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Arquitetos: Adjaye Associates
- Área: 256 m²
- Ano: 2020

Este ano, a honraria máxima da arquitetura, o Prêmio Pritzker, foi concedida ao Grafton Architects, escritório com sede em Dublin liderado principalmente pelas sócias Yvonne Farrell e Shelley McNamara. Pela primeira vez em seus 42 anos de história, devido às restrições impostas pela pandemia global da Covid-19, a organização do Prêmio Pritzker decidiu transmitir ao vivo a cerimônia de premiação. Com o fim de 2020 se aproximando, o ArchDaily reuniu as principais realizações de laureados e laureadas do Prêmio Pritzker, atuais e anteriores, ao longo deste ano turbulento.

O Royal Institute of British Architects (RIBA) acaba de anunciar que Sir David Adjaye é o vencedor da Royal Gold Medal 2021. Uma das maiores honrarias do mundo da arquitetura, a medalha é concedida como reconhecimento ao conjunto da obra, "a uma pessoa ou grupo de pessoas que tiveram uma influência significativa, direta ou indiretamente, no avanço da arquitetura".




Profissionais da arquitetura em todo o mundo vêm buscando constantemente novas maneiras de utilizar materiais para criar obras de grande impacto e mais ecológicas. Para Yvonne Farrell e Shelley McNamara, do escritório Grafton Architects — laureadas com o Prêmio Pritzker em 2020 —, a pesquisa e a aplicação de materiais estão na vanguarda de cada projeto que desenvolvem, a exemplo de sua primeira obra em Lima, no Peru, a Universidade de Engenharia e Tecnologia (UTEC).

Profissionais da arquitetura em todo o mundo buscam constantemente explorar novas formas de utilizar materiais que sejam mais sustentáveis e que, ao mesmo tempo, proporcionem projetos de grande impacto, evidenciando novas capacidades criativas. Para Yvonne Farrell e Shelley McNamara, da Grafton Architects e laureadas com o Prêmio Pritzker de 2020, essas ideias estão na vanguarda de cada projeto que realizam, mas ganharam um significado ainda mais especial quando visitaram pela primeira vez a obra concluída do campus universitário da UTEC, em Lima, no Peru — projeto por elas descrito como uma “montanha esculpida”.

Yvonne Farrell e Shelley McNamara fundaram a Grafton Architects em 1978, depois de se conhecerem na Escola de Arquitetura da University College Dublin. A prática, nomeada com a rua onde o primeiro escritório da dupla estava localizado, foi premiada com o prestigiado Prêmio Pritzker 2020 deste ano. O trabalho construído de Grafton reflete a busca contínua em excelência arquitetônica, em edifícios que variam de moradias de pequena escala a grandes edifícios públicos.

O espaço há muito tempo capturou nossa imaginação, olhando para a imensidão acima de nós, escritores, cientistas e designers sempre sonharam com novas visões para o futuro em planetas distantes. Marte está no centro desse discurso, o planeta mais habitável em nosso sistema solar depois da Terra. As propostas para o planeta vermelho exploram como podemos criar territórios humanos no espaço sideral.


Marte faz parte do imaginário das pessoas há décadas, servindo de tema a ficções literárias e cinematográficas que fascinaram diferentes gerações. Também tem sido objeto de desejo de ambiciosos empresários como Elon Musk e Jeff Bezos, que iniciaram uma corrida bilionária para ocupar o planeta vermelho. Mas a humanidade tem mesmo o direito de colonizar Marte? E, caso positivo, a quem interessa essa ambiciosa tarefa?


O meu compromisso com os pavilhões - com a ideia de fazer loucuras construtivas - está ligado à necessidade de desenvolver protótipos e realizar pesquisas de construção longe da prática normal da arquitectura. Sem estar sujeito ao briefing de um cliente, os pavilhões dão-me a oportunidade de desenvolver e testar diferentes metodologias, algo que sempre me interessou no ensino. São investigações sobre vários tipos de contexto, lidando com cenários urbanos e paisagens - são sobre como fazer algo no espaço por si só, quando a ideia base vem de uma leitura do lugar. Os pavilhões afinam o meu envolvimento com uma situação específica, permitindo-me ver o que é essencial em termos de uma ação ou construção. Não tive a ideia de trabalhar em série, mas à medida que diferentes oportunidades surgiam, o processo de projetá-las tornava-se mais orgânico, a linguagem parecia fazer sentido e, como uma coisa reforçava outra, assumiam uma vida própria.


Dublin é uma das cidades mais queridas do mundo. A capital irlandesa recebe anualmente mais de 5,6 milhões de turistas de todas as partes do planeta, atraídos por seus edifícios de tijolo vermelho, ruas de paralelepípedos e parques de um verde exuberante.
Há bons motivos para incluir Dublin no roteiro de viagem de qualquer arquiteto/a. Edifícios residenciais georgianos simples, cuidadosamente reformados por arquitetos/as locais, dividem espaço com grandes obras públicas e civis projetadas por alguns dos escritórios internacionais mais renomados do mundo, ao passo que cafés acolhedores de estilo Art Nouveau e Art Déco contrastam com as sedes modernas e elegantes das maiores empresas de tecnologia do planeta.

Escadas são elementos fundamentais para a comunicação entre os espaços de uma obra arquitetônica. Mas além do aspecto funcional, em alguns projetos as escadas se convertem em objetos escultóricos, verdadeiras protagonistas do espaço, oferecendo aos arquitetos a oportunidade explorar formas e materiais incomuns. Veja, a seguir, 15 fotografias de escadas impressionantes, registradas por fotógrafos como Patricia Parinejad, José Campos e Brigida González.