Apesar de estarem entre as formas estruturais mais antigas da arquitetura, as cúpulas continuam a oferecer possibilidades para criar grandes espaços livres de pilares e trabalhar com geometrias circulares ou de formas livres, indo além das tipologias edilícias retangulares convencionais. Sua evolução esteve estreitamente ligada a mudanças nos materiais, nos métodos construtivos e nas ferramentas de projeto. Hoje, as plataformas digitais agregam uma nova camada a esse processo, permitindo que decisões tradicionalmente tomadas em etapas mais avançadas do projeto sejam exploradas muito antes.
Não há lugar mais difícil para se construir do que a alta montanha, e nenhum outro onde uma edificação pareça tão provisória. Dos Andes ao Himalaia e aos Alpes, a construção em alta altitude reduz a arquitetura às suas relações mais elementares. A rocha evoca a própria permanência; no entanto, uma estrutura implantada próxima ao limite do habitável existe em constante negociação com quase tudo ao seu redor: com o vento que sopra livre de obstruções, com um solo íngreme e congelado demais para ser escavado, e com a premissa de que tudo de que necessita deve vir de muito abaixo. O que pode ser transportado montanha acima, o que pode ser montado por poucas mãos e o que pode se autossustentar são algumas das variáveis dessa equação.
Essas restrições geraram uma cultura construtiva notavelmente consistente em cordilheiras que, de outro modo, não teriam relação entre si. O refúgio, a cabana, o bivaque e o observatório pertencem a uma tipologia compartilhada na qual o abrigo é indissociável da logística, e onde a leveza, a pré-fabricação e a autossuficiência eram necessidades estruturais muito antes de se tornarem virtudes.
À medida que os projetos de arquitetura se tornam mais complexos e as exigências evoluem, a capacidade de realizar iterações rápidas ganha cada vez mais importância no processo de desenvolvimento. Para a Bellway, uma das maiores incorporadoras residenciais do Reino Unido, a aceleração das etapas de visualização e iteração de projeto tornou-se fundamental para atender a essas demandas. Não se trata apenas de uma forma de apresentar projetos finalizados, mas também de uma ferramenta para testar ideias, comunicar alternativas e tomar decisões em etapas preliminares do processo de desenvolvimento.
O African Futures Institute (AFI) concluiu sua nova sede em Acra, Gana, transformando um antigo galpão de azulejos no bairro de Osu em um centro de ensino de arquitetura, pesquisa, exposições e programas públicos. O projeto preserva a estrutura industrial existente, ao mesmo tempo que introduz espaços para ensino, workshops, performances, exibições e encontros. A conclusão da obra proporciona ao instituto uma base permanente em Acra, após vários anos operando por meio de programas, parcerias e espaços temporários em toda a África e em outros continentes.
O Lucas Museum of Narrative Art abre oficialmente suas portas ao público hoje, 22 de setembro de 2026. A silhueta escultural e curva do museu foi projetada por Ma Yansong, do escritório MAD Architects, com projeto de paisagismo de Mia Lehrer, do Studio-MLA, e a Stantec atuando como arquiteta executiva. A abertura ocorre após uma prévia para membros fundadores realizada de 5 a 11 de setembro, que ofereceu uma visão exclusiva e antecipada das galerias, além de uma noite de inauguração repleta de estrelas no sábado, 19 de setembro, contando com celebridades copresidentes no evento de lançamento do museu, cofundado por George Lucas e Mellody Hobson. A data coincide com o anúncio feito pela instituição há quase um ano, embora o projeto tenha uma trajetória mais longa: aprovado in 2017, com o início das obras no ano seguinte, a inauguração estava originalmente prevista para 2025. O museu está inserido em um terreno de 4,5 hectares (11 acres) no Exposition Park de Los Angeles e compreende uma estrutura de 27.900 metros quadrados (300.000 pés quadrados) com galerias, dois teatros, uma loja, uma biblioteca, um café, um restaurante e espaços para eventos.
Pavilhões Can Gio / DE-SO Asia. Imagem Cortesia de NS BlueScope
O Steel Architectural Awards ASEAN 2026, promovido pela BlueScope, anunciou os 12 projetos finalistas selecionados para avançar à etapa de avaliação regional da ASEAN. Representando realizações notáveis na arquitetura da Indonésia, Malásia, Tailândia e Vietnã, os projetos finalistas foram escolhidos por meio de programas de premiação nacionais e agora seguem para a avaliação regional por um júri internacional.
Em sua segunda edição regional, a premiação celebra projetos arquitetônicos que demonstram excelência em design, inovação, sustentabilidade e aplicação criativa de soluções em aço revestido. Sob o tema de 2026, "Moldando Futuros Resilientes: Design Atemporal com Aço Revestido", o prêmio destaca projetos que respondem de forma significativa ao seu contexto, ao mesmo tempo em que geram valor duradouro para as futuras gerações.
Colagem de mapas conceituais de Kampala, Cartum e Kinshasa. Ilustração de Maisa Elamein via Wikimedia Commons e fontes de domínio público.
A violência colonial nas cidades africanas transbordou das dimensões políticas para a esfera espacial. Ela se infunde em malhas urbanas, sistemas de posse da terra, infraestrutura de drenagem e zonas residenciais que continuam a estruturar a desigualdade e o deslocamento na atualidade. Kinshasa, Cartum e Kampala carregam, cada uma, essa sobrevida em sua morfologia urbana, agindo simultaneamente como artefatos históricos e estruturas ativas; isso molda quem tem acesso a serviços, quem ocupa áreas inundáveis e catalisa uma profunda instabilidade climática que empurra esse aparato para dimensões inteiramente novas — incluindo as geológicas.