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Arquitetos: Vivas Arquitectos
- Área: 4569 m²
- Ano: 2024






O papel principal da arquitetura é criar estruturas que nos protejam do ambiente e gerem espaços seguros e confortáveis para todos os tipos de necessidades e atividades. Ao fornecer abrigo, a arquitetura também molda a maneira como as pessoas interagem com seu entorno. As tecnologias construtivas do passado, contudo, raramente conseguiam criar uma separação completa entre nós e o mundo exterior.
Embora a impermeabilidade fosse um resultado desejado, os materiais de construção porosos então disponíveis sempre permitiam que água, vento ou partículas externas se infiltrassem nos espaços internos. Em contrapartida, as tecnologias modernas hoje possibilitam envoltórias quase completamente impermeáveis, permitindo uma separação total entre o interior e o exterior e passando a depender de sistemas de engenharia para regular a temperatura, o fluxo de ar ou a umidade. Este artigo explora as diferenças entre essas duas abordagens contrastantes, analisando como as fachadas dos edifícios são equipadas para regular o conforto interno e seu impacto ambiental.

Na 19ª Exposição Internacional de Arquitetura - La Biennale di Venezia, o Dicastério para a Cultura e a Educação apresenta "Opera Aperta", um projeto que posiciona a arquitetura como uma prática de cuidado e responsabilidade coletivos. Com curadoria de Marina Otero Verzier e Giovanna Zabotti, Opera Aperta está situado no Complexo de Santa Maria Ausiliatrice, no distrito de Castello, em Veneza. Projetado por Tatiana Bilbao ESTUDIO e MAIO Architects, o projeto transforma o local de 500 metros quadrados em um espaço para restauração colaborativa e engajamento público. Concebido como um trabalho em andamento, em vez de uma instalação finalizada, Opera Aperta funciona como uma plataforma para troca contínua, participação e engajamento enraizados no contexto local. Essa abordagem aberta e orientada ao processo foi reconhecida durante os eventos de abertura, nos quais o Pavilhão da Santa Sé recebeu a Menção Especial do Leão de Ouro para Participação Nacional.


Internalities: Architectures for Territorial Equilibrium é a proposta apresentada para o Pavilhão da Espanha na 19ª edição da Bienal de Arquitetura de Veneza. Com curadoria dos arquitetos galegos Roi Salgueiro Barrio e Manuel Bouzas Barcala, o projeto exibido na sala central do pavilhão tem como objetivo "explorar estratégias-chave para a descarbonização da arquitetura na Espanha."

A crise habitacional, a necessidade de políticas eficazes de gestão do solo e a crescente demanda por auxílio à habitação são desafios globais, e a Espanha tem dado passos significativos para enfrentar essas questões nos últimos anos. Embora esse esforço esteja intimamente ligado à reabilitação de edifícios obsoletos, ele também aborda os desafios do adensamento e da gentrificação. Esses fatores impulsionaram a exploração de novos modelos de habitação e modos de vida, resultando no desenvolvimento de edifícios residenciais acessíveis, projetados para acolher um grande número de habitantes, sem abrir mão de padrões elevados de qualidade de vida.



Em meio ao dinamismo e à velocidade que caracterizam a nossa vida no mundo contemporâneo, especialmente em relação às nossas cidades e ambientes construídos, torna-se inevitável reconhecer a importância de preservar espaços de pausa e reflexão, essenciais para abordar e debater os temas fundamentais da arquitetura e do urbanismo de que a nossa sociedade necessita com urgência hoje. A última edição da XIII Bienal Ibero-Americana de Arquitetura e Urbanismo, realizada de 2 a 6 de dezembro em Lima, no Peru, propiciou um encontro único para esse tipo de reflexão e diálogo. Sob o lema 'CLIMAS: Ações para o bem viver', o evento reuniu arquitetos/as e referências do setor, que durante uma semana participaram de mesas-redondas e palestras, nas quais a discussão se concentrou nos desafios do habitar contemporâneo global, especialmente naqueles compartilhados entre a Espanha e a América Latina, atuando, assim, como uma ponte de conhecimento entre ambos os contextos.

De 2 a 6 de dezembro, será realizada em Lima, Peru, a XIII Bienal Ibero-Americana de Arquitetura e Urbanismo (BIAU), sob o tema CLIMA: Ações para o bem viver. Desde 1998, a BIAU — promovida pelo governo da Espanha por meio do Ministério da Habitação e Agenda Urbana (MIVAU), em colaboração com o Conselho Superior dos Colégios de Arquitetos da Espanha e com o apoio da Fundação ARQUIA — tem como objetivo difundir boas práticas de arquitetura e urbanismo na Ibero-América, fomentando um espaço de debate em torno dos desafios contemporâneos compartilhados entre a Espanha e a América Latina. Ao construir pontes de conhecimento entre ambos os continentes, a BIAU abre suas portas mais uma vez, agora em Lima.