Uma das obras icônicas do arquiteto japonês Kazuo Shinohara, projetada sob o chamado "Primeiro Estilo" foi reconstruída no Vitra Campus em Weil am Rhein. A Umbrella House, originalmente construída em Tóquio em 1961, será um local para pequenas reuniões, oferecendo aos visitantes informações sobre a arquitetura japonesa moderna. Após a cúpula geodésica de Buckminster Fuller/George Howard em 1975 e um posto de gasolina de Jean Prouvé em 1953, o projeto é a terceira edificação histórica a ser reconstruída no Vitra Campus.
Enormes estruturas curvas descem em forma de rampa até tocar o solo, vazios amorfos marcam os grandes muros retorcidos acessados por dezenas degraus. O vermelho marca as estruturas e as difere de todo o resto, o centro da cidade de Nova Dehli.
Essa poderia ser a descrição de um parque infantil ou até mesmo de uma pista skate, mas trata-se de um dos cinco observatórios astronômicos construídos na Índia entre 1724 e 1738. Esses volumes labirínticos, que mais se parecem uma materialização dos desenhos de Escher, foram idealizados pelo príncipe indiano Jai Singh como parte de um projeto ambicioso que procurava colocar a arquitetura a serviço da ciência. Suas formas possibilitam análises astronômicas complexas, como prever eclipses, rastrear a localização de estrelas e determinar a órbita exata da Terra em torno do Sol.
O aprendizado de máquina e o design generativo estão moldando profundamente a vida moderna. Uma crítica central à importância e ao avanço da inteligência artificial, especialmente no contexto da arquitetura, é a capacidade de uma máquina projetar, assim como o medo resultante de que os serviços profissionais possam ser limitados. À medida que as cidades continuam se desenvolvendo, novas ferramentas surgem para ajudar a visualizar e criar o ambiente construído. Como os arquitetos podem adotar o design generativo para reimaginar modelos de sustentabilidade, práticas inclusivas e novas estéticas?
Ao longo dos anos, as cafeterias se tornaram muito mais do que apenas um lugar para tomar um café delicioso. Desde que as primeiras cafeterias foram criadas, elas têm sido utilizadas como lugares sociais de reunião e pontos de encontro para o público. Paralelamente ao desenvolvimento das cafeterias veio a "cultura do café", um conjunto de tradições e regras sobre o modo como os cafés são usados e a maneira como essas deliciosas bebidas são apreciadas.
Os cafés estão por toda parte, não apenas nas ruas movimentadas de nossa cidade, são amados globalmente. Eles oferecem uma atmosfera calorosa e convidativa, com foco no interiores e na estética do espaço, bem como nos serviços que oferecem, visto que alguns cafés abrigam múltiplas funções. Portanto, a pergunta permanece: como as cafeterias estão explorando hoje a criação de novos espaços que são interessantes e trazem nova vida a esta cultura?
Uma das maravilhas do mundo antigo, as Pirâmides do Egito são ricas em história e mistério. Usando seus inigualáveis recursos para criar estruturas em uma escala sem precedentes, os antigos usaram a forma de pirâmide para construir ícones estruturalmente resistentes e visualmente poderosos, que sobrevivem à ação do tempo. Apresentando uma nova definição em termos de monumentalidade, essas maravilhas arquitetônicas são atemporais e continuam influenciando projetos hoje.
Embora suas origens sejam históricas por natureza, essa icônica estrutura está ressurgindo em muitos projetos arquitetônicos pelo mundo. Arquitetura de pirâmide moderna, para diferentes funções e usos. Em edifícios sustentáveis, museus, shoppings e estruturas residenciais, a tipologia piramidal é visualmente cativante e pode ser construída em uma variedade de materiais e ambientes.
O presidente da La Biennale di Venezia, Roberto Cicutto, e o curador da 18ª Exposição Internacional de Arquitetura, Lesley Lokko de Jacopo Salvi. Imagem cortesia de La Biennale di Venezia
De 20 de maio a 26 de novembro de 2023, a 18ª Exposição Internacional de Arquitetura ocupará os espaços do Giardini, Arsenale e outros locais de Veneza. Intitulada O Laboratório do Futuro, a mostra foi anunciada hoje pelo presidente da Biennale di Venezia, Roberto Cicutto, e pela curadora da exposição, Lesley Lokko.
O tema e título desta edição considerará o continente africano como protagonista do futuro. “Há um lugar neste planeta onde todas essas questões de equidade, raça, esperança e medo convergem e se unem. África. A nível antropológico, somos todos africanos. E o que acontece na África acontece com todos nós”, explica Lokko.
Nos últimos anos, a indústria da construção tem enfrentado desafios sem precedentes. A falta de trabalhadores qualificados está aumentando os custos da mão-de-obra, há uma escassez global de moradias e os efeitos das mudanças climáticas em todo o mundo estão mais claras do que nunca. Portanto, questionar os métodos tradicionais de construção e empurrar os limites da inovação tornou-se uma prioridade, forçando o setor a implementar novas tecnologias à medida que eles embarcam na era da transformação digital. Há uma inovação, no entanto, que parece particularmente promissora: impressão em construção em 3D. Embora relativamente recente, a tecnologia já foi testada com sucesso em inúmeras estruturas, casas e prédios de apartamentos, reformulando a construção residencial como a conhecemos. Portanto, a impressão 3D poderia muito bem ser uma alternativa viável para soluções de moradias em massa mais eficientes, sustentáveis e econômicas em um futuro próximo, impactando positivamente a vida das pessoas e contribuindo para cidades mais verdes e saudáveis.
O processo de expansão das cidades, com o surgimento de novas frentes de povoamento, ocasiona uma consequente migração de partes da população residente e dos setores produtivo e comercial para novas áreas. Esse fenômeno tem, como um de seus resultados, o esvaziamento funcional e demográfico de regiões consolidadas das cidades brasileiras, levando a uma concentração de terrenos e edificações ociosos, subutilizados e degradados.
https://www.archdaily.com.br/pt/983566/a-gestao-ineficiente-dos-imoveis-publicos-nas-cidades-brasileirasPedro Duarte e Naiara Amorim
Pelos mais variados motivos, arquitetos são conduzidos para longe da prática profissional. Às vezes, no entanto, seguem projetando edifícios em outros meios e suportes. Vinicius Libardoni é um arquiteto e artista ítalo-brasileiro que migrou do Autocad para a gravura em metal, com passagem pela xilogravura, e vem construindo arquiteturas imaginárias desde então.
O tema maconha é um tabu. Baseados em suas crenças culturais e religiosas, os países têm opiniões diferentes sobre a legalização de produtos oriundos da cannabis. Nos Estados Unidos especificamente, cada Estado decide como lidar com a questão e a cada ano, mais e mais deles (agora 18 e o Distrito de Columbia, num total de 50) têm legalizado a venda e o uso recreativo de uma quantidade limitada de cannabis — embora ela continue ilegal em nível federal.
O Prêmio Aga Khan de Arquitetura (AKAA) anunciou 20 projetos finalistas para a edição de 2022. Concorrendo ao prêmio de US$ 1 milhão, um dos maiores da arquitetura, os 20 projetos localizados em 16 países diferentes foram selecionados pelo júri dentre 463 obras indicadas ao 15º Ciclo de Prêmios (2020-2022). O júri, do qual fazem parte Anne Lacaton, Francis Kéré, Nader Tehrani e Amale Andraos, se reunirá novamente este ano para visitar os projetos e escolher os vencedores.
Sundance Square, um novo local central para a cidade de Fort Worth, TX, EUA. Imagem cortesia de PPS
Espaços públicos desempenham um papel significativo na organização de cada comunidade, mas definir o que os diferencia de outros espaços da cidade não é uma tarefa fácil. Uma vez que esses espaços começam a se instalar na memória coletiva das comunidades locais, tornam-se elementos-chave que concentram a imagem mental de uma cidade. Enquanto esse processo geralmente acontece com espaços urbanos, monumentos e elementos arquitetônicos isolados também podem se tornar marcos para a vida urbana de uma determinada região. Então, o que acontece quando eventos catastróficos como incêndios, guerras ou mesmo a pandemia alteram essa imagem?
Formado pelos arquitetos João Gabriel Rosa, Martin Kaufer Goic, Eron Costin, Emerson Vidigal e Fabio Henrique Faria, o Estúdio 41 possui um trabalho bastante diversificado, tanto em escala quanto em programas. Essa característica foi conquistada ao longo de mais de 10 anos investidos na participação de concursos nacionais e internacionais de arquitetura, com presença marcante entre os finalistas e as menções honrosas, além das vitórias expressivas, como no edital para a reconstrução da Estação Antártica Comandante Ferraz em 2013.
Poucos espaços são tão íntimos e contemplativos quanto as salas de oração. Projetadas como estruturas autônomas e parte de projetos maiores, as salas de oração são feitas como uma arquitetura de introspecção. Localizados dentro de uma casa de culto ou espaço funerário, ou para fins próprios, estas salas silenciosas oferecem áreas tranquilas para considerar a vida e a passagem do tempo. Refletindo ideias mais amplas sobre fé e espiritualidade específicas, elas são projetadas como espaços de simbolismo e santuário.
"Crescer sendo queer significa experimentar a desestabilizadora ausência de uma história queer ampla e acessível, principalmente em relação ao pensamento espacial". Este relato é o que intrigou o designer Adam Nathaniel Furman e o historiador de arquitetura Joshua Mardell a reunir uma comunidade de colaboradores para apresentar novas perspectivas ao campo da arquitetura. A partir de histórias de espaços que desafiam a moral cis-heteronormativa e abrigam pessoas que buscam viver suas próprias verdades, surgiu o livro intitulado "Queer Spaces: An Atlas of LGBTQIA+ Places and Stories", o qual explora distintos contextos sociais, políticos e geográficos da comunidade LGBTQIA+.
Em projetos residenciais, os elementos de conforto ambiental são centrais para a concepção de propostas que estabeleçam um sentido de aconchego, acolhimento e sensação de pertencimento em um lugar protegido e seguro. A iluminação talvez seja o aspecto mais importante na conformação desse conjunto, já que ela é capaz de apontar usos específicos nos ambientes internos e externos das casas, estabelecer funções de uso prático ou de relaxamento, e destacar elementos arquitetônicos que atribuem grande valor às obras.
Balkrishna Doshi foi formalmente presentado, em 15 de junho, com a 2022 Royal Gold Medal for Architecture pelo presidente do RIBA, Simon Allford. Concedido pelo Royal Institute of British Architects, em nome de Sua Majestade a Rainha, o prêmio anual é “oferecido a uma pessoa ou grupo de pessoas que tiveram uma influência significativa direta ou indiretamente no avanço da arquitetura”.
Figura principal na formação da arquitetura indiana e suas regiões adjacentes, conhecido especialmente por seu planejamento urbano visionário e projetos de habitação social, Balkrishna Doshi “combinou o modernismo pioneiro com o vernáculo”, enquanto seus edifícios carregam “uma profunda apreciação das tradições da arquitetura, clima, cultura e artesanato da Índia”. Com 70 anos de carreira, mais de 100 projetos construídos e sua atuação na educação, tornou-se reconhecido internacionalmente por suas contribuições no cenário arquitetônico. Aos 90 anos e ainda atuando, Balkrishna Doshi “continua tão prolífico quanto inspirador”, afirma o Comitê de Honra do RIBA de 2022.
Ma Yansong, sócio principal da MAD Architects, revelou sua última obra de arte "Flow" na recém-inaugurada 8ª Trienal de Arte Echigo-Tsumari. Inaugurada neste verão no Japão, a instalação reinventa parte da obra de arte “Tunnel of Light” que foi concluída em 2018. Por meio de uma série de plataformas imersivas, os arquitetos abstraíram e capturaram o espírito do rio Kiyotsu, proporcionando aos visitantes uma experiência imersiva e espacial dinâmica. A Trienal espera melhorar a economia local por meio da arte e promover uma relação mais harmoniosa entre o homem e a natureza.