Como um(a) arquiteto(a) cego(a) percebe a cidade?

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As dinâmicas dos habitantes das cidades se moldam de acordo com seu cotidiano, o que inclui as atividades que realizam, seus horários e o meio de transporte que utilizam. Além disso, a condição física e mental sustenta a interação entre as pessoas e as ruas. Trata-se de uma experiência completamente subjetiva, associada à idade, à estatura ou a alguma condição física que implique a ausência de algum dos sentidos ou de parte do corpo.

As pessoas caminham, atravessam a rua quando o semáforo indica, enquanto ouvem, simultaneamente, uma playlist no celular. Conhecem as texturas porque as veem; sabem para onde o vento sopra através do olhar. Sabem que sentem a cidade, mas sem se aprofundar nas informações recebidas por meio de cada sentido.

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Sobre este autor
Cita: Alvarez, Stefania. "Como um(a) arquiteto(a) cego(a) percebe a cidade?" [¿Cómo percibe la ciudad un arquitecto ciego?] 31 Dez 2018. ArchDaily em Português. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/pt/1118286/como-um-a-arquiteto-a-cego-a-percebe-a-cidade> ISSN 0719-8906

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