A madeira está entre os materiais mais antigos e familiares da arquitetura. Contudo, seu uso contemporâneo levanta questões complexas sobre impacto ambiental, disponibilidade de recursos, procedência de materiais e circularidade em relação às economias locais. Ao mesmo tempo, os avanços no design computacional, na usinagem CNC e na fabricação robótica também estão reconfigurando a maneira como a madeira é projetada e montada, abrindo novas possibilidades para a inovação estrutural e a expressão formal, ao mesmo tempo em que redefinem o equilíbrio entre automação, força de trabalho e eficiência.
In a história arquitetônica do território mexicano, o ambiente construído funcionou não apenas como um palco humano, mas como uma infraestrutura biológica projetada para organizar a proximidade entre as espécies. A lógica espacial resultante não é uma performance solo, mas uma coexistência negociada entre corpos humanos e animais. Examinar essa herança hoje significa desviar o foco analítico da autoria estilística em direção a um fenômeno mais fundamental: a persistência de práticas espaciais que surgiram para sustentar formas de vida compartilhadas.
Muitas das características arquitetônicas hoje interpretadas como marcadores culturais ou estéticos — portais monumentais, pátios amplos e superfícies duráveis — podem ser compreendidas, na verdade, como vestígios materiais de um contrato entre espécies. Durante séculos, cavalos, mulas e o gado não foram elementos externos à arquitetura, mas habitantes essenciais cuja presença física moldou a escala, a circulação e as escolhas materiais. Seus corpos deixaram marcas mensuráveis no espaço, desde a altura das entradas que acomodavam cavaleiros e amazonas até sistemas de pavimentação projetados para resistir aos cascos, ao atrito e ao desgaste biológico. Em nenhum lugar esse contrato era mais visível do que no térreo da casa colonial.
O que é a simetria na arquitetura? Por que ela é utilizada para projetar espaços? Que vantagens e desvantagens ela apresenta em relação a outras ferramentas de projeto, como a rotação, translação e/ou repetição? A arquitetura contemporânea evolui dia após dia, implementando diferentes estratégias para criar espaços habitáveis onde as pessoas possam realizar suas atividades cotidianas, atender às suas necessidades, entre outras funções. Considerando a simetria como um possível meio de organização, distribuição e movimento no plano, a arquitetura se expressa e se comunica em grande parte por meio de recursos gráficos (planimetrias, volumetrias, fotografias, etc.) em uma relação que busca a convivência harmoniosa, na maioria dos casos, entre espaços, proporções e escalas.
O brutalismo é um estilo arquitetônico que surgiu na década de 1950 e se popularizou na década de 1960. Seu nome deriva do francês "béton brut", que significa "concreto bruto", já que esse material é um dos elementos mais característicos do estilo. Suas principais características incluem o uso do concreto aparente, proporcionando visuais em que a textura e a tonalidade natural são as protagonistas das edificações. Os edifícios brutalistas costumam apresentar uma estética austera e massiva, com formas geométricas simples e repetitivas. O uso de materiais industriais e técnicas construtivas inovadoras também é comum no brutalismo.
Uma forma de empregar a cor é através da monocromia, uma técnica de design que consiste em utilizar uma única tonalidade ou cor em um espaço. Na arquitetura, a monocromia é uma ferramenta poderosa que permite criar um jogo de diferentes tonalidades a partir do uso de luzes e sombras, gerando espaços que oferecem experiências únicas a seus habitantes.
Realizada no Museu Palácio de Mineração da Cidade do México, a cerimônia de premiação revelou os 11 projetos vencedores do Prêmio Interceramic de Arquitetura e Design de Interiores 2023 em suas respectivas categorias, além de prestar homenagem com o Prêmio de Trajetória em Arquitetura ao arquiteto Gonzalo Gómez Palacio.
As florestas estão entre os ecossistemas mais complexos e vitais da Terra. Elas regulam o clima, sustentam a biodiversidade e mantêm as comunidades humanas. Diante da crescente realidade das mudanças climáticas e da degradação ambiental, profissionais de arquitetura, planejamento urbano e engenharia enfrentam agora um novo imperativo: projetar em áreas florestais de modo a preservar os ecossistemas dos quais dependem.
Guerras, descolonização, crises econômicas, movimentos civis e revoluções industrial-tecnológicas: o século XX foi um período de transformações radicais e de grande alcance. Essas rupturas remodelaram sociedades e redefiniram a forma como as pessoas expressavam suas aspirações em constante evolução, com a arquitetura liderando esse caminho. As máquinas e a industrialização prometiam progresso tecnológico e modernização, defendendo uma ruptura definitiva com os estilos ornamentados e historicistas do passado, ao mesmo tempo que abraçavam uma visão focada na funcionalidade, eficiência e inovação. Essa transição, personificada pelo modernismo, introduziu novos conceitos, métodos e usos de materiais — tudo moldado pela experimentação.
https://www.archdaily.com.br/pt/1143005/experimentacao-formal-e-material-licoes-fundamentais-dos-pioneiros-da-arquitetura-modernistaEnrique Tovar
A cobertura de palha é uma técnica construtiva tradicional que vem sendo reinterpretada de diversas maneiras em projetos contemporâneos, permitindo que seu valor continue a perdurar ao longo do tempo. Além de ser uma técnica cultural e historicamente valiosa, dada a sua presença na humanidade há séculos, ela também apresenta uma série de outras vantagens construtivas, como seu grande valor ambiental por se tratar de um material renovável e acessível.
A técnica consiste no agrupamento, entrelaçamento e sobreposição de vegetação seca, criando superfícies leves, de baixo custo e execução relativamente simples, que proporcionam excelente isolamento térmico e acústico. Ademais, a flexibilidade é uma das características mais marcantes dessa técnica, sendo particularmente popular em aplicações de cobertura.
Recentemente selecionado para participar da próxima edição da Bienal de Arquitetura Latino-Americana em Pamplona em 2025, o Práctica Arquitectura se consolida como um jovem e promissor escritório da região, especificamente no México. Sua produção arquitetônica centra-se na materialização de projetos que alcancem um alto nível de sensibilidade, tanto para quem os habita quanto para seu entorno imediato, seja ele qual for. Em estreita sintonia com as paisagens e terrenos, seus projetos ganham vida por meio de um desenho meticulosamente pensado em termos de materiais, estruturas e detalhes, garantindo, ao mesmo tempo, uma experiência sensorial e emocional nos espaços que criam.
Na busca por criar um diálogo fluido entre a arquitetura e a paisagem circundante, o estudo da topografia traduz o reconhecimento e a investigación sobre a aplicação de materiais, estratégias autossuficientes, soluções de baixa manutenção e projetos paisagísticos que se integrem ao entorno natural e minimizem o impacto ambiental das obras. Mais do que apenas registrar as diferenças de níveis, orientações solares, ventos predominantes ou inclinações de escoamento dos terrenos, diversos/as profissionais de arquitetura na Argentina demonstram interesse em desenvolver soluções arquitetônicas capazes de se adaptar às geografias naturais e restaurar o vínculo entre a natureza e o ser humano.
Hoje, na primeira segunda-feira de outubro, comemoramos o Dia Mundial da Arquitetura. Este ano, a União Internacional de Arquitetos (UIA) definiu o tema "Design para a Resistência", um poderoso apelo à ação que ressoa profundamente com o foco da ONU na resposta a crises urbanas. Em um mundo que enfrenta rupturas socioambientais sem precedentes, esse tema nos desafia a ir além de soluções temporárias. O tema propõe a seguinte reflexão: como nossos edifícios e cidades podem não apenas resistir a impactos, mas também promover equidade, continuidade e resiliência?
Embora o conceito de força na arquitetura possa facilmente evocar imagens de concreto armado e aço, uma interpretação mais profunda vem emergindo, que define essa força não como mera rigidez, mas como uma capacidade holística de resistir e se adaptar. Isso engloba diversas facetas, desde a resiliência ecológica e a gestão ambiental até conceitos duradouros de resiliência social e a conservação de estruturas urbanas existentes, contribuindo para um ambiente construído mais capaz de responder à variedade de crises enfrentadas pelas cidades em todo o mundo.