Como parte da agenda cultural da Semana da Arte e como resultado da crise da pandemia, um novo espaço abriu suas portas na Cidade do México para reimaginar a situação atual e repensar nossa relação com o espaço público e com o Bosque de Chapultepec. A partir das raízes da mudança gerada por essa crise, surgiu a oportunidade de recuperar e ressignificar o emblemático edifício conhecido como "Restaurante Lago" – inaugurado em 24 de outubro de 1964 e projetado pelo arquiteto Alfonso Ramírez Ponce – para lhe dar um novo propósito que incluísse "transformar o privado em público, o exclusivo em inclusivo, o social em cultural. Desvelar as camadas da história e trazer o presente de volta à origem, para redescobrir um ícone da arquitetura moderna dos anos sessenta."
A habitação acessível tornou-se um problema global cada vez mais urgente. Seja no aluguel ou na casa própria, a inacessibilidade à moradia tem aumentado continuamente. Dados do Censo dos EUA ilustram um declínio acentuado na aquisição da casa própria nas últimas décadas. Embora os millennials fossem a geração mais populosa em 2019, a taxa de propriedade imobiliária entre eles era de apenas 47,9%. Em contrapartida, a taxa da Geração X era de 69%, vindo logo atrás da geração silenciosa, com 77,8%. Essa tendência de declínio geracional no acesso à casa própria se reflete em outras partes do mundo, como no Reino Unido, onde as taxas caíram continuamente de 71% em 2003 para 64% em 2018. Grande parte de especialistas aponta a falta de acessibilidade financeira como o principal motivo para essa queda.
Centro de Neurorreabilitação Sarah Fortaleza, de 2001. Foto: divulgação/EC, via Betoneira
Com uma obra marcadamente social e voltada para o uso público, João da Gama Filgueiras Lima, o Lelé, se tornou um dos grandes nomes da arquitetura brasileira. Em 60 anos de carreira, construiu hospitais, escolas, terminais e abrigos para ônibus, tribunais, secretarias e outras sedes administrativas.
Em todos eles, reuniu o zelo pelos materiais e pela mão de obra, qualidade técnica e artística. Compreendeu como poucos como utilizar a luz e a ventilação naturais em prol da economia energética e do bem-estar dos usuários.
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As luminárias pendentes modulares da Archilume incluem a esférica Aura que, configurada em grupo, cria um ponto focal marcante. Imagem cortesia de Archilume
Para arquitetos/as e designers de interiores, a iluminação ajuda a demarcar áreas de um espaço interno, ainda que de forma sutil, por meio do elemento intangível da luz. Como uma alternativa compacta a divisórias e paredes, ela pode subdividir informalmente ambientes integrados em zonas dedicadas a diferentes usos — como a área de um bar no lobby de um hotel, por exemplo, ou o setor da cozinha em uma sala de estar integrada.
A iluminação modular, em particular, atrai designers que buscam delimitar diferentes zonas, por ser altamente flexível. Como pode ser expandida com a adição de novos componentes ou reduzida pela remoção de alguns deles, ela permite que os ambientes sejam facilmente reconfigurados para atender a necessidades em constante mudança.
O projeto do Wildflower Production Studio projetado pelo BIG, recebeu a licença de construção do Departamento de Edificações (DOB) de Nova York, indicando que a construção poderá ser iniciada. No final de 2019, o Wildflower Development Group, do ator e produtor Robert De Niro, em parceria com o escritório Bjarke Ingels Group (BIG), divulgou as primeiras imagens de sua proposta para um estúdio de cinema e televisão de 65 mil metros quadrados localizado no bairro Queens, em Nova York. Uma vez concluído, o projeto deve se tornar o primeiro estúdio vertical de cinema, televisão e criação do mundo.
Durante o ano passado, as práticas estabelecidas continuaram a defender a transformação das estruturas existentes, com a reutilização adaptativa e os retrofits cada vez mais se tornando um aspecto definidor da arquitetura contemporânea. Desde a renovação de estruturas históricas até a reutilização adaptativa de instalações obsoletas, a ideia de dar uma vida nova às construções existentes foi adotada como premissa para uma prática mais sustentável, mas também para reforçar a identidade urbana e cultural das cidades. Descubra oito projetos e obras recentemente concluídas que mostram uma nova prática comum de reutilização dos edifícios existentes.
Com mais de 100 mil votos recebidos ao longo das últimas três semanas, temos o prazer de apresentar os vencedores do Prêmio ArchDaily Building of the Year 2022. Este prêmio de arquitetura é atribuído pelos leitores do ArchDaily, que filtraram entre milhares de projetos as 15 melhores obras de arquitetura que foram publicadas em 2020.
Como nos anos anteriores, os vencedores compõem um amplo espectro de edifícios, o que dá uma ideia do quão diversa se tornou a profissão nas últimas décadas. Como esperado em qualquer premiação tradicional, grandes nomes da arquitetura tomam seu lugar. É o caso do projeto de habitação do MVRDV em Bordeaux e da instalação de Kengo Kuma na Casa Batlló. Por outro lado, escritórios menores e profissionais emergentes também deixaram sua marca — prova disso é a presença do ENSAMBLE STUDIO com sua Casa Ca'n Terra e das firmas PALMA e HANGHAR com a instalação Tipos de Espacios. Além destes, a presença de dois projetos brasileiros entre os vencedores — Villa M do Triptyque Architecture e Sede de Escritório de Advocacia do BLOCO Arquitetos e Renata Dutra Arquitetura — torna a edição de 2022 especialmente relevante para o ArchDaily Brasil.
Em suas diferenças, os vencedores têm algo comum: representam os valores de nossa missão, oferecendo inspiração, conhecimento e ferramentas a arquitetos e todos aqueles interessados no ambiente construído. Nem o ArchDaily, nem o Prêmio Building of the Year seriam possíveis sem a generosidade dos escritórios, que optam por publicar seus projetos conosco, ou sem os leitores comprometidos que participam do processo de votação.
O Prêmio ArchDaily Building of the Year 2022 é oferecido pela Dornbracht, empresa conhecida internacionalmente por seus produtos para cozinhas e banheiros.
Daylight and Architecture, uma iniciativa global de compartilhamento de conhecimento voltada a explorar o potencial ilimitado da luz natural na arquitetura, anunciou uma nova série de "Daylight Talks".
O American Institute of Architects (AIA) selecionou 11 projetos como vencedores do seu 2022 Architecture Awards. O programa anual celebra o melhor da arquitetura contemporânea e destaca como os espaços podem atender aos seus moradores/as e ao seu contexto, incorporando um sentido de lugar, propósito, história e sustentabilidade ambiental. Entre os projetos selecionados, estão tipologias comerciais, residenciais e cívicas, todos projetados por arquitetos/as licenciados/as nos EUA.
CHYBIK + KRISTOF revelou o projeto de um arranha-céu na cidade tcheca de Ostrava. O projeto reformula a tipologia do arranha-céu como um polo social dinâmico e ativa o espaço público para apoiar a reativação e a transformação socioeconômica da cidade pós-industrial. Quando concluída, a Ostrava Tower, de 235 metros de altura,será o edifício mais alto do país.
A segunda edição do curso autoinstrucional “Educação Patrimonial, Diversidade e Meio Ambiente no Distrito Federal” já está com suas inscrições abertas. O curso é aberto a todos os interessados e faz parte do plano de trabalho de um termo de cooperação assinado entre o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no Distrito Federal (DF) e a Secretaria de Estado e Educação do DF (SEEDF).
Cortesia de A Broken House, documentário do The New Yorker dirigido por Jimmy Goldblum
A Broken House é um documentário dirigido por Jimmy Goldblum que conta a história de Mohamad Hafez. Hafez é um sírio que viajou para os Estados Unidos com um visto de entrada única para estudar arquitetura, mas viu-se impossibilitado de retornar ao seu lar. Diante de seu destino, ele canalizou a saudade em sua expressão artística, passando a criar esculturas em miniatura de sua terra natal para recriar "a Damasco de suas memórias".
"Se você não pode voltar para casa, por que não constrói uma?". Ao contar as histórias das pessoas que ali viviam, o projeto arquitetônico assume uma dimensão política após o início da Guerra Civil Síria, retratando a extensão da destruição sofrida pela cidade, humanizando a população refugiada e compartilhando suas vivências.
Bernard Tschumi divulgou recentemente o projeto HyperTent, uma estrutura em paraboloide hiperbólico que é sua mais nova adição ao Parc de la Villette. Concebido para a inauguração de L'Espace Chapiteaux, um espaço para performances e apresentações circenses, o guichê de ingressos se localiza na base do Folie L4 e sua materialidade e morfolofia permitem uma coexistência em equilíbrio com a antiga estrutura.
A pioneira feminista negra Gloria Jean Watkins – mais conhecida por seu pseudônimo em minúsculas bell hooks – faleceu recentemente aos 69 anos. Ela deixa para trás inúmeras ideias que servem de base para a crítica moderna de raça, classe e gênero.
Por conta de sua morte, um antigo texto publicado por bell em 1998 foi divulgado em um blog que ela costumava escrever ocasaionalmente chamado Lion´s Roar. O texto intitulado “Design: A Happening Life” é tão atual que nem parece que foi escrito há 25 anos atrás.
A Comissão Europeia e a Fundação Mies van der Rohe anunciaram os sete finalistas que competirão pelo Prêmio da União Europeia de Arquitetura Contemporânea 2022 – Prêmio Mies van der Rohe. A lista inclui cinco projetos na categoria Arquitetura e outros dois na categoria Arquitetura Emergente que são "modelos e referências para políticas urbanas locais". Os vencedores serão anunciados em abril deste ano e a cerimônia acontecerá em maio.
Este artigo de Hugo Mondragón López e Bárbara Rozas Reinecke foi publicado originalmente com o título "Contra el Olvido: La voz de Montserrat Palmer y el discurso de la arquitectura contemporánea en Chile" na edição nº 23 da revista Dearq em 1º de julho de 2018 (DOI: https://doi.org/10.18389/dearq23.2018.02).
Arquiteta, professora, pesquisadora, editora. Montserrat Palmer Trías foi uma voz de autoridade na cena arquitetônica e cultural do Chile entre o fim do século XX e o início do século XXI. A partir da direção editorial da revista ARQ, ela conseguiu moldar os debates disciplinares, ao mesmo tempo em que inseria no cenário internacional um grupo de arquitetos e arquitetas do Chile cuja notoriedade se forjou nas páginas da publicação. Embora tenha alimentado o mito de uma mulher que atuava em um registro baseado na intuição, é impossível ignorar sua rigorosa atividade como pesquisadora. Paradoxalmente, uma década após deixar a direção da revista, sua figura e sua contribuição para a arquitetura chilena da pós-ditadura correm o risco de cair no esquecimento. Este artigo é uma tentativa de evitar que isso aconteça.
A seguir, apresentamos o texto como parte de uma colaboração conjunta para contribuir com a difusão de pesquisas, análises e opiniões que la comunidade acadêmica nacional e internacional elabora sobre a arquitetura, as questões urbanas e áreas afins.
https://www.archdaily.com.br/pt/1134510/contra-o-esquecimento-montserrat-palmer-e-o-discurso-da-arquitetura-contemporanea-no-chileHugo Mondragón López y Bárbara Rozas Reinecke
Mobiliário interno nos escritórios da Coromandel | Andreu World. Imagem cortesia de Andreu World
Contar com um espaço físico de trabalho traz inúmeros benefícios intrínsecos, como reunir as equipes em um ambiente colaborativo e oferecer às empresas a oportunidade de consolidar sua cultura e identidade. No entanto, com a ascensão do trabalho híbrido e remoto no início da pandemia, muitos se questionaram se isso significaria o fim do escritório físico. Hoje, decorridos dois anos, a tendência se mostra evidente: em vez de serem completamente substituídos pelo modelo remoto, os escritórios físicos foram adaptados por muitas empresas para atender às novas necessidades de seus colaboradores e colaboradoras. A opção tem sido por espaços integrados, confortáveis e flexíveis que estimulam a criatividade, a colaboração e a produtividade.
A mais recente exposição do Danish Architecture Center, A Space Saga, explora a vida em um habitat lunar, oferecendo um panorama sobre as questões que devem moldar a arquitetura espacial, em um momento em que novas missões à Lua estão previstas para 2025. A mostra apresenta o habitat lunar LUNARK, desenvolvido pelo escritório dinamarquês de arquitetura SAGA Space Architects — um estudo sobre o bem-estar físico e mental em ambientes extremos que também pode servir de base para a arquitetura de alta tecnologia na Terra.
A seleção com curadoria desta semana de Melhores Projetos Não Construídos destaca propostas enviadas por escritórios consagrados. De centros comerciais à beira-rio a torres de uso misto, este artigo explora programas comerciais e residenciais desenvolvidos por escritórios globais de arquitetura que estão em fase conceitual, venceram concursos de projeto ou já se encontram em fase de execução.
Apresentando desde uma ponte de pedestres desenvolvida pelo Grimshaw Architects na França até um arranha-céu no distrito financeiro apelidado de "Farol do Século XXI" pelo escritório Ronald Lu & Partners, este compilado explora como escritórios consolidados projetaram edifícios que atendem às necessidades espaciais e ambientais de seus usuários e suas respectivas funções. A seleção também traz propostas de SOM, IMPLMNT, Gensler e Aedas, entre outras equipes de arquitetura de destaque.
Set Stills. The Tragedy of Macbeth. Image 由 Stefan Dechant
Stefan Dechant é um designer de produção com mais de 25 anos de experiência na indústria, tendo colaborado com nomes consagrados como James Cameron (Avatar), Tim Burton (Alice no País das Maravilhas) e Sam Mendes (Soldado Anônimo). Recentemente, estreou na Apple TV+ o filme A Tragédia de Macbeth, dirigido por Joel Coen, no qual Stefan assina o design de produção. O que despertou imediatamente o nosso interesse? O fato de seu desafio ter sido criar 35 cenários abstratos em preto e branco.
Na entrevista a seguir, Stefan nos conta sobre as inspirações por trás de sua concepção estética, seu processo de trabalho que transita entre esboços manuais e modelagens no computador, e as etapas para a construção final desses cenários. Leia a entrevista completa abaixo.
Elogiado pelas suas impactantes contribuições à arquitetura, design e comunidade, Sir David Adjaye foi reconhecido com primeiro o Prêmio Charlotte Perriand, uma honra criada pelo Créateurs Design Awardsque reconhece a excelência e integridade na indústria do design. O fundador da Adjaye Associates foi selecionado pelas suas realizações que "vão além de marcos na cidade", e pela sua abordagem holística e impactante no desenvolvimento de tipologias residenciais, comerciais e culturais.
Durante a revolução industrial e seus consequentes avanços tecnológicos, como o uso do aço em construções e a evolução de massas com agregados, Joseph Monier executou cubas e tubos com armações de aço e preenchidas com concreto em 1849. Essa foi entendida como a primeira experiência em concreto armado da construção civil. Dali em diante essa tecnologia evoluiria para o que conhecemos hoje: um dos sistemas estruturais mais utilizados do mundo, considerado por muito tempo sinônimo de progresso e grande responsável pela transformação das paisagens urbanas. Mas afinal, o que é e como funciona o concreto armado?
Com o apoio da Federação Argentina de Entidades de Arquitetos (FADEA), o Centro Argentino de Engenheiros (CAI) encarregou a Sociedade Central de Arquitetos (SCA) da divulgação, organização e realização do Concurso Nacional de Anteprojetos Vinculante, sob o nome de Centro Argentino de Inovação, Conservação, Valorização e Adequação da sede do CAI, localizado no centro da Cidade Autônoma de Buenos Aires, Argentina.