"Café ou chá?" é uma daquelas frases que nos acompanham em diversos contextos: ouvida em aviões, após as refeições, em lounges de hotéis e em salas de reunião. Soa como uma pergunta simples — mera preferência, uma rápida ramificação no roteiro de atendimento. No entanto, ela também carrega uma sutil herança cultural. O chá traz consigo a longa história do ritual e do ritmo doméstico, ligada a antigas geografias de comércio e à etiqueta cotidiana. Já o café surge de uma linhagem diferente de circulação, posteriormente industrializada no café moderno e em seus rituais públicos. Em ambos os casos, a bebida nunca é apenas uma bebida; trata-se de uma relação praticada com o tempo e o espaço.
No Leste Asiático contemporâneo, no entanto, "café ou chá" assume cada vez mais outro significado: imperceptível ou inconscientemente, a frase torna-se uma escolha sobre onde se deseja estar. Cada bebida agora carrega uma expectativa espacial. O café pressupõe um ambiente que se pode ocupar — frequentemente um lugar para pausar, trabalhar, encontrar pessoas ou refrescar-se. O chá, apesar de culturalmente onipresente, manifesta-se de forma mais difusa pela cidade — ora como um destino dedicado, ora como um quiosque de alta rotatividade e, muitas vezes, como uma opção padrão integrada a tipologias gastronômicas. O resultado é que uma pergunta formulada em termos de paladar passa a funcionar como um indicador sutil de preferência espacial: se o que se busca é permanência ou velocidade, confinamento ou fluxo, um terceiro lugar ou um nó rápido na rua.
A arquitetura japonesa contemporânea continua a demonstrar como adaptar as necessidades em constante evolução de seus/suas moradores/as a uma rica tradição construtiva e a um legado artesanal. A madeira sempre foi a alma da arquitetura japonesa. Em muitos projetos residenciais recentes, esse material transcende sua função estrutural para se tornar o principal acabamento de diversas superfícies — de pisos e forros a mobiliários e elementos arquitetônicos. Esses ambientes alcançam um delicado equilíbrio entre elegância e aconchego.
O uso de acabamentos naturais, sem pintura, destaca a honestidade intrínseca da madeira, ao mesmo tempo em que celebra o caráter único de cada peça, seus veios naturais e a diversidade da composição geral. Enquanto algumas casas apresentam madeiras escuras e sóbrias para criar uma atmosfera acolhedora e robusta, outras utilizam espécies mais claras, como o pinus, para promover uma sensação de luminosidade, amplitude e leveza. Essa versatilidade comprova que a madeira pode se adaptar a qualquer estética, do rústico ao ultraminimalista.
A busca por materiais mais resistentes, leves e duráveis orienta a arquitetura muito antes do surgimento dos polímeros ou das fibras de carbono. Um dos primeiros exemplos em grande escala de materiais compósitos está na Grande Muralha da China, onde pedras, tijolos de argila e fibras orgânicas, como juncos e galhos de salgueiro, foram combinados para criar uma estrutura resiliente e duradoura. Essas técnicas primitivas revelam uma intuição atemporal: quando combinados de maneira cuidadosa, materiais distintos geram propriedades impossíveis de serem alcançadas por um único elemento. Diante das urgentes pressões ecológicas que o setor da construção enfrenta, essa intuição é revisitada sob a ótica da sustentabilidade, com arquitetos/as e engenheiros/as explorando compósitos de base biológica, reciclados e híbridos projetados não apenas pelo desempenho, mas também pela circularidade e responsabilidade ambiental.
As chaminés estão entre os elementos mais silenciosamente persistentes da história da arquitetura. Ainda assim, sua presença se mantém em quase todos os contextos culturais e climáticos, servindo tanto como recurso técnico quanto como dispositivo espacial, atmosférico e simbólico. Ela povoa os densos horizontes urbanos e ancora as paisagens rurais, com sua silhueta vertical sendo tão comum quanto uma janela ou o portal de uma porta. Essa aparente simplicidade, no entanto, é enganosa. A chaminé é um dos poucos componentes arquitetônicos que conectam a escala íntima da vida interior com as forças expansivas do meio ambiente. Para arquitetos/as e designers, a necessidade da chaminé apresenta uma escolha: deixá-la desaparecer discretamente no tecido funcional do edifício ou amplificá-la como um elemento central e expressivo que molda a identidade de um projeto.
No momento de criar espaços de exposição, o design da experiência, a proposta de percurso ou a transmissão de certas percepções e sentidos contribuem para a criação de diferentes vínculos e conexões entre os objetos exibidos e seus visitantes. Compreendendo o caráter de um showroom como aquele espaço pensado para mostrar produtos e serviços de forma criativa e experiencial, que estratégias de design poderiam melhorar as experiências internas de seus usuários? Como o design de interiores dialoga com a arquitetura de exposição?
O Japão, conhecido por sua elevada longevidade, enfrenta uma transição demográfica crítica. À medida que o envelhecimento populacional avança, cresce também a demanda por espaços bem projetados e concebidos com sensibilidade para apoiar o cuidado de idosos. Tradicionalmente, a atividade de cuidar estava intrinsecamente ligada à vida familiar, recaindo frequentemente sobre as mulheres em uma sociedade patriarcal. No entanto, com a progressiva dissolução das famílias grandes tradicionais e a consolidação da família nuclear como norma, o cuidado de idosos passa a depender cada vez mais de serviços de assistência social e de instalações especializadas.
Esse cenário impõe um desafio arquitetônico profundo e crescente: como os ambientes de acolhimento podem não apenas atender às necessidades médicas e de enfermagem, mas também promover a dignidade individual, o conforto e interações humanas e não humanas? O projeto ideal para instalações de acolhimento de idosos equilibra a funcionalidade clínica com as nuances do cotidiano — para as próprias pessoas idosas, para aquelas que enfrentam dificuldades decorrentes de condições como a demência, para suas famílias e para os profissionais de cuidado que as apoiam.
Em minha entrevista de 2008 com Kengo Kuma em Manhattan — o arquiteto baseado em Tóquio estava na cidade para uma palestra na Cooper Union e para supervisionar a reforma de uma casa na vizinha Connecticut —, ele resumiu para mim a intenção de seu trabalho: "A imagem mais próxima do tipo de arquitetura que tento alcançar é um arco-íris." O arquiteto projeta seus edifícios como um/a chef prepararia uma salada ou um/a florista organizaria um buquê de flores — selecionando cuidadosamente os ingredientes de acordo com seu tamanho, forma e textura. Ele então testa se eles devem se tocar, se sobrepor ou manter distância para permitir a passagem do fluxo de ar. O processo se aproxima mais de um experimento científico de tentativa e erro do que de um exercício artístico de projeção de formas e imagens visionárias. Embora seus edifícios certamente pareçam surpreendentemente artísticos e absolutamente arrebatadores, eles são ao mesmo tempo precisos e livres, primitivos e refinados, materiais e efêmeros. O fascínio do arquiteto pela materialidade é surpreendente e, apesar de ter concluído dezenas de edifícios em todo o mundo ao longo de sua carreira singular, em nossa conversa no mês passado via Zoom, Kuma me disse: "Estou no início de um longo processo de exploração material."
Nos últimos anos, o rosa evoluiu para além de suas associações tradicionais, tornando-se um elemento sofisticado e versátil na arquitetura e no design de interiores. Definido por um amplo espectro de matizes, o rosa abrange tons quentes e frios, variando de nuances puras de vermelho (R) a misturas com amarelo (Y80R, Y90R) ou azul (R10B, R20B, R30B), conforme classificado pelo Natural Color System (NCS). Embora seja difícil de definir por um único tom, essa cor equilibra vibração e suavidade, o que a torna adaptável a diferentes materiais e contextos. À medida que o rosa continua a ganhar destaque nos interiores contemporâneos, seu papel vai além de uma mera escolha cromática — trata-se de uma estratégia de design. A recente transição dos tons de rosa vibrantes e lúdicos da tendência "Barbiecore" para matizes mais suaves e empoeirados, vistos na moda e no design nas coleções de moda de 2025, destaca a adaptabilidade da cor. Sua presença nas paletas de cores da Pantone para 2025 também reforça seu apelo em diversas disciplinas. Quando aplicado de forma inteligente, o rosa pode transformar espaços, tornando-os acolhedores, amplos ou atemporais.
No século XXI, o vidro se tornou um material fundamental para a arquitetura. Antes limitado a esquadrias e aberturas, hoje o vidro domina fachadas inteiras, especialmente em edifícios altos, onde o fechamento transparente é preferido para maximizar as vistas. Os avanços tecnológicos do vidro têm sido notáveis, transitando de painéis de vidro simples, como os usados nas esquadrias de ferro da Bauhaus, para os sistemas atuais de vidro triplo com preenchimento de gases especializados, como o argônio, projetados para solucionar as antigas limitações térmicas do material.