Como já explicamos em um artigo publicado anteriormente, o conceito da modulação na arquitetura se traduz na adaptação de um projeto a um módulo definido, seja a partir de uma medida específica utilizada como base ou das dimensões de determinado material construtivo.
Atrelada à esse conceito, mas fundamentada ainda em outras definições, as construções modulares partem do estudo prévio e da previsão de módulos pré-fabricados transportáveis para montagem no local da construção, motivo pelo qual costumam ser concluídas de forma mais ágil e eficiente quando comparadas àquelas tradicionais.
Enquanto um espaço eminentemente hegemônico, em que os homens brancos cisgênero representaram ao longo do tempo e ainda representam a maioria nas posições de maior prestígio — desde as lideranças de grandes escritórios às premiações internacionais, como o Prêmio Pritzker —, a prática arquitetônica tradicionalmente tem invisibilizado a trajetória e experiência profissional de muitas arquitetas.
No debate da arquitetura, muito se discute sobre a influência do meio onde se insere o edifício, seja pela incorporação de elementos do entorno durante o processo de desenho, seja pela negação ou superação de características indesejadas desses locais. Algumas situações evidenciam mais essa negociação do que outras, sobretudo quando o entorno natural é dominante. Nesses casos, observa-se a todo momento o confronto entre a preexistência natural e as intervenções humanas, e as formas possíveis de atingir a harmonia entre ambas.
No campo da arquitetura, é comum notar em muitos projetos uma certa predileção dos arquitetos pelo emprego de materiais e elementos arquitetônicos em seu estado aparente ou bruto, como alguns preferem chamar. Com o intuito de expor a materialidade da estrutura de um edifício, é frequente, sobretudo em projetos de reformas, um processo de retirada de forros e revestimentos. Essa busca pela retomada de um estado anterior da construção — ainda sem o acréscimo de elementos para cobrir a estrutura, tubulações, canos e eletrodutos — transforma esses espaços em lugares onde não há nada a esconder.
Projetar uma casa é um dos exercícios que certamente todos os arquitetos já experienciaram ao longo de sua carreira (ou pelo menos, na jornada acadêmica). No entanto, seja pelo orçamento reduzido ou limitações físicas do terreno, desenvolver um projeto residencial com metros qudrados escassos pode ser um interessante desafio na busca por soluções que maximizem o espaço, cumpra o programa de necessidades requerido e ainda ofereça o máximo conforto aos futuros moradores. Com isso em mente, reunimos de nossa biblioteca de projetos, 21 residências brasileiras com menos de 100 metros quadrados construídos acompanhados de suas plantas. Veja a seguir:
Em projetos de arquitetura, a divisão dos ambientes com funções diferentes pode ser feita de inúmeras formas e ir além do uso das tradicionais barreiras verticais, como as paredes, divisórias, painéis e cobogós. A diferenciação dos espaços por meio da disposição dos pisos em múltiplos níveis, seguindo uma lógica de divisão a partir de planos horizontais elevados ou rebaixados, possui a vantagem de permitir uma maior permeabilidade entre os ambientes.
As escadas de madeira podem apresentar um aspecto próprio em cada projeto, graças não apenas às diferentes disposições que podem ocupar no ambiente, mas também à variação de cores e texturas proporcionadas pelas diferentes espécies e cortes das peças e às diferentes maneiras de arranjo de degraus.
O concreto talvez seja o material mais facilmente associado à arquitetura moderna brasileira; de alta resistência à compressão e, quando armado, capaz de assumir variadas formas, sua plasticidade fez com que se tornasse o material favorito de alguns dos mais expressivos arquitetos brasileiros do século passado.
Hoje, ainda é bastante explorado na arquitetura produzida no Brasil, seja por sua robustez estrutural, facilidade de manutenção ou valor estético.
Nem sempre um projeto arquitetônico é precedido de um terreno livre de construções. O desafio de intervir em uma arquitetura preexistente para adaptá-la a novas necessidades requer um olhar diferente daquele orientado aos lotes vazios e abertos às mais diversas possibilidades de ocupação.
Reformas, ampliações e reabilitações são algumas das maneiras de intervir na arquitetura para satisfazer as exigências em constante transformação, sejam elas dos mesmos habitantes para os quais o projeto originalmente foi destinado ou de recém-chegados.
Como uma das primeiras etapas de um projeto arquitetônico, a implantação do edifício no terreno é responsável pelo direcionamento de uma série de decisões projetuais subsequentes, como por exemplo, a distribuição espacial do programa.
Particularmente nos casos em que o edifício é construído em um terreno irregular, seja pela presença de muitos recortes, assimetrias, ângulos agudos ou trechos estreitos, é muito provável que a conformação do lote exerça influência direta no partido adotado.
Mobiliários infantils são aqueles - fixos ou móveis - desenhados pensando nas crianças, seja de acordo com os seus princípios ergonômicos e anatômicos, ou de forma a assessorá-las da forma mais adequada. Seguindo essa linha, podemos identificar dois tipos de móveis: (1) aqueles que facilitam a relação entre o cuidador e a criança e (2) os que permitem que a criança os utilize de forma independente.
A grande diferença entre esses dois tipos é que os primeiros possuem dimensões que se adaptam à ergonomia do adulto e o segundo são projetados para atender às necessidades ergonômicas da criança, em cada etapa de seu desenvolvimento. Como o crescimento das crianças ocorre de forma relativamente rápida, é comum que os móveis deste segundo grupo sejam multifuncionais ou mesmo extensíveis.