A madeira, em suas incontáveis aplicações na arquitetura, desde pisos até as coberturas, é um material naturalmente associado à beleza, versatilidade e à sensação de conforto. Estas características não poderiam ser diferentes na sua utilização em esquadrias.
O Edifício Ícaro Jardins da Graciosa, projetado pelo Studio Arthur Casas, foi premiado no Rethinking The Future, uma celebração que reconhece projetos de arquitetura e design de todo o mundo em mais de 40 categorias. Localizado em Curitiba, o edifício conta com 21 unidades de apartamentos divididas entre três torres de estrutura de concreto aparente.
Concorrendo na categoria residencial acima de cinco pavimentos, o edifício de Casas apresenta uma fachada marcada por circulações que atuam como varandas, destacando a horizontalidade das torres. Com projeto paisagístico de Renata Tilli, as linhas horizontais são evidenciadas pelo verde das plantas cultivadas em vasos que percorrem o perímetro dos pavimentos.
Em regiões urbanizadas, devido ao alto custo dos terrenos e a disputa pelo acesso à infraestruturas urbanas, é comum vermos exemplos de edificações geminadas, sobretudo em áreas de uso residencial. Erguidas quase sempre seguindo um eixo de simetria, compõem duplas ou faixas de várias residências que, além de baratear o custo da obra e do projeto, apresentam um bom aproveitamento do uso do solo.
Aqui, selecionamos dez casas brasileiras geminadas que apresentam diferentes estratégias projetuais para lidar com as condicionantes urbanas.
As empenas são conhecidas como as paredes laterais de um edifício, normalmente previstas para ladear uma construção vizinha. Mesmo em edifícios com recuos laterais mais generosos, que permitem aberturas para portas e janelas, as empenas podem ser mantidas como grandes superfícies contínuas, criando uma fachada cega na edificação.
Nesse sentido, as empenas em concreto aparente, que se valem da textura do material sem a necessidade de revestimentos, podem ser empregadas como elementos estéticos na composição plástica do edifício. Como parte da série Casas Brasileiras, apresentamos a seguir 10 residências com empenas de concreto:
Embora haja uma certa indefinição teórica quanto aos limites e ao alcance do termo "brutalista", existem certas constantes sobre seus parâmetros estéticos que nos permitem estabelecer uma linha de análise relativamente concreta. Nestes termos, os edifícios pertencentes ao brutalismo - um estilo do Movimento Moderno que atravessou seu boom entre os anos 1950 e 70 - são caracterizados por sua verdade construtiva - mostrando e evidenciando o material que compõe a arquitetura, assim como sua lógica construtiva e estrutural - a geometria de suas formas e a rugosidade das superfícies. O concreto armado aparece como o material principal de escolha e tanto as texturas geradas pelas formas de madeira bruta, quanto as incorreções do concreto não são mais cobertas com reboco ou tinta, mas exibidas deliberadamente como escolha de evidenciar os processos de construção.
Embora o tecido da cidade de Buenos Aires seja caracterizado por uma condição morfológica heterogênea e em constante transformação, dentro da gama de habitações de baixa densidade, é possível detectar certas tipologias constantes que emergiram da interação de sucessivas variáveis históricas - tais como as estratégias de loteamento das quadras, as regulamentações urbanas e suas correspondentes atualizações, ou as tradições construtivas daqueles que ergueram a cidade. Uma dessas tipologias identificáveis é o PH, cujo nome deriva da noção de Propriedade Horizontal, uma regulamentação que permitiu o desenvolvimento de residências particulares dentro de um mesmo lote.
Casa Rio Bonito / Carla Juaçaba. Imagem @Nelson Kon
Considerada uma das técnicas construtivas mais antigas do mundo, a alvenaria estrutural no Brasil começou a ser implementada ainda no período colonial com o uso de pedra, adobe e taipa de pilão. De lá para cá, este método vem evoluindo, com sua viabilidade recuperada por meio de materiais contemporâneos como os blocos modulares de concreto ou cerâmicos auto-portantes.
Neste processo construtivo, no qual estrutura e vedação são executadas simultaneamente, o uso de pilares e vigas é dispensado. Sendo assim, as paredes carregam a dupla função de conformar espaços, ao mesmo tempo em que assumem o papel de estrutura da edificação.
Cerrado é o nome dado ao bioma caracterizado por árvores baixas, arbustos espaçados e gramíneas, que ocupa uma área de mais de 2 milhões de km² – cerca de 23% do território nacional – e se estende pelo estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, Piauí, o Distrito Federal, Tocantins e parte dos estados da Bahia, Ceará, Maranhão, São Paulo, Paraná e Rondônia.
Convidamos você a conhecer as paisagens do Cerrado por meio da arquitetura. Veja, a seguir, 10 projetos inseridos em regiões diversas do segundo maior bioma da América do Sul.
Uma Pequena Cabana Australiana / CABN. Cortesia de CABN
Não se sabe ao certo onde e quando a roda foi inventada, mas, segundo o antropólogo americano David Anthony para a BBC, existe uma série de evidências arqueológicas de veículos com rodas a partir de 3,4 mil a.C. na Eurásia e no Oriente Médio. Desde sua criação, a roda revolucionou a forma como os seres humanos lidam com uma série de atividades e, sobretudo, com os deslocamentos.
Na arquitetura, campo diretamente associado à permanência no espaço, com construções sólidas de caráter predominantemente permanente, as rodas podem parecer, à primeira vista, objetos alheios às edificações. No entanto, com a recente profusão de casas de pequena escala, que concentram em espaços mínimos as diversas funções de uma residência, tem surgido uma nova possibilidade para a arquitetura: a locomoção.
O American Institute of Architects (AIA) premiou sete novos projetos residenciais com o 2020 Housing Awards. Os projetos compreendem habitações unifamiliares, multifamiliares e residências especiais. Organizado pela Comunidade de Conhecimento de Desenvolvimento Comunitário e Habitação do AIA, os prêmios destacam a importância das habitações como uma "necessidade da vida, um santuário para o espírito humano e um valioso recurso nacional".
Elementos vazados como cobogós e muxarabis são comumente utilizados para proteger os espaços internos de um edifício da radiação solar direta sem bloquear a ventilação, uma característica favorável sobretudo a locais de clima predominantemente tropical, como o Brasil. Menos comum é o uso destes elementos em interiores, mas nestes casos os elementos vazados permitem flexibilizar a divisão entre os ambientes internos, sem segregá-los completamente.
Na arquitetura, para a concepção dos espaços físicos e tangíveis, os aspectos efêmeros e intangíveis são considerações essenciais a serem analisadas no processo projetual. Um dos elementos mais importantes neste sentido é a iluminação natural, responsável por proporcionar conforto, qualidade de vida e saúde àqueles que habitam ou habitarão o espaço.