Muita coisa aconteceu desde que os países se encontraram em Paris, em 2015, e estabeleceram um acordo para combater as mudanças climáticas. Até aqui, mais de 196 países ratificaram ou se juntaram de alguma maneira ao Acordo Climático de Paris, representando mais de 96% das emissões globais dos gases de efeito estufa. Em paralelo, 57 países – incluindo Estados Unidos, Japão, Canadá, Alemanha e México –, também elaboraram planos de longo prazo para descarbonizar suas economias.
https://www.archdaily.com.br/pt/998221/a-trajetoria-dos-10-maiores-emissores-de-carbono-desde-o-acordo-de-parisJohannes Friedrich, Mengpin Ge e Andrew Pickens
Apaixonar-se é fácil. Quando os olhos se encontram em um showroom lotado, a beleza dos pés esbeltos de um sofá, o tecido macio e as curvas convidativas são como um canto de sereia, cegando você para a verdade. Então, seis ou oito semanas depois, a verdade aparece.
Não há nada melhor depois de um dia difícil do que se sentar em um sofá confortável. Na verdade, também não há nada melhor depois de um dia tranquilo. Mas, e se aquele sofá pelo qual você se apaixonou não for tão bom de se sentar quando você chegar em casa?
Para evitar as dores do relacionamento (no pescoço e nas costas) e garantir compatibilidade a longo prazo, aqui estão algumas regras para selecionar o sofá certo.
Tornar um ambiente mais prático, facilitar as tarefas diárias, criar unidade no design de interiores, brindar diferentes possibilidades ao espaço sem modificá-lo e agregar beleza. Cumprir com todos esses objetivos não é uma tarefa fácil, mas alguns elementos são fundamentais para isso: armários e estantes.
Por mais trivial que possa parecer o ato de apertar um interruptor e iluminar um ambiente, tivemos que percorrer um longo caminho para ter uma fonte de luz segura e confiável. Estima-se que as primeiras lâmpadas tenham sido inventadas há 70.000 anos, consistindo em pedras escavadas ou conchas, preenchidas com um material absorvente embebido com gordura animal, para ser inflamado. Os egípcios, por sua vez, utilizavam recipientes de cerâmica decorados, cheios de óleo, proporcionando uma chama constante. Já as velas foram popularizadas durante a Idade Média, feitas de sebo (gordura animal) ou cera de abelha, podendo ser queimadas em castiçais simples e lustres. Foi no final do século XIX que Thomas Edison e sua equipe inventaram uma lâmpada incandescente que poderia ser fabricada em massa e que fosse viável economicamente, logo se tornando a forma dominante de iluminação durante grande parte do século XX. Tendo sido uma enorme revolução, hoje em dia temos a ciência de que tais lâmpadas são pouco eficientes, e elas acabaram sendo substituídas por lâmpadas fluorescentes e, mais recentemente, de LED. Mas se já avançamos tanto em tão pouco tempo, o que podemos esperar sobre o futuro da iluminação e, mais especificamente, de que forma nossos interiores serão iluminados em alguns anos ou décadas?
Imagem: National Archives and Records Administration
Em 1906, um forte terremoto atingiu São Francisco, na Califórnia. O choque inicial danificou edifícios em toda a região. Porém, o pior estava por vir, incêndios surgiram em prédios desabados, em alguns casos por canos de gás quebrados.
Nos quatro dias seguintes, uma conflagração varreria mais da metade da cidade, consumindo mais de 4,7 milhas quadradas no centro da cidade, destruindo 28.188 prédios, matando mais de 3.000 pessoas pela contagem oficial e deixando entre 227.000 e 300.000 pessoas desabrigadas (de uma população total de 410.000).
O Second Studio (anteriormente conhecido como The Midnight Charette) é um podcast sem filtros sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado pelos/as arquitetos/as David Lee e Marina Bourderonnet, o programa traz diferentes profissionais criativos em conversas espontâneas que dão espaço a reflexões profundas e discussões pessoais.
Uma variedade de assuntos é abordada com honestidade e humor: alguns episódios trazem entrevistas, enquanto outros oferecem dicas para colegas de profissão, análises de edifícios e outros projetos, ou explorações informais sobre o cotidiano e o design. O Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.
Esta semana, o arquiteto Rick Joy, fundador e diretor do Studio Rick Joy, junta-se a David e Marina, da FAME Architecture and Design, para conversar sobre sua trajetória; a transição de sua carreira como percussionista para a arquitetura; sua filosofia e prática de trabalho; os prós e contras do modelo design-build (projeto e construção); seu processo de criação e reflexões sobre estilo arquitetônico; entre outros temas.
A luz do dia excede sua função de iluminação dos espaço. É uma ferramenta criativa manipulada por arquitetos para imbuir o espaço de um significado metafísico, influenciando os estados emocionais de seus ocupantes. Tendo um efeito fenomenológico na psique humana, a luz e a sombra têm sido usadas para evocar um senso de divindade e espiritualidade no caráter dos edifícios religiosos. A interação entre arquitetura e a luz é poderosa, e molda experiências mais profundas de espiritualidade.
Ao monitorar os resultados da construção de uma praça em Porto Alegre, um dado chama atenção: depois de meninos e meninas brincando, são mulheres que cuidam das crianças as principais frequentadoras do espaço. A história ocorreu em uma região vulnerável da cidade e evidencia uma atividade muitas vezes ignorada pelo planejamento urbano: o cuidado.
O objetivo do monitoramento, no Loteamento Santa Terezinha, era verificar o perfil de frequentadores e sua percepção sobre o espaço e seus equipamentos, recentemente qualificados por uma série de organizações, bem como das rotas escolares em seu entorno. Realizada pelo WRI Brasil em parceria com a Fundação Grupo Volkswagen, a pesquisa mostrou que crianças representam 89% dos frequentadores da praça. E que 4,5 vezes mais mulheres adultas frequentam a praça do que homens – na maioria das vezes, acompanhando os pequenos.
https://www.archdaily.com.br/pt/998144/cidade-das-mulheres-planejamento-ignora-aspectos-cruciais-para-cidades-equitativasAndressa Ribeiro, Ariadne Samios e Paula Manoela dos Santos
A regra mais importante para um backsplash de cozinha é fazer jus ao seu nome. O frontão da bancada está ali para proteger as paredes e o armário inferior de manchas, respingos e infiltrações, mas ele também representa uma saída criativa para designers de cozinha e arquitetos de interiores.
Ao adicionar cor, padrões e texturas, o backsplash da cozinha pode se tornar um elemento marcante em contraste com a monotonia da paleta de cores da cozinha.
Aqui estão alguns materiais e técnicas que ajudam a manter as cozinhas protegidas sem abrir mão da criatividade.
Álvaro Siza, primeiro Pritzker português, é inegavelmente um personagem de grande importância na história da arquitetura contemporânea, com projetos que mudaram a paisagem urbana de várias cidades ao redor do mundo. Embora seu nome e trabalho sejam amplamente conhecidos, Siza é uma pessoa bastante reservada e introspectiva, que prefere manter sua vida pessoal longe dos holofotes.
Com a direção do produtor e diretor Augusto Custódio, o documentário Siza apresenta uma visão mais íntima e pessoal do renomado arquiteto português. O filme aborda sua infância, sua relação com a esposa, sua paixão pela escultura e admiração pela música clássica, explorando suas influências e sua jornada profissional.
https://www.archdaily.com.br/pt/998308/documentario-sobre-alvaro-siza-apresenta-visao-intima-e-pessoal-do-arquitetoArchDaily Team
Acoustic Shells / Flanagan Lawrence. Image Courtesy of Flanagan Lawrence
Você já considerou os sons de carros e ônibus zunindo pela estrada enquanto caminha no centro da cidade? Ou o sentimento que você tem ao ir em direção ao teatro? Cada cenário tem algo que atrai a vida nas grandes cidades. Notais musicais flutuando da janela, pessoas conversando, buzinas e pessoas correndo para o próximo destino são peças de uma cidade e ninguém pode negar - elas compõem a base da vida urbana.
Embora a vida das grandes cidades ofereça muitos excelentes benefícios, há momentos em que a paz e o silêncio podem ser uma pausa bem-vinda a tudo o que está acontecendo. Às vezes, as pessoas querem fugir e se relacionar com a natureza sem dirigir por quilômetros.
No País dos Arquitectosé um podcast criado por Sara Nunes, responsável também pela produtora de filmes de arquitetura Building Pictures, que tem como objetivo conhecer os profissionais, os projetos e as histórias por trás da arquitetura portuguesa contemporânea de referência. Com pouco mais de 10 milhões de habitantes, Portugal é um país muito instigante em relação a este campo profissional, e sua produção arquitetônica não faz jus à escala populacional ou territorial.
Neste episódio da quinta temporada, Sara conversa com Alexandre Alves Costa e Sérgio Fernandez sobre o Batalha Centro de Cinema. Ouça a conversa e leia parte da entrevista a seguir.
Salk Institute, de Louis Khan. Foto de Adam Bignell, via Unsplash
Alguns edifícios resistiram ao teste do tempo e depois de séculos ou mesmo milênios, eles permaneceram estruturalmente sólidos, reverenciados como espaços habitáveis da história e inovação humana. Alguns ainda estão em uso hoje, muitas vidas depois que seus projetistas originais morreram.
Esses edifícios, de propósito ou por acidente, foram projetados para durar. É um conceito cada vez mais relevante. A construção e operação de edifícios é responsável por uma quantidade preocupante de emissões de dióxido de carbono. O carbono incorporado que resulta da produção de materiais de construção e construção soma cerca de 11% de todas as emissões globais de carbono. De acordo com um novo livro sobre edifícios de vida longa, projetar edifícios para permanecer em pé por muito mais tempo – e sobreviver às várias voltas e reviravoltas que acompanham essa vida útil mais longa – é um novo imperativo para os arquitetos.
Em sua primeira edição híbrida (online e presencial), no próximo dia 26 de abril será realizado o 3° Foro Fachadas Internacional 2023, transmitindo a partir da Cidade do México 15 palestras com palestrantes internacionais sob a direção acadêmica de Marshall Academia de Fachadas (Bill Marshall e Karina Tarrisse) e a realização integral da agência Sarzabal (Hernán Barbero Sarzabal e Maui Cittadini), juntamente com Daniela Ruiz de Chávez, envolvida na organização no México.
O QS- Quacquarelli Symonds World University Rankings divulgou as melhores universidades para estudar Arquitetura em 2023. O índice avalia mais de 1.400 escolas e cobre um total de 54 disciplinas, agrupadas em cinco grandes áreas, com base em cinco indicadores "para refletir efetivamente seu desempenho, levando em consideração a reputação acadêmica, a reputação do empregador e as pesquisas realizadas pelo corpo docente".
Nesta edição de 2023 na categoria Arquitetura/Ambiente Construído, a UCL tirou o primeiro lugar do MIT, que permaneceu na primeira posição por três anos consecutivos. O MIT ficou em segundo lugar, enquanto a Universidade de Tecnologia de Delft e a ETH Zurich ocuparam juntas o terceiro lugar. A Manchester School of Architecture faz sua primeira aparição no top 5, seguida por Harvard, a Universidade Nacional de Singapura e a Universidade Tsinghua na China. Berkeley caiu para a nona posição e o Politecnico permanece estável na décima posição pelo terceiro ano consecutivo.
A história da luz experimentou várias mudanças ao longo dos séculos, sua relação intrínseca com a própria arquitetura desencadeou manifestações e críticas. Além de servir como ferramenta para iluminar o mundo habitado, ela influencia diretamente a percepção do mesmo e a produção de objetos construídos. Cada tipo de projeto de iluminação se relaciona diretamente com um entendimento particular de qualidade, classe, interpretação, intenção e significado.
Embora a economia circular envolva outros princípios, como a regeneração de sistemas naturais, a reutilização ou reciclagem de materiais desempenha um papel importante na redução de resíduos gerados, dando uma segunda vida útil a elementos que poderiam ser considerados descartes. Madeira, chapas metálicas, tijolos, pedras, entre outros, podem ser reutilizados, trazendo critérios de sustentabilidade e eficiência aos projetos, contribuindo para consolidar este conceito que ainda tem um longo caminho a percorrer.
Dentro do território latino-americano, diversos profissionais da arquitetura se propuseram a aplicar em seus processos de projeto e construção a implementação de estratégias que colaborem com o uso dos recursos, seja reutilizando, reciclando ou restaurando diferentes materiais e elementos em busca da atender as necessidades e preocupações daqueles que habitam os espaços.
META SQUARE Brushed Champagne. Image Courtesy of Dornbracht
Acessórios bem escolhidos desempenham um papel crucial no design de interiores, adicionando apelo estético e servindo como acabamentos para um espaço. As cozinhas, que são áreas essenciais em que atendemos algumas de nossas necessidades básicas, devem ser projetadas para se adequar aos estilos de vida dos habitantes, o que pode incluir acessórios personalizados, como vários sistemas de torneiras, funções e acabamentos, para aprimorar a funcionalidade e a aparência destes ambientes. Em busca de estilo e funcionalidade, mostramos uma série de torneiras de cozinha da empresa Dornbracht, que integram a elegância moderna com um design atemporal para criar espaços versáteis.
Shigeru Ban Architects, em colaboração com a ONG Voluntary Architects’ Network, desenvolveu uma versão aprimorada da habitação temporária projetada para ajudar as pessoas afetadas pelo recente terremoto na Turquia e Síria. O novo protótipo representa uma atualização do sistema de tubos de papelão implantado no noroeste da Turquia após o terremoto de 1999. Esta nova versão leva em consideração questões de eficiência e a necessidade de minimizar o tempo de construção no local.
O gênero é uma camada de desigualdade incontestável nas cidades, que marca, de maneira muito distinta e efetiva, a experiência e o cotidiano de homens e mulheres no ambiente urbano. Um dos elementos cruciais na tentativa de garantir espaços mais inclusivos e igualitários é a iluminação pública, que não costuma ser pensada sob uma perspectiva de gênero.
Espaços públicos mal iluminados reforçam o sentimento de medo nesses ambientes, e devem ser repensados para que promovam cidades mais seguras, especialmente para as mulheres. Uma vez que, atualmente, mais da metade da população mundial vive em áreas urbanas — um cenário que só tende a aumentar —, como podemos tornar os espaços públicos mais seguros e confortáveis para que possam ser plenamente usufruídos e acessados por todas e todos?
O branding para arquitetos/as não se resume a ter um logotipo bonito. Na verdade, quando se trata de promover seu escritório de arquitetura, uma marca distinta é fundamental para comunicar o que torna sua empresa única e diferenciada.
Com base em nossa experiência de dez anos na Archmark realizando o branding e rebranding de escritórios de arquitetura, construtoras e prestadores de serviços residenciais, desenvolvemos um processo estratégico que torna o branding mais simples do que se imagina e revela resultados surpreendentes. Neste artigo, compartilhamos as mesmas etapas que aplicamos com nossos clientes para que você possa utilizá-las em suas próprias estratégias de branding.
Larnaca Masterplan. Image Courtesy of Foster + Partners
O escritório Foster + Partners, em colaboração com o grupo Petrolina, anunciou o projeto de um novo masterplan para transformar a orla de Larnaca, no Chipre, em uma área sustentável e agradável para os residentes da cidade, bem como para as futuras gerações e novos visitantes. A estância turística de Larnaca busca redesenhar uma de suas principais artérias, a estrada Larnaca-Dhekelia, fazendo-a acompanhar sua orla e se tornar mais agradável para pedestres. A proposta da Foster visa aprimorar o valor ecológico da terra e duplicar o comprimento da orla acessível ao público.
A luz natural é um dos elementos mais críticos na arquitetura. Embora imaterial e difícil de controlar, desempenha um papel crucial na definição de como o espaço é percebido em termos de escala, texturas, materialidade e atmosfera geral. A luz natural também afeta as emoções que as pessoas sentem em um espaço, seja por sua ausência ou abundância. Mas, assim como a luz impacta a arquitetura, a arquitetura também impacta a luz. Através do enquadramento de vistas, criando massas tridimensionais que lançam sombras marcantes, ou esculpindo vazios que criam projeções de luz únicas, alguns arquitetos dominaram técnicas de projeto que integram perfeitamente luz e volumetria — e talvez um dos melhores nisso tenha sido o arquiteto veneziano Carlo Scarpa.