Ed Reeve

NAVEGUE POR TODOS OS PROJETOS DESTE FOTÓGRAFO
↓

A arquitetura do mofo: o que os edifícios não podem controlar

Áudio disponível

A arquitetura contemporânea aprendeu a celebrar a matéria viva. Painéis de micélio, sistemas de algas, paredes vivas — a vida agora é bem-vinda nos edifícios, sob a ótica da inovação. No entanto, a mesma disciplina que celebra esses organismos trata o mofo como contaminação. Ambos são biológicos. Ambos respondem à umidade, à temperatura e às condições dos materiais. A diferença não é científica; diz respeito a quais formas de vida a arquitetura está disposta a aceitar e quais prefere eliminar.

O mofo não se limita a edifícios abandonados ou interiores mal conservados. Ele surge em residências, escolas, escritórios, estruturas históricas e novas construções, nos mais diversos climas e contextos. Isso torna difícil ignorá-lo como um problema menor ou isolado. Se o mofo continua voltando, o que ele nos diz sobre os ambientes que os edifícios criam?

A arquitetura do mofo: o que os edifícios não podem controlar - Mais Imagens+ 17

Acesso exclusivo

“O tipo de arquitetura que tento alcançar é um arco-íris”: em conversa com Kengo Kuma

Em minha entrevista de 2008 com Kengo Kuma em Manhattan — o arquiteto baseado em Tóquio estava na cidade para uma palestra na Cooper Union e para supervisionar a reforma de uma casa na vizinha Connecticut —, ele resumiu para mim a intenção de seu trabalho: "A imagem mais próxima do tipo de arquitetura que tento alcançar é um arco-íris." O arquiteto projeta seus edifícios como um/a chef prepararia uma salada ou um/a florista organizaria um buquê de flores — selecionando cuidadosamente os ingredientes de acordo com seu tamanho, forma e textura. Ele então testa se eles devem se tocar, se sobrepor ou manter distância para permitir a passagem do fluxo de ar. O processo se aproxima mais de um experimento científico de tentativa e erro do que de um exercício artístico de projeção de formas e imagens visionárias. Embora seus edifícios certamente pareçam surpreendentemente artísticos e absolutamente arrebatadores, eles são ao mesmo tempo precisos e livres, primitivos e refinados, materiais e efêmeros. O fascínio do arquiteto pela materialidade é surpreendente e, apesar de ter concluído dezenas de edifícios em todo o mundo ao longo de sua carreira singular, em nossa conversa no mês passado via Zoom, Kuma me disse: "Estou no início de um longo processo de exploração material."

“O tipo de arquitetura que tento alcançar é um arco-íris”: em conversa com Kengo Kuma - Mais Imagens+ 27

Acesso exclusivo

Projetando para dois mundos: como a exploração espacial está moldando o futuro da arquitetura na Terra

A exploração espacial não é apenas um testemunho da ambição humana ou uma busca por novos territórios e recursos. Nossas incursões além da atmosfera terrestre são movidas por um propósito mais profundo: compreender melhor nosso lugar no cosmos e desenvolver inovações pioneiras capazes de transformar a vida em nosso próprio planeta.

Ainda que as viagens além do nosso planeta mexam com a imaginação, o verdadeiro impacto da exploração espacial pode ser sentido muito mais perto de nós. A opinião pública costuma encarar a exploração espacial como um esforço distante, com pouca relevância para os desafios terrestres. No entanto, essa perspectiva desconsidera as contribuições substanciais dos programas espaciais para o nosso mundo. Ao impulsionar a inovação tecnológica, expandir nosso conhecimento científico e inspirar futuras gerações, a exploração espacial tem se mostrado um catalisador inestimável para enfrentar questões globais.

Projetando para dois mundos: como a exploração espacial está moldando o futuro da arquitetura na Terra - Imagem 1 de 4Projetando para dois mundos: como a exploração espacial está moldando o futuro da arquitetura na Terra - Imagem 2 de 4Projetando para dois mundos: como a exploração espacial está moldando o futuro da arquitetura na Terra - Imagem 3 de 4Projetando para dois mundos: como a exploração espacial está moldando o futuro da arquitetura na Terra - Imagem 4 de 4Projetando para dois mundos: como a exploração espacial está moldando o futuro da arquitetura na Terra - Mais Imagens+ 30

RIBA anuncia os vencedores do London Awards 2023

Todos os anos, desde 1996, o Royal Institute of British Architects (RIBA) realiza o RIBA London Awards para celebrar obras de arquitetura de destaque em todo o Reino Unido. Este ano, a lista de vencedores inclui 52 edifícios, que vão desde um centro de convivência para idosos em Blackheath até um polo cultural em Greenwich e uma sutil intervenção na área de preservação de de Beauvoir, em Hackney. Todos os vencedores do RIBA London Awards serão considerados para o RIBA National Award, com anúncio previsto para 22 de junho.

RIBA anuncia os vencedores do London Awards 2023 - Image 1 of 4RIBA anuncia os vencedores do London Awards 2023 - Image 2 of 4RIBA anuncia os vencedores do London Awards 2023 - Image 3 of 4RIBA anuncia os vencedores do London Awards 2023 - Image 4 of 4RIBA anuncia os vencedores do London Awards 2023 - Mais Imagens+ 48

Acesso exclusivo

6 Forma pelas quais festivais de arquitetura podem requalificar uma cidade temporariamente, mas com efeitos duradouros

Bienais, exposições e festivais focados em arquitetura oferecem uma plataforma para abrir debates, realizar pesquisas e impulsionar a inovação, mas também podem contribuir para as mudanças que moldam a imagem e o caráter de uma cidade. Através de instalações e experiências temporárias, estes eventos podem expandir linhas de investigação sobre a qualidade dos espaços urbanos, convidando visitantes e residentes a desacelerar, romper com a sua rotina diária e questionar os seus ambientes locais. Os efeitos podem não ser imediatos, mas ao acumular essas impressões e momentos de contemplação, festivais de arquitetura e design podem ter um impacto duradouro nas cidades que os recebem.

6 Forma pelas quais festivais de arquitetura podem requalificar uma cidade temporariamente, mas com efeitos duradouros - Mais Imagens+ 6

Acesso exclusivo

London Design Festival 2022: Refletindo sobre a história criativa da cidade

A primeira edição presencial e em escala total do London Design Festival (LDF) em três anos, marcando também o 20º aniversário do evento, deveria ser uma celebração. Contudo, como diz o ditado, a vida tinha outros planos. Impactados pela notícia do falecimento de Sua Majestade, a Rainha Elizabeth II, o país — e, na verdade, o mundo — iniciou o festival em um período de luto. Tendo reinado durante a era de maior efervescência e inovação no design na história humana, a monarca, no entanto, não era alheia às transformações.

Com temas de longa data como a sustentabilidade, novos materiais, crises econômicas e futuros digitais mais presentes do que nunca na consciência pública, o LDF '22 não se limitou a ser um ponto de encontro corporativo. O festival representou, acima de tudo, uma oportunidade de compartilhar uma dose necessária de positividade com entusiastas do design e com o público local de passagem. A seguir, apresentamos as instalações e debates mais instigantes e comentados de nove dias de reflexão sobre o passado e otimismo em relação ao futuro.

Projetando Nova York: soluções para habitações, ferrovias e orla

Nenhuma cidade é como Nova York. Amálgama de diferentes culturas, ela é uma das mais diversas do mundo. Entretanto, Nova York também enfrenta desafios sociais e ambientais que vão desde a necessidade de novas moradias e demandas de transporte até o aumento do nível do mar e tempestades. À medida que a pandemia enfatizou ainda mais a importância da arquitetura e do urbanismo no desenvolvimento da vida pública, as autoridades e os planejadores da cidade estão analisando uma série de abordagens e modelos a fim de reinventar o crescimento urbano.

Projetando Nova York: soluções para habitações, ferrovias e orla - Image 1 of 4Projetando Nova York: soluções para habitações, ferrovias e orla - Image 2 of 4Projetando Nova York: soluções para habitações, ferrovias e orla - Image 3 of 4Projetando Nova York: soluções para habitações, ferrovias e orla - Image 4 of 4Projetando Nova York: soluções para habitações, ferrovias e orla - Mais Imagens+ 17

Instalação de Annabel Karim Kassar no Museu V&A, em Londres, explora a reconstrução da arquitetura de Beirute

Instalação de Annabel Karim Kassar no Museu V&A, em Londres, explora a reconstrução da arquitetura de Beirute - Imagem de Destaque
Instalação "The Lebanese House" no V&A . Imagem © Ed Reeve

Como parte do London Festival of Architecture, a arquiteta franco-libanesa Annabel Karim Kassar e seu premiado escritório AKK apresentaram uma nova instalação no Victoria and Albert Museum, em Londres, intitulada The Lebanese House: Saving a home, Saving a city. A instalação explora as consequências da explosão em Beirute e a reconstrução da cidade por meio de documentários e de uma réplica em escala real de uma típica casa libanesa — uma das poucas residências clássicas em estilo otomano-veneziano que restam na antiga Beirute.

Instalação de Annabel Karim Kassar no Museu V&A, em Londres, explora a reconstrução da arquitetura de Beirute - Mais Imagens+ 45

A história da escada de Penrose e sua influência no design

Muitas vezes, as escadas representam um ponto de interesse de um projeto de arquitetura. A habilidade de criar algo que nos move de um nível para outro, para cima e para baixo, é algo tão simples e familiar ao mesmo tempo que com um pequeno ajuste pode tornar a experiência de subir ou descer em algo tão único. Nossa obsessão por escadas e o nível de ilusão que elas criam na arquitetura talvez decorra da maneira como elas são capazes de distorcer a ótica e a percepção do espaço. Entendemos que elas nos transportam em uma direção ou outra, mas as escadas podem ser circulares? É possível subir e descer para sempre?

Town House de Grafton Architects e La Borda de Lacol vencem o Prêmio Mies UE 2022

A Comissão Europeia e a Fundação Mies van der Rohe anunciaram a Town House, de Grafton Architects, e a cooperativa habitacional La Borda, de Lacol, como vencedores do Prêmio da União Europeia de Arquitetura Contemporânea 2022 – Prêmio Mies van der Rohe. Premiada na categoria Arquitetura, a Town House foi escolhida por sua "extraordinária qualidade ambiental que cria um excelente espaço para estudar, dançar e se reunir". Já o prêmio de Arquitetura Emergente foi concedido ao projeto habitacional La Borda em Barcelona, elogiado por seu sistema de "copropriedade e cogestão de recursos".

Town House de Grafton Architects e La Borda de Lacol vencem o Prêmio Mies UE 2022 - Mais Imagens+ 2

Acesso exclusivo

Como o uso da realidade virtual na arquitetura está se tornando cada vez mais significativo?

A importância do uso de tecnologias avançadas, tais como a realidade virtual no cenário da arquitetura, está se tornando cada vez mais necessária. Por mais bonita que seja uma imagem renderizada, sempre faltará a capacidade de transmitir plenamente o escopo e a sensação do projeto como um todo, perpetuando ainda mais a necessidade de incorporar o uso dessas tecnologias a um nível de prática profissional.

Arquitetos que optam por não adotar o uso de tecnologias de realidade virtual em seu processo de projeto são vítimas de uma desvantagem significativa, e o problema já nem sequer está na acessibilidade, pois a realidade virtual é acessível para arquitetos de todos os tipos na era atual.

Como o uso da realidade virtual na arquitetura está se tornando cada vez mais significativo? - Mais Imagens+ 7

Acesso exclusivo

Como a tecnologia de realidade virtual está transformando a arquitetura?

A importância do uso de tecnologias avançadas, como a realidade virtual (VR) no cenário arquitetônico, tornou-se cada vez mais evidente. Por mais bela que seja uma imagem renderizada, ela sempre carecerá da capacidade de transmitir plenamente a escala geral e a sensação de um projeto. Isso reforça ainda mais a necessidade de adotar essas tecnologias no campo profissional.

Arquitetos e arquitetas que optam por não utilizar a tecnologia de realidade virtual no processo de projeto acabam em desvantagem. Atualmente, a questão já não passa pela acessibilidade, uma vez que a VR está ao alcance de profissionais de todas as origens.

Como a tecnologia de realidade virtual está transformando a arquitetura? - Mais Imagens+ 11

Pesquisa através da arquitetura: explorando novas possibilidades para a produção arquitetônica

Pesquisa através da arquitetura: explorando novas possibilidades para a produção arquitetônica - Imagem de Destaque
NUS School of Design & Environment / Serie Architects + Multiply Architects + Surbana Jurong. Image

Embora a pesquisa pareça ser intrínseca ao processo de projeto, a pesquisa arquitetônica é um caminho profissional em si, cujo objetivo é destacar evidências científicas e explorar alternativas fora das normas pré-estabelecidas ou considerações empíricas. Seu objetivo é criar uma estrutura de conhecimento que possa informar o design visando alcançar resultados objetivamente melhores. A seguir, discutimos o papel e o estado da pesquisa em arquitetura, algumas áreas de investigação proeminentes e os arquitetos ou instituições que dedicam seu trabalho a esses assuntos.

Pesquisa através da arquitetura: explorando novas possibilidades para a produção arquitetônica - Mais Imagens+ 3

Acesso exclusivo

Design e sustentabilidade são indissociáveis: os principais temas explorados no EU Mies Award 2022

Ao afirmar que “design e sustentabilidade são indissociáveis”, o Prêmio de Arquitetura Contemporânea da União Europeia – Prêmio Mies van der Rohe 2022 pautou suas indicações na inclusão social, sustentabilidade e circularidade, além da pesquisa estética. Até o momento, 40 projetos pré-selecionados avançaram para a próxima etapa. O concurso bienal, que de forma geral premia obras concluídas nos dois anos anteriores, anunciará as cinco obras finalistas em fevereiro de 2022, e o vencedor em abril de 2022.

Com base em três eixos principais — "a cidade europeia: um modelo de cidade inteligente e sustentável", "a definição de uma cultura europeia comum que reflita a diversidade de expressão" e "uma arquitetura que gere impacto social e transmita uma mensagem cultural" —, agrupamos os projetos selecionados pelo júri (composto por Tatiana Bilbao, Francesca Ferguson, Mia Hägg, Triin Ojari, Georg Pendl, Spiros Pengas e Marcel Smets) para oferecer um panorama mais claro dos critérios de seleção e do cenário arquitetônico na Europa.

Design e sustentabilidade são indissociáveis: os principais temas explorados no EU Mies Award 2022 - Mais Imagens+ 24

Casa Sayang / Carlos Gris Studio

Casa Sayang / Carlos Gris Studio - Mais Imagens+ 27

  • Arquitetos: Carlos Gris Studio
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  180 m²
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2021
  • Fabricantes Marcas com produtos usados neste projeto de arquitetura
    Fabricantes:  Avis Decorators Ltd, Blinds, Checkalow Tiles Ltd, Christopher Wray, Ivett and Reed, +2

Bienal de Design de Londres 2021: pavilhões nacionais destacam papel do design ao enfrentar desafios globais

A Bienal de Design de Londres está atualmente em exibição na Somerset House, com 38 exposições de seis continentes, apresentando o papel do design na abordagem dos desafios globais. Com curadoria do Diretor Artístico Es Devlin, o evento gira em torno do tema ‘Ressonância’, convidando designers e artistas a considerar o efeito dos “conceitos inovadores do design sobre a forma como vivemos e as escolhas que fazemos”. Na terceira edição da Bienal de Design de Londres, os pavilhões nacionais destacam novas perspectivas sobre as questões mundiais, explorando sustentabilidade e meio ambiente, globalização e migração, história e vida cotidiana.

Bienal de Design de Londres 2021: pavilhões nacionais destacam papel do design ao enfrentar desafios globais - Mais Imagens+ 5

Design na Era da Digitalização: 6 pavilhões digitais na Bienal de Design de Londres de 2021

Respondendo ao tema “Ressonância”, proposto pela diretora artística e curadora Es Devlin, designers de diferentes países, territórios e cidades demonstraram como vislumbram novas perspectivas e soluções para questões globais, explorando temas como sustentabilidade e meio ambiente, globalização, migração e o futuro da humanidade. A diversidade das curadorias colaboradoras esteve presente não apenas nas soluções apresentadas, mas também na forma de expô-las. Enquanto alguns optaram pela experiência tátil de explorar elementos naturais, outros apoiaram-se em um dos temas mais proeminentes do século XXI: a digitalização e o mundo virtual.

Design na Era da Digitalização: 6 pavilhões digitais na Bienal de Design de Londres de 2021 - Imagem 1 de 4Design na Era da Digitalização: 6 pavilhões digitais na Bienal de Design de Londres de 2021 - Imagem 2 de 4Design na Era da Digitalização: 6 pavilhões digitais na Bienal de Design de Londres de 2021 - Imagem 3 de 4Design na Era da Digitalização: 6 pavilhões digitais na Bienal de Design de Londres de 2021 - Imagem 4 de 4Design na Era da Digitalização: 6 pavilhões digitais na Bienal de Design de Londres de 2021 - Mais Imagens+ 8

Instalação Forest for Change / Es Devlin Studio

Instalação Forest for Change / Es Devlin Studio - Mais Imagens+ 3