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Arquitetos: Austin Sandy Architects
- Área: 2700 ft²
- Ano: 2025



Como pilares da nossa paisagem cultural, muitas obras-primas do Movimento Moderno são frequentemente demolidas, abandonadas ou alteradas, independentemente do contexto em que estão inseridas. Preservar esse legado arquitetônico destaca o papel dos/as profissionais de arquitetura e design na configuração de ambientes construídos onde a continuidade entre o passado e o presente reforça o senso de lugar das comunidades. Em Long Island, uma coalizão de defensores uniu forças para salvar a Casa A. Conger Goodyear, projetada em 1938 por Edward Durell Stone. Considerada um dos exemplos mais notáveis do Estilo Internacional nos Estados Unidos, a residência atraiu grande atenção ao longo da década de 1940, figurando em periódicos especializados, livros e publicações de grande circulação.


Projetado pelo escritório MVRDV, o Bihailou Art Village é um centro cultural e comercial de uso misto atualmente em construção em Shenzhen, na China. Localizado no bairro de Shatoujiao, próximo à fronteira com Hong Kong, o empreendimento de uso misto combina programas culturais, comerciais e públicos em uma composição empilhada verticalmente, derivada do conceito "Vertical Village" desenvolvido pelo escritório. Concebido para abrigar espaços de funcionamento independente ao mesmo tempo que mantém a circulação de acesso público, o complexo reinterpreta a escala e o caráter espacial da malha urbana do entorno por meio de uma série de volumes distintos.


O projeto do pavilhão de exposições e do parque da Shenzhen Bay Culture Square, desenvolvido pelo escritório MAD, de Ma Yansong, teve início em 2018, com a etapa de projeto finalizada em 2020. O edifício de 188.000 m² ocupa um terreno de aproximadamente 51,000 m² à beira-mar, no coração de Houhai, no distrito de Nanshan — polo corporativo da Greater Bay Area de Shenzhen. O plano diretor da área, que inclui o Pavilhão de Design Criativo, o Museu de Ciência e Tecnologia de Shenzhen e uma ampla área verde pública, foi anunciado pelo MAD em 2020 com previsão de conclusão para 2023. Após oito anos de trabalho, a obra, liderada por Ma Yansong, Dang Qun e Yosuke Hayano, está concluída e servirá como um equipamento cultural voltado ao design e ao intercâmbio cultural.

O centro de uma planta nunca é simplesmente um espaço vazio. A partir do momento em que ambientes e fluxos passam a se organizar ao seu redor, o centro começa a estruturar todo o projeto. Ele pode conter um pátio, uma escada, um jardim ou um espaço de uso comum. Pode também preservar algo preexistente no terreno ou abrigar um processo que a arquitetura não controla totalmente. O que ocupa essa posição determina como os espaços circundantes são organizados, conectados e utilizados.
Em Uma Linguagem de Padrões, Christopher Alexander, Sara Ishikawa e Murray Silverstein descrevem os espaços compartilhados como mais eficazes quando se situam no centro de gravidade da vida cotidiana e permanecem conectados às rotas mais utilizadas pelas pessoas. O argumento dos autores sugere que um centro é importante não por ocupar o meio geométrico, mas porque os ambientes, caminhos e atividades ao redor lhe conferem peso espacial. Os projetos selecionados aqui estendem essa ideia para além do espaço comunitário, mostrando como o centro pode organizar a circulação, o uso coletivo, os sistemas ambientais e a relação entre a arquitetura e o que já existe no local.










Uma guerra pode apagar a silhueta urbana de uma cidade do dia para a noite. Telhados desabam, ruas tornam-se intransitáveis e marcos que outrora orientavam a vida cotidiana são reduzidos a escombros. A perda mais profunda, no entanto, frequentemente permanece invisível. Edifícios podem ser levantados, fotografados, escaneados e, eventualmente, reconstruídos. O conhecimento que os produziu é muito mais frágil. Ele sobrevive nas mãos de canteiros e canteiras que compreendem como uma abóbada de calcário suporta sua carga, de carpinteiros e carpinteiras que sabem como as juntas de madeira reagem aos movimentos sazonais, de estucadores e estucadoras que misturam a cal de cabeça, e de moradores e moradoras cujos rituais cotidianos mantêm esses edifícios em uso. Quando essas pessoas são deslocadas, mortas ou forçadas a abandonar seus ofícios, a reconstrução herda um problema que nenhum desenho ou modelo digital pode resolver. A pedra sempre pode ser extraída novamente. Recuperar o conhecimento necessário para moldá-la exige muito mais tempo.