A cidade compacta diz respeito ao modelo urbano associado a uma ocupação mais densificada com a consequente sobreposição de usos (residências, comércios e serviços) e o favorecimento do deslocamento de pedestres, ciclistas e usuários do transporte público. Amsterdã e Copenhague são exemplos conhecidos de tal modelo.
Fuente Diego Ortigoza - Proyecto SJ353 - Infraestructura Escolar - Ministerio de Educación. Image Cortesía de Dario Emmanuel López
Darío Emmanuel López é arquiteto formado pela Universidade de Buenos Aires e assessor técnico em instalações do Ministério da Saúde (GCBA). Ao mesmo tempo, é cofundador e diretor operacional da equipe BIMCABA — que coordena a implementação da metodologia BIM (Building Information Modeling) em todos os ministérios do Governo da Cidade de Buenos Aires, visando um trabalho unificado e eficiente nas áreas que gerenciam projetos, obras e ativos construídos.
Seu interesse atual é divulgar as iniciativas BIM que ocorrem no âmbito do governo argentino, ajudando a informar a comunidade de estudantes, arquitetos/as e engenheiros/as que desejam conhecer o que acontece nos bastidores do setor público e nos Ministérios BIM. Nesse sentido, a entrevista a seguir com Darío Emmanuel López apresenta em detalhes como a modelagem da informação da construção está sendo implementada no governo da Cidade de Buenos Aires.
A organização Volksentscheid Berlin Autofrei (Decisão Popular por uma Berlim livre de carros) propôs um plano para limitar os automóveis dentro do Ringbahn da capital alemã, um longo anel rodoviário em torno da cidade, uma medida que pode formar a maior área livre de carros do planeta se for aprovada. A iniciativa liderada por cidadãos tem o objetivo principal de proibir os carros particulares na região central de Berlim, com a exceção de veículos de emergência, caminhões de lixo, táxis, veículos de entrega, e moradores com mobilidade limitada, que receberiam licenças de acesso especial.
Usar o carro é uma escolha individual que gera muitos prejuízos coletivos. Foto: Nelson Antoine/Shutterstock
Por décadas, carros têm sido associados a uma promessa de praticidade, autonomia e conforto. Do ponto de vista individual, pode até ser verdade. Mas a priorização do automóvel no desenho das cidades torna a mobilidade urbana ineficiente e fomenta a desigualdade ao privar grande parte da população do acesso a oportunidades. Usar o carro é uma escolha individual que gera muitos prejuízos coletivos. Cobrar pelos custos sociais dessa escolha é uma forma promissora de desestimulá-la e, ao mesmo tempo, gerar recursos para a mobilidade sustentável.
https://www.archdaily.com.br/pt/976544/por-que-cobrar-pelo-uso-dos-carros-e-uma-solucao-justa-e-inteligente-para-a-mobilidade-sustentavelLuis Antonio Lindau, Cristina Albuquerque, Guillermo Petzhold e Fernando Corrêa
Com o início do novo ano analisamos os projetos mais esperados para 2022. Em uma mistura de programas culturais e comerciais, os projetos estão localizados nos cinco continentes, muitos com previsão de construção para vários anos. Projetados em uma ampla gama de escalas, eles representam uma mistura de paisagens interconectadas, museus e novos arranha-céus.
Assim como outras profissões, Arquitetura e Urbanismo muitas vezes gira em torno de um linguajar próprio. O que pode parecer um termo básico para profissionais da área, muitas vezes podem soar completamente estranho ou sem sentido para aqueles que iniciam seus estudos ou são curiosos pelo campo. Por esse motivo, criamos um pequeno glossário com algumas palavras que são importantes para ampliar o seu vocabulário e colaborar para uma futura discussão sobre o seu projeto.
Ao redor do mundo, os museus funcionam como símbolos culturais - espaços de significado que frequentemente se tornam símbolos da paisagem arquitetônica de uma cidade. Exemplos históricos como o Museum de Fundatie, na Holanda, e o Museu do Louvre, na França continuam a atrair milhões de visitantes, com as intervenções arquitetônicas contemporâneas sobre eles redefinindo suas contribuições espaciais a seus contextos locais.
Temos usado tecido para criar abrigos por milhares de anos, tornando-se uma forma arquetípica de construção. Hoje, a arquitetura contemporânea tem redescobrindo o princípio da tenda e levou seu desenvolvimento adiante, implementando novas tecnologias para gerar tecidos mais avançados e duráveis que permitem a extensão de áreas maiores. Tornando-se um setor altamente especializado na indústria da construção, várias formas têxteis tornaram-se comuns em uma ampla gama de aplicações arquitetônicas - não apenas para estruturas temporárias, mas também para edifícios permanentes. Para além da sua utilização em fachadas, estas podem ser utilizadas em interiores para criar espaços altamente funcionais com experiências sensoriais únicas.
A fachada é um dos fatores mais importantes em determinados edifícios, podendo transformar completamente a experiência dos ocupantes e o desempenho energético. O Whole Building Design Guide mostra que a fachada pode ter uma participação de até 40% no uso total de energia do edifício. Além do uso de energia, as fachadas também impactam significativamente a produtividade dos ocupantes dentro de um edifício e, claro, a aparência do mesmo. Existem muitos fatores que contribuem para a criação de uma fachada de alto desempenho. Neste artigo, descrevemos as 5 principais coisas que uma equipe de projeto deve considerar.
https://www.archdaily.com.br/pt/975291/5-pontos-a-considerar-ao-projetar-uma-fachada-de-alto-desempenhoSponsored Post
Como parte das atividades que integram a programação da Semana de Arte na Cidade do México, a CAPITALES apresenta sua quinta exposição, intitulada "Objetos Arquitetônicos", de 8 a 13 de fevereiro de 2022 na Frontera 88, Roma Norte. A mostra foi realizada em colaboração com Manada Architectural Boundaries e conta com a participação de 27 estúdios, tais como Alejandro Tapia, Ariel Rojo, Blanca Arcos, Carlos Bedoya, Carlos Candia, Carlos Torre Hütt, Chuen Mx, Déjate Querer, Dosa Studio, EDAA, Enrique Rosas, Estudio Atemporal, Fernando Polidura, Jimena Hogrebe, Julia Reyes Retana C, Lanza Atelier, Lupe Toys, María Santibáñez, Martacarmela, Onnis Luque, PRODUCTORA, PLECA, Rafael Rodríguez, Roberto Michelsen, Unidad de Protocolos e Vera Primavera.
Poner la mesa. Image Cortesía de Florencia Köncke y Paula Olea Fonti
"Pôr a mesa" é uma reflexão ilustrada das arquitetas Florencia Köncke e Paula Olea Fonti. Nos parágrafos seguintes, as autoras desenvolvem uma primeira abordagem do estudo da mesa como "o centro de nossa noção de domesticidade"(1). Na relação entre espaço, objetos e pessoas e como catalisador social de encontro e troca.
https://www.archdaily.com.br/pt/975334/por-a-mesa-reflexoes-ilustradas-sobre-o-elemento-central-da-vida-domesticaFlorencia Köncke + Paula Olea Fonti
"Um edifício deve abordar nossa própria fragilidade", diz a arquiteta Dorte Mandrup em conversa com o Louisiana Channel, a respeito de sua obra recente, o Ilulissat Icefjord Center, na Groenlândia. Um pavilhão de exposições por si só, este potente registro audiovisual explora o ambiente circundante, oferecendo uma perspectiva sobre as mudanças observadas no gelo e a relação harmoniosa entre a estrutura e a paisagem glacial.
Dorte Mandrup foi entrevistada por Marc-Christopher Wagner em seu escritório na primavera de 2021. Considerada humanista, Mandrup tem sido fortemente influenciada pela medicina, escultura e cerâmica, criando formas arquitetônicas envolventes e evocativas. Como parte de seu trabalho filantrópico, o centro se propõe a narrar a evolução, a história humana e os segredos do gelo.
Instant City - ICSID 1971. Image Cortesía de OAB Office of Architecture in Barcelona
André Ricard e Daniel Giralt-Miracle, membro responsável pelo o ADI/FAD, propõem a ilha de Ibiza como sede do congresso bienal do ICSID em 1971. Assim começa a história. A essa altura, o chamado “Urquinaona Design Open Group” já existia em Barcelona. O grupo, com Carlos Ferrater à frente, ofereceu ajuda à organização do congresso. Eles negaram pois tudo parecia já organizado. Junto com Fernando Bendito, Ferrater pergunta sobre a hospedagem dos alunos. Eles ainda não tinham nada. Surge a oportunidade que estavam esperando. Milhares de convites são enviados para estudantes de todo o mundo. O número de respostas é maior que o número de inscritos.
O mais novo episódio do Arquicast sobre as tendências no mercado da construção trata de temas que centralizaram os debates em arquitetura ao longo de 2021 e como essas questões estão orientando as expectativas do nosso mercado para este novo ano. Sustentabilidade, inovação, tecnologia e cultura de trabalho estão entre os conceitos abordados e que, de alguma forma, parecem centrais às mudanças que 2022 anuncia.
À primeira vista, os materiais têxteis e a argila não têm muitas semelhanças. O escritório Oficina Penadés, entretanto, reúne esses dois elementos e nos mostra todos os benefícios de um novo material de origem têxtil e técnicas de processamento de argila através de “Looks like magic!”, uma exposição que aconteceu durante a última Semana de Design de Milão.
Video games e mundos virtuais estão cheios de ambientes criativos para explorar, tempos alternativos para conhecer e estilos arquitetônicos inventados para folhear em cada realidade em que escolhermos mergulhar. Com os avanços recentes em tecnologia, maiores do que em qualquer momento da história, estamos testemunhando gerações de consoles e PCs com habilidade de produzir cenários praticamente reais, onde jogadores podem perambular, se perder, e explorar todas as nuances pertencentes a essas realidades praticamente autênticas.
Conjunto Habitacional Márquez de Valparaíso / Pedro Goldsack
A captura de uma imagem tornou-se espontânea e imediata. Embora a fotografia móvel mantenha a qualidade, perde-se o ritual de fotografar — isto é, o ato de pensar uma imagem ao caminhar por uma nova cidade ou de explorar as possibilidades de enquadramento de um edifício a partir do seu ponto de vista. Em suma, cada imagem é o resultado do foco, da abertura, da exposição e das características do próprio espaço. Viajar com uma câmera de 35 mm impõe limites: há quem diga que se trata da lente mais próxima do olho humano, enquanto outros a consideram muito estreita para capturar uma obra pelo exterior; sem dúvida, contudo, tudo depende do seu critério e das capacidades do equipamento disponível.
O Instituto Tomie Ohtake divulgou os três projetos premiados no 8º Prêmio de Arquitetura Instituto Tomie Ohtake AkzoNobel. O anúncio foi realizado via vídeo nas redes sociais do instituto e inaugurou a exposição dos 13 selecionados nesta oitava edição do prêmio. No total foram inscritos 178 projetos provenientes de 18 estados brasileiros, do Distrito Federal e cinco deles realizados no exterior (Argentina, França, Itália, Madagascar e Moçambique).
Embora a pesquisa pareça ser intrínseca ao processo de projeto, a pesquisa arquitetônica é um caminho profissional em si, cujo objetivo é destacar evidências científicas e explorar alternativas fora das normas pré-estabelecidas ou considerações empíricas. Seu objetivo é criar uma estrutura de conhecimento que possa informar o design visando alcançar resultados objetivamente melhores. A seguir, discutimos o papel e o estado da pesquisa em arquitetura, algumas áreas de investigação proeminentes e os arquitetos ou instituições que dedicam seu trabalho a esses assuntos.
O Monumento Nacional permaneceu fechado desde fevereiro de 2010 devido aos danos causados pelo terremoto daquele mesmo ano. Graças às contribuições do Governo Regional de Maule e do Ministério das Culturas, das Artes e do Patrimônio, o espaço reabriu suas portas no último dia 24 de novembro.
Momoyo Kaijima e Yoshiharu Tsukamoto, do Atelier Bow-Wow, e Elizabeth Diller são os/as laureados/as em Arquitetura do Prêmio Wolf deste ano, uma premiação anual que destaca cientistas e artistas por “suas realizações em benefício da humanidade”. Sendo uma das honrarias internacionais mais prestigiadas de Israel, as categorias artísticas do prêmio incluem pintura e escultura, música e arquitetura, acompanhadas pelas disciplinas científicas de medicina, agricultura, matemática, química e física. O júri elogiou o notável trabalho do trio de arquitetos/as na confluência de pesquisa, pedagogia e prática profissional, influente para o avanço da arquitetura.
A escolha pelo uso de carros particulares é compreensível para além da chamada “cultura do automóvel”. A possibilidade de um transporte que leva da origem direto ao destino, com horário flexível e que oferece sensação de segurança justifica seu uso, especialmente em locais onde os sistemas de transportes mais sustentáveis não atendem toda a população de forma satisfatória. Mas será que os motoristas realmente pagam pelos impactos que causam?
https://www.archdaily.com.br/pt/976456/entenda-por-que-voce-paga-pelos-carros-mesmo-se-nao-usa-losITDP Brasil
Existe um grupo de jovens arquitetos/as chineses/as que se define de forma única e apresenta ao público a “nova geração” de profissionais da área. Não se apegam a definições e rompem com as convenções. Pensam por si e agem de acordo com suas próprias crenças. Além de arquitetos/as, também são artistas, pintores/as, escultores/as e pesquisadores/as. A identidade já não é única entre a nova geração; sua forma de trabalhar é determinada por seus propósitos, e seguir o caminho que escolheram os/as guiará a uma nova direção e a uma nova vida.