A maneira como percebemos um espaço não depende unicamente de sua escala ou de sua forma, mas de uma série de decisões que, a partir do interior, moldam a nossa experiência. Alguns gestos são determinantes: o pé-direito livre, a organização dos planos verticais ou o tamanho da cama. Outros atuam com maior sutileza, como a incidência da luz, a tonalidade dos materiais ou o uso da cor. Todas essas variáveis influenciam na forma como o espaço se manifesta — se o sentimos aberto ou contido, seccionado ou contínuo. Nessa mesma linha, o uso de pisos em grandes formatos torna-se uma operação fundamental: reduz a fragmentação visual e reforça a continuidade das superfícies.
https://www.archdaily.com.br/pt/1142642/espacos-sem-juntas-como-os-grandes-formatos-transformam-a-linguagem-arquitetonicaEnrique Tovar
Porcelanatos inspiradas en piedra. Image Cortesía de GILSA
Em sua busca constante por criar espaços funcionais que também estabeleçam uma conexão visual e emocional com quem os habita, a arquitetura encontrou na natureza uma fonte de inspiração. Desde a proporção áurea, presente em estruturas biológicas, até o uso de materiais próprios do contexto, o ambiente natural oferece uma lição de formas e texturas que alimentam o pensamento arquitetônico. Um exemplo emblemático é a Casa da Cascata, onde a pedra atua como elemento de integração entre a construção e o seu entorno. Embora essa obra evidencie o potencial da pedra, sua presença e caráter evoluíram para novos formatos, como o porcelanato, ampliando as alternativas no design e consolidando a importância das texturas e tonalidades pétreas em projetos contemporâneos.
https://www.archdaily.com.br/pt/1143307/entre-a-pedra-e-o-design-4-texturas-e-tons-que-se-conectam-com-o-entorno-naturalEnrique Tovar
A atmosfera de uma residência se constrói gradualmente através da interação entre arquitetura, mobiliário e materiais. Cada componente traz cor, textura e profundidade, tornando a experiência de habitar sensorial e envolvente. Dentre eles, os materiais desempenham um papel decisivo: não apenas definem o aspecto visual, mas também transmitem tato, luz, temperatura e conexão com o entorno, transformando nossa percepção do lar. Quando observados de maneira contextualizada, revelam novas possibilidades para projetar e vivenciar interiores e exteriores, lembrando-nos de que cada escolha influencia o conforto e a funcionalidade.
A arquitetura de hoje está vivenciando um momento de profunda mudança. Os projetos são cada vez mais ambiciosos, os prazos mais curtos e as demandas de sustentabilidade mais exigentes. Diante desse cenário, os/as arquitetos/as não precisam apenas de criatividade: também necessitam de ferramentas que os/as ajudem a imaginar, testar e construir com mais rapidez, precisão e confiança.
Os softwares especializados —como AutoCAD, DaVinci, Revit ou Nuke— são hoje peças-chave no fluxo de trabalho de arquitetura. No entanto, seu potencial máximo é alcançado quando integrados a hardwares de alto desempenho e tecnologias emergentes como a inteligência artificial (IA), que elevam significativamente a capacidade de projeto, análise e execução.
A indústria da construção enfrenta uma pressão crescente para adotar práticas mais sustentáveis devido à necessidade de mitigar as mudanças climáticas e proteger os recursos naturais. As construções tradicionais têm um grande impacto ambiental, desde a destruição de ecossistemas até altos níveis de consumo de energia e emissões de gases de efeito estufa. Além disso, a extração e a fabricação de materiais contribuem para a poluição da água ou para a geração de resíduos perigosos. Contudo, surgem produtos que oferecem soluções mais amigáveis ao meio ambiente, sem comprometer a qualidade nem o desempenho, voltados a profissionais de arquitetura que buscam criar projetos sustentáveis.
De fato, uma das maneiras mais eficazes de praticar a construção sustentável é a escolha de materiais adequados que contribuam para a redução do impacto negativo no planeta.
Em seu quinto aniversário, o Encontro de Intervenções Efêmeras celebra a abertura dos pátios históricos de Puebla à arte, à criatividade e à comunidade. Ao longo desses cinco anos, o evento recebeu com orgulho mais de 150 propostas em suas convocatórias do Pátio Efêmero. Dessas, 42 instalações foram realizadas com a colaboração de 132 artistas, intervindo em 42 pátios históricos para o desfrute de mais de 45.000 pessoas. Este sucesso foi possível graças ao apoio de mais de 130 colaboradores, entre proprietários/as e instituições públicas e privadas. Além disso, 24 pesquisadores/as apresentaram seus trabalhos no Pátio Acadêmico. Este ano, celebra-se a maravilhosa comunidade Pátio.
A cerâmica é um material intrinsecamente versátil: as tecnologias avançadas de impressão permitem uma infinidade de possibilidades em termos de cores, texturas e padrões. Por isso, é amplamente utilizada em interiores ao redor do mundo, pois combina resistência, baixa manutenção, facilidade de instalação, preço competitivo e a estética ideal para transformar ambientes de acordo com a visão do(a) designer. As tendências e modas são parte natural do design de interiores, e estar na vanguarda é crucial para criar espaços que sejam tanto contemporâneos quanto atemporais. Seja através das linhas limpas dos padrões geométricos, da sensação acolhedora dos acabamentos rústicos ou da elegância atemporal das superfícies marmorizadas, cada tendência oferece algo único para realçar o caráter de qualquer espaço.
Qual é o papel do mobiliário urbano no espaço público? Alinhado aos comportamentos humanos em sociedade, o desenho dos espaços públicos insere-se em uma investigação complexa que compreende, além da análise de usos, a participação da comunidade, o estudo das condições climáticas e geográficas, a economia de recursos, entre tantos outros fatores, a seleção de equipamentos e elementos urbanos adequados para satisfazer as necessidades de uma grande parcela da população. Como defende o arquiteto e urbanista espanhol Oriol Bohigas Guardiola, a arquitetura, além de uma arte, é um serviço direto à sociedade. Portanto, a harmonia entre as múltiplas disciplinas que intervêm simultaneamente deveria consolidar ferramentas que melhorem e/ou facilitem a vida em comunidade. Compreender o papel que o mobiliário urbano desempenha ao colaborar para a realização de certas atividades — de acordo com sua disposição, dimensões, materialidade e vida útil de longo prazo — é parte importante do funcionamento atual e futuro dos espaços urbanos.
A pedra, como material de construção, tem sido fundamental desde os primórdios da sociedade humana, estando presente de diversas formas em nosso ambiente. Desde estruturas arquitravadas até robustos muros de pedra seca, sua presença enraizada em nosso entorno e nas primeiras construções sempre foi evidente. Alvar Aalto destacou esse fato ao afirmar que essa arquitetura primitiva poderia ser considerada a "genialidade da descoberta", uma vez que, naquela época, a natureza era a única fornecedora de materiais de construção.
Com o passar do tempo e o aprimoramento dos processos de transporte, manipulação e beneficiamento da pedra, este material tornou-se muito mais nobre e fácil de manusear. Embora preserve suas características fundamentais, hoje é possível ampliar sua aplicação como revestimento — principalmente em banheiros e cozinhas — utilizando pedras de menor tamanho, conhecidas como *pebbles* (seixos). Isso as transforma em um elemento de design que agrega interesse visual e uma nova experiência tátil, adicionando, assim, uma dimensão extra ao seu uso.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140223/malhas-de-pedra-natural-mesclando-tradicao-e-inovacao-no-design-de-interioresEnrique Tovar
Córdoba é uma das cidades pioneiras na implementação do paisagismo como o conhecemos hoje. Superando as praças secas da época colonial, foi a primeira cidade do país na qual o renomado paisagista e arquiteto francês Carlos Thays projetou um grande parque urbano, o Parque Sarmiento, nas encostas que delimitavam a cidade, inaugurado em 1911, integrando o bairro Nueva Córdoba.
Iniciativas como essa se sucederam ao longo dos anos, gerando corredores verdes muito característicos, como a sistematização de La Cañada, e posteriormente, durante as décadas de 1970 e 1980, a criação dos calçadões no centro da cidade, com a incorporação de pérgulas verdes, tratamento de pisos e desenho de praças, como a Plaza Italia e a Plaza España, projetadas pelo arquiteto Miguel Ángel Roca.
Atualmente, não se observa o mesmo destaque voltado ao espaço público e verde. A cidade conta com 8 m² de espaço verde por habitante, distante dos 10 a 15 m² recomendados pela OMS.
Você se perde entre blocos idênticos de tijolos? Fica em dúvida se deve virar nesta esquina ou na próxima porque todos os edifícios de uma quadra parecem iguais? Tem dificuldade para se orientar nas ruas estreitas e irregulares do centro da cidade? Na verdade, isso acontece com muitas pessoas, e é por isso que é fundamental que as cidades invistam em sistemas de sinalização urbana pensados especificamente para pedestres.
Os benefícios são muitos. A começar pelo fato de que esta é uma excelente maneira de promover os deslocamentos menos poluentes: a pé. Isso traz vantagens como a descongestão do transporte público, a redução de veículos em circulação, um conhecimento mais aprofundado da cidade e a revitalização do comércio em ruas secundárias, sem mencionar seu impacto positivo em turistas e visitantes de fora. Esse é um dos objetivos do projeto #LeerMadrid, desenvolvido atualmente pela Paisaje Transversal em parceria com a Applied Wayfinding, a Avanti Avanti, a Urban Networks/CGR e Dimas García Moreno.
Baseado no "Plano de Implementação do Desenho Urbano da Cidade Tecnológica de Banxuegang", e com o objetivo de consolidar os resultados desta fase, foi organizado um concurso internacional abrangendo quatro subprojetos do plano. O comitê de avaliação do concurso concluiu com sucesso seus trabalhos. De acordo com o regulamento do concurso [o júri apresentou pareceres de avaliação sobre os dois primeiros finalistas de cada categoria e os recomendou aos organizadores; estes, respeitando plenamente as opiniões dos especialistas, definirão a classificação final dos dois primeiros colocados, que receberão prêmios em dinheiro distintos e darão início aos respectivos trabalhos subsequentes]. Com base nisso, os organizadores decidiram iniciar uma consulta pública para coletar opiniões e sugestões, que servirão como referência importante para a classificação final das propostas e seu desenvolvimento futuro. O concurso engloba quatro categorias de projetos, abrangendo áreas como planejamento, arquitetura, paisagismo e arte, com dois finalistas selecionados para cada uma delas.
Concurso Internacional para o Projeto Conceitual de Arquitetura do Centro de Arte de Banxuegang e Áreas Adjacentes – Vencedores: URBANUS Architecture & Design Co., Ltd., Instituto de Design e Pesquisa Arquitetônica da Universidade de Tecnologia do Sul da China (SCUT) & Shenzhen WAAO Architecture Office Co., Ltd. (Consórcio) Concurso Internacional para o Projeto Conceitual de Conectividade Integrada dos Parques Periféricos (Campestres) de "Bantian na Floresta" – Vencedores: Instituto de Planejamento e Design de Arquitetura Paisagística de Guangzhou, MLA+ B.V. Concurso Internacional para o Design de Revitalização Paisagística e Arborização de Ruas e Nós Urbanos da Cidade Tecnológica de Banxuegang – Vencedores: Shenzhen Meidao Landscape Architecture & Urban Planning & Design Institute Co., Ltd. & Beijing Shiyu Siwei Urban Wayfinding System Planning & Design Co., Ltd. (Consórcio), Beijing Zhonghai Huayi Urban Planning & Design Co., Ltd. & Shenzhen Landscape Corporation (Consórcio) Concurso Internacional para a Identidade Visual (VI) Urbana e Design de Aplicação da Cidade Tecnológica de Banxuegang – Vencedores: Shenzhen Shida Creative Design Co., Ltd., Thonik
https://www.archdaily.com.br/pt/1118287/exposicao-das-propostas-vencedoras-e-consulta-publica-do-concurso-internacional-de-projeto-para-a-area-central-da-cidade-de-ciencia-e-tecnologia-de-banxuegang-longgang韩爽 - HAN Shuang
Desde sua fundação em 1994, o escritório Allied Works tornou-se conhecido por seu portfólio de obras delicadamente equilibradas e de forte caráter cívico. Seu Clyfford Still Museum, em Denver, foi especialmente reconhecido em diversas premiações e publicações — mas talvez venha a ser eclipsado por seu projeto construído mais recente.
O National Veterans Memorial and Museum, localizado em Columbus, Ohio, eleva o que poderia ter sido um programa austero e solene a um espaço público de vocação urbana. O museu, composto por faixas que se cruzam em concreto branco, abre-se para uma paisagem exuberante (projetada pelo escritório OLIN) e conecta a outrora negligenciada orla fluvial ao centro da pequena cidade.
Temos o prazer de fazer uma parceria com o World Architecture Festival para transmitir ao vivo as palestras principais de cada dia. Na quarta-feira, acompanhe as apresentações de Peter Cook, Li Xiaodong e de um impressionante grupo de palestrantes. Siga-nos no Instagram em @archdaily para ver mais atualizações da nossa equipe no local.
As dinâmicas dos habitantes das cidades se moldam de acordo com seu cotidiano, o que inclui as atividades que realizam, seus horários e o meio de transporte que utilizam. Além disso, a condição física e mental sustenta a interação entre as pessoas e as ruas. Trata-se de uma experiência completamente subjetiva, associada à idade, à estatura ou a alguma condição física que implique a ausência de algum dos sentidos ou de parte do corpo.
As pessoas caminham, atravessam a rua quando o semáforo indica, enquanto ouvem, simultaneamente, uma playlist no celular. Conhecem as texturas porque as veem; sabem para onde o vento sopra através do olhar. Sabem que sentem a cidade, mas sem se aprofundar nas informações recebidas por meio de cada sentido.
O quanto você gostaria de saber mais sobre carpintaria, energia solar ou alvenaria? Leonardo Da Vinci disse que "o prazer mais nobre é a alegria da compreensão". Pessoas abertas a aprender e a expandir seus horizontes têm mais chances de aprimorar sua abordagem projetual. Se você sempre quis entender melhor sobre processos de construção, estruturas ou materiais, esta lista de cursos online é para você.
Pesquisamos em plataformas de MOOC e bancos de dados para selecionar uma série de cursos online voltados à construção e aos materiais de construção. Muitos deles estão permanentemente disponíveis e podem ser iniciados imediatamente; também reunimos informações para que você possa entrar em contato com as universidades ou instrutores/as para consultar datas de início, certificados, custos, idioma das aulas e outros detalhes relevantes.
Vista aérea do Alto-Forno No. 3. Imagem Cortesia de CCTN Design
Recentemente, o escritório CCTN Design publicou as imagens conceituais do projeto de reconversão do Museu do Alto-Forno Nº 3 de Shougang. A equipe de arquitetura preservou cuidadosamente o icônico alto-forno da antiga usina siderúrgica de Shougang, bem como as estruturas industriais essenciais, como o corpo principal do Alto-Forno Nº 3, as estufas de aquecimento de ar, o coletor de pó por gravidade e o purificador de poeira por via seca. Ao abrir a antiga sala de controle principal que bloqueava o forno no lado oeste, estabeleceu-se um diálogo claro entre o complexo do Alto-Forno Nº 3, o Lago Xiu (Xiuchi) e a Montanha Shijingshan a oeste. A seguir, apresentamos a abordagem de projeto para a revitalização deste patrimônio industrial através de três relações dialéticas.
https://www.archdaily.com.br/pt/1118227/cctn-design-apresenta-o-projeto-de-renovacao-do-museu-do-alto-forno-no-3-de-shougang-com-conclusao-prevista-para-2019韩爽 - HAN Shuang
O surgimento de novas lojas de muffins e bares de cereais em Madri é algo mais do que anedótico. Para o graduado em Filosofia e doutor em Antropologia Cultural Iñaki Domínguez (1981), isso revela o impacto urbano do fenômeno de massa que é o moderneo na Espanha e sua mais recente e caricata encarnação: os hipsters.
Tendo o bairro madrilenho de Malasaña como pano de fundo, Domínguez desenvolve em Sociología del Moderneo (Melusina, 2017) um ensaio intenso, envolvente e tão atual como se tivesse sido escrito ontem à noite, no qual analisa essa subcultura por meio da teoria sociológica, de referências pop e de sua própria vivência no underground madrilenho entre punkies, indies, ravers e grunges.
A radical transformação social e econômica que converteu Malasaña em um bairro de cupcakes, barbearias hipsters e bares de cereais pode soar familiar para o público latino-americano: La Magdalena em Bogotá, Barranco em Lima e Barrio Italia em Santiago. "São identidades globais graças à internet e aos meios de comunicação", explica Domínguez na conversa a seguir via Skype com o ArchDaily.
Templo sin religión / Simón Vélez. Image Cortesía de Simón Vélez
Originalmente intitulado "O bambu colombiano, aliado estratégico para la sustentabilidade dos ecossistemas tropicais", o arquiteto Luca Bullaro reflete sobre o trabalho do arquiteto Simón Vélez e do designer Marcelo Villegas com o bambu, o chamado aço vegetal, por meio de novos métodos de montagem, novas conexões e diversos sistemas de suporte estrutural.
Simón Vélez, arquiteto colombiano homenageado por sua contribuição à arquitetura sustentável, tem seu nome consolidado internacionalmente, algo confirmado por suas excelentes obras realizadas em diversas partes do mundo. Com mais de quarenta anos de experiência em construções com bambu, é um viajante incessante, inaugurando obras e exposições, além de realizar oficinas e palestras.
Hoje, ele parece ter entrado em uma nova fase de sua vida profissional. Em certo momento, Vélez disse: "quero me dedicar ao tema da habitação de interesse social, mas à minha maneira; quero demonstrar que é possível fazer moradias de alta qualidade e acessíveis, aplicando uma técnica mista de concreto, aço e bambu laminado. Já abrimos uma fábrica em Manizales com o objetivo de criar os primeiros protótipos".
Humberto Eliash, arquiteto, acadêmico da Universidade do Chile e ex-vice-decano da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da mesma instituição, é o novo Presidente do Colégio de Arquitetos do Chile. A nomeação foi ratificada após a primeira reunião da diretoria nacional, realizada em 12 de janeiro, após la votación online ocorrida entre os profissionais associados de todo o Chile em dezembro passado.
Embora o cargo de Presidente nacional seja definido por acordo interno da diretoria, historicamente o candidato mais votado assume a posição. Eliash —com 21,5% dos votos válidos— já despontava como o nome mais provável para o cargo, conforme o ArchDaily em Espanhol havia adiantado há algumas semanas.
Um shopping center espelhado recebeu o primeiro prêmio por sua materialidade inovadora e forte conexão com a cidade no concurso de projeto de arquitetura “2017 Unbelievable Challenge”. A proposta “Unwrapped”, enviada por Ben Feicht, que se graduou recentemente na Universidade do Oregon, foi escolhida como vencedora entre projetos de 22 países. Outros três trabalhos foram premiados como finalistas.
Veja mais detalhes sobre o projeto vencedor a seguir.
Como parte de nossa cobertura da Bienal de Arquitetura de Veneza de 2018, apresentamos a proposta para o Pavilhão da Estônia. Abaixo, a equipe participante descreve sua contribuição em suas próprias palavras.
A equipe de curadoria do Pavilhão da Estônia, Laura Linsi, Roland Reemaa e Tadeáš Říha, explora o espectro entre a representação explícita do monumento e a política implícita das arquiteturas cotidianas: da coluna triunfal ao pavimento sob ela, passando por tudo o que está entre eles. O próprio título – Weak Monument – é um oximoro, um recurso retórico que oferece novas perspectivas sobre como reconhecer a política em qualquer forma construída.
Os memoriais desempenham um papel fundamental na homenagem a pessoas, momentos ou eventos marcantes. Nos últimos anos, eles se transformaram em glorificações da tragédia, buscando expressar horrores inimagináveis de maneira poética e esteticamente atraente. O problema com as diversas formas que os memoriais assumem é que eles tentam aplacar a reação imediata e a dor de um acontecimento — uma resposta social compreensível, mas que muitas vezes parece protocolar e vazia.
Mas e se os memoriais buscassem preservar a memória das pessoas afetadas oferecendo uma solução que enfrentasse as causas da tragédia? A resposta internacional a tragédias tornou-se, por padrão, instalar uma estátua, construir um muro, criar um espelho d'água contemplativo, erguer uma escultura aspiracional ou simplesmente renomear um parque. Nenhuma dessas respostas é inerentemente ruim — costumam ser bem-intencionadas e, ocasionalmente, bastante comoventes —, mas existe outra abordagem possível: mudar a percepção pública dos memoriais ao analisá-los sob a ótica de soluções, incentivando as pessoas a pensar neles como um testemunho ou uma resposta adequada à tragédia, e não apenas como uma placa que, com o tempo, passa despercebida. Embora essa abordagem possa ser difícil em alguns casos, o incêndio da Torre Grenfell, em Londres, apresenta uma solução bastante óbvia.