo por vir. Dividida em 63 pavilhões nacionais, 89 participações individuais e nove eventos paralelos pela cidade, a Bienal reunirá profissionais de diferentes disciplinas e origens.

9 Eventos paralelos para explorar na Bienal de Arquitetura de Veneza 2023

Como uma das exposições de arquitetura contemporânea mais importantes e visitadas em todo o mundo, a Bienal de Arquitetura de Veneza se estende para além dos terrenos do Giardini, do Arsenale e de Forte Marghera para envolver toda a cidade em discussões relevantes, desafios e oportunidades a arquitetura. Para explorar perspectivas mais diversas do tema geral África: O Laboratório do Futuro, nove eventos paralelos foram oficialmente anunciados como parte da 18ª Exposição Internacional de Arquitetura - La Biennale di Venezia.

Os eventos, que são admitidos pela curadora Lesley Lokko e promovidos por organizações nacionais e internacionais sem fins lucrativos, ocorrem em vários locais espalhados pela cidade. Eles oferecem uma ampla gama de contribuições e participações que contribuem para a diversidade de vozes representadas na exposição em Veneza.

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Pavilhão da Ucrânia na Bienal de Veneza 2023 explora resiliência e possibilidade de reconstrução

Para a 18ª Exposição Internacional de Arquitetura - La Biennale di Venezia, o Pavilhão da Ucrânia apresenta uma exposição intitulada Before the Future, focando no paradoxo de “construir um futuro a partir de um presente em colapso.” A intervenção reimagina dois espaços, um no Arsenale e outro no Giardini, para evocar estruturas de proteção que se tornaram emblemáticas de sentimentos de segurança para a sociedade ucraniana. A equipe curatorial — composta por Iryna Miroshnykova e Oleksii Petrov, do escritório ФОРМА de Kiev, e Borys Filonenko, curador independente e crítico de arte — trabalhou com especialistas de diferentes áreas para explorar o tema O Laboratório do Futuro.

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Pavilhão da República Tcheca na Bienal de Veneza 2023 aborda as condições precárias de trabalho dos arquitetos

O Pavilhão da República Tcheca apresenta a exposição The Office for a Non-Precarious Future [O escritório para um futuro não precário] na 18ª Exposição Internacional de Arquitetura - La Biennale di Venezia. A exposição investiga questões urgentes enfrentadas pela profissão, especialmente pelos jovens profissionais, fazendo a pergunta inicial: "Como os arquitetos podem projetar um mundo melhor se eles mesmos trabalham em um sistema de trabalho tóxico?". O pavilhão é comissionado por Helena Huber-Doudová e apresentará obras dos expositores Eliška Havla Pomyjová, David Neuhäusl e Jan Netušil. Como o Pavilhão da República Tcheca e Eslováquia nos Giardini está em reconstrução, a República Tcheca usará excepcionalmente o Arsenale na seção Artiglierie como espaço expositivo.

Pavilhão da África do Sul explora representações arquitetônicas do povo na Bienal de Veneza 2023

Na 18ª Exposição Internacional de Arquitetura - La Biennale di Venezia, o Pavilhão da África do Sul explora a representação arquitetônica de estruturas sociais por meio de uma exposição intitulada The Structure of a People. Antes da exposição, os curadores do pavilhão, Sr. Stephen Steyn, Dr. Emmanuel Nkambule e Dr. Sechaba Maape, realizaram uma chamada nacional intitulada Political Animals, com o objetivo de reunir artefatos criados por professores e estudantes de arquitetura para representar as estruturas de suas escolas ou universidades. Os modelos arquitetônicos resultantes, produzidos pela ModelArt, serão exibidos no pavilhão.

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Brasil vence Leão de Ouro de melhor participação nacional na Bienal de Arquitetura de Veneza 2023

O Pavilhão Brasileiro "Terra", com curadoria de Gabriela de Matos e Paulo Tavares, venceu o Leão de Ouro de Melhor Participação Nacional na Bienal de Arquitetura de Veneza de 2023. Selecionada por um júri presidido pelo arquiteto e curador italiano Ippolito Pestellini Laparelli, acompanhado de Nora Akawi, Thelma Golden, Tau Tavengwa e Izabela Wieczorek, a intervenção vencedora na 18ª Bienal de Arquitetura de Veneza "propõe repensar o passado para projetar futuros possíveis, destacando atores esquecidos pelos cânones arquitetônicos, em diálogo com a curadoria da edição, O Laboratório do Futuro".

Transmitida ao vivo na página oficial da Bienal, a cerimônia ocorreu na Ca'Giustinian, sede da Biennale di Venezia, e também concedeu o Leão de Ouro de Melhor Participação na Exposição Internacional O Laboratório do Futuro para DAAR (Alessandro Petti + Sandi Hilal), ao passo que o Leão de Prata para participação jovem e promissora foi entregue a Olalekan Jeyifous. Outros reconhecimentos incluíram uma menção especial para Wolff Architects, Ilze Wolff e Heinrich Wolff, para Twenty Nine Studio / Sammy Baloji, e para o Pavilhão Nacional da Grã-Bretanha, intitulado Dancing Before the Moon, com curadoria de Jayden Ali, Joseph Henry, Meneesha Kellay e Sumitra Upham.

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