A luz serve a um propósito essencial na arquitetura: nos ajudar a ver. Seja através de métodos naturais ou artificiais, os ambientes devem ser iluminados adequadamente para que os ocupantes possam habitá-los com segurança e cumprir suas funções diárias. Quando o sistema certo é selecionado, a iluminação também pode contribuir para a eficiência energética e sustentabilidade no edifício como um todo. No entanto, para além do seu evidente valor funcional e ambiental, o projeto de iluminação pode ter um grande impacto no conforto visual e na atmosfera dos interiores, chamando a atenção para as texturas, realçando as cores e definindo os volumes. Portanto, das muitas peças envolvidas no design de interiores, a iluminação é certamente aquela que pode melhorar ou destruir um espaço e até afetar o bem-estar dos usuários, razão pela qual deve ser considerada um elemento crucial do design por si só.
Para algumas pessoas pendurar quadros nem sempre é uma tarefa fácil, afinal, além das obras retratarem uma imagem que traduz parte da personalidade dos moradores, imaginar formas de composição que tornem o ambiente ainda mais agradável pode ser desafiador. Pensando nisso, trazemos aqui alguns exemplos e diretrizes que podem ser adotadas para facilitar o momento de criar uma exposição na sua casa.
Preservar e restaurar matas ciliares tem múltiplos benefícios para adaptação e resiliência climática. Na foto, Rio Atibaia, em Campinas. Foto: Renan Pissolatti, WRI Brasil
O ano de 2022 vai colocar o Brasil na rota da transição econômica necessária para cumprir as metas climáticas e manter viável o objetivo de longo prazo de zerar as emissões líquidas até 2050? Ainda há uma janela de oportunidade para o mundo limitar o aquecimento a 1,5°C, mas a falta de ambição dos países até aqui tem tornado esse cenário cada vez mais custoso de alcançar. Cada ano que passa torna o cenário mais urgente e a ciência tem deixado claro que as decisões tomadas nesta década vão definir o equilíbrio climático do planeta.
https://www.archdaily.com.br/pt/975722/5-fatos-e-tendencias-que-vao-marcar-a-agenda-ambiental-no-brasil-em-2022WRI Brasil
A arquitetura há muito tempo é pensada pra simbolizar e venerar valores e crenças compartilhadas. Isso é especialmente verdadeiro no caso de catedrais e lugares de culto, estruturas que ultrapassam todas as fronteiras culturais, ambientais e econômicas. Essas construções abrangem o ritual e a reunião ao passo que exploram uma relação entre a experiência humana e o divino. Atualmente, as catedrais estão sendo reimaginadas pela vida contemporânea e por novas tradições de construção.
“Se você é pintor/a, precisa de uma tela. Se você é escultor/a, precisa de mármore ou gesso. E se você constrói uma casa, precisa de um pedaço de terra.” Boas-vindas ao maravilhoso mundo de Not Vital, onde o artista multifacetado suíço nos mostra seu parque de esculturas, fundação e castelo neste vídeo.
O Louisiana Channel encontra Not Vital em seu ateliê em Sent, a cidade na Suíça onde ele cresceu e um dos lugares onde ainda vive. Construir espaços para habitar o acompanha desde a infância: “Meu primeiro trabalho estava mais relacionado à tentativa de construir uma casa ou um habitat. O primeiro foi em 1951, quando eu tinha apenas três anos. Havia tanta neve que meu irmão e eu construímos um túnel”, diz ele, que continua: “Acho que foi a primeira vez que percebi que gosto de construir meu próprio habitat. Embora fosse muito mais confortável morar dentro de casa, eu passava o dia no túnel. Lembro-me da luz, do cheiro da neve. Eu me sentia muito bem.”
Serpentine Pavilion 2022, Black Chapel, design de Theaster Gates. Render, vista interior. Imagem cortesia do Theaster Gates Studio
O artista americano Theaster Gates revelou sua proposta para o 21º Pavilhão Serpentine. A edição de 2022, primeira não encabeçada por um arquiteto, terá como título Black Chapel e “homenageará as tradições britânicas de produção artesanal e manufatura”. O pavilhão será aberto ao público na sexta-feira, 10 de junho, em Kensington Gardens e terá supervisão de montagem feita pelo escritório de Adjaye Associates.
Ter mais independência na geração de energia é um caminho para driblar a alta nas contas de luz. Neste sentido, são cada vez mais comuns os pequenos sistemas de produção de energia renovável. Em Sorocaba, no interior de São Paulo, a startup Vida Maker desenvolveu uma microusina que pode ser alimentada por placa solar, energia eólica e gerador hidráulico.
A usina funciona como uma espécie de gerador. Por isso, é possível servir como fonte de energia para eletrônicos, eletrodomésticos e para iluminação.
The Second Studio (anteriormente The Midnight Charette) é um podcast explícito sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado pela arquiteta Marina Bourderonnet e pelo arquiteto David Lee, o programa traz diferentes profissionais da área de criação em conversas sem roteiro que permitem reflexões profundas e discussões pessoais.
Uma variedade de temas é abordada com honestidade e bom humor: alguns episódios são entrevistas, enquanto outros trazem dicas para colegas designers, análises de edifícios e outros projetos, ou explorações descontraídas sobre a vida cotidiana e o design. The Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.
Esta semana, Marina e David recebem Jason Somers, presidente e fundador da Crest Real Estate, para discutir o papel do/a despachante técnico/a de projetos, quando e por que contratar esse/a profissional, como ele/a pode ajudar na obtenção de alvarás de construção, os benefícios de elaborar análises de viabilidade de desenvolvimento imobiliário no início de um projeto, entre outros assuntos.
https://www.archdaily.com.br/pt/1134751/the-second-studio-podcast-entrevista-com-jason-somersThe Second Studio Podcast
As fachadas são o cartão de visitas de toda construção, é quando os visitantes constroem as primeiras impressões do ambiente que estão adentrando. Elas são também parte da construção que mais fica exposta à ação do tempo e da poluição das ruas, exigindo manutenção periódica. Neste texto trazemos dicas que podem ajudar na hora de reformar a frente de sua casa.
Para a maioria das pessoas, a vida moderna exige passar a maior parte do dia em espaços interiores - na verdade, de acordo com um relatório da Environmental Protection Agency, a pessoa média passa cerca de 90% de sua vida em ambientes fechados. Como resultado, isso implica perder benefícios para a saúde associados à exposição à luz solar, como absorção de vitamina D, regulação dos ritmos circadianos, níveis mais altos de energia e até melhora do humor. Uma opção é aumentar a quantidade de tempo que passamos ao ar livre. Mas como a maioria das funções diárias são realizadas no interior dos edifícios, é crucial incorporar e priorizar a iluminação natural nos interiores.
A TV é um dos principais elementos que compõem a sala de estar, principalmente na maioria dos lares brasileiros, onde a sala é o lugar tanto para receber visitas, quanto para desfrutar de descanso e lazer. Porém, nem sempre é fácil posicionar este equipamento que varia tanto de tamanho e principalmente combiná-lo com o restante do espaço.
Imagem: Prefeitura de São Paulo. Cortesia de Caops Planejado
Fugindo da lógica que orientou o desenho da maioria dos municípios no século 20, tirar a prioridade dos carros no desenvolvimento das localidades e diminuir a área destinada a eles nas ruas não piora os congestionamentos. Pelo contrário, ao reorganizar o espaço das ruas deixando menos faixas para os automóveis, ocorre uma mudança na forma como as pessoas se deslocam, com a migração para outros meios de locomoção mais sustentáveis, como caminhar, pedalar ou utilizar o transporte público, reduzindo a circulação de veículos privados significativamente.
https://www.archdaily.com.br/pt/975944/por-que-fechar-ruas-para-automoveis-nao-aumenta-o-transitoSomos Cidade
Estabelecidos pelos Planos Diretores, os índices urbanísticos configuram um conjunto de normas que regulam a dimensão das edificações em relação ao terreno onde serão construídas. Essas determinações variam de acordo com a zona na qual o terreno se encontra e se dividem em três preceitos principais: Taxa de Ocupação, Coeficiente de Aproveitamento e Taxa de Permeabilidade. Saiba o que significa e como calcular cada um deles, a seguir.
https://www.archdaily.com.br/pt/976095/o-que-e-taxa-de-ocupacao-coeficiente-de-aproveitamento-e-taxa-de-permeabilidadeEquipe ArchDaily Brasil
“Estamos em uma área sísmica. Beirute já foi soterrada sete vezes, por isso o edifício precisa resistir a qualquer terremoto, e é por isso que também resistiu à explosão no porto”, afirma Lina Ghotmeh em conversa com o Louisiana Channel, referindo-se ao Stone Garden. Trata-se de um edifício construído com a resiliência em mente, em uma cidade que já foi soterrada por escombros e reconstruída diversas vezes.
Lina Ghotmeh foi entrevistada por Marc-Christoph Wagner em seu ateliê em Paris em novembro de 2021. Reconhecido por sua abordagem humanista da arquitetura, o Stone Garden estabelece uma relação bastante pessoal por ser o primeiro edifício construído na cidade natal de Ghotmeh, Beirute. Situada no limite do centro da cidade, a obra é uma forma de arquitetura vernacular que ecoa a vida das pessoas que ali residem.
Istanbul, Turquia. Imagem via Shutterstock by kukuruxa
A Bloomberg Philanthropies revelou as 15 cidades vencedoras do seu Global Mayors Challenge 2021-2022. Os projetos escolhidos entre participantes de seis continentes “buscam melhorias nas áreas de recuperação econômica e crescimento inclusivo, saúde e bem-estar, clima e meio ambiente, gênero e igualdade”. As cidades vencedoras, que incluem Istambul, Roterdã, Butuan e Wellington, receberão US$ 1 milhão e apoio externo para desenvolver seus programas.
Basta uma pesquisa rápida para percebermos que há muito “pano pra manga” em termos de conhecimento, experiências e novidades no universo que envolve a mobilidade nos centros urbanos e entre cidades. O Arquicast convida para o debate dois especialistas no assunto: o arquiteto Fernando Lima, doutor em Urbanismo pela UFRJ, professor adjunto da UFJF e Professor Visitante da Universidade Estadual da Pennsylvania e o administrador Rodrigo Tortoriello, pós-graduado com MBA em Engenharia de transportes pela (UFRJ), e ex-Secretário Extraordinário de Mobilidade Urbana de Porto Alegre.
Qual é o estilo deste edifício? Esta é uma pergunta inicial comum que as pessoas fazem para saber mais sobre uma edificação. Para arquitetos e arquitetas, contudo, esse parece um ponto de partida inadequado, e a pergunta inicial pode soar ingênua e trivial. Essa disparidade de atenção dada ao estilo de uma edificação gera um impasse entre o público geral — que deseja compreender o ambiente construído — e os profissionais da arquitetura, ávidos por compartilhar as nuances de sua disciplina.
A Casa de Música Húngara de Sou Fujimoto, um marco cultural dedicado à música contemporânea no Parque Municipal de Budapeste abriu oficialmente suas portas ao público. Considerado um dos edifícios mais esperados do ano, o projeto está aninhado entre as árvores do parque e foi projetado como uma extensão da paisagem natural. O museu oferece uma experiência artística única que combina paisagem, arquitetura e design de exposições, tudo dedicado à criação de música e som.
Com seus objetivos quantificáveis e desempenho mensurável, a sustentabilidade muitas vezes se apresenta como um desafio tecnológico. Sua linguagem primária é aquela dos dados, equipamentos, sistemas projetados, muitas vezes traduzidos em uma camada hipertecnológica escondida dentro de um design que apoia normas estéticas pré-existentes. Como a arquitetura é a imagem de uma sociedade em um momento do tempo, como o foco em sustentabilidade se traduz em linguagem, legitimando ainda mais as iniciativas para estabelecer uma relação de equidade com o meio ambiente? A arquitetura serve como uma expressão de atitudes, e já que a sustentabilidade se tornou um valor fundamental, é válido olhar se ela produziu ou não uma transformação estética.
A Intendência de Flores realizou a chamada para o Concurso Público de Anteprojetos Arquitetônicos para a construção de um edifício de uso misto denominado Mercado Trinidad, a ser localizado na cidade de Trinidad, Uruguai. Ao incorporar as construções patrimoniais existentes e reformar ou substituir as demais edificações e espaços livres, busca-se retirar da região o tráfego de caminhões e máquinas das oficinas e depósitos da Intendência que hoje funcionam no local, promovendo a regeneração urbana e a revitalização da área central com um novo equipamento urbano para a cidade.
Este ano, durante a Semana de Arte, realizada na segunda semana de fevereiro na Cidade do México, foi possível vivenciar uma efervescência de eventos culturais que atraíram um grande público, o que também se refletiu nas redes sociais. Prova disso foi o público expressivo presente antes mesmo da abertura da Zona Maco, assim como no Salón Acme, onde grupos guiados de colecionadores ou potenciais compradores lotavam as salas. Para nossa surpresa, após quase dois anos de quarentena, a agenda se mostrou repleta de novos projetos que já planejam uma segunda edição. Nesta ocasião, compartilhamos uma seleção de eventos que tivemos a oportunidade de visitar e que continuarão abertos durante o resto de fevereiro e março. Continue lendo para conferir a lista completa.
Como parte da agenda cultural da Semana da Arte e como resultado da crise da pandemia, um novo espaço abriu suas portas na Cidade do México para reimaginar a situação atual e repensar nossa relação com o espaço público e com o Bosque de Chapultepec. A partir das raízes da mudança gerada por essa crise, surgiu a oportunidade de recuperar e ressignificar o emblemático edifício conhecido como "Restaurante Lago" – inaugurado em 24 de outubro de 1964 e projetado pelo arquiteto Alfonso Ramírez Ponce – para lhe dar um novo propósito que incluísse "transformar o privado em público, o exclusivo em inclusivo, o social em cultural. Desvelar as camadas da história e trazer o presente de volta à origem, para redescobrir um ícone da arquitetura moderna dos anos sessenta."
A habitação acessível tornou-se um problema global cada vez mais urgente. Seja no aluguel ou na casa própria, a inacessibilidade à moradia tem aumentado continuamente. Dados do Censo dos EUA ilustram um declínio acentuado na aquisição da casa própria nas últimas décadas. Embora os millennials fossem a geração mais populosa em 2019, a taxa de propriedade imobiliária entre eles era de apenas 47,9%. Em contrapartida, a taxa da Geração X era de 69%, vindo logo atrás da geração silenciosa, com 77,8%. Essa tendência de declínio geracional no acesso à casa própria se reflete em outras partes do mundo, como no Reino Unido, onde as taxas caíram continuamente de 71% em 2003 para 64% em 2018. Grande parte de especialistas aponta a falta de acessibilidade financeira como o principal motivo para essa queda.
Centro de Neurorreabilitação Sarah Fortaleza, de 2001. Foto: divulgação/EC, via Betoneira
Com uma obra marcadamente social e voltada para o uso público, João da Gama Filgueiras Lima, o Lelé, se tornou um dos grandes nomes da arquitetura brasileira. Em 60 anos de carreira, construiu hospitais, escolas, terminais e abrigos para ônibus, tribunais, secretarias e outras sedes administrativas.
Em todos eles, reuniu o zelo pelos materiais e pela mão de obra, qualidade técnica e artística. Compreendeu como poucos como utilizar a luz e a ventilação naturais em prol da economia energética e do bem-estar dos usuários.