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Arquitetura Rural: O mais recente de arquitetura e notícia

Nem fazenda, nem hotel: por que o agroturismo precisa de uma tipologia arquitetônica própria

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Este artigo faz parte da nossa nova seção Opinião, um formato de ensaios opinativos sobre questões críticas que moldam nosso campo.

O agroturismo é comumente compreendido como um modelo híbrido, composto pela sobreposição equilibrada entre as indústrias da agricultura e da hospitalidade. Sob essa perspectiva, o agroturismo é valorizado como uma variação de um tema existente, uma atividade complementar sobreposta à produção rural. Essa abordagem já não se sustenta no século XXI, uma vez que a escala e a independência do crescimento do agroturismo o transformaram em um setor econômico distinto — com consequências arquitetônicas que nem a agricultura nem a hospitalidade, de forma isolada, são capazes de abordar.

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Projetando para galinhas: repensando a forma como humanos e animais compartilham o espaço

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Durante séculos, as galinhas viveram ao lado das pessoas em assentamentos de todas as escalas, desde fazendas rurais e vilarejos até bairros urbanos densos. Em grande parte do mundo, a criação de galinhas faz parte da vida cotidiana, fornecendo ovos e carne para residentes, ou o controle de pragas para as terras agrícolas do entorno. As estruturas construídas para abrigar galinhas variavam de acordo com os materiais locais, o clima e as práticas culturais, no entanto, compartilhavam um propósito comum: criar um espaço onde galinhas e seres humanos pudessem coexistir. O galinheiro não é uma nova tipologia arquitetônica, tampouco uma resposta contemporânea à vida urbana. Trata-se, na verdade, de uma forma que se adaptou continuamente às mudanças nas condições sociais, ambientais e espaciais.

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"A beleza em si é perigosa": Xu Tiantian fala sobre ir além da "starchitecture" em entrevista ao Louisiana Channel

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Xu Tiantian é a sócia-fundadora do DnA_Design and Architecture, um escritório interdisciplinar que aborda tanto as dimensões físicas quanto as sociais do ambiente habitado contemporâneo, em diferentes escalas. Nascida em 1975 em Fujian, na China, ela obteve o título de Mestre em Arquitetura em Design Urbano pela Harvard Graduate School of Design e o diploma de bacharel em arquitetura pela Universidade de Tsinghua, em Pequim. Seu trabalho recente se concentra na revitalização rural por meio de uma estratégia que ela descreve como "acupuntura arquitetônica", compreendida como intervenções de pequena escala e específicas para cada local, projetadas para ativar a cultura, a agricultura e o turismo locais. Essas intervenções, concentradas principalmente nas regiões rurais da China, foram reconhecidas pelo ONU-Habitat como um modelo global para a integração urbano-rural. Nesta entrevista para o Louisiana Channel, ela reflete sobre o papel do/a arquiteto/a, questiona a própria arquitetura e o conceito de beleza, explica sua metodologia de trabalho e enfatiza a dimensão espacial da natureza.

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Futuros Rurais: Projetos e Instalações que Redefiniram o Campo em 2025

Já faz alguns anos que o campo deixou de ser apenas o contraponto pictórico às cidades e passou a funcionar como um laboratório ativo de novas relações entre território, paisagem e pessoas. Nele, a urgência ambiental encontra a memória coletiva; técnicas ancestrais dialogam com experimentações arquitetônicas; comunidades locais operam como curadoras do seu próprio território. A ruralidade contemporânea emerge menos como geografia e mais como cultura — inscrita em modos de vida que cuidam do meio ambiente.

Trata-se de uma vasta zona rural que se espalha pelo planeta assumindo distintas expressões conforme o contexto — dos arrozais asiáticos aos assentamentos agrícolas africanos, das pequenas propriedades europeias aos latifúndios e comunidades agroextrativistas das Américas. Ainda assim, por trás dessa pluralidade, haveria algo que as une? E, sobretudo, como a arquitetura revelaria esse elo silencioso?

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Entre o sítio e o ofício: quatro projetos de messina | rivas em Cunha

O município de Cunha, localizado no estado de São Paulo, é uma região conhecida por sua paisagem interiorana, terreno montanhoso e, especialmente, uma grande produção de cerâmicas de renome nacional. É nesse contexto que o escritório messina | rivas vem atuando desde 2017, com um conjunto de projetos localizados em uma fazenda. Seu trabalho, que integra design e construção de forma indissociável, resulta em intervenções que revelam uma abordagem sensível às condições preexistentes e ao ambiente ao seu redor.

A relação entre o escritório, liderado pelos arquitetos Francisco Rivas e Rodrigo Messina, e o local começou com uma pequena reforma de uma casa de hóspedes para receber amigos. O projeto resultou na transformação de dois quartos existentes em suítes e na criação de uma cozinha externa. Desde então, as demandas crescentes e a necessidade de adaptar os edifícios existentes impulsionaram o design de outros projetos distribuídos pelo mesmo local.

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Laboratório rural: o campo como espaço de experimentação na América Latina

E se o futuro da arquitetura não estiver nas cidades, mas além delas? Há décadas, a urbanização domina discursos e estatísticas. Somos constantemente bombardeados por dados que confirmam a ubiquidade da condição urbana, mas raramente nos perguntamos o inverso: o que aqueles que se mudaram para a cidade deixaram para trás? O que permanece vivo e em transformação longe dos centros urbanos?

O campo — historicamente subestimado — tem emergido como um território fértil de possibilidades. Mais do que um "espaço marginalizado", o rural latino-americano se afirma hoje como um verdadeiro laboratório de experimentação arquitetônica, social e ecológica. De comunidades agroecológicas a tecnologias de baixo impacto, das relações entre humanos, máquinas e outros seres vivos às soluções locais para desafios globais como a crise climática, a segurança alimentar e a migração — o campo está redesenhando, com autonomia e inventividade, seu próprio futuro.

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Da extração à regeneração: como a arquitetura pode contribuir para a mudança no desenvolvimento rural da América Latina

O meio rural sempre exerceu um papel fundamental no desenvolvimento social e econômico dos países. Até o século XVIII, era o principal espaço de produção e de organização da vida. Com a Revolução Industrial, no entanto, ocorreram profundas transformações estruturais que redefiniram essa dinâmica. A indústria passou a ocupar uma posição central, vinculando-se ao meio urbano e dando origem a uma visão dicotômica e hierarquizada entre rural e urbano, agricultura e indústria. Nesse contexto, duas visões opostas ganharam destaque: uma previa o desaparecimento do rural diante da urbanização e do avanço econômico; a outra apostava na sua permanência e renascimento. Hoje sabemos claramente qual das hipóteses se tornou verdadeira.

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Os méritos do greenwashing: estigma social em torno da construção natural na Índia

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Nos últimos anos, a Índia testemunhou o ressurgimento do interesse em materiais de construção naturais, impulsionado pelo aumento das preocupações ambientais e um crescente desejo de resgatar estilos de vida tradicionais. De Mumbai, com suas movimentadas ruas, às tranquilas aldeias de Kerala, arquitetos, construtores e comunidades estão se unindo para explorar o potencial da terra, do bambu, da cal e de outros materiais orgânicos na criação de estruturas que sejam relevantes para cada contexto e que também incorporem os ideais contemporâneos do país. Essa mudança em direção ao uso de materiais naturais e recursos vernaculares reflete um movimento em prol da sustentabilidade e de uma conexão mais profunda com a natureza.

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Arquitetura de pés descalços: 10 projetos de Yasmeen Lari, vencedora da RIBA Royal Gold Medal 2023

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Yasmeen Lari, reconhecida como a primeira arquiteta do Paquistão, teve um impacto significativo tanto em seu país de origem quanto internacionalmente devido à sua abordagem inovadora e socialmente consciente em relação à arquitetura. Através de uma visão sistemática, o trabalho de Lari leva em consideração a cultura local, as oportunidades específicas da região e os desafios. Nascida no Paquistão em 1941, Yasmeen Lari mudou-se para Londres com sua família aos 15 anos. Depois de se formar na Oxford Brooks School of Architecture, ela voltou ao Paquistão aos 23 anos para iniciar a Lari Associates com seu marido, Suhail Zaheer Lari. O casal se estabeleceu em Karachi. Ali, ela começou a estudar as cidades antigas do Paquistão e a arquitetura vernacular de terra, despertando seu interesse pelo patrimônio arquitetônico e pelas técnicas tradicionais de seu país. Em 1980, ela cofundou a Heritage Foundation of Pakistan com seu marido, uma fundação ativa na preservação do rico patrimônio cultural do Paquistão.

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Como a arquitetura moderna transformou a casa de campo?

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Alguns dirão que é o ar fresco, a paz e a silêncio, e outros a proximidade constante da natureza; no entanto, todos concordamos que há algo único no campo. Ao entrar em uma casa de campo, todas essas qualidades podem ser refletidas pela lente do design de interiores contemporâneos, criando um ambiente acolhedor, leve e calmo. Conhecidos por seu lugar em ambientes rurais ou agrícolas e projetados para a vida no campo, as casas tradicionais dos anos 1700 foram inicialmente influenciadas por suas condições geográficas, melhorando o relacionamento com o meio ambiente. Ao conservar abordagens tradicionais, como plantas simples, telhados de duas águas e varandas grandes, a estética do campo passou por transformações para se adaptar aos modos de vida contemporâneos. Ao reutilizar e usar a arquitetura rural tradicional como uma referência direta, analisamos como os projetos atuais seguem suas estratégias de design singulares: materiais nobres, espaços conectados ao entorno e espaços simples e funcionais com detalhes únicos.

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Território contestado: relações entre a crise climática e a propriedade da terra

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A arquitetura é um ofício ou prática que, na maioria dos casos, envolve a construção de estruturas físicas e materiais. A arquitetura procura dar forma a edifícios destinados a servirem diferentes propósitos como trabalho, moradia, convivência, oração entre outros tantos. Estruturas construídas e intervenções arquitetônicas, no entanto, necessitam de um espaço físico para materializar-se. Dito isso, a melhor compreensão a relação intrínseca entre espaço e arquitetura, pode ser a chave para estabelecermos práticas mais sustentáveis nos campos da arquitetura, engenharia e construção civil.

A Casa de Jajja: casas auto-construídas para mulheres em Uganda

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Este artigo é uma colaboração do Colectivo RE e foi publicado originalmente em 02 de agosto de 2020, na segunda edição de Huevo de Pato, uma publicação que tem por objetivo compartilhar reflexões e experiências como estratégia para a democratização do saber e do fazer.

Escola Community Canvas / pk_iNCEPTiON

Escola Community Canvas / pk_iNCEPTiON - Fotografia de Exterior, Centro ComunitárioEscola Community Canvas / pk_iNCEPTiON - Fotografia de Interiores, Centro ComunitárioEscola Community Canvas / pk_iNCEPTiON - Fotografia de Exterior, Centro ComunitárioEscola Community Canvas / pk_iNCEPTiON - Fotografia de Exterior, Centro ComunitárioEscola Community Canvas / pk_iNCEPTiON - Mais Imagens+ 27

  • Arquitetos: pk_iNCEPTiON
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  64
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2021

Arquitetura ausente: uma perspectiva rural sobre o território colombiano

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O Taller Síntesis de Medellín, Colômbia, compartilhou conosco este artigo enfatizando a importância de reconhecer o ambiente construído rural colombiano, que responde à maior parte do território mas não à maior parte da prática arquitetônica, com o objetivo de conscientizar o público sobre como a arquitetura é desenvolvida e reconhecida no país.

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Uma visão da construção vernacular vietnamita: casas rurais de 1+1>2 Architects

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Este ano, a Organização das Nações Unidas para o Turismo (OMT) procurou abordar o turismo como uma forma de criar empregos e oportunidades nas áreas rurais sob a bandeira do Turismo e Desenvolvimento Rural.

A arquitetura de base rural e suas edificações tradicionais desempenham um papel importante para o patrimônio local. Elas também podem oferecer empregos e perspectivas mais além das grandes cidades, especialmente para as pequenas comunidades, geralmente em desvantagem econômica.

Arquitetura Livre: a autoconstrução no México pelas lentes de Adam Wiseman

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No México, a prática da autoconstrução ainda é um assunto que divide opiniões entre a comunidade de arquitetos, com adeptos tanto à favor quanto em contra a esta prática extremamente convencional e difusa por todo território. Entretanto, ainda que longe de ser um consenso entre os profissionais da construção civil, os processos autônomos de construção são uma realidade inegável e que se impõe sobre condições econômicas, culturais e sociais — não apenas no México, mas como um fenômeno que desconhece quaisquer tipo de fronteiras. Pensando nisso, ao longo dos últimos anos, arquitetos e arquitetas deram início à uma série de iniciativas com o principal objetivo de desenvolver e disponibilizar materiais informativos, guias de apoio e manuais de acompanhamento aos processos de autoconstrução, abordando temas de segurança, bem estar e em última instância, colocando em evidência uma prática que a cada dia se torna mais difícil de omitir.

Projeto de pesquisa analisa a situação atual da habitação tradicional no México

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A tradicional habitação mexicana está sendo rapidamente transformada por uma série de fatores, como a urbanização de áreas rurais, a interrupção da transmissão do conhecimento popular, a perda de bens naturais e as políticas públicas de habitação que negligenciam a importância dos tradicionais sistemas construtivos e promovem materiais industrializados, o que cria imaginários aspiracionais que ressignificam o conceito de moradia digna e resiliente.

Esse panorama conduz à perda do patrimônio arquitetônico tangível e intangível, bem como aos valores arquitetônicos que os povos indígenas desenvolveram ao longo do tempo. Ou seja, não apenas os objetos arquitetônicos correm o risco de desaparecer, mas também o conhecimento por trás da habitação vernacular, bem como sua relação e complexo entendimento do território em que está inserida.

Os 9 temas de arquitetura que você deve conhecer em 2018

O ano de 2017 já passou, mas deixou-nos uma série de aprendizados e novos conhecimentos que nos permitirá enfrentar com melhores ferramentas o desafiante 2018. Que surpresas este ano nos trará?

Em um espécie de jogo de previsões, pedimos a nossos editores do ArchDaily em espanhol, que projetem, com base em suas reflexões de 2017, quais serão os temas em que ouviremos falar entre arquitetos durante no ano de 2018, que acaba de começar.