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Arquitetura equatoriana: O mais recente de arquitetura e notícia

Uma arquitetura da coletividade: por dentro da prática do Taller General

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Fundado em Quito em 2017 por Martín Real e Florencia Sobrero, o Taller General atua em habitação, reabilitação, exposições e projetos comunitários. O que os une é menos uma tipologia de edifício e mais uma forma de construir: arquitetos/as, construtores/as, artesãos/as, estudantes, organizações e comunidades transitam pelo processo, e cada projeto toma forma a partir do que já existe no local.

Essa abordagem surgiu da experiência direta com o canteiro de obras. Antes da fundação formal do Taller General, Real e Sobrero envolveram-se com a Actuemos Ecuador, uma das iniciativas da sociedade civil criadas em resposta ao terremoto que atingiu a costa do Equador em 2016. Trabalhar sob as condições reais da construção vinculou as decisões arquitetônicas aos materiais, orçamentos, mão de obra disponível e saberes locais, estabelecendo uma relação com o fazer construtivo que permanece central em sua prática.

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Da extração à regeneração: como a arquitetura pode contribuir para a mudança no desenvolvimento rural da América Latina

O meio rural sempre exerceu um papel fundamental no desenvolvimento social e econômico dos países. Até o século XVIII, era o principal espaço de produção e de organização da vida. Com a Revolução Industrial, no entanto, ocorreram profundas transformações estruturais que redefiniram essa dinâmica. A indústria passou a ocupar uma posição central, vinculando-se ao meio urbano e dando origem a uma visão dicotômica e hierarquizada entre rural e urbano, agricultura e indústria. Nesse contexto, duas visões opostas ganharam destaque: uma previa o desaparecimento do rural diante da urbanização e do avanço econômico; a outra apostava na sua permanência e renascimento. Hoje sabemos claramente qual das hipóteses se tornou verdadeira.

Da extração à regeneração: como a arquitetura pode contribuir para a mudança no desenvolvimento rural da América Latina - Image 1 of 4Da extração à regeneração: como a arquitetura pode contribuir para a mudança no desenvolvimento rural da América Latina - Image 2 of 4Da extração à regeneração: como a arquitetura pode contribuir para a mudança no desenvolvimento rural da América Latina - Image 3 of 4Da extração à regeneração: como a arquitetura pode contribuir para a mudança no desenvolvimento rural da América Latina - Image 4 of 4Da extração à regeneração: como a arquitetura pode contribuir para a mudança no desenvolvimento rural da América Latina - Mais Imagens+ 9

Emilio López: "A arquitetura latino-americana está experimentando com a geografia e os recursos"

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Emilio López é arquiteto pela Pontifícia Universidade Católica do Equador e possui mestrado em História e Teoria da Arquitetura pela Universidade Politécnica da Catalunha. Participou de vários projetos que mostram uma interessante conexão com o território, como a Casa Muta ou a Casa Don Juan, e recentemente recebeu um destaque por seu trabalho em Pamplona, durante a Bienal de Arquitetura Latino-americana 2023.

Ele afirma que ainda vive no Equador, um território com uma das maiores biodiversidades do mundo. Ele pontua que a geografia, as plantas, os climas e as culturas do país são grandes estímulos, além de sustentar que, com a arquitetura, surge a possibilidade de imersão e mistura com o meio, permitindo que ele se deixe transformar pelo outro. Ele diz que a força da arquitetura reside em ser produto da afetação imersiva que implica repensar sua relação com os recursos e com o mundo em que vive.

Nesta entrevista a seguir, conheça ainda mais sobre as inspirações e processos de trabalho do arquiteto Emilio López.

"Usamos a arquitetura como uma ferramenta": entrevista com El Sindicato

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El Sindicato nasceu em 2014, quando Xavier Duque, Maria Reinoso e Nicolás Viteri uniram forças contra a forma tradicional de trabalho chefe-empregado. Deixaram de trabalhar para outras pessoas e agora fazem suas próprias coisas — dedicam-se àquilo que mais gostam dentro e fora da profissão. Dizem que El Sindicato não é um escritório de arquitetura, mas um projeto de vida.

Casa Los Algarrobos / José María Sáez + Daniel Moreno Flores

Praça Victor J. Cuesta / DURAN&HERMIDA arquitectos asociados

Edifício de salas de aula na Universidade de Cuenca / Javier Durán

Casa X / Arquitectura X

Esquema 1
Por não possuir um terreno quando decidimos projetar a nossa casa, desenvolvemos um esquema básico que poderia funcionar em Quito ou nos vales a leste da cidade; isto implicou sintetizar nossa experiência numa forma abstrata, inspirada na obra de Donald Judd, que poderia estar localizada em qualquer um dos lotes que provavelmente encontraríamos uma caixa aberta (1), cujo limite espacial seria a cordilheira oriental e ocidental.
Esquema 2
Nós não tínhamos um lugar então procuramos nos espaços que considerávamos próprios e encontramos que o pátio (2) era o lugar perfeito para a nossa história.
Por outro lado, estava nosso fascínio com a casa de vidro (3) protótipo e suas possibilidades para o nosso clima temperado.
Enquanto o pátio cria a sensação de lugar, deve limitar-se a funcionar como tal, e a cordilheira não pode ser o seu limite espacial. A Casa de Vidro, no entanto, funciona perfeitamente como um espaço sem limites, a soma do pátio à casa de vidro (4) permite adaptar-nos às condições dos potenciais locais.
Separamos os espaços públicos e privados, definindo assim o pátio de serviço, e os espaços de circulação (5), foram adicionadas conforme a necessidade e de acordo com as condições específicas do lugar escolhido, limitando assim o pátio.
Esquema 4