Enquanto o mundo adentra o terceiro ano de uma pandemia global sem sinais de trégua, uma nova corrida espacial se desenha sobre nossas cabeças. O acesso está aberto a todos, e os bilhetes são literais. Jonathan Hilburg, do The Architect's Newspaper, explora como os homens mais ricos do mundo estão traçando novos caminhos para a espécie humana e como o público está reagindo ao futuro do turismo espacial privado.
Horários estendidos, prazos impossíveis, pressão para fazer networking — os setores imobiliário e de design podem tornar desafiador para pais e mães que trabalham encontrar tempo suficiente no dia a dia. À medida que muitas empresas começam a repensar suas normas e políticas, temos a oportunidade de refletir e considerar quando, onde, como e até mesmo por que trabalhamos.
Eu — ao lado de um pequeno mas resiliente exército de pais e mães que trabalham na região de Chicago — quero desafiar nosso setor a pensar mais alto. Estamos em um momento propício para mudanças, especialmente diante da "Grande Renúncia" e da acirrada disputa por talentos. A pandemia nos mostrou que o tempo é o nosso bem mais precioso e, com isso em mente, acreditamos ser possível construir políticas e práticas inclusivas que atraiam profissionais para o nosso setor. Veja como:
Big data e modelos híbridos de trabalho são o futuro do setor de Arquitetura, Engenharia e Construção (AEC), segundo Álvaro González. Álvaro é estudante do Global Master in Real Estate Development e cofundador da Infinity Dimensions, uma startup que busca acelerar a digitalização no setor.
Incorporando a filosofia de "aprender fazendo" (learning by doing) da IE University, conversamos com ele sobre como gerenciar uma startup e cursar uma pós-graduação ao mesmo tempo é possível — com a dose certa de espírito empreendedor.
Existe uma frase famosa — geralmente atribuída a Winston Churchill — que diz: “A história é escrita pelos vencedores”. Essa crença cínica e amplamente errônea só poderia ser verdadeira se a história fosse fixa, consolidada, estática. Mas ela nunca é, e é precisamente por isso que existem historiadores/as. Talvez seja mais preciso dizer que o primeiro rascunho da história é escrito pelos vencedores. No entanto, como qualquer escritor/a dirá, primeiros rascunhos são sabidamente pouco confiáveis. O mesmo acontece com a história da arquitetura. As mulheres desempenham papéis significativos na área desde o início da profissão, mas não é assim que a história registrou. Um novo livro, The Women Who Changed Architecture (Princeton Architectural Press), uma coletânea de mais de 100 minibiografias de importantes arquitetas, abrangendo mais de um século, espera dar um passo em direção à correção dessa omissão. Recentemente, conversei com Jan Cigliano Hartman, editora do volume, sobre a criação do livro, figuras importantes e negligenciadas, e por que esta não é uma lista definitiva.
Há alguns anos, o escritório MVRDV foi pioneiro ao criar um sistema para envolver os moradores de Hamburgo em um plano de rejuvenescimento urbano. O Grasbrook Maker foi idealizado como uma plataforma interativa e multiusuário para democratizar o projeto. Profissionais de arquitetura estabeleceram a estrutura de projeto dentro da qual os participantes podiam posicionar os edifícios públicos.
Coletar contribuições de diversas partes interessadas é fundamental para a arquitetura. Na verdade, a arquitetura é uma das disciplinas mais colaborativas do mundo. Cada projeto, de uma residência a um plano diretor urbano, envolve uma equipe de clientes, arquitetos/as, engenheiros/as, construtores/as, financiadores/as e muitos outros colaboradores.
Instalação do Designer do Ano, Franklin Azzi, na Maison&Objet. Imagem cortesia de Metropolis Magazine
Com um público recorde de visitantes e marcas expositoras internacionais, a tradicional feira de mobiliário e decoração de Paris, Maison&Objet, destacou o luxo, o artesanato e a tecnologia em sua edição deste ano. Realizado no Parc des Expositions de Villepinte de 24 a 28 de março, o evento reuniu 1.811 marcas da Europa e da Ásia, distribuídas em estandes de grande escala, exibições imersivas, cafés ambientados e espaços dedicados a novos talentos. Embora o evento tenha sido remarcado de janeiro para março, houve um aumento de 36,7% no público em comparação com a primeira edição pós-pandemia, realizada em setembro passado.
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Instalação de 1.070 peças de Soap Mini fosco. Imagem cortesia de BOMMA
Uma combinação estelar de visão, talento, artesanato e conhecimento técnico se alinha na BOMMA. A fabricante de iluminação de vidro, sediada na República Tcheca, une séculos de tradição vidreira a designs monumentais soprados artesanalmente, que ganham forma por meio do uso de materiais não convencionais, cores ousadas e avanços tecnológicos modernos. Essas combinações caracterizam cada uma das dezessete coleções da BOMMA, cinco das quais podem ser dispostas em verdadeiras constelações de outro mundo. Para expandir ainda mais esse caráter artístico, arquitetos/as e designers são convidados/as a projetar suas visões criativas mais ousadas de espaço por meio de várias coleções da marca.
A International Contemporary Furniture Fair (ICFF) e a WantedDesign Manhattan acontecerão no Jacob K. Javits Convention Center em Nova York, de 15 a 17 de maio de 2022. Imagem cortesia de ICFF
Nos primórdios da pandemia, a curadora do MoMA, Paola Antonelli, e a crítica de design baseada em Londres, Alice Rawsthorn, iniciaram uma série de lives no Instagram chamada Design Emergency. A iniciativa documentou as soluções de design mais impressionantes que surgiram durante a crise da Covid-19 — aquelas que enfrentavam necessidades urgentes de saúde e da sociedade com foco, clareza e velocidade sem precedentes, muitas vezes de maneira bastante local. Em maio ocorre o lançamento do livro originado dessas conversas com os protagonistas da resolução de problemas, direcionando o debate para o próximo foco do mundo do design: como aproveitar essa experiência e atuar como agente de mudança. Portanto, no momento em que as feiras de design de Nova York, a International Contemporary Furniture Fair (ICFF) e o WantedDesign Manhattan, retornam ao seu período habitual de primavera, de 15 a 17 de maio, no Jacob K. Javits Convention Center, é muito oportuno que a voz de Antonelli seja ouvida na palestra principal "Design Emergency: Building a Better Future".
Quando o estimado Blair Kamin deixou o cargo de crítico de arquitetura do Chicago Tribune no início de 2021, a cidade ficou sem profissionais na cobertura diária de crítica em seus veículos de imprensa locais. Essa triste situação foi parcialmente corrigida recentemente, quando o Chicago Sun-Times anunciou que Lee Bey iniciaria uma coluna mensal de arquitetura. O escritor, historiador, fotógrafo e crítico traz uma vasta experiência para a nova função: ele foi crítico de arquitetura do Sun-Times por cinco anos no final da década de 1990, atuou como chefe de gabinete adjunto de planejamento e desenho urbano na gestão do prefeito Richard M. Daley, foi diretor de relações governamentais na SOM e lecionou no IIT. Seu livro mais recente é Southern Exposure: The Overlooked Architecture of Chicago’s South Side. Na semana passada, conversei com Bey sobre sua nova função, sobre como a cidade mudou desde sua última passagem como crítico e sobre a importância singular da arquitetura para Chicago.
A realidade virtual trouxe novas formas de trabalho para arquitetos/as. Aliada a softwares de visualização em tempo real, a tecnologia constitui uma ferramenta robusta e com infinitos recursos para o fluxo de trabalho de projeto. Ela auxilia no desenvolvimento da proposta, atende a demandas específicas e ajuda a conquistar clientes. A seguir, apresentamos quatro motivos essenciais para implementar a VR em seu fluxo de trabalho de projeto.
Norman Foster reuniu-se na segunda-feira com o prefeito de Kharkiv, Ihor Terekhov, para discutir a reconstrução da cidade, após debates no 2º Fórum de Prefeitos da ONU em Genebra. Desde o início da invasão da Ucrânia pela Rússia, a cidade de Kharkiv sofreu danos significativos devido a intensos bombardeios, perdendo grande parte de sua infraestrutura, incluindo habitações, hospitais, escolas, instituições culturais e edifícios históricos. A segunda maior cidade da Ucrânia já planeja sua reconstrução, e Norman Foster assumiu a tarefa de reunir "as melhores mentes" para projetar o futuro da cidade.
Há muitos e muitos anos, tive a sorte de conseguir um emprego de verão com Robert A.M. Stern enquanto estava na pós-graduação. As novas memórias de Stern, Between Memory and Invention: My Journey in Architecture (MonacelliPress, 2022), motivaram minhas próprias mini-memórias, com alguns detalhes relevantes que não foram incluídos no livro.
Cheguei ao escritório no início do verão, pouco tempo após a dissolução da Stern & Hagmann e do divórcio de Bob. Encontrei dois futuros profissionais de arquitetura, uma secretária-recepcionista-contadora simpática, mas desorganizada, e Bob. O escritório cresceu ao longo daquele verão e nos anos seguintes — hoje, a equipe conta com mais de 200 pessoas, incluindo 16 sócios/as na Robert A.M. Stern Architects (também conhecida como RAMSA).
Sem dúvida, as portas pivotantes estão mais em alta do que nunca. Girando em torno de um eixo vertical com componentes quase invisíveis, essas portas se caracterizam por suas linhas limpas, estética contemporânea e infinitas possibilidades de design – atributos que as tornam ideais para uma ampla gama de aplicações, especialmente como elementos de destaque no projeto. O grande diferencial dessas portas, no entanto, é o seu movimento fluido e elegante, que proporciona transições suaves entre os ambientes, distinguindo-as das portas de dobradiça comuns. Para garantir esse movimento característico, duas etapas são indispensáveis: a escolha de ferragens de alta qualidade e uma instalação correta.
Desde o início da guerra, mais de 7,1 milhões de pessoas foram deslocadas internamente na Ucrânia. Em resposta a essa crescente crise humanitária, o escritório de Kiev Balbek Bureau desenvolveu um sistema modular de habitação temporária que visa proporcionar moradias dignas à população ucraniana deslocada internamente. O RE:Ukraine foi projetado para se adaptar a diferentes tipos de terreno e densidades de assentamento, podendo ser implantado em um curto período de tempo. Embora o projeto tenha sido pensado para áreas da Ucrânia que não estão sob ataque direto, a estrutura também pode acolher pessoas refugiadas no exterior.
Costuma-se dizer que só percebemos se o/a arquiteto/a considerou a acústica de um espaço quando isso não foi feito. Pense em interiores de restaurantes altamente instagramáveis, mas nos quais é impossível ouvir o que a pessoa do outro lado da mesa está dizendo.
Durante muito tempo, o tratamento acústico recebeu pouca ou nenhuma atenção na formação acadêmica em arquitetura. As coisas podem estar mudando, mas — para a sorte de empresas como a suíça Impact Acoustic — ainda há uma clara necessidade de provedores de soluções com sensibilidade arquitetônica que priorizam, acima de tudo, a redução de ruídos.
Embora o novo livro de Stephen Zacks, G.H. Hovagimyan: Situationist Funhouse, seja ostensivamente sobre a vida e a obra do artista, há um subtexto intrigante e aparentemente oportuno pairando ao fundo: o complexo papel da arte e da cultura no desenvolvimento e redesenvolvimento das cidades. Trata-se de uma questão complexa e por vezes tensa, propensa a um pensamento simplista, até mesmo binário. Zacks, amigo e ex-colega na revista Metropolis, sempre teve uma visão mais sutil do assunto. Na semana passada, entrei em contato com ele para conversar sobre a obra de Hovagimyan, as lições históricas da Nova York dos anos 1970 e os motivos pelos quais a "gentrificação" precisa de um novo nome.
San Diego é uma cidade intrinsecamente ligada ao oceano. Desse modo, sua arquitetura responde a uma variedade de influências culturais e condições naturais. Lar de estilos arquitetônicos diversos e distintos, San Diego abriga desde residências vitorianas no estilo Queen Anne e bangalôs craftsman até estruturas de estilo neocolonial espanhol. Além de obras monumentais como o Salk Institute e a Geisel Library, San Diego também abriga uma série de projetos contemporâneos, tanto culturais quanto residenciais.
Anos atrás, profissionais de arquitetura migraram dos desenhos feitos à mão para o CAD. O tempo economizado e a eficiência obtida transformaram o setor. Hoje, é difícil encontrar um/a arquiteto/a que trabalhe exclusivamente com os métodos tradicionais de papel e caneta. Essa transição digital continuou a evoluir.
Central Park, Nova York, NY, 2015. Foto de Barrett Doherty. Imagem cortesia de The Cultural Landscape Foundation
Em comemoração ao bicentenário de nascimento de Frederick Law Olmsted, Sr., conhecido como o "pai da arquitetura da paisagem", a Cultural Landscape Foundation criou um guia digital em constante expansão com as obras mais notáveis de Olmsted. O guia ilustrado apresenta mais de 300 paisagens em toda a América do Norte, abrangendo o Canadá e 30 estados dos EUA, além de relatos de profissionais que trabalharam para, com ou que de alguma forma estiveram associados a Olmsted, Sr. e aos escritórios que o sucederam.
Uma obra de infraestrutura pode, literalmente, matar uma cidade? Esta é a questão que o escritor Jim Krueger propõe em seu podcast recente, The Road That Killed a City. O local em questão é a cidade onde Krueger vive hoje — Hartford, Connecticut — vizinha ao arborizado subúrbio de West Hartford, onde ele cresceu. Krueger morou em ambas as cidades, o que ajuda a equilibrar a surpreendente história que ele revela sobre como a capital de Connecticut foi empalada por uma rodovia (na verdade, duas: a I-84, de leste a oeste, e a I-91, de norte a sul, convergem em Hartford em uma espécie de marco zero viário). Conversei com Krueger sobre o que motivou o podcast, parte do que ele descobriu sobre a história dessa malfadada "melhoria" urbana e o legado de uma rodovia que continua a impedir o renascimento de Hartford — uma herança compartilhada por muitas cidades na América do Norte.
https://www.archdaily.com.br/pt/1134705/uma-rodovia-matou-a-cidade-de-hartfordMichael J. Crosbie
Não há nada de incomum em um/a arquiteto/a expandir sua visão artística para além da estrutura de um edifício, adentrando os detalhes de seu conteúdo — peças icônicas do design de mobiliário do século XX frequentemente estão associadas a um edifício específico. Entre praticantes dessa gesamtkunstwerke, ou a arte de sintetizar todos os aspectos estéticos de um espaço, estavam frequentemente protagonistas de movimentos arquitetônicos: o artista e artesão William Morris, o líder da Bauhaus Walter Gropius ou os secessionistas Joseph Maria Olbrich e Josef Hoffmann.
https://www.archdaily.com.br/pt/1134518/um-icone-reimaginado-para-o-seculo-xxi-a-cadeira-ton-822Emma Moore
Desafiar os espaços sociais a refletirem adequadamente nossa existência moderna deve ser uma busca importante para todos os profissionais de design — o poder dos interiores progressistas não deve ser subestimado, podendo inclusive contribuir para mudar o rumo da história. A marca dinamarquesa de design MENU é movida por uma abordagem centrada no ser humano e enraizada no agenciamento social — tendo como resultado final de cada produto o desenvolvimento de um senso de comunidade e pertencimento no mundo real.
Depois de transformar radicalmente o mundo do design e da produção em setores como o automotivo e o aeroespacial, a robótica agora entra no setor da construção civil. Diante disso, a École des Ponts ParisTech, renomada escola de engenharia francesa fundada em 1747 que prepara futuras lideranças, engenheiros/as civis e pesquisadores/as, desenvolveu um novo programa de formação.
Com o objetivo de oferecer mais aos nossos usuários a partir de três perspectivas diferentes, porém unidas, o Designboom, o Architonic e o ArchDaily, que integram as DAAily Platforms, oferecerão aos/às visitantes da Milan Design Week uma seleção exclusiva de destaques inspiradores de arquitetura e design por meio de dois guias completos. O DAAily Milano Fair Guide e o DAAily Milano City Guide serão o melhor exemplo do que a força dessa união oferece aos/às profissionais criativos/as durante um dos maiores eventos de design do ano.