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Arquitetos: Studio UF+O
- Área: 4800 ft²
- Ano: 2026

Trabalhando atualmente em 45 projetos simultâneos, incluindo o maior parque de biodiversidade da Índia e o segundo maior do mundo, Amit Gupta lidera o Studio Simbiosis há 12 anos, com um foco especial na sustentabilidade, onde o desempenho segue a experiência mais do que a forma segue a função.
Nesta edição de 2022 do World Architecture Festival, em Lisboa, o ArchDaily teve a oportunidade de conversar com Amit Gupta sobre a filosofia por trás do Studio Simbiosis, os desafios de construir no contexto de baixa tecnologia da Índia e o futuro da inteligência artificial e do metaverso no projeto arquitetônico.




Para quem a visita pela primeira vez, Mumbai se apresenta como um caleidoscópio de sobrecarga sensorial. Sob a perspectiva arquitetônica, a cidade peninsular abriga inúmeros estilos. A identidade arquitetônica de Mumbai emerge de séculos de intercâmbio cultural e influência colonial. O que torna essa experiência diferente daquela de outras cidades históricas é a densidade e a proximidade em que ocorrem as justaposições.

Ao contrário das escolhas da Cor do Ano de 2024, as seleções para 2025 revelam mais afinidades entre as cores apontadas pelas principais marcas da indústria de tintas. Todos os anos, designers e entusiastas de diversas áreas reúnem-se em empresas de todo o mundo para reacender o debate sobre a cor e sua relação com a cultura contemporânea. Para as previsões de 2025, os tons terrosos parecem ser os grandes vencedores: à escolha da Pantone, a Mocha Mousse, somam-se tons de canela, marrom e borgonha de marcas como Benjamin Moore, Graham & Brown, Behr e C2 Paint. Já marcas como AkzoNobel, Valspar e Comex optaram por cores mais vibrantes para celebrar o otimismo e a alegria, enquanto a Sherwin-Williams e a Jotun não se limitaram a uma única cor. Em vez disso, apresentaram paletas completas voltadas para a tranquilidade e o relaxamento. Esses conceitos parecem ser os temas condutores para 2025.


As tendências sempre vêm e vão no cenário em constante evolução e um tanto cíclico da arquitetura de interiores. Seja uma nova estética, um revestimento de parede inovador ou a última cor viral, certos elementos de design ganham destaque a todo momento nesse setor dinâmico. Alguns desaparecem tão rapidamente quanto surgem ou ressurgem sob novas formas anos mais tarde, ao passo que outros resistem e superam o teste do tempo por meio de uma reinvenção contínua — muitas vezes graças ao seu caráter versátil e adaptável. Os painéis ripados são um exemplo claro deste último caso. Com sua capacidade de adicionar textura e apelo visual a diversos estilos de design, tornaram-se uma escolha popular de revestimento para quartos, cozinhas e salas de estar nas últimas décadas. E agora, mais do que nunca, alinhando-se às preferências atuais que priorizam elementos elegantes, táteis e estruturados, eles consolidaram sua presença nos interiores residenciais contemporâneos.



Iluminação natural, ar fresco e uma temperatura confortável constante. Esses são três dos componentes mais básicos de que precisamos em nossos espaços internos. Ao expandir e aumentar o uso de vidro em fachadas de edifícios contemporâneos, podemos potencializar a entrada de luz natural. No entanto, para aliar essas superfícies envidraçadas de piso a teto à ventilação e ao controle de temperatura, muitas vezes são necessárias soluções técnicas de alto desempenho.
À medida que o setor da arquitetura volta seu foco para uma maior sustentabilidade e eficiência energética, muitos projetos contemporâneos nos ambientes mais quentes (e cada vez mais quentes) do mundo estão resgatando métodos tradicionais de controle de temperatura, luz e ventilação, aprendendo com o passado para nos salvar do futuro.

Telhados inclinados e lotes em patamares ou encostas estão entre as soluções mais antigas — e ainda assim altamente funcionais — para a dispersão, o redirecionamento de águas pluviais e o controle da erosão. Embora a maioria das construções atuais ainda opte por coberturas tradicionais, planas ou inclinadas, os avanços nos materiais e técnicas construtivas vêm permitindo uma maior exploração projetual e variações de layout. Com isso, observa-se o aumento de telhados verdes, soluções de isolamento passivo e usos mais inovadores das coberturas. Um exemplo notável é a recorrência de coberturas escalonadas ou em terraço, que costumam estabelecer uma continuidade suave com o terreno, além de oferecer espaços funcionais adicionais ao projeto.

Ao longo da costa sudoeste da Índia, pontuada por uma mistura de arquitetura colonial e patrimônio ancestral, a cidade de Kochi ergue-se como um vestígio da influência estrangeira. Anteriormente colonizada por portugueses, holandeses e britânicos, a cidade hoje sopra nova vida em sua paisagem construída. Do outro lado do mundo, na cidade alemã de Kassel, as cicatrizes da Segunda Guerra Mundial estão gravadas no ambiente, sob a superfície de sua alma cultural renascida. Kochi e Kassel, embora distantes geograficamente e historicamente, compartilham um ponto em comum: o poder de cura da arte e dos festivais. Diante de traumas históricos, ambas as cidades encontraram a renovação na expressão criativa de artistas de todo o mundo.